O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/01/26

AMOR À ITALIANA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:04

Independentemente da nacionalidade ou do estilo dos profissionais envolvidos, a fórmula de uma comédia romântica sofre poucas variações. A receita gira em torno de casal feliz + conflito + sofrimento = redenção e final previsível. E como nós gostamos disso.
Apesar de mínimas, as diferenças existem. O que distingue, por exemplo, uma comédia romântica americana de uma italiana?
Os americanos sabem levar a história com leveza – e com aquele inevitável clipe lá pelo meio da projeção que marca a mudança na vida das personagens. Já os italianos, nem no que poderia ser um filme leve e descompromissado se esquecem de seu lado dramático e passional. Aliás, em todos os gêneros – há algo mais dramático do que Pinóquio?
A passionalidade italiana está presente em “Ah… O Amor”, indicado a nove “David di Donatello”, considerado o prêmio mais importante da Itália. Ele concorre nas categorias melhor filme, diretor (Fausto Brizzi), atriz e ator protagonista, edição, roteiro, canção original, som e composição musical.
A premiação será em maio, mas podemos engrossar o coro de “já ganhou” com segurança.
“Ah… O Amor” – cujo título original é simplesmente “Ex” – parte do princípio de que se todos não amaram uma única vez na vida, pelo menos uma certeza podem ter: a de que serão ex de alguém um dia.
Para sustentar a teoria, o filme mostra a história de cinco casais que passam por problemas de relacionamento. Um está em vias de se casar, outro de se separar e um terceiro de se divorciar. Há também o ex que vira atual e o que será ex para sempre porque sua parceira é morta.
“Ah… O Amor” é principalmente sobre a tentativa de recuperar um tempo que já passou. Num momento de crise cada uma das personagens luta para retomar algo – uma juventude perdida, um convívio com os filhos que nunca existiu ou até um amor do passado que acreditava-se enterrado por obra de Deus.
O elenco é desconhecido para o público brasileiro, mas pelo menos um nos é familiar: Silvio Orlando, que esteve por aqui no ano passado e em 2008 ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza por sua atuação no filme “Il Papà di Giovanna”.
Vale a pena conferir.

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3 Comentários »

  1. Taí, sinopse assim (quase) me convence.
    Ah, a passionalidade italiana… Quantas maravilhas quelli cineastas perpetraram em seu nome…

    Beijocas na Tati.

    Comentário por Selma Barcellos — 2010/01/26 @ 14:22

  2. “Tentativa de recuperar um tempo que já passou…”. É aí que reside o problema: o melhor já passou ou ainda está por vir?
    Eu tento pensar que ainda estou correndo atrás das minhas cenourinhas, em tudo na vida. Se pensar que tenho algo do passado a resgatar, perco a motivação.

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/01/26 @ 22:01

  3. O tema muito me agrada, e ainda bem contado, muito me interessa rsrs
    Quanto ao comentário do Ricardo:sempre penso que o melhor está por vir, mas gosto de preservar tudo de bom que passou.

    Comentário por picida ribeiro — 2010/01/27 @ 10:17


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