O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/01/03

A FONTE DA JUVENTUDE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:32

No ano passado falamos sobre a febre dos “cat cafés” japoneses – estabelecimentos em que por uma módica quantia os clientes podem passar uma hora fazendo agradinhos em felinos.
Quando parecia que não havia mais o que inventar, eis que os empresários japoneses descobrem um novo filão: os “cafés vitamina” ou “cafés intravenosos”.
Comer? Dormir? Que nada. Tudo pode ser resolvido rapidamente no Japão. A promessa é que as injeções de vitamina melhoram a saúde e a beleza.
Segundo a CNN, cada “bolsa vitamínica” contém uma solução salina, vitaminas e minerais específicos para tratar de algum problema.
Os preços, entretanto, não são convidativos. Cada injeção custa entre 20 e 30 dólares.
Os maiores frequentadores não são as mulheres, mas empresários. “Vejo vários empresários dizendo que não têm tempo para dormir. Então eles podem dar um tempo e ainda receber uma dose de vitamina para aumentar a energia”, diz uma das enfermeiras.
No cardápio de alguns cafés já há dez tipos de poções mágicas à disposição do cliente. A de laranja, por exemplo, tem propriedades anti-idade e antioxidantes. Já a de placenta ajuda a rejuvenescer e manter os músculos durinhos.
A mais procurada é a azul. Não se trata de nenhuma injeção de Viagra, mas um composto de vitaminas B1 e E que ajudam a combater o cansaço.
As enfermeiras atendem de 30 a 40 pessoas por dia.
Apesar da moda, médicos que trabalham nos próprios cafés dizem que não há evidências médicas conclusivas a respeito dos efeitos da aplicação das soluções. Na verdade, muitos nutricionistas alertam para o risco das injeções porque as quantidades não são reguladas.
De acordo com Claire Williamson, nutricionista da Fundação Britânica de Nutrição, “mais não é necessariamente melhor… Algumas vitaminas e minerais podem ser tóxicos se administrados em altas dosagens”.
Na Europa e nos Estados Unidos, vitamina na veia já é popular entre celebridades. A ex-Spicy Girl Geri Halliwell e o cantor Robbie Williams declararam que tomam as injeções para manter o vigor durante as turnês, enquanto a ex-modelo Cindy Crawford admite aplicações de vitamina C para manter a pele firme e livre de rugas.
Ainda segundo a nutricionista, “não importa se os suplementos são injetados ou usados sobre a pele. No fim do dia, tudo vai para a corrente sanguínea. Além disso, a maioria dos nutrientes é melhor absorvida pelo organismo através de boa alimentação”.

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2010/01/02

OS MENINOS QUE ROUBAVAM LIVROS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:31

Todos estão lembrados do episódio envolvendo Winona Ryder pega com a boca na botija – e a bolsa cheia – na Saks. Ou ainda o da brasileira presa após tentar roubar um xampu.
Alvos e realidades distintas que renderam a ambas punições também diferentes.
Uma reportagem publicada pelo “The New York Times” sugere a seguinte pergunta: será que as penas poderiam ser semelhantes – ou mesmo inexistentes – se uma e outra fosse flagrada embolsando um livro, por exemplo? Ou ainda: o valor do objeto-alvo alivia de alguma forma a imagem das protagonistas?
A matéria do jornal revela que apenas 40% dos livros lidos nos Estados Unidos são pagos e 28% comprados zero km. O restante é compartilhado, emprestado ou roubado.
Segundo os vendedores de livro, com a recessão, o furto a lojas tem crescido. Na “BookPeople”, em Austin, no Texas, a taxa de furto aumentou para aproximadamente um livro por hora. E a maior surpresa: Steve Bercu, o dono da livraria, conta que o título mais surrupiado é a Bíblia. Ele brinca: “aparentemente os ladrões não leram a parte do ‘não roubarás’ ou talvez acreditem que não é preciso pagar pela Bíblia. Algumas pessoas pensam que a palavra de Deus deveria ser gratuita”.
Os livros sagrados são embolsados até na “Parable Christian Store” (“Loja Parábola Cristã”), em Springfield, apesar de o gerente dizer que se alguém chegar e pedir eles dão uma de graça.
Mas nesta temporada a Bíblia está dividindo as atenções com outros títulos. Em livrarias independentes, ladrões têm espichado os olhos para obras como “Steal This Book” (“Roube Este Livro”), de Abbie Hoffman.
Escrito na década de 70, era de certa forma um manual de sobrevivência da contracultura. Abbie ensinava desde afanar discos no supermercado (“numa caixa de pizza congelada cabem dois LPs”) ou a burlar o correio (“enderece o envelope a você mesmo e ponha o nome do destinatário no lugar do remetente; a correspondência sem selos é habitualmente devolvida ao ponto de origem”).
Livros de ficção, no entanto, têm sido os preferidos. A responsável pelo setor de compras da “BookPeople” ressalta outra curiosidade: títulos com selos de recomendação do staff da loja estão em alta. “Aparentemente os criminosos de Austin dividem o gosto literário conosco ou estão abertos a sugestões”.
Hippie ou religioso, o perfil do ladrão é sempre o mesmo: exclusivamente masculino.
A visão de humor que os livreiros têm sobre a situação deixa no ar a dúvida sobre a relação entre o alvo do roubo e a punição. Afinal, livros são objetos caros, de luxo mesmo.
A diferença é que no Brasil os algozes jamais roubariam livros.

2010/01/01

COMO MORRER NA PRAIA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 10:01

No início de “Encontro de Casais” até nos ajeitamos na cadeira. Com tanto astral brotando da tela, é quase impossível não apostar que estamos diante da comédia do ano.
O clipe de abertura, ao som de “Modern Love”, de David Bowie, nos faz cantarolar sem constrangimentos.
Tudo se encaminha para o mais completo deleite: o elenco – que tem Jean Reno, Vince Vaughn e Kristin Davis, de “Sex and the City” –, a perspicácia do bate-papo trivial das personagens, a fofura do filho caçula de um dos casais, o mar azul turquesa e a paisagem estonteante da ilha de Bora-Bora, na Polinésia Francesa, animam até o papa. Uau. Um novo “Quem Vai Ficar Com Mary?”.
Ao fim do primeiro terço da projeção, a descoberta de que estamos entrando numa fria – e sem Ben Stiller. A alegria morre, literalmente, na praia.
Os casais chegam ao paraíso – o resort “Éden”, uma espécie de “rehab” para casados – e nós, ao inferno.
O desastre vai para a conta dos roteiristas Dana Fox, Jon Favreau – que também é um dos atores – e Vince Vaughn. A experiência poderia servir para o trio elaborar um manual do tipo “Como estragar um filme em dez lições”.
O “modern” do clipe inicial ou qualquer outro adjetivo que daria leveza e ritmo à história cede espaço a piadas que talvez agradem a adolescentes – há inclusive uma disputa deslocada e sem propósito de “Guitar Hero”.
A presença de Jean Reno, subaproveitada, renderia ótimos momentos. Afinal, sua personagem tem um título que, sozinho, já é uma piada: o de “encantador de casais”.
O mesmo pesar se estende a coadjuvantes como Sctanley – uma espécie de Tattoo da “Ilha da Fantasia”, porém em dimensões normais.
O cenário de comercial de Prestígio é tão desperdiçado quanto o talento dos atores. Em vez de explorar, dentro do contexto, as maravilhas da Polinésia Francesa em situações pitorescas – como a dos tubarões –, o filme opta pelo caminho mais complicado: misturar “DR” e humor. Definitivamente, “DRs” e comédias não foram feitas umas para as outras.
Vince Vaughn como roteirista é um ótimo ator – tinha a faca e o queijo, mas preparou uma feijoada.

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