O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/07/31

MENOS, BEM MENOS

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 11:24

“O Bem Amado” foi sucesso na TV nos anos 70. É natural que a sátira política de Dias Gomes – que imortalizou personagens como o prefeito Odorico Paraguaçu, seu fiel escudeiro Dirceu Borboleta e as Irmãs Cajazeiras – ganhasse uma versão cinematográfica.
No entanto, assim como acontece com a maioria das adaptações literárias, irá decepcionar parte do público.
Quem é espectador de cinema nacional já sacou a “fórmula Guel Arraes de cinema”: o cenário é geralmente o Nordeste – o que exige o sotaque da região –, as personagens aceleradas, os diálogos são como pingue-pongue, a trilha sonora de Caetano Veloso e a produção de Paula Lavigne.
Não há nenhuma crítica velada nesta constatação – nada contra um diretor cravar seu estilo. O problema é quando ele se convence de que sua assinatura e uma boa produção são elementos suficientes para o próximo trabalho.
Em “O Bem Amado” é como se Guel relaxasse diante de um texto consagrado e ligasse o piloto automático. E ele não consegue livrar o avião de uma série de turbulências.
A primeira delas são as interpretações – intensas, gritadas e aceleradas. Marco Nanini (Odorico) é um ator brilhante, mas está num tom acima. Tonico Pereira, que interpreta o político adversário, idem. Já Edmilson Barros – que dá vida ao bêbado e puxa-saco Moleza – é a caricatura em pessoa. Abaixo o perdigoto!
Se os três abusassem menos da garganta seriam tão merecedores de elogios quanto Matheus Nachtergaele e José Wilker. Nachtergaele suprime a gagueira do Dirceu Borboleta original, pronuncia – e não grita – seu texto e dá um show. Wilker, por sua vez, precisa dizer muito pouco para que seu Zeca Diabo se destaque.
Depois, na tentativa de contextualizar o momento histórico e fazer um paralelo com o Brasil atual, Guel prepara uma maçaroca ao acrescentar explicações pouco claras sobre Jango, Jânio e Diretas Já. Os documentários são para os documentaristas. Os minidocumentários então, só para os gênios.
Se resta algo que merece crédito é a estreia de “O Bem Amado” em ano eleitoral e um desfecho que acontece em cima do mapa da América Latina que transforma o inscrito “Brasil” em “Sucupira”. Recado dado.

2010/07/30

A SAÍDA É SER LU PATINADORA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:43

As Havaianas praticamente nasceram com o mundo. Todo mundo tem uma lembrança da sua. Muito antes de terem virado modinha, elas soltavam sim as tiras e contavam com pouquíssimas opções de cores.
Em qualquer viagem ao exterior, é quase impossível não entrar numa loja e dar de cara com a inconfundível arara de chinelos. Hoje as Havaianas estão em mais de 80 países.
Mas o que é mais inofensivo para a saúde dos pés? As Havaianas ou um bom salto agulha?
Acreditem: são os saltos.
Estima-se que o NHS (o Sistema Nacional de Saúde britânico) gaste 40 milhões de libras todos os anos com os danos proporcionados pelos chinelos de dedo – aparentemente confortáveis e anatômicos.
Mais de 200 mil pessoas consultam-se com seus médicos ou vão parar nos hospitais depois de quedas ou de desenvolver problemas por um longo período.
Especialistas alertam para os prejuízos causados pelo uso prolongado – como batidas na canela e dores nas articulações.
Eles dizem que o chinelo de dedo força o usuário a mudar o jeito de andar. Quando um passo mais largo é dado, a pressão vai toda para a parte externa do pé – e não para o calcanhar – provocando estragos a longo prazo. Sem falar nos riscos de tropeços.
As queixas mais frequentes incluem torções de tornozelo, mas alguns pacientes relatam já terem quebrado o braço ou o pulso depois de um tombo.
Muitos sofrem também com os dedos doloridos porque eles estão constantemente arranhados ou espremidos para se fixarem à alça.
Os chinelos de dedo são bem populares entre as inglesas. Segundo uma fabricante de calçados, cerca de 15 milhões de mulheres têm os seus.  
Mike O’Neill, porta-voz da “Sociedade dos Quiropodistas e Podólogos”, diz que além da pressão constante a que o dedão é exposto, o tornozelo fica enfraquecido. As que não estão acostumadas a usarem esse tipo de calçado ainda podem ter bolhas.
Já os médicos afirmam que calçados como as Havaianas são tão ruins quanto os sapatos de salto, mas causam muito mais estrago porque são usados por longos períodos.
Cabe a nós escolher: usar salto e exibir pés como os de Victoria Beckham ou ficar torta com as legítimas Havaianas.

Conheçam as celebridades que têm os pés mais feios AQUI

2010/07/29

POMBINHA BRANCA

Arquivado em: Matutando — trezende @ 10:08

Juiz que roubou, roubou. Gente que xingou, xingou. Torcedor que surrou o colega, surrou. Daqui pra frente tudo vai ser diferente. Estádio de futebol será um lugar de paz, onde cada buraquinho do campo será preenchido com uma margarida.
Agradeçam ao novo Estatuto do Torcedor.
Vai dar até gosto de assistir aos jogos pela TV ou mesmo ir ao estádio. Agora os únicos xingamentos permitidos são “chato”, “bobo” e “cabeça de melancia”. Gritos de guerra, por sua vez, somente os na linha do “passou, passou, passou um avião e nele tava escrito que o Corinthians é campeão!”.
Não serão apenas os jogadores que vão adentrar a arena em fila e de mãos dadas. Torcedores terão comportamento parecido. Retornarão aos tempos do pré-primário andando enfileirados – sem briga e sem puxar o cabelo um do outro – para cantarem o Hino Nacional com a mão no peito. Quem não se comportar vai para a diretoria.
Chulé, cecê e mau hálito também ficam proibidos. Cuspiu no chão? Limpa aí seu porcalhão, vá cuspir no seu portão.
Só faltou mesmo instituir o ombudsman e o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) “que vão estar resolvendo” qualquer problema.
Assim que o atendimento telefônico for implantado, nós mulheres podemos começar a fazer ligações reclamando da ausência da regra mais importante dos gramados. É imperdoável que um estatuto tão completo não conte com um artigo que verse sobre a boa aparência dos frequentadores. Falta de barriga-tanquinho, rosto de Canavarros ou Cristianos Ronaldos ou dos cortes à la Beckham também deveriam ser punidos.
Soube agora que o Estatuto do Torcedor original é de 2003 – apesar de a maioria dos brasileiros nunca ter ouvido falar sobre a existência de regras para os frequentadores dos campos de futebol.
É curiosa a ideia do governo de tentar educar torcedores visando a Copa de 2014, mas ameaçar com prisão o juiz ladrão – ou os que entoarem “cânticos xenófobos” – e publicar uma lista com o nome das pessoas proibidas de entrarem no estádio são atitudes tão ingênuas quanto os bichinhos da Parmalat.
Do jeito que a coisa anda feia fora dos gramados seria mais útil a elaboração do Estatuto do Jogador.

2010/07/28

A LÓGICA DA SELVA

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:28

Já sabemos que “Mulheres Boazinhas Não Enriquecem” e que “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Mas será que garotas espertas devem se casar por dinheiro?
É o que defende o livro “Smart Girls Marry Money”, de Elizabeth Ford e Daniela Drake.
Lançada no ano passado, a obra já causou rebuliço nos Estados Unidos ao aconselhar às mulheres que abram o olho na hora da escolha do parceiro.
Segundo as autoras, seguir cegamente a paixão sem considerar outros fatores pode deixá-la solteira – ou não tão próspera – para o resto da vida.
Para Elizabeth e Daniela, o amor romântico nunca é uma boa razão para se casar. Afinal, o casamento é a mais importante sociedade econômica que as pessoas fazem, então é necessária uma dose de audácia.
Um ditado que passa de mãe para filha cabe perfeitamente aqui: “Marry the one you can live with, not the one you can’t live without”.
Numa das diversas entrevistas da dupla sobre o livro elas contaram que a ideia veio quando se encontraram na escola dos filhos – ambas têm rebentos da mesma idade.
Conversando sobre a quantidade de dinheiro que já haviam investido em suas formações acadêmicas e no resultado disso – as respectivas carreiras de sucesso – elas notaram que várias mulheres que estavam no parquinho brincando com seus filhos tinham tempo de sobra. E pensaram: quem é mais esperta?
“Todos os filmes de Nora Ephron mostram a busca por um outro ser humano que irá completá-la e que isso é o segredo da vida. Não, não é. E esta é a fábula de advertência sobre a qual é o livro. É sobre o bando de mulheres ‘love junkies’, que trabalham muito e que estão ignorando tudo isso para ter um relacionamento que funcione”, diz Elizabeth.

Entre as dicas das autoras destacam-se:
1) É fundamental se casar ainda jovem, enquanto seus poderes de sedução – e os de fertilidade – ainda funcionam. Além disso, é preciso ficar sempre ligada no fato de que os homens podem trocá-la;
2) Não é preciso se apaixonar instantaneamente. A paixão vem com o tempo e com a convivência. Por outro lado, elas não recomendam uma união totalmente por interesse. Se não houver pelo menos uma faísca, é melhor esquecer;
3) As mulheres não devem ser tão ambiciosas. Os homens não estão em busca das financeiramente bem-sucedidas;
4) A paixão passa. Tente encontrar no outro – com o bolso bem recheado – um “algo mais”.

Daniela Drake é médica e está casada há mais de dez anos. Elizabeth Ford é produtora de TV (já ganhou um Emmy) e teve um casamento feliz de 13 anos “até ser trocada por um modelo mais jovem”.

Confiram o site do livro AQUI

2010/07/27

SONHAR É PRECISO

Arquivado em: Entrevista — trezende @ 09:17

Enquanto alguns pais brasileiros se revoltam com o projeto de lei que impede que eles deem umas palmadinhas nos filhos, uma mãe finlandesa usa seu tempo e sua cabeça com algo muito mais interessante.
Quando a filha dorme, Adele Enersen tenta imaginar o sonho. Esse é o propósito do site “Mila´s Daydreams” (algo como “Devaneios de Mila”), que tem fotos lindas e divertidas.
Este blog entrou em contato com Adele que, por email, respondeu a algumas perguntas.
Confiram:

Há quanto tempo está fotografando sua filha?
Ela nasceu em maio e comecei a fotografá-la imediatamente. Mas as fotos em que ela sonha acordada tenho feito há sete semanas. Já tenho 22 imagens no blog – faço várias por semana.

Como surgiu a ideia?
Bom, como todos os pais de primeira viagem, nós tiramos fotos “normais” dos bebês – mesmo quando eles estão dormindo. Um dia a Mila caiu no sono e meu marido colocou uma batuta de maestro nas mãos dela. Ela ficou parecendo uma pequena esgrimista. Então posso dizer que a ideia veio do meu marido.
No dia seguinte, quando ela dormiu, eu montei uma pequena floresta com travesseiros e cobertores sobre o tapete de nossa sala de estar e a coloquei suavemente sobre o cenário para umas fotos rápidas (ao contrário do que você deve estar pensando, ela não dorme constatemente no chão, haha).
Quase todas as mantas e almofadas são do nosso sofá. Os outros tecidos são minhas roupas, echarpes e cortinas.

E seu marido, o que acha?
Ele ama as fotos. Ele é muito solidário e, como pessoa criativa que também é, entende o quanto é importante brincar com nossa imaginação – mesmo por um breve momento.

Você cria os cenários sozinha ou alguém te ajuda?
Eu mesma crio. Eles levam poucos minutos para ficarem prontos porque a maioria já está na minha cabeça enquanto estou fazendo outras coisas – lavando toneladas de roupa, por exemplo.

Algum deles foi mais complicado?
Não… Não tenho muito tempo ou paciência para nada muito complicado agora. Algumas ideias, na verdade, são melhores na teoria do que na prática e eu desisto delas após algumas tentativas.

A Mila já acordou durante a sessão de fotos?
Algumas vezes. Então eu a retiro do cenário e retomo a rotina normal dela. O cenário fica no chão ou eu o monto em outro dia. Há algumas fotos em que ela está acordando ou se espreguiçando ainda com os olhos fechados. Mas na maior parte das vezes ela dorme como um bebê… Literalmente.

Onde você mora?
Em Helsinque, Finlândia, perto do mar.

Tem planos de lançar algum livro?
Talvez, mas não sobre fotografia. Sou fotógrafa amadora e eu me considero mais uma contadora de histórias, uma escritora. Tenho algumas ideias sobre histórias de fantasia que quero contar para minha filha, então eu talvez as escreva e faça um livro infantil. Algum dia. É ótimo pensar que alguém vai ler a história para seus filhos e que eles vão dormir e sonhar com aquilo.

Você tem mais filhos?
Não, ainda não. Mas a vida com um bebê é tão mais simples do que imaginávamos, ela traz tanta alegria ao nosso dia-a-dia, que talvez ela venha a ter irmãos. O tempo dirá.

Visitem o site AQUI

2010/07/26

A FOME E A VONTADE DE COMER

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:36

De tempos em tempos sai da toca um novo guru da dieta. Tamanha rotatividade torna até complicada a elaboração de um ranking de importância – se é Dr. Atkins e sua incrível Dieta da Proteína ou George Foreman com o grill que prepara de miojo à feijoada sem gordura.
Lisa Lillien, a “Hungry Girl”, é a personagem da vez. Na mesma semana foi tema de uma reportagem no “The New York Times” e no jornal “O Globo”.
A “deusa da perda de peso” – como é chamada pelo “Times” – tem 44 anos e prega que é possível manter a forma consumindo o mínimo de calorias sem abdicar de pizzas, massas, salgadinhos e pudins. Para ela, é mais importante o sabor e o número de calorias do que o valor nutricional dos alimentos.
Lisa já lançou livros de receitas – os dois últimos estiveram entre os mais vendidos do “The New York Times” – e está divulgando sua nova obra, “Hungry Girl Happy Hour”, com receitas de coquetéis diet e aperitivos.
Recentemente sua editora concordou em pagar adiantado mais de 10 milhões de dólares por seus próximos oito livros.
Além dos 200 mil fãs no Facebook, quase um milhão de pessoas recebe a newsletter diária da “Hungry Girl” – o que a coloca como uma das figuras mais influentes no campo da “dieta digital”.
Apesar do sucesso de público e de encorajar o consumo de produtos com soja, fibras, cereais, Lisa tem sido criticada por indicar alimentos processados e de valor nutricional duvidoso.
Polêmicas à parte, o mais curioso é que a “Hungry Girl” é tratada como a inventora da pólvora. A tal dieta nada mais é do que uma reedição de uma velha conhecida nossa: a “Dieta dos Pontos”.
Das duas, uma: ou o americano é mais ignorante do que supunha ou não entendi a piada.
De qualquer modo, Lisa faz questão de frisar no site que não é nutricionista nem tampouco médica. “Sou apenas uma mulher comum que luta contra os mesmos problemas alimentares que a maioria das mulheres. Eu me considero uma ‘comidóloga’. Nada me excita mais do que descobrir um novo lugar para comer algo de baixa caloria ou pedir uma pizza sem gordura. Durante anos minha obsessão por comida me fez acumular zilhões de dicas sobre alimentos e dietas. E como não sou apenas faminta, mas também muito legal, quero dividi-las com vocês”.
Ela conta que tentou uma série de dietas, teve problemas com o efeito sanfona e há três anos decidiu que era hora de mudar seus hábitos. “Eu disse bye-bye para os carboidratos e oi para 14 copos de água por dia e perdi quase 14 quilos”. Durante um ano não ingeriu farinha, pão, massa ou amido e finalmente está sob controle.
O recado mais importante deixado por Lisa é que perder e manter o peso não é uma mudança temporária – é um estilo de vida.

Confiram o site AQUI

2010/07/25

O POTE DE LEITE

Arquivado em: Matutando — trezende @ 09:07

Uma frase atribuída a João Saldanha diz: “Se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminaria empatado”.
Pensamento semelhante acontece quando o assunto são as pesquisas de intenção de voto. Se elas definissem alguma coisa, não precisaríamos realizar eleições.
Há censura, soy contra, mas as pesquisas bem que poderiam ser proibidas. Não porque influenciam o voto de indecisos, desinformados, desiludidos ou indiferentes, mas porque agem como instrumento de tortura para quem lê jornal ou zapeia pelos noticiários.
Não somos obrigados a ouvir praticamente todas as semanas, durante meses, frases como “a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos”.
Curiosamente, mesmo com o bicho pegando nas editorias que cobrem violência, a maioria das publicações dá amplo destaque aos levantamentos do Ibope, Datafolha, Vox Populi e outros. Nos jornais, são páginas e mais páginas envolvendo números nos maiores Estados do país, gráficos, “avatares” coloridos dos candidatos, explicações sobre a metodologia, quantas pessoas foram entrevistadas, enfim, um verdadeiro dossiê do voto.
Há ainda outro detalhe nessa praga: as simulações de segundo turno. Não contentes em colherem uma INTENÇÃO de um cidadão, os institutos fazem todos os cruzamentos possíveis para chegarem a um resultado tão fantasioso quanto os quadros que pintaram e apresentaram às vítimas.
O trabalho dos institutos de pesquisa lembra muito a história da menina e do pote de leite: ela vai vendê-lo para comprar ração para a vaca produzir mais, vender mais leite, comprar galinhas que vão botar tantos ovos por dia… Tudo acertado. Só falta combinar com o Fluminense.
Tão torturante quanto as pesquisas são os debates – apresentados como um grande espetáculo pelas emissoras de TV.
Os candidatos poderiam ser os mesmos das últimas eleições para prefeito, governador ou presidente que nem notaríamos. Nenhuma novidade, tudo politicamente correto e chatíssimo. Um fala, o outro “replica” e o um “treplica”. A gente só “tremelica”.
Terminado o debate, novas pesquisas são feitas a fim de descobrir o vitorioso e o derrotado.
E assim fecha-se o ciclo.
Que outubro chegue logo.

2010/07/24

POBRES E LIMPINHOS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:31

Pode ser injusto traçar o perfil de um povo só pelo o que dizem dele. Há inúmeros interesses envolvidos – dos econômicos às “lendas urbanas” – além de uma desinformação geral.
Da mesma forma, podem ser falsos ou tendenciosos os dados oficiais – por motivos óbvios.
Estrangeiros que nunca estiveram no Brasil podem traçar um perfil do nosso povo com a ajuda de duas ferramentas: as pesquisas comportamentais e as nossas frequentes reações acaloradas.
Quem seria o brasileiro? Segundo esses dois critérios, um ser pobre, limpinho e que não suporta ouvir uma verdade.
Vamos aos fatos:
Uma pesquisa feita em dez países por uma empresa internacional de consultoria mostrou que o brasileiro é o povo que mais toma banho no mundo. São 19,8 banhos por semana – cerca de 2,8 por dia.
Já o recém-divulgado relatório sobre desenvolvimento humano elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) constatou que o Brasil é o terceiro mais desigual do mundo. Concentração de renda pior só na Bolívia, em Camarões e Madagascar (1º lugar) e no Haiti, na Tailândia e na África do Sul (em 2º).
Outro fato da semana que acabou dominando o Twitter foi Sylvester Stallone. O ator gerou a tag  “Cala a boca Sylvester Stallone” depois de suas declarações sobre o Brasil durante entrevista para divulgação do filme “Os Mercenários” (quanta ironia):
“Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado”. O ator também comentou o símbolo do Bope: “os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar”.
Por menos direito que o ator tenha para falar mal do país ou por mais antipático que tenha sido, infelizmente ele só disse verdades.
Mas quem quiser entender a alma do brasileiro e não puder se basear em pesquisas ou nas reações apaixonadas que temos, basta ouvir o brasileiro-mor, Lula.
Ontem, durante discurso em Feira de Santana, saiu-se com essa: “Pobre gosta mesmo é de luxo, gosta de se vestir bem, comer bem, morar bem e beber bem. Esse negócio de que pobre não gosta de coisa boa é invenção de rico. Que ver? Coloca uma garrafa de uísque ao lado de uma cachaça para você ver”. E disse mais: “Pobre gosta tanto de azulejo, que se pudesse colocava azulejo em todos os lugares da casa, inclusive na cama, para dormir em cima dele”.
Só tomando três banhos por dia. Para esfriar a cabeça.

2010/07/23

A PREGUIÇA DOS CANGURUS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 11:08

Não é de hoje que funcionários de diversas empresas em todo o mundo chegam se arrastando às sextas-feiras. Portanto, a ideia de instituir o dia de se vestir de forma mais relaxada é até interessante.
Segundo a Wikipedia, o “casual day” ou “casual Friday” tem sua origem em 1947 em Honolulu, Havaí, quando se permitia que os trabalhadores usassem a camisa Aloha durante parte do ano. Na década de 70 vira moda nos Estados Unidos e nós não tardamos a adotar a ideia.
Mas para quem trabalha nos escritórios da área de finanças de Sydney, Austrália, a sexta-feira é um pouco mais feliz. Eles estão instituindo a “Lazy Friday” (“Sexta da Preguiça”).
De acordo com alguns empresários, não é nada oficial, trata-se apenas de nomear algo que já existe na prática.
“Sair mais cedo na sexta-feira e ir direto para o bar é quase uma regra não-escrita. Não tenho certeza de que as empresas divulgam isso, mas acontece em todos os lugares”, explica a porta-voz de um banco.
Uma destas “regras não-escritas” é “não ligar para alguém depois das três da tarde de uma sexta-feira”.
Para Wayne Tregaskis, fundador da “S2i Communications”, as “Lazy Fridays” são de extrema importância para fortalecer as relações entre as equipes. É quase um benefício adicional como vale-refeição ou auxílio-creche.
“Isso talvez explique a longevidade dos meus funcionários”. Em uma década, Tregaskis trocou de staff duas vezes.
O porta-voz da Câmara do Comércio de Sydney concorda e completa: “Há uma tendência de as pessoas saírem mais cedo na sexta. Mas eles trabalham até mais tarde na terça”.
Terça-feira? E segunda? É a “Tired Monday”?
Bora fazer as malas para uma temporada em Sydney?

2010/07/22

PROCURANDO BEM

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:20

Por mais malvada ou corrupta que seja uma pessoa, ela sempre tem uma reserva mínima de bondade a oferecer. Maluf, por exemplo, rouba, mas faz. Hitler se dava bem com os cães. Já o goleiro Bruno ajudava amigos de sua “comunidade”.
A boneca Barbie, coitada, é alvo de inúmeras críticas. Sem exageros, é possível dizer que ela foi eleita (injustamente) o maior símbolo de futilidade de nossos tempos.
A despeito de tudo, ela completou 50 anos e continua sendo invocada de diversas formas.
Além de ser responsável pelos melhores momentos de “Toy Story 3”, ela agora encarna personagens de fotografias, pinturas e outras representações icônicas com a ajuda de Jocelyne Grivaud, artista plástica e fotógrafa francesa.
Jocelyne ganhou sua primeira Barbie em 1967 e sempre foi encantada pela elegância da boneca. Como explica em seu site: “Um dia, a ideia de alargar a parte feliz da minha infância através de trabalhos artísticos que eu amo tomou forma. Barbie é frequentemente criticada por ser muito loira, muito superficial, muito magra, muito ‘marketing ideal’, muito isso, muito aquilo. Meu objetivo era ajustar esse perfil tão famoso em diferentes representações emblemáticas”.
Assim surgiu a exposição “Barbie Ma Muse”, uma homenagem ao cinquentenário da boneca (comemorado no ano passado).
Dentre as personagens escolhidas estão Coco Chanel, Mona Lisa, Nefertiti, Vênus de Milo, Estátua da Liberdade, Marilyn Monroe em seus 15 minutos de fama, e “A Moça do Brinco de Pérolas”, de Vermeer.
Barbie também aparece no “Retrato de Dora Maar”, de Picasso, na capa da Vogue de 1950, numa cena do filme “O Desprezo”, de Jean-Luc Godard, numa foto de Man Ray, em outra de Helmut Newton e até na capa do disco “Yellow Submarine”, dos Beatles.
O resultado, além de criativo e variado, é lindo.
Procurando bem todo mundo tem pereba. Por que só a Barbie paga a conta?

Vejam fotos AQUI

2010/07/21

THINK PINK

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:37

No Brasil o rosa está para Sula Miranda assim como a Barbie está para o Pepto-Bismol.
Mas para além da futilidade, há inúmeras curiosidades em torno da cor.
Lisa Kessler, fotógrafa-documentarista de Boston, viajou por três anos pelos Estados Unidos para entender de que forma os americanos entendem e utilizam o rosa. O resultado é a exposição “Seeing Pink”, em cartaz em Nova York.
Durante a preparação para colocar o pé na estrada, Lisa usou o Google – buscava “pink” + o nome da cidade – e ficou surpresa com a quantidade de personagens e situações que encontrou.
Em Iowa descobriu o “Hot Pink Grannies”, um time de basquete formado por senhorinhas que adoram rosa.
Lá também foi apresentada à Universidade de Iowa, onde o vestiário do time visitante é todo pintado de rosa. Reza a lenda que um técnico das antigas, Hayden Fry, além de treinador, era psicólogo. Ele acreditava que a cor tinha influência psicológica sobre a equipe – tinha o poder de acalmá-la.
A mesma cor é usada em algumas prisões. Se o prisioneiro permanece por pouco tempo numa cela rosa ele fica calminho, calminho. Mas se exposto à cor por muito tempo, enlouquece.
Em Hughson, Califórnia, a novidade foi o “Tough Enough to Wear Pink” (“Machos o Bastante Para Vestirem Rosa”), um grupo no qual os homens usam rosa para apoiar mulheres, filhas ou irmãs que são vítimas do câncer de mama.
Através do comentário de uma amiga, Lisa soube que em Phoenix há um xerife que obriga seus prisioneiros utilizarem pink em tudo: dos chinelos às cuecas, passando pelas toalhas.
Outro aspecto citado pela fotógrafa é que os nazistas costumavam marcar com um triângulo rosa os presos masculinos homossexuais.
Apesar da extensa pesquisa sobre a cor, Lisa Kessler continua odiando rosa.

Vejam algumas fotos da exposição AQUI (rolem a barra lateralmente)

2010/07/20

CUPIDO DESGOVERNADO

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 09:01

A cabeça de um ser humano é o mecanismo mais complexo já elaborado. Ela é capaz dos melhores e dos piores pensamentos, das ideias mais redentoras às mais infelizes ou de fomentar o maior dos amores e o mais mortal dos ódios.
Neste domingo, lendo uma entrevista de um cearense que é chef e proprietário de um restaurante japonês no Rio, uma frase me chamou a atenção.
Quando perguntado se não sente saudades da terra natal ele respondeu: “Tenho saudade mesmo é de uma cereanse que deixei por lá”. Detalhe: ele está casado há 11 anos. Com outra.
Ato impensado ou ingenuidade, o fato é que a revelação deve ter caído como uma bomba nuclear na cabeça da atual esposa. Já imaginaram a reação da coitada ao descobrir os sentimentos do marido por outrem numa publicação de circulação nacional (o “Jornal do Brasil”)?
Depois dessa, o baião-de-dois corre o risco de virar baião-de-um.
Mas eis que hoje me deparo com o resultado de uma pesquisa realizada na Inglaterra que mostra que o chef cearense não está sozinho no quesito olhar para a grama do vizinho.
Segundo o estudo, uma em cada cinco pessoas está casada com alguém que está apaixonada (o) por outro (a).
“Muita gente acha que é possível ter sentimentos por mais de uma pessoa. Mesmo num relacionamento feliz. Cerca de 20% diz estar apaixonada apesar de viver numa relação estável”, diz o porta-voz do instituto de pesquisas “OnePoll”.
Este “terceiro elemento” geralmente é um colega de trabalho ou faz parte do círculo de amizades do casal.
O resultado desta pesquisa nada romântica emergiu de uma enquete feita com 3 mil pessoas, que também revelou que 1 em cada 4 não estão satisfeitas em seus relacionamentos.
A boa notícia é que isso acontece apenas uma vez durante a relação.
O estudo também mostrou que o sentimento dura, em média, três anos e três meses e que os homens são mais “dados” a ele: 22% contra 15% das mulheres.
Portanto, a dica para quem busca fidelidade é encontrar alguém com o perfil Rick Astley, o único que nunca desiste de você, que nunca te desaponta, que nunca vai te trair e te deixar, te fazer chorar, te dizer adeus, mentir ou magoar.

Ouçam as promessas de Rick e encantem-se com suas dancinhas AQUI

2010/07/19

A LENTE DA VERDADE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:03

O jornalista Brett Arends, do “Wall Street Journal”, escreveu uma reportagem para nos abrir os olhos. Sem trocadilhos.
Segundo ele, óculos escuros de marcas famosas são um grande negócio. Mas estas marcas caras valem o preço? Elas são, de fato, melhores do que óculos de 25 dólares vendidos nas farmácias? E ele nos dá seis motivos para pensarmos duas vezes antes de gastarmos os tubos:

1) A maioria dos óculos são fabricados pela mesma empresa. “Você prefere a qualidade do Ray-Ban ao Oakley? Pensa que um Bulgari é melhor do que um Dolce & Gabbana? Ou que um Salvatore Ferragamo é melhor do que um Prada? Acorde. Todos eles são feitos pela mesma Luxottica, uma empresa italiana”, diz a matéria. Ela também produz para Burberry, Chanel, Polo Ralph Lauren, Paul Smith, Stella McCartney, Tiffany, Versace, Vogue, Persol, Miu Miu, Tory Burch e Donna Karan.
“Nós produzimos 70% de todas elas em nossas fábricas na Itália e um pouco na América e na China. Fazemos o design, a produção e o marketing”, diz o porta-voz da Luxottica, Luca Biondolillo. A companhia trabalha em parceria com os respectivos designers de cada marca, mas a Luxottica também tem suas marcas próprias: Ray-Ban, Oakley, Oliver Peoples e REVO.

2) Em muitos casos, é a própria companhia quem lhe vende os óculos. A Luxottica é dona da LensCrafters, da Pearle Vision e da Sunglass Hut. “Este é um exemplo radical da integração vertical: o oftalmologista que diz que você precisa de um novo par de óculos, o vendedor que o ajuda a escolher um e as pessoas que o desenham pertencem à mesma empresa.

3) Os lucros são tão grandes quanto parecem. O preço reflete o valor dos materiais e do trabalho, mas também considera as marcas, o marketing e quanto os consumidores são capazes de pagar. A Luxottica diz que consegue um lucro de 64 centavos por dólar em cada óculos.

4) Estes óculos caros não são melhores para os seus olhos. “Os de 300 dólares não são melhores para a visão do que os de 100, exceto pelo fato de serem mais bonitos e terem uma grande marca associada a eles”, diz um oftalmologista entrevistado.
“Uma parte significativa do que você paga não é pela qualidade das lentes, é pela marca”, explica o dr. Reza Dana, diretor responsável pelas cirurgias de córnea da Enfermaria de Olho e Ouvido de Massachusetts. Ele também ressalta que lentes com proteção contra os raios ultravioleta não envolvem uma tecnologia tão cara assim.

5) Óculos de farmácia não são as piores coisas do mundo. “A principal razão pela qual as pessoas usam óculos é bloquear a luz do sol”, diz o dr. Dana, “e sob esse ponto de vista, óculos baratos funcionam perfeitamente”.

6) Estes óculos realmente lhe custam mais do que você imagina. Pessoas que gostam de itens de design querem a última moda todo ano. Sem falar que eles podem ser perdidos, sofrerem arranhões na praia ou alguém sentar em cima deles. “Pessoalmente tenho considerado tratar óculos como algo descartável”, conclui o jornalista.

Eu também.

2010/07/16

FILHINHO DA MAMÃE

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 10:09

Depois da performance do goleiro Casillas, muitos devem ter ficado com vontade de serem flechados pelo cupido.
Mas tem gente por aí que não se deixa levar por modismos e, entra ano, sai ano, faz suas preces a Santo Antônio.
A situação mais comum é o de mães que vivem tentando descolar um “bom partido” para as filhas.
Mas há uma novidade no mercado “casadoiro”: o site “Date My Single Kid” (“Namore Meu Filho Solteiro”). A ideia é de Geri Brin, uma mãe de 63 anos que mora em Nova York e está empenhada em achar a tampa da panela de Colby, o filho de 31 anos.
Geri está na luta há cinco anos: “Até já marquei um encontro dele com a vendedora da loja que costuma estofar meu sofá”, disse Geri ao jornal “New York Post”.
Colby não parece nem um pouco constrangido com a missão que a mãe chama de sua. “Eu sou um judeu que cresceu em Nova York. Claro que eu sou o filhinho da mamãe”, diz Colby.
Para além do interesse de desencalhar o filho, no entanto, há outro – que talvez seja o mais importante – o financeiro.
No início do ano Geri – que é editora de Moda aposentada – lançou o site “Fab Over Fifty”, em que abre espaço para leitoras acima dos 50 anos discutirem assuntos como moda, beleza, saúde e cultura. Ela simplesmente juntou o pão e a margarina: colocou um link para o “Date My Single Kid” em seu site. “Eu pensei, puxa, posso começar um novo site e investir milhões de dólares para encontrar o par perfeito para ele”.
Além de tentar desencalhar Colby, Geri quer ajudar outras mães empenhadas na mesma tarefa. Até o momento, cerca de 20 pais já cadastraram seus filhos e filhas.
No programa “Today Show” desta quarta-feira, depois da entrevista com mãe e filho, a apresentadora concedeu a Geri 30 segundos para falar das qualidades de Colby. Encarnando a doutora Havanir, Geri falou que o filho é educado, bonito, divertido, de boa família, saudável e corre uma maratona como ninguém.
Tem mãe que é cega…

Assistam à entrevista AQUI

P.S.: no fim-de-semana estarei offline. Até segunda!

2010/07/15

O MILAGRE FRANCÊS NÃO EXISTE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:48

Sabem aqueles dias em que acordamos e não temos coragem de olhar para o espelho? Que estamos o pó da rabiola, a capa do Batman? Que pensamos que uma estrela de Hollywood jamais sairia da cama com essa cara amassada?
O único pensamento que nos consola em dias assim é sabermos que não estamos só. Em algum canto das Alagoas ou de Paris há uma figura levando o mesmo diálogo com o espelho.
Algumas dessas conversas viram texto, caso de um artigo curioso da escritora Ann Morrison no “The New York Times”: “Aging Gracefully, The French Way”.
Ela parte do princípio de que se existe um segredo para envelhecer bem, as francesas devem conhecê-lo. “Pelo menos é o que os americanos pensam. Nós olhamos para atrizes como Juliette Binoche, 46, políticas como Ségolène Royal, 56, ou superestrelas como Catherine Deneuve, 66, e achamos que elas têm uma percepção especial sobre o processo de ‘maturação’”, diz Ann.
Através dos exemplos citados e das entrevistas com profissionais de saúde chegarmos à conclusão de que é preciso sim comer pouco e ter tempo e dinheiro para usar muito, muito cosmético.
Para desmistificar o tema e o placar desfavorável para as americanas, Ann cita os resultados de uma pesquisa que dá conta de que 33% das meninas francesas entre 15 e 19 anos já recorrem a cremes anti-idade ou antirrugas.
Ela menciona também dados de outra pesquisa que indica que as francesas gastam cerca de 2.2 bilhões de dólares por ano com cremes de tratamento para a pele – mesmo valor torrado por espanholas, alemãs e inglesas juntas.

Mas não há como negar alguns segredos:
1) Nunca comentar sobre assuntos ligados à beleza na frente dos maridos
2) Passar o mínimo de maquiagem. Excesso de base acentua rugas e poros. Um pouco de blush, máscara nos cílios e um batom de leve são recomendáveis
3) Usar o sabonete com cautela. Recentemente a revista “Madame Figaro” publicou a seguinte frase da atriz e apresentadora de TV Léa Drucker: “O dia em que parei de usar sabonete minha vida mudou”. Ele é indicado apenas para algumas áreas.
4) Tratamentos faciais, massagens e spas de cura também entram na cruzada contra rugas, celulites e bumbuns, barrigas e peitos caídos. “Algumas mulheres são espertas o suficiente para conseguir receitas médicas e ficarem algumas semanas em seu spa favorito – isso significa que o plano de saúde pagará a conta”, explica Ann.
5) Se for o caso de recorrer a uma intervenção estética, que ela seja imperceptível a ponto de manter a beleza natural. Nos Estados Unidos, mulheres usam as cirurgias plásticas como forma de se exibir.
6) A manutenção dos cabelos é fundamental – a cada três ou quatro semanas
7) Não engordar. Nunca. Se uma francesa nota um quilo ou dois a mais na balança faz de tudo para voltar ao peso anterior. Uma das entrevistadas diz que evita excessos – come porções minúsculas e não ingere álcool.
Além disso, praticar exercícios é quase piada. Os franceses creem que academia é uma forma de tortura. Para eles, a única maneira aceitável de queimar calorias é a caminhada. “Como elas não andam o suficiente para ficar em forma, há sempre pílulas, loções, uma máquina ou um tratamento para fazer o truque. Os balcões das farmácias estão cheios de medicamentos para isso. Cápsulas asseguram uma barriga sequinha em quatro semanas”.

Enfim, o texto de Ann tem o mérito de ser quase “o outro lado” do best seller “Mulheres Francesas Não Engordam”.
Ela termina citando uma frase da escritora francesa Françoise Sagan: “Há uma idade em que a mulher precisa estar bonita para ser amada, mas chega uma hora em que ela precisa ser amada para estar bonita”.
Esse é o recado de hoje para o espelho.

Leiam o texto completo AQUI

2010/07/14

REHAB URGENTE!

Arquivado em: Matutando — trezende @ 09:13

Para falar a verdade, o comportamento dos jogadores de futebol no Brasil é igual. Não importa se o atleta atua aqui ou no exterior, se é um pó-de-arroz do São Paulo ou um brucutu do Corinthians ou se leva um pito ou não do Zico.
Esta espécime é conhecida por usar bonés parecidos, falar as mesmas expressões, cortar o cabelo da mesma forma e, principalmente, frequentar as mesmas festas com as mesmas mulheres.
Mas eis que surge um goleiro espanhol para provar que nem tudo está perdido. Aquela espécie da fauna brasileira ainda pode ser salva – basta seguir a Cartilha Casillas do Bom Cavalheiro.
Nem bonito nem feio, nem alto nem baixo, nem gordo nem magro, mas é por ele que andamos suspirando pelos cantos.
Antes do término da partida contra a Holanda, Casillas já derramava suas lágrimas pela conquista do Mundial. Saiu de campo aos prantos, tentando enxugar o rosto com luvas não-indicadas para a tarefa. Ergueu a taça, cumprimentou a tribuna de honra e partiu para o gran finale: a entrevista à imprensa.
Todos devem ter visto o que aconteceu na sequência. No momento de agradecer às pessoas que o apoiaram, com a voz embargada, disse: “isso é só um jogo”. Ops, este foi outro goleiro.
Na hora de agradecer a quem o ajudou, Casillas citou pai, mãe, irmãos e achou por bem deixar a emoção invadi-lo tascando um beijo na namorada, a repórter Sara Carbonero.
Foi assim, com atitudes românticas e singelas, que Casillas marcou mais um gol para a Espanha e conquistou a simpatia das torcedoras pelo mundo.
Talvez os jogadores brasileiros andem precisando fazer um intensivão com Casillas. Deixar de lado festas suspeitas em sítios e cultos evangélicos na concentração, parar de usar Richarlysson como laranja no quesito sexualidade e o mais importante: aprender a tratar bem as mulheres.
Não será fácil, mas com uma forcinha do Zico, quem sabe? Rehab urgente!

2010/07/13

E O PRÊMIO NOBEL VAI PARA…

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:48

Hoje a resposta para uma das maiores questões da humanidade, a que inquieta mentes pelo mundo desde que o mundo é mundo: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Segundo os cientistas, foi a galinha. Eles descobriram que para formar a casca do ovo é necessária a presença de uma proteína encontrada nos ovários das penosas. Logo, o ovo só pode existir dentro da galinha.
A proteína – chamada “ovocledidin-17 (OC-17)” – age como um catalisador no desenvolvimento da casca, que precisa ser dura o suficiente para conter os fluidos enquanto o pintinho se desenvolve.
A novidade foi publicada na dissertação “Controle Estrutural de um Núcleo pela Proteína da Casca do Ovo”, dos cientistas das universidades de Sheffield e Warwick.
Com a ajuda do supercomputador, o “HECToR”, em Edimburgo, eles concluíram que a “OC-17” é quem dá o pontapé para o processo de endurecimento da casca porque ela converte carbonato de cálcio em cristais de cálcio.
Segundo os estudiosos, os cristais de cálcio são encontrados em inúmeros ossos e cascas, mas as galinhas são capazes de formá-los com mais rapidez do que as outras espécies: 6 gramas a cada 24 horas.
Colin Freeman, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade de Sheffield, diz que sempre se suspeitou que o ovo veio primeiro, mas esta é a prova que faltava. “A proteína foi identificada antes de estar ligada à formação do ovo”.
Já o professor John Harding, acredita que a descoberta pode ter outros usos. “Entender como as galinhas produzem suas cascas é fascinante, mas também nos dá pistas para o desenvolvimento de novos materiais e processos. A natureza encontrou soluções criativas que funcionam em vários assuntos científicos e tecnológicos. Nós temos muito o que aprender com ela”.
O segredo de Tostines, no entanto, segue uma incógnita.

2010/07/12

DÁ-ME UM CORNETO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:38

No ano passado este blog citou uma insólita campanha da cidade de Huelva, na Espanha: a “Prohibido quejarse”, que proibia que os empregados da companhia de limpeza local reclamassem do trabalho.
Também no ano que passou conhecemos outro caso peculiar: o de Brooksville, na Flórida, que implantou um “dress code” censurando camisetas com palavrões, piercings e até cortes e machucados dos funcionários.
Mas para começarmos a semana com o pé direito e aliviados, a boa notícia é que nem todos os patrões são tão hostis como querem esses dois exemplos.
Na Inglaterra, o NHS (o Sistema Nacional de Saúde britânico) acaba de lançar a “Chill Out Don’t Burn Out” (algo como “Relaxe, Não Fique Esgotado”), uma campanha pela saúde mental.
Casquinhas de sorvete e outras delícias geladas serão distribuídas por uma van que vai funcionar nos mesmos moldes dos nossos caminhões Ultragás – com música alta e tudo.
Alugada especialmente para a missão, ela vai circular por estacionamentos de empresas e esquinas. O funcionário que tiver saído do escritório para esfriar a cabeça e contar com a sorte de encontrar a van passando, pode acenar e fazer o pedido de graça.
Os veículos serão pilotados por oficiais de saúde, que também vão entregar folhetos explicativos e conversar com as pessoas enquanto elas se distraem tomando sorvete.
A iniciativa é da cidade de Doncaster e o propósito é divulgar o sistema que ajuda pessoas que sofrem de problemas mentais a continuarem trabalhando.
Metade das 2 mil libras gastas na ação (cerca de R$ 5.000) é para a confecção de folhetos, pôsteres e outros tipos de propaganda. Somente a diária da van saiu por 200 libras (R$ 530).
Apesar de algumas críticas, grana parece não ser o problema. A campanha usa o dinheiro do fundo de Loteria britânico.
Paul Farmer, chefe-executivo da “Mind” – uma Ong britânica para saúde mental –, apoia a ideia: “Pessoas com problemas relacionados à saúde mental custam cerca de 26 bilhões de libras por ano aos cofres britânicos. É do interesse dos empresários ficarem de olho nos níveis de estresse de suas equipes. É um bom uso do dinheiro da Loteria”.
Não há informações sobre quanto tempo a van circulará ou quantas casquinhas serão distribuídas. Certeza, apenas duas:
1) os trabalhadores ingleses devem estar felizes da vida;
2) em breve, o sistema de saúde britânico vai lançar a campanha “Esfriei a cabeça, mas agora preciso esquentar e derreter minha banha”.

2010/07/11

E FEZ-SE O SILÊNCIO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:04

Dunga fez cara feia, mas não assustou nossos adversários. Maradona prometeu, mas voltou para casa com todas as peças de roupa. O técnico alemão limpou o salão, mas não ficou para o baile.
Enfim, a Copa cujo maior astro foi um polvo chega a seu desfecho. E os torcedores, com um mico nos ombros: suas vuvuzelas. Vários deles estão hoje se perguntando: onde eu enfio isso?
Guardem suas respostas. Até porque a rede de fast food “KFC” saiu na frente e acaba de lançar o “The Vuvuzela Exchange Program” (“Programa de Troca de Vuvuzela”).
No site, o comunicado: “Nós ouvimos vocês, ALTO e claro. Com o ronronar das vuvuzelas começando a sumir, o KFC orgulhosamente anuncia uma oferta que proporcionará uma satisfação ‘Doublicious’ para os ouvidos e estômagos dos amantes do futebol”.
A promoção é simples: os primeiros 500 cidadãos americanos que enviarem suas vuvuzelas pelo correio até o dia 15 de julho ganham um cupom que dá direito a um “Doublicious”, o novo lanche da rede.
O sanduíche é composto de frango desossado e empanado coberto com bacon, queijo, alface, molho de mostarda, mel e churrasco no pão no estilo havaiano levemente adocicado.
“Nós esperamos que os donos de vuvuzela troquem seus aparatos de fazer barulho por uma degustação do nosso novo sanduíche”, conclui o press release da empresa.
Na verdade, o “KFC” teria feito um favor aos nossos ouvidos se tivesse lançado mão desse suborno bem no início da Copa e o estendido para outros países. É possível que a promoção não fosse tão lucrativa para o restaurante, mas só pelo obséquio de nos proporcionar uma boa noite de sono e de adiar um pouco nossa surdez já despertaria simpatia.
De surdo, já basta o Dunga.

P.S.: para quem já está com saudade da vuvuzela o remédio é esse AQUI

2010/07/10

DIGERINDO NOTÍCIAS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:13

Praticamente toda semana temos de nos readaptar a uma nova verdade sobre algum alimento.
Num dia ele é vilão – entope veias, aumenta o colesterol, o risco de infarto – no outro, mocinho. É assim com a gema do ovo, o chocolate, o vinho tinto, o café e a carne vermelha.
Nós não estamos sozinhos nesta confusão – que parece opor cientistas e empresários do ramo alimentício.
Ian Sample, jornalista científico do jornal britânico “The Guardian”, escreveu nesta semana o artigo “Smoking is good for you” (“Fumar é bom pra você”). Nele, Ian se pergunta: “Em qual das histórias devemos acreditar?”. Ele mesmo responde: “Tudo depende de como interpretamos os fatos”.
Na matéria ele vai atrás de especialistas para revelar o “lado bom” de certos alimentos e hábitos de vida considerados nada saudáveis, como fumar ou ser estressado.
Ele começa citando os casos da pizza e da cafeína. “Duas porções da minha dieta que claramente são ruins para mim”, diz Ian. De repente estão absolvidos.
A pizza, por cientistas italianos, que descobriram que o ato de comê-la nos protege de vários tipos de câncer. A cafeína foi libertada pelos australianos, que depois de uma série de testes com atletas concluíram que ela nos fornece muito mais energia, nos capacita a nos exercitarmos por um período mais longo e nos ajuda a perder peso mais rápido.
Turbinado pelas boas notícias, Ian fala dos milhares de benefícios de ser estressado.
Segundo ele, o estresse faz o sistema nervoso produzir mais noradrenalina, que acelera o coração, quebra as fibras musculares e dá mais energia. Além disso, permanecer estressado por uma hora ou mais faz com que os níveis de cortisol aumentem. “Pequenas quantidades de cortisol faz você processar informações mais rapidamente. Se você está muito estressado durante uma prova, por exemplo, seu cérebro irá trabalhar mais rápido e melhor”, diz Ashley Grossman, endocrinologista do hospital St Bartholomew, de Londres.
O jornalista também traz boas notícias sobre o uso do telefone celular. Alan Preece – que estuda os efeitos biológicos da radiação dos celulares no Centro de Oncologia Bristol – explica que pessoas mais expostas ao telefone são 4% mais rápidas em certos testes mentais que ele realizou. “Tem o efeito de te deixar 20 anos mais jovem”, diz o cientista.
Ian Sample descobriu que até a comida gordurosa e o sal têm um quê de bonzinhos.
A matéria diz que há algumas gorduras fundamentais para o bom funcionamento do corpo, como as poliinsaturadas, que ajudam as células a trabalharem melhor e são vitais para as células nervosas.
Já o sal evita cãimbras, náuseas, tonturas, assegura o fluxo dos fluidos corporais e envia pulsos para os nervos.
A prática do boxe pode deixar seus praticantes lesados (não é, Suplicy?), mas de acordo com um médico do esporte entrevistado pela reportagem, boxe é um maravilhoso exercício cardiovascular – melhor do que a corrida e o ciclismo.
E enfim, os benefícios do cigarro. Apesar de aumentar as chances de câncer e de doenças do coração, o tabaco é o melhor remédio para ficar de fora da epidemia de obesidade. Fumantes podem até não ser saudáveis, mas são magros. Mas não é só isso.
Segundo a matéria, os cientistas descobriram que em alguns casos, fumar previne uma série de demências. “Muitas doenças do tipo são causadas pela perda de receptores químicos no cérebro. Mas que são estimulados pela nicotina”, esclarece Ian.
Consumam tudo isso com moderação e bom fim-de-semana.

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