O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/07/08

IN THE NAME OF LOVE

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 11:26

Atenção, desavisados: “I Love You Phillip Morris” não é um filme sobre um fumante inveterado que comete loucuras para sustentar seu vício. É quase isso.
Pessimamente traduzido para “O Golpista do Ano”, é baseado no livro e na história real de Steven Jay Russell, um vigarista que aplicou diversos golpes, teve inúmeras identidades – de advogado a atendente de lanchonete – e conseguiu escapar de prisões no Texas por pelo menos quatro vezes – o que aliás serve de motivo para ironias e algumas piadas envolvendo George W. Bush.
A carreira de fraudes de Steven Russel – que atualmente cumpre pena de 144 anos – lhe rendeu os apelidos de “Houdini” e “Rei dos Trapaceiros”.
“I Love You Phillip Morris” é uma cópia de “Prenda-me se For Capaz”, em que Leonardo diCaprio vive outro impostor americano, Frank Abagnale Jr.
A única diferença é que Steven Russell é homossexual – condição que o Steven real utiliza como álibi para explicar seus crimes. Segundo ele, tudo o que fez foi em nome (e para ficar perto) do seu amor, Phillip Morris. Somente um “Stop! In the name of love” seria capaz de detê-lo.
No início do filme Steven Russell (Jim Carrey) leva uma vida medíocre de homem casado, evangélico, pai de uma menina e que por motivos óbvios precisa esconder que é homossexual. Após um grave acidente de carro promete a si mesmo que vai curtir a vida e sair do armário. “Gay, gay, gay, gay!”, grita ele dentro da ambulância.
A estreia na direção de Glenn Ficarra e John Requa resulta bem irregular, o que torna difícil até descobrirmos se é uma comédia dramática ou um drama com toques de comédia.
Há cenas divertidas, emocionantes – como as do romance entre Steven e o namorado – e principalmente inacreditáveis – as que retratam seus golpes e fugas.
Mas para além das caretas de Jim Carrey está Ewan McGregor, brilhante como o “lolito” Phillip Morris: delicado, sem resvalar no estereótipo. Há também a participação de Rodrigo Santoro como Jimmy, um dos primeiros namorados de Steven.
Um dos bons momentos do filme são as visões-delírio de Steven com o órgão masculino. Na infância, brincando de interpretar o formato das nuvens, já fazia associações entre elas e o órgão masculino.
Lembrou-me de uma entrevista que fiz certa vez com o cartunista Caco Galhardo. Perguntado como se iniciou na área, respondeu-me que aos 10 anos gostava de desenhar “membros” nos cadernos dele e dos coleguinhas na escola.

Conheçam o Steven Russell real AQUI

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1 Comentário »

  1. Parece ok, mas esse negócio de o Jim Carrey ser cheio de caras e bocas em seus filmes já deu o que tinha que dar.

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/07/08 @ 22:42


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