O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/01/25

ÚLTIMO CAPÍTULO

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 09:14

Com o aguaceiro que desaba em todo o Brasil seria muita sorte não precisar trocar o guarda-sol pelo guarda-chuva em algum momento da viagem.
Com o dia nublado e com uma ou outra abertura de sol, uma boa saída foi conhecer o centro histórico de Porto Seguro – também chamado de “Cidade Alta”, já que se localiza no cume de um morro. Lá de cima, uma incrível vista das praias de Cruzeiro, Curuípe, Mundaí e da formação de corais de “Recife de Fora”.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1973, o centro recebeu maior atenção das autoridades graças às comemorações dos 500 anos do Descobrimento. Em 2000 ganhou iluminação e foi reconhecido pela Unesco como patrimônio da humanidade.
Numa vilinha simpática e muito bem-cuidada estão casinhas coloridas, três igrejas – São Benedito, Nossa Senhora da Pena e Misericórdia –, a antiga Cadeia Pública – que hoje funciona como museu – e algumas lojinhas de artesanato. Um passeio agradável.
Na parte da tarde, com um São Pedro inspiradíssimo, a programação segue na linha “Em busca das origens”. Na praia de Coroa Vermelha – já no município de Santa Cruz de Cabrália – está o marco da primeira missa celebrada no Brasil pelo frei Henrique Soares de Coimbra, em 26 de abril de 1.500. No mesmo local está instalada uma aldeia indígena pataxó e uma onipresente feirinha de quinquilharias – “Pataxopping” para os íntimos.
Apesar da iniciação católica, à noite Porto Seguro toma o caminho da perdição. A partir das seis da tarde começa a ser montada perto do cais a “Passarela do Álcool”, que espalhou a fama da cidade para o resto do Brasil.
Pela passarela desfila-se de tudo. Vale fazer tererê nos cabelos, servir de modelo para um artista de rua, comprar acarajé, cocada, maiôs, bijuterias, produtos falsificados, DVDs com coreografias de grupos de axé ou saborear o drinque típico de Porto Seguro, o “Capeta” – guaraná em pó, vodca, leite condensado e frutas ao gosto do freguês.
Os que não capotam com o Capeta podem prosseguir a noitada na Ilha dos Aquários, tentar encontrar um Drácula na casa noturna temática “Transilvânia” ou suar com as coreografias nas megabarracas de praia que têm programação noturna. O menu é variado.
O diário de bordo se encerra por aqui. Espero que tenham curtido e que as informações lhes sejam úteis algum dia. A seguir cenas do próximo capítulo…

Vejam fotos AQUI

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4 Comentários »

  1. Loucura, loucura, loucura! E “Pataxopping”?

    Beijocas.

    Comentário por Selma Barcellos — 2010/01/25 @ 09:47

  2. Adorei tudo! Faz tanto tanto que não faço uma viagem assim de turismo, descobrindo lugares e vidas. Aumentou a vontade…

    Comentário por picida ribeiro — 2010/01/25 @ 11:02

  3. Minha viajada amiga Tati, muito criativo o Pataxopping, coisa de brasileiro mesmo, sempre muito criativo, ainda mais, quando se trata de ganhar um dinheirinho extra.

    Forte abraço

    Caurosa

    Comentário por caurosa — 2010/01/25 @ 14:48

  4. Aquilo lá é bom demais,o baiano com sua malemolência e criatividade deixa tudo na calmaria.
    Tudo é festa,so que tem que ter dim dim.

    Comentário por Juventino — 2010/01/26 @ 20:14


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