O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/02/08

CENÁRIO PERFEITO

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 12:34

E cá estamos de volta ao mundo real diretamente da ilha da fantasia.
Oito horas de voo nos separam de Cancun, um pedaço de paraíso montado com o objetivo exclusivo de receber turistas de todos os cantos do mundo. Grande parte dos visitantes é de canadenses e americanos, que carimbam a marca da regata no corpo em 22 quilômetros de praias e cerca de 240 hotéis.
Apesar de toda a estrutura e do mar maravilhoso que cerca a cidade, as melhores atrações estão nos arredores de Cancun, como Playa del Carmen, Chichén-Itzá – eleita em 2007 uma das Sete Maravilhas do Novo Mundo – os parques Xcaret e Xel-há, as ilhas de Cozumel e Isla Mujeres e o complexo arqueológico de Tulum.
Prestes a completar 40 anos em abril, Cancun – “ninho de serpentes”, na língua maia – sofreu com a destruição provocada pelos ventos de até 210 km/h do furacão Vilma, em 2005. Além das casas, diversos hotéis ficaram fechados por mais de um ano para serem remodelados, caso do Hilton.
Cancun é como Brasília. Tem marajás por toda a parte e é dividida em quadras, mas em vez de cobras venenosas, o que encontramos pelas ruas são lagartos. Gigantes, lentos e destemidos.
É inevitável também que a cidade carregue as dores e delícias de ser um cenário. O conforto da zona hoteleira faz com que a maioria dos turistas nem tenha interesse em conhecer a Cancun real – ou downtown, como eles chamam.
No centro os ônibus são lotados e velhos como os de Cuba, há vans que fazem lotação para as localidades nas quais os funcionários dos hotéis residem, supermercados e shoppings mais modestos frequentados pelos habitantes, como o Plaza Las Americas.
O resultado é que a Cancun da zona hoteleira transforma-se num local sem vida, cenográfico mesmo. Mas os visitantes parecem pouco se importar, porque curtem o mar em três tons de azul durante o dia e curtem a noite em lugares como Hard Rock Cafe, Planet Hollywood e alguns bares.
Há algo imperdível para se aproveitar em Cancun: a boate Coco Bongo.
Ainda não conheço os shows de Las Vegas ou os clubes noturnos de Nova York, mas a Coco Bongo não deixa nada a desejar aos bons espetáculos. O local não é apenas uma danceteria. Nas primeiras duas horas e meia apresenta um show com covers de Elvis, Madonna, Beyoncé, Michael Jackson e atrações como cordas acrobáticas. Vale cada centavo de dólar.
Mas a dica para quem planeja ir à região é hospedar-se em Playa del Carmen, a cerca de uma hora de Cancun. Playa é uma mistura de Arraial D’Ajuda com Trancoso, porém muito mais agitada. Playa respira vida.
Além do mar estupendo, oferece opções de hospedagem e de alimentação para quem tem ou não caranguejo no bolso e está mais próxima de atrações como Chichén-Itzá, Xcaret, Xel-há, Cozumel e Tulum.
Foi o funcionário de um hotel em Cozumel quem melhor definiu o espírito entre Cancun e Playa: Cancun é americana. Playa, européia.
No capítulo de amanhã, uma das novas maravilhas do mundo: Chichén-Itzá.

Acima, minha contribuição ao “Bed Jumping”

Confiram algumas fotos AQUI

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