O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/03/25

DE SUPERSTAR A SUPERSIZED

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:17

Se Michael Moore quisesse produzir “Super Size Me – O Retorno” já teria um ótimo assunto para mais um documentário.
Estudos conduzidos por pesquisadores ingleses nos permitem dizer que se a Santa Ceia fosse representada por algum pintor contemporâneo é bem possível que os pratos à mesa fossem muito mais fartos ou “supersized”.
Um grupo de pesquisadores da Universidade de Cornell reuniu uma coleção com 52 versões da “Última Ceia” para analisar o tamanho dos pratos. E a conclusão: eles foram aumentando de tamanho a cada nova representação.
Os pesquisadores notaram que os pratos principais, o pão e os acompanhamentos servidos a Jesus e seus discípulos cresceram cerca de dois terços.
O professor Brian Wansink chefiou o estudo ao lado do irmão Craig e publicou o resultado na revista especializada “International Journal of Obesity”. Ele diz que os resultados sugerem que o fenômeno de servir porções “supersized” e em pratos também maiores ocorreu gradualmente ao longo do milênio.
A equipe que participou do projeto usou um computador equipado com uma tecnologia especial capaz de escanear e calcular as dimensões dos itens retratados nas pinturas.
Entre as obras analisadas, El Greco, Leonardo Da Vinci, Lucas Cranach e Rubens.
Baseados na hipótese de que o diâmetro médio de uma bisnaga de pão da época deveria ser o dobro do tamanho da cabeça dos discípulos, os pesquisadores “mapearam” o tamanho dos pratos da Santa Ceia.
As refeições principais aumentaram 69% e o tamanho dos pratos 66% entre a pintura mais antiga (ano 1000) até a mais recente (1700). O pão cresceu cerca de 23%.
O maior aumento foi notado em pinturas entre 1500 e 1900 depois de Cristo. Outra curiosidade é que, das mesas representadas, 18% delas têm peixe ou enguia, 14% cordeiro e 7% carne de porco.
Craig Wansink, que é professor de Ciências da Religião, crê que as mudanças são reflexo mais da cultura do que da teologia. Segundo ele, “não há um motivo religioso para as refeições terem se tornado maiores. Talvez as pessoas estejam mais interessadas em comida”.
“Se a arte imita a vida e se as fontes de alimento se tornaram mais acessíveis, disponíveis e abundantes, é de se esperar que o tamanho das porções e dos pratos representados também tenham crescido”, diz ele.
Talvez se Judas estivesse vivo, o termo “malhação do Judas” adquirisse um novo significado.

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1 Comentário »

  1. Interessante a última linha da placa: “dieting is un-american”. Com certeza!

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/03/25 @ 20:08


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