O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/08/03

É O QUE LHE PARECE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:36

No ano passado comentamos aqui sobre o “Museu do Uso Não-Intencional”, um blog que reunia fotos de objetos sendo utilizados para funções que não eram as suas primordiais, como privadas antigas ou chaleiras fazendo as vezes de vaso para flores ou faca de churrasco servindo como chave-de-fenda.
A criatividade das pessoas não tem limite, assim como o gosto duvidoso quando o assunto é a decoração de uma casa. Vale tanto usar CDs velhos para enfeitar a árvore de Natal como misturar almofada de chita com cortina xadrez. O arremate é o cachorro espelhado como globo de boate na porta da sala. Xique no úrtimo.
Quem quiser compartilhar detalhes da decoração de sua casa pode visitar o blog “Crap at My Parent´s House” (“Porcaria na Casa dos Meus Pais”).
Joel Dovev, um comediante que mora em Nova York, teve a ideia ao visitar os pais, que vivem perto de Boston. Logo que entrou, viu uma toalhinha com objetos judaicos como um dreidel (pião de quatro lados) e uma menorah (castiçal). Depois, notou uma maquete de um navio pirata e pensou: “Será que nós somos piratas judeus?”.
Em vez de buscar na árvore genealógica mais evidências de sua ascendência kosher, ele decidiu criar o blog.
“A ideia é prestar uma homenagem a todas as coisas estranhas que os pais de todo mundo têm. Por favor, ajude o projeto mandando tudo o que você considera engraçado, estranho, esquisito, único, absurdo, ridículo ou simplesmente aterrorizante”, diz ele.
Dovev lançou o site em junho e desde então tem recebido entre 20 e 50 fotos por dia.
Mas, segundo ele, mais importante do que o sucesso da página foi descobrir o quanto seus pais são normais.
O blog de Dovev me fez voltar no tempo. Lembrei-me da casa da minha avó materna e creio que ela renderia duas boas contribuições ao “Crap at My Parent´s House”.
Além de uma incrível fruteira com bananas, maçãs e até uvas de plástico havia o brinquedinho preferido do meu avô: um pinguim-paliteiro. Bastava pressionar o pescoço dele para baixo que uma gaveta se abria trazendo o palito. Almoço sem o pinguim-paliteiro não era almoço.
Consegui uma foto do bicho:

Visitem o site AQUI

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9 Comentários »

  1. É, tem coisas crueis. Mas acho que o maior símbolo da cafonice decorativa ainda é o pinguím de geladeira. Talvez ele empate com os anões de jardim, mas acredito que o primeiro, por ser mais comum, leve o título.

    Na minha casa convivo com alguns incômodos. Dois conjutos de sofás, um herdado e antigo, com os meus, bem diferentes. Alguns bibelôs (gatos, cachorros e pássaros de louça) e outras peças estranhas que tratei de empacotar e colocar num “arquivo”. E tão chato quanto possuir tais objetos é ter que se desfazer deles. Afinal, eles são impregnados de lembranças, e muitas vezes podem sozinhos contar a história de uma vida.

    Comentário por Wesley — 2010/08/03 @ 10:52

  2. Para tudoooo!!! Quero esse pinguim-paliteiro agora. Mais vintage impossível. Favor enviar para meu brechó, Tati.

    Beijocas.

    Comentário por Selma Barcellos — 2010/08/03 @ 10:54

  3. Coisinha mais linda o tal pinguim.. Em casa, o paliteiro é uma bundinha de porcelana, que fica discretamente guardado no armario do banheiro, mas é uma peça e tanto.
    Acho esquisito uns joguinhos de louça onde num vem escrito AZEITONAS no outro CAROÇO. Alguem já viu? Ou pior alguem aí tem um???

    Comentário por picida ribeiro — 2010/08/03 @ 11:21

  4. Essas coisinhas ridículas mas maravilhosas, a gente ainda encontra alguma coisa naquelas feiras de artesanatos.

    Voces lembram daquele ferro de passar roupa de ferro que era colocado brasa dentro dele!!!!!!!!

    Comentário por Juventino — 2010/08/03 @ 12:48

  5. Temendo que a constituição de um acervo de museu fosse acontecer lá em casa, ano passado eu fiz um grande lobby para que meus pais se mudassem e renovassem tudo. Ou quase tudo, já que o exemplar do pinguim-paliteiro não dá pra descartar!

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/08/03 @ 16:53

  6. Ricardo, você está enganado, o pinguim ficou na casa velha. Mas já estou arrependido pois agora ele seria doado para a Selma aí em cima.
    José Rezende

    Comentário por José Rezende — 2010/08/03 @ 17:19

  7. Senhor José, faça um esforço para encontrá-lo. Como viver sem esse pinguim… Ainda mais vindo dos Rezende…

    Beijocas da brincalhona.

    Comentário por Selma Barcellos — 2010/08/03 @ 19:31

  8. Eu a-do-ro pinguins de geladeira! Tenho quatro. Por enquanto…
    Concordo com a Selma. É super vintage! Super kitsch!
    Vou procurar o pinguim paliteiro na feira da Praça XV aqui no Rio. Garimpando a gente encontra raridades. Se eu achar, aviso a Selma!
    Bjs.

    Comentário por lucy in the sky — 2010/08/04 @ 13:00

  9. Calma, “pinguinófilas” e “pinguinófilos” de São Paulo!
    Adquiri recentemente um simpático espécime muito semelhante ao da foto, numa loja da região da 25 de Março – se não me engano, uma travessa dela. E custou baratíssimo! Uma bagatela de, no máximo, R$ 5,00! Imperdível!

    Comentário por Eduardo Magera — 2010/08/04 @ 21:29


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