O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/12/29

PARA PARTIR MESMO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 08:14

Há muito o adultério é um tema que contempla as mais diversas formas de arte. Da literatura ao cinema, são inúmeros os autores que criaram sua versão para uma circunstância que é parte da vida.
Algumas obras se tornaram clássicas. Nas prateleiras das livrarias, “Madame Bovary”. Nas telas, “A Mulher do Lado” e mais recentemente “Infidelidade”, “Closer” ou “Lady Chatterley”.
Em comum, a originalidade ou a sensibilidade para tratar de maneiras distintas assunto tão explorado.
É justamente a falta de criatividade para lidar com uma temática cansada de guerra o principal problema de “Partir”. Dirigido pela francesa Catherine Corsini, tem no elenco Sergi López e Kristin Scott Thomas – de “O Paciente Inglês” e do mediano “Há Tanto Tempo que te Amo”.
“Partir” é mais do mesmo, previsível de ponta a ponta. No início um estampido adianta o desfecho, mas se revela ainda mais frustrante para quem imagina que o miolo trará alguma reviravolta.
Catherine Corsini situa suas personagens em Nimes, no sul da França, e narra a história de uma dona-de-casa de classe média alta, casada e mãe de dois adolescentes que se apaixona por um pedreiro espanhol.
Numa das entrevistas para divulgação do filme, a diretora conta que seu objetivo era realizar um filme simples. Reconhecendo-se supersticiosa, diz que “sete” é a idade da razão e que o sétimo filme é importante de ser feito. Tão importante que acabou por confundir simplicidade com simploriedade.
“Partir” só não é dado por perdido graças à presença de Kristin Scott Thomas. O olhar de mulher sofrida, a pele enrugada e o corpo franzino da atriz são perfeitos para dar vida a uma esposa confusa, intensa e perdida em seus sentimentos.
Na mesma entrevista citada acima, Catherine Corsini fala que durante a edição foi possível notar, em algumas sequências, os batimentos cardíacos de Kristin Scott Thomas. Essa sim, simples, mas nada simplória.

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3 Comentários »

  1. Ah, é?
    Então vamos “partir” pra outro filme…
    Abç,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2009/12/29 @ 08:35

  2. Olá!!!

    Hmmmmm… Preciso assistir. Essa temática de amor e traição, por pior que seja o filme, sempre traz algo de interessante!

    Adoro seus posts! Sou leitora assídua =D

    Ah! Estou começando meu blog =)

    Está engatinhando ainda, mas quero que conheça! É o http://assistirlerblogar.blogspot.com/

    Beijão!

    Comentário por Joana Bronze — 2009/12/29 @ 10:27

  3. Minha crítica predileta Tati, o tal do adultério é coisa muito séria, não deveria existir num relacionamento adulto, sério, consciente, inteligente e com alguma pontinha de amor. Quanto ao filme, confio no seu taco…

    Um feliz 2010 com muita paz,harmonia, muitas realizações, mais criatividade e projetos inteligentes, bastante saúde e, se possível, muito dinheirinho, que ajuda bem.

    forte abraço

    Caurosa

    Comentário por caurosa — 2009/12/29 @ 11:31


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