O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/12/15

HONRA AO MÉRITO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende2013 @ 09:46

Sempre que as imagens de José Roberto Arruda e seus colegas cuequeiros vierem à mente, considerem a seguinte hipótese: até os ratos têm seu lado bom.
Geralmente associados a pragas e doenças, alguns ratos africanos já estão sendo chamados de “Herorats” (“Ratos heróis”). O título foi conquistado graças ao trabalho – humanitário até – de detecção de minas terrestres na África.
A ideia é do belga Bart Weegens, que fundou a Apopo – uma organização não-governamental que começou a atuar ainda na Bélgica no meio dos anos 90.
Atualmente um batalhão de 34 ratos é adestrado na província de Gaza, em Moçambique. Outros 250 participam do programa na Universidade de Agricultura de Sokoine, na Tanzânia.
Ratos são mais indicados para a função do que os cachorros, por exemplo. Além de serem leves e por isso mesmo não detonarem as bombas, são fáceis de serem transportados, têm excelente olfato, senso de localização, são organizados, inteligentes e baratos – as fêmeas podem ter até dez ninhadas por ano.
Enquanto o treinamento de um rato custa entre 3 mil (R$ 5.100) e 5 mil dólares (R$ 8.500), o de um cachorro pode chegar aos 40 mil (R$ 68.000).
Os ratos trabalham das 5 às 9 da manhã – para evitar o sol forte – e podem inspecionar uma área de mil metros quadrados em 30 minutos. Um funcionário com um detector eletrônico gastaria pelo menos um dia para varrer o mesmo terreno.
O treinamento leva em média um ano e inicialmente é feito em jaulas. Ainda bem novinhos, durante quatro semanas, são domados para associarem o cheiro do TNT à comida – banana ou amendoim. Cerca de oitos meses depois eles já são capazes de reconhecer pequenas amostras de TNT e então são “promovidos” ao trabalho de campo.
Uma outra função dá mais peso ao título de “Herorats”. Desde 2004 eles têm contribuído para detectar a tuberculose cheirando amostras de saliva. Eles atuam em quatro clínicas nas redondezas da Tanzânia e já identificaram mais de 500 casos da doença – responsável pela morte de 1,7 milhão de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Quem disse que José Roberto Arruda e seus colegas cuequeiros não têm jeito? Eles podem nos ser úteis como os ratos. Para tanto, também precisam começar o trabalho dentro de jaulas.

Visitem o site da Apopo e conheçam melhor o trabalho dos “Herorats” AQUI

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