O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/09/05

YELLOW HORSE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:13

Demorou, mas a noção de que é preciso preservar o meio ambiente é algo que vai aos poucos entrando na cabeça da população. Reciclagem, reflorestamento e até xixi no banho são sugestões que já apareceram na tentativa de prolongar nossa estadia no mundo.
Mas tem gente levando a reutilização de materiais às últimas consequências, conforme mostra uma matéria do jornal “The Independent” deste sábado.
O inglês James Gilpin está usando a urina de diabéticos como matéria-prima para a produção de uísque, o “Gilpin Family Whisky”.
Ele explica que a ideia surgiu quando ouviu sobre uma lenda a respeito de uma indústria farmacêutica que supostamente se instalara perto de casas de idosos com o objetivo de extrair drogas não-processadas da urina deles. O “descarte” seria então reutilizado na fabricação de diversos produtos.
A partir daí, Gilpin (ele próprio diabético do tipo 1) decidiu utilizar a urina de pacientes com diabetes do tipo 2 – que excretam grande quantidade de açúcar.
Gilpin utiliza-se de um processo de purificação de água para remover as moléculas de açúcar do xixi. Estas são adicionadas posteriormente para acelerar a fermentação. Depois de fermentado, o produto recebe ingredientes que lhe adicionam cor, sabor e viscosidade. Para arrematar, ganha um rótulo com o nome do “doador”.
Sobre o sabor, Gilpin acrescenta: “Não tenho a alegria de ter meu uísque envelhecido por 100 anos, mas tenho o prazer de ver meus colaboradores vivendo até os 90, o que dá um sabor especial ao produto. Minha avó (Patricia) não rendeu um lote tão bom, mas ela jamais me perdoaria se eu não usasse a ‘doação’ dela”.
A justificativa dele para a má qualidade do uísque feito a partir da urina da avó é que ela é ainda muito saudável. “Entretanto, é um uísque popular porque as pessoas gostam dessa conexão afetiva”.
Gilpin também conta na entrevista que “alguém na rádio BBC 6 fez um paralelo interessante com Jim Bean e Jack Daniels. Apesar de toda a propaganda mostrando o complexo modo de fabricação do uísque, eles eram muito preguiçosos para usar o xixi de velhas vovós para melhorarem sua bebida e reduzirem os custos de produção”.
Entretanto, Gilpin deixa claro que não é corajoso o suficiente para fazer comparações entre o seu uísque e as marcas famosas.
O produto não está à venda – tem sido apenas apresentado para degustações em exposições e festivais. A próxima demonstração do uísque dos Gilpin será em outubro, num festival de design e arquitetura em Manchester.
Também neste sábado, uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” mostrou que a Venezuela é o maior consumidor de uísque da América Latina. No entanto, a dificuldade de importadores em obter dólares no país ameaça afetar o consumo de uísque e de serviços de celular.
Bom, fica aí a sugestão para Chavez: usar “seu produto interno produto”.

Conheçam o site da família Gilpin AQUI

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