O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/08/29

IMPERDÍVEL DISPENSÁVEL

Filed under: Folheando — trezende @ 10:35

Há milhares de lugares, comidas, espetáculos, pessoas, livros, filmes e pontos turísticos que gostaríamos de conhecer. Às vezes nos falta tempo, às vezes dinheiro ou gás para programar tudo.
Por outro lado, há outras diversas situações que só de ouvirmos relatos ou observarmos fotografias nos decepam quaisquer expectativas.
Um livro que chegou às prateleiras americanas em junho nos ajuda a não cairmos em propaganda enganosa – pelo menos quando o assunto é turismo: “101 Lugares Para Não Conhecer Antes de Morrer”, de Catherine Price.
Catherine é jornalista e está viajando o mundo ao lado do marido Peter, advogado, e tem relatado suas experiências para o site de notícias “The Huffington Post”.
Catherine explica por que criou o “antídoto” para guias como “1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer”: “Eu sou do tipo que tinha uma checklist na adolescência (Pelo nas axilas? Peitos? Namorado?) e ocasionalmente preparava listas com coisas que eu já havia feito só para me sentir mais completa. Assim como a maioria das pessoas, gasto muito tempo pensando em tudo o que eu deveria estar fazendo ou me mantendo tão ocupada que fica difícil separar o momento de hoje do próximo. A última coisa de que preciso é ler um livro que atiça meu desejo de aventura com o argumento da morte iminente – especialmente sob a forma de 1.001 lugares em que devo jogar golfe”.
Mas Catherine não visitou os 101 pontos que relaciona no livro. Além de contar com a colaboração de cinco autores-convidados, ela entrevistou amigos, familiares e pessoas desconhecidas para descobrir museus entediantes, atrações históricas e circunstâncias estúpidas e pontos turísticos vendidos como a última maravilha do mundo, mas que, no fundo, são um grande barco furado.
Afinal, diz Catherine, lugares ruins rendem boas histórias.
Dentre as maiores roubadas citadas por seus colaboradores estão a Eurodisney; a Times Square no Reveillon; o Museu da Água da Torneira, em Pequim; a cidade de Nevada, nos Estados Unidos; Cusco, no Peru (para quem é albino); o Museu do Sexo, em Amsterdã; o Festival do Testículo de Montana; e o Muro de Chiclete, em Seattle. Este, aliás, foi classificado pela CNN no ano passado como o segundo lugar com mais germes em todo o mundo – só perde para a Pedra de Blarney, localizada no castelo homônimo, na Irlanda, que também está no livro.
Poderíamos adicionar à lista de Catherine lugares imperdíveis como a 25 de Março em qualquer data comemorativa; o Largo Treze de Maio; a Ciudad del Este; e o sobrevoo às Linhas de Nasca, no Peru.
Esqueci-me de algum?

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