O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/08/31

ADVOGADA DO DIABO

Arquivado em: Matutando — trezende @ 08:53

A editoria de notícias internacionais está pegando fogo. É chileno preso em mina, mexicano demitindo meia Polícia Federal e Paris Hilton detida por porte de drogas pela enésima vez.
Mas é sobre o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento por adultério, que pretendo exercer o papel de advogada do diabo.
Sob os olhos de nossa cultura ocidental, o que se planeja fazer com Sakineh é cruel, horroroso, bárbaro, sádico ou qualquer outro adjetivo que dê conta de tanta covardia.
Mas, independentemente da “culpa” ou da inocência da acusada, ninguém deveria colocar a mão nessa cumbuca.
No mundo inteiro, não há quem não compre as dores de Sakineh. As atrizes Carla Bruni e Isabelle Adjani estão, inclusive, sentindo o peso de declararem solidariedade. No sábado, o jornal estatal do Irã publicou um artigo com o seguinte título: “Prostitutas francesas entram no tema direitos humanos”.
Convenhamos: a ajuda internacional é de grande valia em tragédias como terremotos, tsunamis, furacões ou em atentados desumanos como o do World Trade Center. Mas em questões culturais – por mais bem-intecionados que os envolvidos estejam – ninguém deve meter a colher.
Se o critério é tomar partido sempre que se está diante de um comportamento “errado”, o mundo também deveria se reunir na sala de justiça para defender a mutilação genital feminina realizada em alguns países da África e da Ásia, as afegãs obrigadas a usarem burcas, e até mesmo as brasileiras, que frequentam bailes funk sem calcinha ou desfilam nuas no Carnaval – estas são tão vítimas quanto as outras.
Cada cultura tem suas sentenças e não cabe a ninguém meter o bedelho.
No caso da iraniana, Lula bem que tentou. Ofereceu formalmente asilo para Sakineh, mas o governo iraniano simplesmente respondeu que Lula estava desinformado sobre o caso.
Se não queremos que cantem de galo em nosso terreiro – vide o episódio que envolveu James Cameron e a Usina de Belo Monte – então o melhor é ficarmos bem quietinhos esperando a vontade de cantar no terreiro dos outros passar.
O mesmo serve para o restante do mundo. Carla Bruni, por exemplo, não deve gostar nadinha quando revistas de fofoca insinuam que seu relacionamento com Sarkozy é puro interesse.
De acordo com as leis islâmicas em vigor há mais de 30 anos, assassinato, estupro, adultério, assalto à mão armada, o abandono da fé e o tráfico de drogas são crimes passíveis de pena de morte.
E infelizmente Sakineh sabia disso.

2010/08/30

MENDIGO: NESSE VOCÊ PODE CONFIAR

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:06

E se em vez de pão velho ou algumas moedas emprestássemos nossos cartões de crédito aos pedintes? Eles aceitariam? Se sim, devolveriam o cartão após as compras?
No início deste mês, uma publicitária de Nova York se arriscou e cedeu seu “American Express Platinum” a um homem que lhe pediu dinheiro. Ele havia perdido o emprego há pouco tempo e estava vagando pelas ruas de Manhattan quando viu a mulher do lado de fora de um restaurante com os amigos.
Ao pedir um trocado, recebeu a oferta do cartão e aceitou. Ele comprou desodorante, sabonete líquido, um maço de cigarros e “Vitaminwater” (água com sabor). Gastou 25 dólares (cerca de R$ 45) e, para a frustração dos colegas da publicitária, devolveu o cartão.
O acontecimento mereceu uma reportagem no jornal “The New York Post” com o título: “Num Pedinte Você Pode Confiar – Honesto!”.
Baseado no “ato de coragem” da novaiorquina, o jornalista Jim Rankin, do jornal canadense “The Star”, fez o teste.
Ele relatou o resultado de sua experiência pelas ruas de Toronto numa matéria publicada neste sábado: “How panhandlers use free credit cards” (“Como os Mendigos Usam Cartões de Crédito Grátis”).
Durante dois meses ele andou pelo centro da cidade à espera de pedidos de esmola. No bolso, cinco cartões-presente Visa e MasterCard nos valores de 50 e 75 dólares (R$ 90 e R$ 135, respectivamente).
Sempre que era abordado, Jim tinha um procedimento: perguntava do que a pessoa estava precisando e dizia que não tinha dinheiro, mas que poderia emprestar o cartão. Quando terminassem as compras, que o devolvessem, pois estaria por ali esperando. Ao retornarem, Jim revelava que era jornalista.
A maioria desconfiou e recusou a oferta, mas alguns toparam.

O balanço de Jim foi o seguinte:

Cartão 1 ($ 50): emprestado a Jason, de 28 anos, que gastou 8.69 dólares (R$ 16) com um sanduíche e um copo de cerveja grande no McDonald’s. Devolveu o cartão.

Cartão 2 ($ 50): emprestado a Mark, que gastou $ 21.64 (R$ 39) no restaurante “The Corner Place” e não devolveu o cartão – o último gasto foi de $ 15.50 (R$ 28) numa loja de bebidas.

Cartão 3 ($ 75): emprestado a Joanne, que disse um ex-namorado lhe roubou o cartão. O histórico do cartão, no entanto, revela que em dois dias consecutivos foram gastos $ 24.95 (R$ 45) no McDonald’s e $ 38.35 (R$ 69) numa loja de bebidas.

Cartão 4 ($ 50): emprestado a Al, que segurava uma plaquinha com os dizeres: “Faminto e sem-teto”. Ele não devolveu o cartão, mas também não o usou.

Cartão 5 ($ 75): emprestado para Laurie, 44 anos, diabética e com diagnóstico de depressão e fibromialgia. Ela comprou $74.61 (R$ 134) com comida, créditos para o celular e cigarros numa loja de conveniência de posto de gasolina e retornou o cartão.

Fica a curiosidade de saber como os mendigos daqui se comportariam. Alô, editores de jornal!

Leiam a matéria completa AQUI

2010/08/29

IMPERDÍVEL DISPENSÁVEL

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:35

Há milhares de lugares, comidas, espetáculos, pessoas, livros, filmes e pontos turísticos que gostaríamos de conhecer. Às vezes nos falta tempo, às vezes dinheiro ou gás para programar tudo.
Por outro lado, há outras diversas situações que só de ouvirmos relatos ou observarmos fotografias nos decepam quaisquer expectativas.
Um livro que chegou às prateleiras americanas em junho nos ajuda a não cairmos em propaganda enganosa – pelo menos quando o assunto é turismo: “101 Lugares Para Não Conhecer Antes de Morrer”, de Catherine Price.
Catherine é jornalista e está viajando o mundo ao lado do marido Peter, advogado, e tem relatado suas experiências para o site de notícias “The Huffington Post”.
Catherine explica por que criou o “antídoto” para guias como “1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer”: “Eu sou do tipo que tinha uma checklist na adolescência (Pelo nas axilas? Peitos? Namorado?) e ocasionalmente preparava listas com coisas que eu já havia feito só para me sentir mais completa. Assim como a maioria das pessoas, gasto muito tempo pensando em tudo o que eu deveria estar fazendo ou me mantendo tão ocupada que fica difícil separar o momento de hoje do próximo. A última coisa de que preciso é ler um livro que atiça meu desejo de aventura com o argumento da morte iminente – especialmente sob a forma de 1.001 lugares em que devo jogar golfe”.
Mas Catherine não visitou os 101 pontos que relaciona no livro. Além de contar com a colaboração de cinco autores-convidados, ela entrevistou amigos, familiares e pessoas desconhecidas para descobrir museus entediantes, atrações históricas e circunstâncias estúpidas e pontos turísticos vendidos como a última maravilha do mundo, mas que, no fundo, são um grande barco furado.
Afinal, diz Catherine, lugares ruins rendem boas histórias.
Dentre as maiores roubadas citadas por seus colaboradores estão a Eurodisney; a Times Square no Reveillon; o Museu da Água da Torneira, em Pequim; a cidade de Nevada, nos Estados Unidos; Cusco, no Peru (para quem é albino); o Museu do Sexo, em Amsterdã; o Festival do Testículo de Montana; e o Muro de Chiclete, em Seattle. Este, aliás, foi classificado pela CNN no ano passado como o segundo lugar com mais germes em todo o mundo – só perde para a Pedra de Blarney, localizada no castelo homônimo, na Irlanda, que também está no livro.
Poderíamos adicionar à lista de Catherine lugares imperdíveis como a 25 de Março em qualquer data comemorativa; o Largo Treze de Maio; a Ciudad del Este; e o sobrevoo às Linhas de Nasca, no Peru.
Esqueci-me de algum?

2010/08/28

HOUSTON, WE HAVE A SONG

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:41

Escolher uma pessoa para mandar para o espaço não é uma tarefa difícil. Além das que assombram nosso dia-a-dia, há as que aparecem no horário político. Enfim, a lista é infindável. Mas e se fosse para selecionar uma música para dar um bom dia aos astronautas de uma missão espacial?
Este é o propósito do “Wakeup Song Contest”, concurso promovido pela Nasa para acordar a tripulação da STS-133, programada para ser lançada em 1º de novembro deste ano.
No site da Nasa, o release distribuído à imprensa na semana passada diz: “Se você gosta de música, de programa especial e é um pouco nostálgico, a Nasa tem a oportunidade perfeita para você. Pela primeira vez o público pode ajudar a escolher as canções que acordarão os astronautas nas próximas duas viagens espaciais”.
A relação disponível no site conta com 40 músicas e é bem variada – feita para agradar ao astronauta mais rock and roll ao mais careta:
“Beautiful Day”, do U2, usada numa missão em 2006; “Enter Sandman”, do Metallica, utilizada numa viagem em 2008; “Fly Away”, do Lenny Kravitz (2008); “Over The Rainbow”, com Israel Kamakawiwo’ole (2008); “Fly Me to The Moon”, de Frank Sinatra (2009); “Get Ready”, do Temptations (1998); “Here Comes the Sun”, dos Beatles (2006); “Imagine”, de John Lennon (2003); “Moon River”, com Audrey Hepburn (2006); “On The Road Again”, de William Nelson (2010); “Should I Stay or Should I Go?”, do The Clash (2001); “Start Me Up”, dos Rolling Stones (2010) e “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong (2005).
As duas mais votadas irão para o espaço.
A tradição de despertar os astronautas existe desde as missões Apollo, mas até então as canções que acordavam os tripulantes eram selecionadas por suas famílias e amigos.
Em 2005 os astronautas Bill McArthur e Valery Tokarev foram premiados: acordaram num domingão ao som de “Good Day Sunshine” e “English Tea” – ambas tocadas ao vivo por Paul McCartney de um link ao vivo a partir da Califórnia.
Além de ajudar a escolher um tema de bom dia, o público pode participar de outra forma: mandando composições próprias para despertar os tripulantes de uma segunda missão, a STS-134 – programada para ser lançada em 26 de fevereiro do ano que vem.
As duas mais votadas irão para o espaço.
Quem não conhece nenhuma das 40 músicas do concurso ou não é compositor, tem uma terceira opção (a mais legal, inclusive): participar do “Face in Space”. Basta enviar suas fotos de rosto. Algumas delas ficarão em órbita por alguns segundos.
O “Face in Space”, no entanto, requer uma seleção rigorosa. Afinal, se o participante for muito feio pode deixar o recém-acordado astronauta assustado o resto do dia.

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Veja como mandar sua foto AQUI

2010/08/27

QUE A FORÇA ESTEJA CONVOSCO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:57

O post de hoje é uma homenagem aos políticos e suas incríveis c***.
Uma reportagem interessante publicada pelo site da revista “Slate” nos alerta para um perigo que vem do banheiro. Não se trata da loira nem do monstro da descarga, mas do aparentemente inofensivo vaso sanitário.
Sob o título de “Don’t Just Sit There! How bathroom posture affects your health” (“Não se sente aí! Como sua postura no banheiro afeta sua saúde”), a matéria nos fala que o hábito de usar a privada – adquirido em 1591 – pode não ser dos mais saudáveis.
Segundo a “Slate”, um pouco antes do Natal de 1978 o presidente Carter sofreu com um grave problema de hemorroidas. As dores eram tão fortes que ele teve de tirar uns dias de folga.
Algumas semanas depois, a revista “Time” entrevistou o proctologista Michael Freilich para entender a indisposição do presidente. E ele respondeu: “Nós não fomos feitos para nos sentarmos em privadas, mas para nos agacharmos no campo”.
Ainda de acordo com a matéria, Michael Freilich não foi o primeiro médico a sugerir que usar o vaso sanitário poderia não ser um hábito saudável. Entre as décadas de 60 e 70 era quase um lugar-comum dizer que a postura ideal para o número 2 é a agachada, com as coxas fixas ao abdomen.
Os defensores do “método natural” proclamam que o agachamento evita uma série de doenças, como o câncer de cólon e a doença de Crohn (uma inflamação intestinal).
Apesar de a relação entre o uso da privada e essas enfermidades ainda não ter sido comprovada, os estudos sugerem uma certeza: a de que a utilização de uma plataforma sobre o vaso sanitário – ou mesmo correr para o campo de vez em quando – previne hemorroidas.
O desconforto das hemorroidas é causado, principalmente, pelo empenho intestinal realizado na ida ao banheiro. O esforço aumenta a pressão no abdomen fazendo com que as veias fiquem inchadas e eventualmente sangrem.
Disposto a provar que o agachamento é a melhor prevenção contra as hemorroidas – por proporcionar um número 2 mais tranquilo –, em 2003 o médico israelense Dov Sikirov realizou uma experiência inusitada. Ele dividiu pacientes em três grupos “defecatórios”: uma parte usaria uma privada com uma plataforma de 40 cm, outra uma de 30 cm, e as demais agachariam-se sobre um potinho de plástico.
Acabou constatando que os voluntários que se comportaram como se estivessem no matinho fizeram menos esforço e demoraram bem menos tempo na tarefa (51 segundos contra 130).
No fim, a reportagem da “Slate” revela que hoje, 1,2 bilhão de pessoas vão ao matinho simplesmente porque não têm banheiro. Enquanto milhões na Ásia, no Oriente Médio e em partes da Europa usam privadas feitas sob medida para o agachamento.
Quem disse que o ser humano se iguala na desgraça?

Leiam a matéria completa AQUI

2010/08/26

O SERTÃO VAI VIRAR MAR

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 10:10

O cinema brasileiro parece ter descoberto um novo filão: o dos filmes para adolescentes. Cientes de que os vampiros estão dominando geral e que a novelinha “Malhação” é sucesso a cada nova temporada, os diretores e roteiristas têm voltado os olhos para essa nova temática. Sem deixar de lado a violência – que é nossa escola.
O saldo tem sido favorável. Podemos dizer – até com uma certa ponta de alegria – que temos realizado filmes adolescentes de qualidade superior aos violentos. Três exemplos recentes confirmam a tendência: “À Deriva”, de Heitor Dhalia; “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bondansky; e este “Antes que o Mundo Acabe”, da diretora gaúcha Ana Luiza Azevedo.
A história se passa na fictícia Pedra Grande, no interior do Rio Grande do Sul, e é jocosamente narrada por Maria Clara, a irmãzinha do protagonista Daniel. A menina passa boa parte do tempo em casa, entre lápis de cor, maquiagens e bonecas, mas sua sensibilidade a transforma no olho que tudo vê.
“Antes que o Mundo Acabe” é uma história sobre a confiança – ou a quebra dela.
Daniel tem 15 anos e começa a se dar conta de que a namorada pode não ser tão namorada assim e que o melhor amigo pode ser amigo-da-onça. Para completar, um pai ausente resolve renascer das trevas. Ou melhor, da Tailândia.
Enquanto “As Melhores Coisas do Mundo” mostrava todos os “gadgets” tecnológicos da nova geração e seus dramas característicos – como o “bullying” –, “Antes que o Mundo Acabe” passa à margem de tudo isso. Parece parado no tempo. É bem mais fresco, interiorano e, nesse sentido, se aproxima mais de “À Deriva”.
Daniel é um adolescente comum que se locomove de bicicleta e tem diversões tão simples quanto jogar jabuticabas em quem navega pelo rio Caí ou ajudar o padastro a fazer pão caseiro.
Além da linda paisagem – das cidades de Taquara, Rolante e Santo Antonio da Patrulha – o filme tem diálogos inteligentes e se desenrola com naturalidade. Mas “Antes que o Mundo Acabe” inova mesmo é na montagem – misturando cenas às fotografias tiradas pelo pai do protagonista na Tailândia.
O título do filme é o mesmo do livro em que o longa se baseou, de Marcelo Carneiro da Cunha.
Na obra do autor gaúcho, o projeto de um grupo de fotógrafos de todo o mundo – do qual o pai de Daniel participa – é registrar o mundo como ele é, antes que tudo acabe. “Antes que a globalização faça tudo virar shopping. E quando o mundo virar shopping, um plantador de arroz no Mekong, um garoto de subúrbio em Shangai ou em São Paulo, uma dona de casa no México, em Los Angeles ou na Malásia, todo mundo vai vestir a mesma coisa, comer o mesmo tipo de fast food, chorar vendo o DiCaprio afundar com o Titanic”.

2010/08/25

HELLO, IS IT ME YOU’RE LOOKING FOR?

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:16

Sabem aqueles dias em que vocês estão cansados, desiludidos e precisando de uma massagem de ego – mesmo que falsa?
Todo o problema acabou, uma solução vira-lata chegou.
Quem é sozinho no mundo e não tem a quem apelar, pode recorrer ao novíssimo “Awesomeness Reminders”. Está lá: “Como você se sentiria se uma pessoa te ligasse todos os dias para lhe dizer: ‘Você é um barato!’?”.
Se você não estiver ou não puder atender ao telefone, eles deixam recado.
O serviço começou a funcionar na semana passada e até o momento conta com 157 assinantes.
Por 10 dólares mensais (ou 50 dólares o semestre) o escolhido recebe uma ligação diária de uma pessoa de carne e osso para lembrá-lo que ele é o máximo.
Apesar de a sede ser nos Estados Unidos, o site aceita fazer ligações para qualquer país do mundo (20 dólares por mês).
No site, o pai da ideia, Zachary Burt, explica que a mensagem, apesar de não ser gravada, é padrão. Se alguém quiser presentear o outro com algo mais personalizado, pode escrever no local indicado no site. Zachary promete também jamais revelar o nome, o email e o telefone de quem comprou o “pacote”.
No fim de suas explicações, deixa um recado (irônico?): “Como disse Buddha: ‘Milhares de velas podem ser acesas a partir de uma só – e a vida desta não será encurtada. Felicidade nunca diminui por ser compartilhada’”.
A sacada é ótima, mas começa a cheirar estranho quando descobrimos que o mesmo inventor do “Awesomeness Reminders” lançou recentemente dois sites parecidos: o “Compassion Pit” e o “End Ants”.
O primeiro funciona como um chat no qual os participantes podem desabafar sobre seus problemas mais íntimos porque, “falemos a verdade, as pessoas podem julgá-lo ou até mesmo usarem tudo contra você no futuro”.
Já o “End Ants” foi feito para reduzir o “Automatic Negative Thoughts: ANTs” (pensamento negativo).
O fato é que Zachary, na esperança de ser alguém como Sergey Brin e Larry Page (os inventores do Google), está atirando para todos os lados.
Como explica em seu blog, em março de 2007 ele deixou a escola para tentar algo no mundo dos negócios. Depois de algumas tentativas, criou o “Lamefactor”, um aplicativo para o Facebook. No ano passado formou-se na Universidade de Chicago.
Bom, se nada der certo, ele pode ser cliente de qualquer um dos três sites que inventou.

Conheçam o “Awesomeness Reminders” AQUI

2010/08/24

ABRACADABRA!

Arquivado em: Matutando — trezende @ 08:33

Uma nota na coluna de Mônica Bergamo na “Folha de S. Paulo” da semana passada informava que os pedidos por palestras do técnico Mano Menezes aumentaram 50% depois que ele assumiu a seleção.
Também dava conta de que Mano tem uma tabela de “produtos” que vai desde um bate-papo com pequenos grupos a sessões para uma audiência mais robusta.
Apesar de a colunista não mencionar valores, os preços, obviamente, variam conforme a hora, o local e a razão.
Mano e os milhares de palestrantes que existem por aí conquistaram – cada um com seu dom ou talento trabalhado – o direito legítimo de aproveitarem seus 15 minutos de fama. Aliás, eles “podiam tá matando, podiam tá roubando”, mas alguns estão apenas se prostituindo.
O erro não está nos que ficam com a garganta seca de venderem seus peixes, mas em quem desembolsa altas quantias por uma palestra dessas. E, em alguns casos, em quem as assiste. Afinal, o conteúdo da maioria das apresentações é um grande lugar-comum.
A plateia escuta o que já sabe, mas uma informação velha vinda da boca de Mano Menezes, Lars Grael, Fernando Henrique Cardoso ou de algum integrante da família Schürmann vira lei.
Se as pessoas levassem em consideração uma frase simples, mas muito verdadeira, o rentável filão palestrante não existiria. Trata-se do “Pare, Olhe, Escute” pregado em qualquer beira de estrada. Melhor do que qualquer ensinamento de Içami Tiba. 
Grande parte dos ouvintes já tem o modo de preparo, os ingredientes e os apetrechos, mas lhes faltam coragem e iniciativa para colocar a mão na massa.
É como quando alguém pergunta para um recém-magro qual o segredo para chegar à boa forma. Ora, mistério não há, mas sim uma incrível força de vontade para… passar vontades.
Se alguém não sabia, fica a dica: fechar a boca emagrece.
Ou como quando algum atleta ganha uma medalha de ouro. São poucos os que nascem com o dom, a maioria deles teve de ralar um bocado: treino de manhã, à tarde e à noite, alimentação fracionada, baladas zero, disciplina e concentração. É fácil? Não.
Os títulos das palestras – “Empreeendedorismo”, “Networking”, “Motivação”, “Liderança”, “Superação” – são palavras fortes, definitivas, e que alcançam o objetivo pelo qual foram empregadas: a de funcionarem como palavras mágicas.
É exatamente isso o que as pessoas têm buscado. Uma palavra ou um passe de mágica capaz de resolver todos os problemas de suas vidas.
Emagrecer, sair do casamento, falar as verdades entaladas para um parente-serpente ou virar a mesa nas situações mais diversas são decisões que infelizmente dependem de muito suor, dor de cabeça, noites mal dormidas e dúvidas. É como dizem: se fosse fácil, não nasceríamos chorando.

E não é que esse texto ficou parecendo um “post motivacional”?

2010/08/23

O LATICÍNIO LATENTE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:54

Depois dos hotéis exuberantes e de suas piscinas maravilhosas, Dubai está muito próxima de se tornar a meca de mais uma novidade: a de laticínios de leite de camelo.
Segundo uma matéria publicada pela agência de notícias “The Associated Press”, os reguladores de saúde da União Européia declararam que os Emirados Árabes serão os primeiros exportadores de leite de camelo entre as 27 nações do bloco.
Se a inspeção dos agentes for bem-sucedida, os produtos chegam às prateleiras européias no próximo ano – e possivelmente nas da Ásia e da América.
O produto atende pelo nome de “Camelicious” e é fabricado em Dubai.
“Nós sabemos que ele não é o que pode ser chamado de produto ‘mainstream’”, diz David Wernery, consultor da marca. “Portanto, pensamos em direcioná-lo para lojas de produtos saudáveis e mercados alternativos. Esses são os nichos iniciais”.
O leite de camelo tem três vezes mais vitamina C do que o de vaca e é considerado uma alternativa para quem é intolerante à lactose. Os pesquisadores chegaram a estudar diversas funções do leite no nosso organismo, entre elas, exterminar bactérias, tumores, diabetes, além de ter um uso tradicional no combate às doenças do fígado da Ásia central ao norte da África.
O pai de Wernery – um veterinário que lida com camelos desde a década de 70, na Somália –, deu a dica do laticínio ao sheik Mohammed dez anos atrás. “Eu disse a ele: você faz corridas de camelos. Por que não os ordenha?”.
O sheik não lhe deu uma resposta imediata, então Wernery foi adiante com seu plano e montou um pequeno laticínio em 2000 com cerca de 12 camelos. Três anos depois o sheik entrou em contato dizendo que estava pronto para o negócio.
A companhia começou as operações em 2006 e, de cara, lançou o personagem “Cam” – um camelo com pose de surfista e óculos escuros azuis.
Além do leite tradicional, já estão disponíveis os sabores chocolate, açafrão, tâmara, morango, além de produtos como o chocolate e o iogurte. A opção “acafrão” soa estranha, mas a informação de que o leite dos camelos do deserto é levemente salgado ameniza o impacto.
Já o rebanho do qual é extraído o leite “Camelicious” se alimenta de cenouras e tâmaras, o que deve suavizar o paladar para os ocidentais.
Segundo Wernery – que a reportagem diz ser uma “enciclopédia camelídea” –, os animais comem de tudo, são inteligentes e muito fáceis de lidar. A sociedade dos camelos segue uma ordem de dignidade e ordem – eles próprios elegem seu líder, um “camelo alfa”. Além disso, não gostam de movimentos bruscos e barulho.
Um camelo médio fornece cerca de 10 litros de leite por dia – os importados da Arábia Saudita e do Sudão produzem mais. Já os do Golfo são criados para corridas, e não para a produção de leite.
Os 700 camelos que integram a “Camelicious”, em Dubai, rendem 5 mil litros por dia. Uma parte é engarrafada para o mercado local e a outra é congelada para a produção de chocolate. Agora, claro, há os planos de alcançar os mercados europeu e americano.

Confiram o site “Camelicious” AQUI

2010/08/22

SERVIMOS BEM PARA SERVIR SEMPRE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:57

Na semana que passou a rede de cafés Starbucks ficou mal falada em Nova York. O local – que se orgulha de prezar pelo bom atendimento chamando os frequentadores pelo nome – perdeu o rebolado por causa de uma cliente.
Uma professora de inglês foi expulsa de um café em Upper West Side porque, segundo ela, se recusou a usar o vocabulário imposto pelo atendente.
A professora pediu um bagel multigrãos e o atendente solicitou que ela especificasse o recheio – que podia ser cream cheese ou manteiga. Ela respondeu que queria apenas um bagel multigrãos e se negou a dizer a frase “sem manteiga ou cream cheese”. Resultado: o gerente chamou a polícia.
A história é totalmente sem pé nem cabeça, mas a versão narrada pela professora faz mais sentido – principalmente depois de uma matéria publicada pelo site “Woman’s Day” revelando nove curiosidades sobre o Starbucks – cujo nome foi inspirado numa personagem do livro “Moby Dick”.
Algumas são meio inúteis (“há 87 mil combinações de bebidas possíveis” ou “o bolinho de canela tem mais calorias do que um sanduíche do Mc Donald’s”), mas há informações interessantes para nós, consumidores oprimidos.
A rede – que existe desde 1971 e inaugura de duas a três unidades por dia – tem atualmente 16.300 pontos em todo o mundo. A meta é chegar aos 40 mil. E, pelo visto, custe o que custar.
Há uma opção de tamanho de copo escondido no cardápio – o que nos obriga a comprar sempre os maiores. Na verdade, o menor deles está camuflado no menu infantil. Além disso, os horários de funcionamento não são exatamente os que constam nas portas.
Mas o item mais relevante é o que diz respeito ao comportamento dos funcionários. Diz o item 4 da lista publicada pelo “Woman’s Day”: “O sorriso faz parte da etiqueta do trabalho. A bíblia dos funcionários, chamada de ‘O Avental Verde’, fala sobre conexão, descoberta, atenção e sorriso como formas de estabelecer vínculo com o cliente”.
Sei, sei. A professorinha que o diga.

Leiam as nove curiosidades AQUI

2010/08/21

O ÚLTIMO ROMÂNTICO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:39

O senso comum e a ficção nos dizem que quando se encontra o verdadeiro amor o mundo para.
Matt Frerking, de 39 anos, está aí para comprovar a teoria. Ele mora em Portland, no Estado de Oregon, Estados Unidos, e fica imobilizado quando pensa ou apenas vê manifestações afetivas ao vivo ou em filmes românticos.
O tormento de Matt foi diagnosticado como uma combinação de dois distúrbios do sono crônicos: narcolepsia e cataplexia. A narcolepsia é um legítimo ataque de sono – o portador é capaz de dormir andando. Já a cataplexia é caracterizada por uma paralisação muscular súbita. A pessoa fica consciente e ouve a movimentação ao seu redor, mas é incapaz de falar ou de se mexer.
No caso de Matt, o sentimento que dispara tudo isso é o amor. A companhia de sua família pode deixá-lo paralisado. Tanto, que ele não consegue abraçar a esposa Trish, com quem está casado há 13 anos.
Matt tem seus ataques várias vezes ao dia. “Dar as mãos em público é algo que podemos fazer por alguns segundos”, declara Matt.
O programa “Secrets of Mind” (“Segredos da Mente”), da “ABC News”, produziu uma matéria mostrando o dia-a-dia de Matt – coincidentemente um neurocientista profissional.
Numa das passagens, ele se mostra preocupado por ser aniversário da esposa. Assistimos Trish emocionada ao receber rosas vermelhas e o telefonema de agradecimento para o marido.
A cena seguinte é a chegada de Matt em casa e o encontro com a aniversariante. Após o abraço, Matt começa a passar mal, sua voz diminui e ele fica tão fraco que mal tem forças para segurar uma latinha de Diet Coke.
De volta ao estúdio, a apresentadora pergunta a Trish se ela não pensa em se separar dele – talvez fosse melhor para ambos e causasse menos sofrimento. Trish responde que não, que quer continuar com ele para o resto da vida. Pronto: Matt fica paralisado e a entrevista chega ao fim.
Das duas, uma: ou Matt é o último romântico ou é tremendamente esperto e arranjou um álibi perfeito para manter uma distância segura da esposa.
De qualquer forma, não restam dúvidas de que é preferível que o marido sofra da síndrome de Matt e tenha ataques de amor paralisantes a conviver com um Dado Dolabella, um Netinho de Paula, um Kadu Moliterno ou com um goleiro Bruno.

Assista ao vídeo AQUI

2010/08/20

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Arquivado em: Matutando — trezende @ 09:29

Não é saudosismo, mas uma constatação: estamos chamando urubu de meu louro.
Vemos a Daniela Albuquerque e sentimos saudades antecipadas da Hebe. Vemos o Restart e temos saudade do Dominó. E para completar: quem diria que um dia sentiríamos saudades de Paulo Maluf?
Graças a episódios como o do dólar na cueca e do Mensalão nos conscientizamos do quão ingênuos éramos num passado não muito distante.
Maluf pagava o pato por tudo. Trânsito na Marginal? Culpa do Maluf. O arroz empapou? Culpa do Maluf. Voos atrasados? Culpa do Maluf. Cabelo embaraçado? Culpa do Maluf.
Ele foi o primeiro (?), mas está longe de ser o último corrupto. Ou o inimigo público número um. Se ele morrer, “nasce outro que nem que ele. Ou melhor. Ou pior”.
É duro ter de admitir, mas quando ele proclamava discretamente seu “rouba, mas faz” estava apenas sendo sincero.
A que ponto chegamos: até Maluf já virou um homem honesto. Diante dos peixões à solta por aí, Maluf é o Nemo.
Não é só na política que estamos revendo nossos conceitos. Na seara musical é a hora de nos lembrarmos com saudades da “Dança da Garrafa”, por exemplo. Aquilo sim é que era música. Era “happy” naturalmente – e muito antes da moda do “Happy Rock”.
Mas a verdade é que não deu tempo nem de chorar. O “É o Tchan” acaba de anunciar seu retorno. Com coletiva de imprensa e tudo.
O grupo volta com seis dançarinas, algumas canções inéditas, com uma “nova roupagem” (sic) para antigos sucessos e com seus dois saltitantes vocalistas. Aos 49 anos, Cumpadre Washington disse: “Eu não danço tanto porque tenho duas hérnias de disco, mas estou bem”. Que dureza.
Oportunismo? Não, apenas a constatação de que a música brasileira está na UTI. Nesse nosso delírio, o “É o Tchan” é a melhor banda dos anos 90 e Maluf, o melhor político de todos os tempos.
Será que é culpa do Maluf?

2010/08/19

APOCALIPSE NOW

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 11:24

O mundo vai chegar ao fim bem antes de 21/12/2012. Nossa passagem pela Terra está fadada ao seu último capítulo depois que forem apurados os votos das eleições deste ano. Dependendo do resultado, adeus mundo cruel!
Recebo um email com uma lista de candidatos do “meio artístico” e não acredito em muitas das candidaturas relacionadas. Resolvo checar as informações recorrendo ao site do TSE e encontro a seção “Divulgação de Registros de Candidaturas das Eleições 2010”.
Demorou, deu trabalho, mas infelizmente descubro que não se trata de “pegadinha do Mallandro”, como dizia o email. Era tudo verdade.
Entre os candidatos a deputado federal, por exemplo, estão Tati Quebra-Barraco, Ronaldo Ésper, Batoré (de “A Praça É Nossa”) e Tiririca. Já na lista dos que disputam o cargo para deputado estadual estão Simony, Mulher Melão e Leci Brandão.
O mais desesperador é pensar que diante da variedade de opções o eleitor acaba escolhendo o que já ouviu falar. Vota de “zoeira” e o “artista” acaba eleito. Foi assim com Clodovil, Frank Aguiar e Netinho de Paula – que se elegeu vereador em São Paulo em 2008 e agora aguarda decisão do TSE para se candidatar a senador pelo PC do B.
Não é apenas o nome bizarro ou o partido desconhecido que chamam a atenção, mas principalmente o despreparo do candidato. Na ficha de Tiririca, por exemplo, consta: Grau de instrução: “Lê e escreve”. Profissão: “Ator e diretor de espetáculos públicos”.
Simony, por sua vez, declarou ao jornal “O Globo”: “Não quero que votem em mim por causa da cantora Simony, mas que me deem um voto de credibilidade. Usar o lado artístico para ganhar votos é um golpe muito baixo”.
Querem que votem nela por quê então? Pelos serviços prestados à comunidade carcerária?

Vejam o que nos espera nas urnas:

Em São Paulo:
- Netinho de Paula: aguarda resultado do julgamento para se candidatar a senador pelo PC do B
- Frank Aguiar (Francineto Luz de Aguiar): tenta pela segunda vez uma vaga como deputado federal pelo PTB. Este parece ser o candidato mais rico (ou pelo menos foi o que declarou todos os bens: R$ 3.850.342,91)
- Batoré: candidato a deputado federal pelo PP
- Juca Chaves: candidato a deputado federal pelo PR. Este, além de declarar contas bancárias e outros investimentos, declara que tem “12 gramas de Stabilor”. O que seria isso? Uma maneira carinhosa de chamar o Césio 137?
- Tiririca: candidato a deputado federal pelo PR
- Ronaldo Ésper: candidato a deputado federal pelo PTC. Diz que tem um Fusca 96 (meio superfaturado: R$ 7.800)
- Agnaldo Timóteo: candidato a deputado federal pelo PR
- Mulher Pera (Suellem Aline): tentou se candidatar a deputada federal pelo PTN, teve o registro indeferido, mas aguarda decisão para a contestação que enviou ao TSE. Na descrição dos bens consta uma Mercedes avaliada em R$ 20 mil
- Simony: candidata a deputada estadual pelo PP
- Leci Brandão: candidata a deputada estadual pelo PC do B. Esta não poupou na descrição de seus bens. Declara desde o número de sua linha telefônica até um apartamento na alameda dos Aicás no valor de R$ 142 mil
- Kiko: não o do “Chaves”, mas o irmão mais velho do KLB, é candidato a deputado federal pelo DEM. Declara um patrimônio de quase R$ 800 mil
- Leandro do KLB: o irmão do Kiko é candidato a deputado estadual pelo DEM e é um pouco mais rico do que o irmão. Declara que tem quase R$ 900 mil no banco

No Rio de Janeiro:
- Romário: candidato a deputado federal pelo PSB
- Wagner Montes: candidato à reeleição ao cargo de deputado estadual pelo PDT
- Myrian Rios: candidata a deputada estadual pelo PDT
- Tati Quebra-Barraco: candidata a deputada federal pelo PTC
- Stepan Nercessian: candidato a deputado federal pelo PPS
- Jean Wyllys (vencedor do BBB5): candidato a deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro

O slogan de Tiririca é “Vote Tiririca, pior que tá não fica”. Ah, fica…

Quem quiser conferir com os próprios olhos, a lista do TSE está AQUI

2010/08/18

14 MIL E UMA UTILIDADES

Arquivado em: Cultura inútil — trezende @ 09:27

Mesmo quem não sofre de hipertensão ou os que têm cuidados mínimos com a saúde conhecem o estrago que o sal pode causar ao organismo.
Apesar de importante para equilibrar algumas funções do metabolismo, ele disputa com a gordura e o açúcar o posto de malvado favorito.
O sal é um vilão muito discreto. Nem precisa ser acrescentado à comida para ser consumido, afinal, estima-se que mais da metade do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente.
Em meio a esta “caça ao sal”, uma boa notícia. A seção “Green” do site “Yahoo!” publicou uma lista com 46 usos do ingrediente – dentre os 14 mil que o “Salt Institute” atribui a ele.

 Confiram alguns:
- Testar a frescura dos ovos
Coloque duas colheres de chá num copo com água e acrescente o ovo. O que estiver fresco, afunda. O estragado (ou em vias de) vai boiar

- Prevenir que frutas escureçam
Após descascar maçãs e peras, muita gente usa limão ou vinagre para evitar que elas fiquem pretas. Mas uma solução de água com um pouquinho de sal tem o mesmo efeito

- Aumentar a durabilidade do queijo
Basta enrolá-lo num pano umedecido com água salgada antes de levá-lo à geladeira

- Poupar o fundo do forno
Se, durante um assado, algum caldo cair na parte de baixo do forno, jogue um bocado de sal sobre a lambança. Isso vai inibir a formação de fumaça e de cheiro ruim e tornar a limpeza posterior mais fácil

- Conservar a escova de dente
Antes do uso, mergulhá-la por alguns minutos numa solução salgada. Ela durará mais tempo

- Aliviar picadas de abelhas e mosquitos
Aplicar sal imediatamente após o ataque. Reduz a dor e o inchaço

- Espantar formigas
Espalhe sal por janelas, portas e onde mais houver sinal de caminho. Formigas não andam sobre o sal

- Diminuir o pinga-pinga da vela
Se antes de uso as velas forem mergulhadas numa solução salgada por algumas horas e depois enxugadas, pingarão menos quando forem acesas

- Manter flores frescas
Acrescentar um pouco de sal à água das plantas faz com que elas durem mais (aspirina ou açúcar têm a mesma função)

- Limpeza geral
Misturado à água, é ótimo para limpar geladeiras, panelas engorduradas e outros utensílios

- Retirar manchas de vinho da toalha
Drene o excesso de vinho e espalhe o máximo de sal por cima. Deixe de molho por meia hora em água gelada antes de lavar a toalha (para manchas de sangue a dica é a mesma)

- Realçar as cores das roupas e evitar o desbotamento
Use sal em pouca quantidade entre a lavagem e o enxague (o excesso resseca as roupas)

- Limpeza de metal, cobre ou sinais de ferrugem
Misture partes iguais de sal, farinha, vinagre e faça uma pasta. Espalhe sobre os objetos, deixe agir por uma hora e limpe com um pano seco

Nós, brasileiros, temos de acrescentar mais um uso: banho de sal grosso.
Xô uruca!

Leiam a lista completa AQUI

2010/08/17

UPA, CAVALINHO

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:49

Em algumas cidades espanholas as touradas estão com os dias contados. Há cerca de um mês o Parlamento aprovou a proibição desse tipo de espetáculo em Barcelona e em toda a Catalunha. A lei começa a valer em 2012.
No Brasil os rodeios são alvo de protestos dos defensores de animais, mas o espírito festeiro de Barretos fala mais alto. Enquanto existirem os cantores sertanejos (ou o “sertanejo universitário”) é pouco provável que o evento tenha data para terminar.
Já no Texas há algo muito mais bizarro do que a tourada e o rodeio juntos. Trata-se do “Aqua Mules”, um show com uma dupla de mulas mergulhadoras apresentado no rancho” Pipe Creek”, perto de San Antonio.
Depois do treino durante a manhã, Smokey e Dipsy Doodle estão prontas para o espetáculo noturno. Uma de cada vez, elas sobem uma rampa bem inclinada e depois, a cerca de 7 metros de altura, saltam num tanque d´água para a alegria da multidão.
O show chega a reunir 300 pessoas – grande parte crianças – e o ingresso é cerca de R$ 10.
Mas os bichinhos gostam. É o que garante o dono do rancho e treinador Bill Rivers. “Se eles não gostassem, não fariam. O que há de errado numa mula saltar na água num dia de calor?”, pergunta Bill.
Apesar de chocante, a prática é legal no Texas. Segundo Bill, há muita mentira e preconceito envolvendo o show. “As pessoas deveriam vir e assistir antes de fazerem julgamentos”.
Bill está no ramo há mais de 47 anos. Tudo começou com seu pai, em Santa Monica (Califórnia), em 1959, que ensinou a arte das mulas mergulhadoras a ele e seu irmão. Durante os anos 60 a família excursionou por todo o país – e também pelo Havaí e Porto Rico.
Bill nega as acusações de que maltrata os animais e diz que é profissional. Ele já treinou ursos, camelos, hipopótamos, macacos, zebras e chimpanzés para filmes como “Ace Ventura”, “A Volta do Todo Poderoso” e foi um dos consultores na animação “Deu Zebra”.
Pelo visto, o negócio de Bill está bem longe de dar zebra.
O que Rita Lee diria disso?

Assistam ao vídeo AQUI

2010/08/16

MELANCIAS E ESPANADORES

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:43

Viver é superar limites. É assim que funciona desde antes de o primeiro Homem habitar a face da Terra. Afinal, o Criador deve ter vencido, no mínimo, obstáculos naturais para dar cabo ao seu sonho de inventar o mundo.
O Homem continua tentando vencer barreiras – através de formas bem menos redentoras.
Toda semana ouvimos sobre um novo festival ou competição bizarra. Quem come mais hot dog, hambúrguer e até urtiga. Algumas são tão surreais que viram caso de polícia – como o do homem morto durante torneio mundial de sauna, na Finlândia, na semana passsada. Pra quê? Não sei.
O fato é que pendurar uma melancia no pescoço não chama mais a atenção. Morder cachorro também não. Portanto, só resta uma opção: agir de forma a produzir o resultado mais chocante possível.
Com esse pensamento, no fim deste mês acontece na cidade sérvia de Ozrem a sétima edição do “Campeonato Mundial de Preparação de Testículo”. Antes de os leitores masculinos inquietarem-se, a boa notícia: os pratos serão à base de testículos de animais, como touros, javalis, tubarões, cangurus e perus.
Segundo os organizadores do evento, a ideia é que a competição faça pela região o mesmo que o uísque fez pela Escócia.
 “A importância de uma marca para vender uma região não pode ser subestimada. Veja quantas pessoas vão à Escócia por causa do uísque e quantas vão à Suíça por causa do queijo e do chocolate. Esperamos que os pratos feitos com testículos se tornem mundialmente conhecidos e atraiam gente de todo o mundo que aprecie a boa comida”, disse Ivo Mokovich, organizador da festa.
Ivo está coberto de razão. Apesar de o torneio estar no sétimo ano, é a primeira vez que nos chega a notícia. Aos poucos os testículos sérvios vão sendo apresentados ao mundo.
A dúvida é se a escolha de um tema tão pouco palatável vai atrair ou afastar os visitantes.

2010/08/15

CHOQUE DE REALIDADE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:39

Aconteceu há uma semana, mas só tive o (des) prazer de assistir ao vídeo hoje.
Falo das imagens postadas no Youtube por um tal de Ricardo Gama que mostram Lula e o governador do Rio, Sérgio Cabral, em pleno exercício de intimidação.
A gravação registra a conversa da dupla com um garoto durante a inauguração – em dezembro do ano passado – de obras do PAC no conjunto Nelson Mandela, em Manguinhos, perto de uma área conhecida como Faixa de Gaza.
O garoto é o estudante Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, que reclama com Lula que na área esportiva da obra não podia jogar tênis. E Lula: “Isso é esporte da burguesia, porra. Por que você não faz natação?”. O menino diz que não pode entrar na piscina porque ela não é aberta à população.
Então Lula se vira para o grupo que o acompanha e declara: “No dia em que a imprensa vier aqui e pegar um final de semana com essa porra fechada, o prejuízo político será infinitamente maior do que colocar dois guardas pra tomar conta”.
Daí se vê a mentalidade do presidente. O garoto teria apanhado se mencionasse golfe e apedrejado se falasse que gostaria de ensaiar uns passinhos de balé.
O interesse de Lula por futebol é público e notório – aliás, é muito provável que seu filho tenha conseguido a vaga de preparador físico do Corinthians graças à paixão do pai pelo Timão. Mas daí a dar uma declaração infeliz como essa “em off” é lamentável. Quer dizer que o povão só pode jogar futebol? Supõe-se também que pobre tem de arrotar e cuspir no chão.
A gravação não termina aí – falta a brilhante participação de Sérgio Cabral.
O garoto também reclama que é acordado com o “Caveirão” na porta de casa. Sérgio Cabral pergunta se não tem traficante na rua dele. Após a negativa do menino, Cabral diz: ”Deixa de ser otário, está fazendo discurso de otário. Você não me engana, não. Coloca essa inteligência para estudar, sacana”.
Muitas vezes duvidamos da capacidade intelectual e administrativa de nossos representantes fantasiando conversas de bastidores, mas quando elas vêm à tona são muito piores do que supõe nossa inocência.
A poucos dias das eleições, seria recomendável ajudar as divulgar as imagens para o maior número possível de ingênuos como nós.

Assista ao vídeo AQUI

2010/08/14

SAQUINHO DE MALDADES

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 10:34

“Meu Malvado Favorito” é a segunda melhor animação do ano – só perde para “Toy Story 3”.
O trabalho de estreia da “Illumination” – uma parceria entre a “Universal” e a “Fox Animation” – se dá em grande estilo graças a uma conjunção de acertos. É um filme curto, inteligente, sem lições de moral e que desperta nas crianças – e em nós – o instinto mais primitivo: a crueldade.
Portanto, não espanta que no fim-de-semana de estreia tenha ficado em primeiro lugar nas bilheterias nacionais.
O mérito também reside na decisão corajosa de colocar um vilão carrancudo como protagonista (Gru, diminutivo de “gruesome”: “repugnante”). Os “Minions”, criaturas amarelas extremamente simpáticas, servem como contrapeso.
O surrealismo da premissa de “Meu Malvado Favorito” garante que certos pais chatos e xiitas acusem o filme de louvar o mal ou incitar à criminalidade (aguçada ainda mais pela música-tema interpretada pelo rapper Pharrell Williams).
O tom politicamente correto está assegurado num argumento tão absurdo quanto a imaginação dos pequenos: os vilões-protagonistas têm como alvo de seus roubos importantes pontos turísticos mundiais. Um deles subtrai a pirâmide de Gizé, no Egito, e a substitui por um inflável gigante. Daí em diante eles “partem pras cabeças”: o objetivo passa a ser roubar a Lua.
Assim como na maioria das animações, há diversas piadas e ironias só captadas pelo público pagante: os pais. A certa altura, Gru precisa de um financiamento para bancar sua viagem à Lua e procura o “Bank of Evil” (“Banco do Mal”), cuja placa indica: “antigo Lehman Brothers”.
Triste é ter de suportar tantos filtros. O primeiro, o próprio título: “Meu Malvado Favorito” é, na verdade, “Despicable Me” (ao pé-da-letra, “Eu, Desprezível”). O segundo, confirmando uma tendência, é a dificuldade de encontrar salas com cópias legendadas. Perde-se assim uma das grandes atrações do filme: Steve Carell como Gru.

O site do filme vale uma navegada. Cliquem em “Enter the site” AQUI

Há também o “Grugle”, o genérico do “Google”. Vejam AQUI

2010/08/13

MALDITO ABRIDOR DE LATAS

Arquivado em: Cultura inútil — trezende @ 09:52

Hoje é um dia sinistro. Não por ser Sexta-Feira 13 ou porque se comemora o aniversário de Fidel Castro. Graças ao “Jornal de Notícias”, de Portugal, um novo mundo da cultura inútil se abriu. Hoje é o Dia Internacional dos Canhotos.
A característica – geralmente relacionada à criatividade e à inteligência – já foi vista com certa desconfiança. No passado, os canhotos estiveram associados a influências satânicas e bruxaria. Até na Bíblia, os abençoados estão sempre sentados ao lado direito de Deus, nunca do esquerdo.
O estigma foi superado, mas a palavra “esquerda” carrega uma forte conotação negativa. Em francês, “gauche” significa também estranho, desastrado, inculto. E já justificando o “sinistro” acima: “sinistrofobia” é o medo de coisas que ficam do lado esquerdo.
À parte a origem desonrosa, os cientistas já provaram que os canhotos podem sofrer mais de enxaqueca, dislexia, autismo e gagueira.
Estima-se que entre 7% e 10% da população mundial seja de canhotos. Dentre os ilustres, Paul McCartney, os atores Ben Stiller, Julia Roberts, Robert De Niro, Keanu Reeves, Sarah Jessica Parker, Angelina Jolie, Robert Redford, Morgan Freeman, Nicole Kidman e Tom Cruise, os pintores Michelangelo, Raphael, Leonardo da Vinci, e os presidentes Ronald Reagan, George W. Bush, Bill Clinton e Barack Obama. Sim, Bart Simpson também.
O Dia Internacional dos Canhotos vem sendo celebrado desde 1976 com o objetivo de chamar a atenção para algumas inconveniências na vida de quem precisa se adaptar a um mundo feito para destros.
Segundo eles, mouses, tesouras, teclados de computador e abridores de lata são instrumentos para os “direitos”. Além de difíceis de serem encontrados, os objetos para canhotos são mais caros. Será que é por esses motivos que muitos pais forçam os filhos a serem destros?
Mas a dúvida mais cruel é: como os canhotos jogam bumerangue?

2010/08/12

FUNCIONÁRIO DO ANO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:20

Como vocês se comportam quando estão nervosos, estressadinhos, matando cachorro a grito? Contam até dez e respiram fundo ou agem como se não houvesse amanhã?
Esta semana tivemos dois exemplos de como o filme “Um Dia de Fúria” funciona na vida real.
O primeiro envolveu uma americana que cobriu de socos uma funcionária do McDonald’s na cidade de Toledo, Ohio. A agressão ocorreu depois que a atendente se recusou a servir nuggets de frango porque a lanchonete ainda estava no horário de café da manhã. As imagens mostram a cliente completamente descontrolada.
A segunda situação pelo menos foi divertida.
A personagem principal: Steven Slater, comissário de bordo da Jet Blue.
A cena: passageira tenta tirar algo de sua maleta no compartimento superior em momento inapropriado. Slater pede que a passageira interrompa a operação, mas a maleta acerta a cabeça do comissário e deixa marcas. Revoltado por não receber um pedido de desculpas, Slater pega o microfone, diz o diabo, pega duas cervejas, aciona a manivela de emergência e desce contente pelo tobogã. Slater tenta se esconder na cama do namorado, mas acaba preso.
A atitude impulsiva do comissário rendeu reações opostas. Há os que consideraram a cena um absurdo, mas a maioria está solidária a Steven e o chama de herói.
Phil Catelinet, que mora no Brooklyn e estava na aeronave, disse ao jornal “Daily News”: “Gostaria de deixar o trabalho dessa maneira. Ele parecia feliz, como se dissesse: simplesmente ‘estou pedindo demissão’”.
Na Internet já circulam algumas homenagens ao comissário. Além de inúmeras páginas no Facebook (a maior já tem 45 mil seguidores), está no ar o site “Free Steven Slater” e há vários produtos à venda, como camisetas e canecas com a inscrição “Libertem Steven Slater”.
Ontem, o apresentador e comediante Jimmy Fallon, da NBC, cantou em seu programa a “Balada de Steven Slater”. Há ainda dois outros internautas que fizeram canções solidárias ao comissário.
Já o artista plástico Dan Lacey, autor do quadro acima, está promovendo um leilão de sua obra no Ebay. A renda será revertida para Steven. No momento em que escrevo este post, o lance máximo da pintura está em 535 dólares (quase R$ 950).
Só a Jet Blue não deve estar achando muita graça.

Assistam à balada de Steven Slater AQUI

Conheçam o site “Free Steven Slater” AQUI

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