O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/05/31

ABRA AS ASAS SOBRE NÓS

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 08:51

A Estátua da Liberdade não é um passeio a mais em Nova York. É um evento.
Afinal, não se trata simplesmente de chegar perto do ponto turístico mais famoso da cidade (quiçá do mundo), mas de vivenciar todo o circo armado em torno da visita.
As sensações aparecem já na fila – no dia ensolarado que escolhi para conhecer Ms. Liberdade foram três horas de espera. Portanto, o jeito foi entregar pra Deus e curtir atrações que vão além do belíssimo Battery Park que serve de cenário para a partida dos barcos para a ilha onde repousa a estátua.
Da mesma forma que os ambulantes vendem amendoim torrado nas marginais engarrafadas de São Paulo, artistas de rua se aproveitam do congestionamento de turistas para passar o chapéu – o melhor deles apresentou um número de flexibilidade que incluía dobrar-se numa caixa de acrílico transparente.
A fila é também a hora certa para se informar melhor sobre o monumento: a estátua tem cerca de 93 metros de altura, é feita de cobre e foi um presente dos franceses para os americanos.
Como era um esforço conjunto entre os dois países, os Estados Unidos ficaram responsáveis pela construção do pedestal e a França, pela estátua. Os franceses angariaram fundos de diversas formas – impostos, loteria e espetáculos teatrais –, mas os americanos enfrentaram dificuldades e por pouco o agrado não se transforma num presente de grego.
Neste momento entra em ação o jornalista Joseph Pulitzer, que através de seu jornal (o “The World”) consegue arrecadar a quantia que faltava.
Finalizada na França em 1884, a estátua foi desmontada e despachada para os Estados Unidos. Mesmo tendo chegado um ano depois, ainda teve de esperar a conclusão da obra do pedestal. Remontada, a estátua foi inaugurada em 1886.
O idealizador do projeto foi o escultor Frederic Bartholdi, que contou com a ajuda do arquiteto e engenheiro francês Gustave Eiffel para a montagem da estrutura metálica interna.
Uma curiosidade: dizem que o rosto da estátua foi baseado na face da mãe de Bartholdi, Charlotte.
Felizes com a ideia de podermos conhecer pessoalmente dona Charlotte, nem nos importamos quando temos de passar por um sistema de segurança como o dos aeroportos tanto no embarque quanto na entrada do pedestal.
Depois é só alegria. Na chegada à Ilha da Liberdade a busca dos turistas pelo melhor ângulo da estátua faz com que o barco tombe um pouco para a direita. Um suspiro bem de leve – porque é preciso reservar fôlego para subir os 156 degraus que levam ao deck de observação.
Antes de encarar as escadas, uma visita ao museu que conta toda a história relatada acima e uma pausa para uma foto em frente à tocha original – retirada das mãos de dona Charlotte e posicionada no lobby do museu em 1984.
Trezentas fotos depois é hora de pegar o barco para a próxima ilha: Ellis Island, a principal porta de entrada dos imigrantes que chegaram aos Estados Unidos a partir do século 19.
Hoje a ilha abriga um museu interessante que conta a jornada dessa brava gente. Estima-se que entre 1892 e 1954 cerca de 12 milhões de imigrantes chegaram a Ellis Island.

Vejam fotos AQUI

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2 Comentários »

  1. To nesta carona so apreciando a paisagem.

    Comentário por Juventino — 2010/05/31 @ 20:01

  2. Experiência única.

    Comentário por Mêlanie — 2010/06/02 @ 15:56


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