O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/12/31

NÃO HÁ DE SER NADA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:17

2009 não terminou mal apenas para o zelador da paradisíaca ilha australiana. Alguns ingleses estão furiosos a ponto de desejarem a morte – por picada de água-viva – dos editores do guia de viagens “Lonely Planet” .
A explicação vem do jornal “The Daily Mail”, que publicou o resultado de uma eleição online promovida pelo “Lonely Planet”. A publicação elegeu as nove cidades mais odiadas do planeta. A conquista do quinto lugar pela cidade de Wolverhampton, a cerca de 180 km de Londres, mexeu com os brios de alguns britânicos.
“Worse than the slums of San Salvador: Wolverhampton is named fifth most hated city on the planet”.  “Pior do que as favelas de São Salvador: Wolverhampton é a quinta cidade mais odiada do planeta”.
No subtítulo da reportagem sobrou até para o Brasil: “Quando pensamos sobre as piores cidades do mundo, vêm à cabeça lugares como Rio e Doha”.
A eleição revelou o seguinte placar: 1º Detroit (Michigan); 2º Acra (Gana); 3º Seul (Coreia do Sul); 4º Los Angeles (EUA); 5º Wolverhampton (Inglaterra); 6º São Salvador (El Salvador); 7º Chennai (Índia); 8º Arusha (Tanzânia); 9º Chetumal (México).
Diz a matéria: “para acrescentar ainda mais insulto ao prejuízo, Wolverhampton é a única cidade que não conta com uma sinopse”. Os moradores reclamam que nenhum representante do guia de viagens apareceu no local antes de colocá-lo na lista.
A publicação se defende explicando que a cidade entrou na votação por causa de uma piada de um dos leitores do site que comparava Wolverhampton às ruínas do World Trade Center.
Segundo o prefeito, outros lugares como Birmingham podem até ter mais dinheiro, mas eles “têm fantásticos eventos, um dos melhores teatros da região, um museu maravilhoso e diversas atrações ao ar livre”.
Grande parte da surpresa dos habitantes se deve ao fato de que Wolverhampton foi o coração da revolução industrial britânica – foi lá, em 1927, que a Inglaterra conheceu seu primeiro semáforo.
A reportagem do “The Daily Mail” estima que Wolverhampton tenha uma população de cerca de 240 mil pessoas e seja a 23ª cidade mais populosa da Inglaterra.
Para aplacar a dor, os “wolverhamptonianos” deveriam mentalizar o lema da cidade: “Da escuridão vem a luz”.

Desejo a todos os leitores um ano novo cheio de realizações e de muito sucesso. Que os planos e as promessas de vocês se realizem e que estejamos juntos novamente no ano vindouro.
A retrospectiva dos fatos marcantes dos últimos 365 dias deixo por conta deste vídeo AQUI

Wishing you a 2010 full of laughs!

2009/12/30

SONHANDO ALTO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:06

Algumas pessoas cobiçam a riqueza. Outras torcem para levarem sozinhas a bolada de R$ 120 milhões da Megasena da virada. Uns querem somente ter uma máquina fotográfica. Outros sonham em fotografar o mundo.
A ideia do ilustrador Jason Polan é quase essa: desenhar todos os habitantes de Nova York. O projeto, ambicioso, começou há cerca de um ano e meio e foi batizado de “Every Person in New York” (“Toda Pessoa em Nova York”).
Até o momento, Jason conta já ter mais de 8.300 retratados. Segundo cálculos do jornal “The New York Times”, o artista levará cerca de 79 anos para cumprir seu desafio – isso se ele desenhar uma pessoa a cada cinco minutos.
No blog que criou exclusivamente para publicar os desenhos, Jason explica que vai postando à medida que tem novos grupos de ilustrações. “Eu desenho em estações do metrô, museus, restaurantes e esquinas. Tento não ficar no caminho e nem ser muito notado. É possível que eu te desenhe e você nem perceba”.
O artista retrata suas personagens nas situações mais cotidianas possíveis: esperando o trem na plataforma, lendo, tomando um café, tricotando ou simplesmente sentadas dentro de um ônibus. Alguns desenhos são bem elaborados (como o da esquerda, acima); outros, meros rabiscos.
Jason diz que nunca teve problemas, exceto pela abordagem dos funcionários da “Taco Bell”, que não permitem que os clientes ocupem a mesa por muito tempo.
Nem todos os perfilados, no entanto, são pessoas comuns. Há celebridades como Werner Herzog, Willem Dafoe, David Byrne, Tim Burton e Isabella Rossellini.
No dia 30 de novembro, para comemorar seus 8.300 retratados, Jason desenhou o dia inteiro e até publicou um roteiro de onde estaria: das 10h30 às 15h30, no Museu de Arte Moderna; das 16h às 17h30, no Museu de História Natural; das 18h às 19h30, na Times Square; e das 20h às 22h, na Grande Estação Central.
Também no blog ele avisa: “Se você quer aumentar as chances de ser retratado, me mande um email indicando o local onde vai estar, o horário e que tipo de roupa estará vestindo. Por favor, me avise com 24 horas de antecedência e não escolha um lugar que seja muito difícil para você alcançar porque infelizmente eu posso perdê-lo”.
Se alguém estiver se encaminhando para Nova York de férias, avisem Jason – e a mim também.

Conheçam o blog “Every Person in New York” AQUI

2009/12/29

PARA PARTIR MESMO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:14

Há muito o adultério é um tema que contempla as mais diversas formas de arte. Da literatura ao cinema, são inúmeros os autores que criaram sua versão para uma circunstância que é parte da vida.
Algumas obras se tornaram clássicas. Nas prateleiras das livrarias, “Madame Bovary”. Nas telas, “A Mulher do Lado” e mais recentemente “Infidelidade”, “Closer” ou “Lady Chatterley”.
Em comum, a originalidade ou a sensibilidade para tratar de maneiras distintas assunto tão explorado.
É justamente a falta de criatividade para lidar com uma temática cansada de guerra o principal problema de “Partir”. Dirigido pela francesa Catherine Corsini, tem no elenco Sergi López e Kristin Scott Thomas – de “O Paciente Inglês” e do mediano “Há Tanto Tempo que te Amo”.
“Partir” é mais do mesmo, previsível de ponta a ponta. No início um estampido adianta o desfecho, mas se revela ainda mais frustrante para quem imagina que o miolo trará alguma reviravolta.
Catherine Corsini situa suas personagens em Nimes, no sul da França, e narra a história de uma dona-de-casa de classe média alta, casada e mãe de dois adolescentes que se apaixona por um pedreiro espanhol.
Numa das entrevistas para divulgação do filme, a diretora conta que seu objetivo era realizar um filme simples. Reconhecendo-se supersticiosa, diz que “sete” é a idade da razão e que o sétimo filme é importante de ser feito. Tão importante que acabou por confundir simplicidade com simploriedade.
“Partir” só não é dado por perdido graças à presença de Kristin Scott Thomas. O olhar de mulher sofrida, a pele enrugada e o corpo franzino da atriz são perfeitos para dar vida a uma esposa confusa, intensa e perdida em seus sentimentos.
Na mesma entrevista citada acima, Catherine Corsini fala que durante a edição foi possível notar, em algumas sequências, os batimentos cardíacos de Kristin Scott Thomas. Essa sim, simples, mas nada simplória.

2009/12/28

A MORTE TAMBÉM É FEITA DE ESCOLHAS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:04

Uma série de nove fotos serviu de mote para o post de hoje – duas delas estão aí em cima. Trata-se do trabalho “Last Suppers” (“Últimas Ceias”), do inglês James Reynolds.
As imagens e o título levaram ao questionamento sobre se se tratava de alguma piada ou se as bandejas continham as últimas refeições de condenados à morte.
As únicas informações disponíveis – inclusive no próprio site do artista – eram demasiadamente superficiais. O site de James explica somente que a série de fotografias documenta as últimas refeições encomendadas por prisioneiros que aguardavam sua execução.
Carente de mais subsídios, este blog entrou em contato com James por email, que dentro de dois dias respondeu simpaticamente às perguntas que eu lhe havia feito.
“Last Suppers” é um projeto concluído na universidade e as refeições são realmente de prisioneiros – americanos, já que na Inglaterra não há pena de morte.
Uma reportagem sobre “últimos pedidos” de presos que James leu pela Internet deu o “start”. O primeiro passo foi comprar, online, bandejas parecidas com as das prisões e ingredientes num supermercado próximo. Depois, James alugou um estúdio por algumas horas e fotografou todo o material. Após a edição, lhe restaram nove fotos.
Apesar de não ter tido qualquer contato com os presos, James acredita que é possível, de alguma forma, imaginar a personalidade de cada um analisando suas escolhas derradeiras.
Ele não soube explicar o por quê das opções – exceto por aquele que quis apenas uma azeitona.
Segundo James, muitos pensam que é brincadeira, mas ele conta que o prisioneiro a escolheu cuidadosamente. O condenado queria apenas uma, perfeita. Após comê-la, gostaria que o caroço fosse colocado sobre seu túmulo. Esperava que no local nascesse, como símbolo da paz, uma oliveira.
James conclui, jocosamente: “Um tanto poético, mas o tal pé de azeitonas nunca foi encontrado sobre sua tumba”.
James Reynolds vive em Londres, é designer gráfico e disse que gosta de fotografar e de produzir algo que cause reação nas pessoas.
Sem dúvidas.

Vejam as outras fotos AQUI

2009/12/24

SÓ NO TRUQUE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:09

Dando continuidade aos temas natalinos, uma matéria muito interessante publicada nesta terça-feira no jornal “The New York Times” pode ser útil durante todo o ano – e não somente para os que ainda têm almoços corporativos de “confraternização”.
A reportagem “Using Menu Psychology to Entice Diners” (“Usando a Psicologia do Menu Para Atrair Clientes”) revela que é cada vez mais frequente empresários do ramo gastronômico recorrerem a especialistas para elaborarem um cardápio que fisgue o comensal não exatamente pelo estômago.
Massacrados pela recente crise econômica, vários restaurantes americanos estão reformulando seus menus na esperança de que a combinação de preços, adjetivos para descrever os pratos, os tipos, as cores e os tamanhos das letras e até a posição do nome do prato na página possam fazer com que as pessoas gastem mais.
Assim como os anúncios publicitários, os cardápios estão cheios de mensagens subliminares.
Consultores de menu e pesquisadores alertam para o primeiro pecado: a pior coisa que pode ser colocada num menu é o símbolo do dólar. Ele não apenas gritará “Hello, você está para gastar algum dinheiro!” como também dá um tom agressivo e brega.
Uma pesquisa realizada pela “Escola de Administração Hoteleira Cornell” mostrou que quando os valores são acompanhados do símbolo os clientes gastam menos. O estudo também concluiu que acrescentar zeros ou colocar números quebrados como 9,99 têm efeito parecido e não são uma boa ideia.
Alguns estabelecimentos se utilizam do que os consultores e pesquisadores chamam de armadilhas: colocar as opções mais caras no alto da página, descrever os pratos de forma romanceada através do uso de muitos adjetivos e que sugiram intensa satisfação.
A reportagem cita como exemplo o “Applebee´s”, cujas delícias são descritas como “caseiras”, “com molho triplo”, “assadas cuidadosamente” ou “dominadas de sabor”.
Os menus descritivos turbinam os pedidos em 27%.
Outros pontos notados pelos pesquisadores é que os clientes aprovam nomes de mães, avós ou outros parentes nos cardápios e que mencionar as marcas dos produtos entre parênteses também reflete um aumento das vendas.
Para vocês prestarem atenção numa próxima ida ao restaurante: títulos nas cores vermelho e azul estimulam o apetite, enquanto cinza e roxo, a satisfação.

P.S.: Nos próximos dois dias estarei offline. Aproveito para desejar um ótimo Natal a todos os leitores. Aproveitem bastante, mas não abusem do peru. Boas festas!

Assistam à minha mensagem de Natal AQUI (demora alguns segundos para carregar, ok?)

2009/12/23

TUDO VAI SER DIFERENTE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:12

Eis que se aproxima o momento de renovarmos nossas promessas para mais um ano. Hora de jurar que a prática de exercícios entrará de vez em nossa vida, de prometer visitar a sogra com mais frequência ou de largar o cigarro.
Desejos não faltam – e em alguns casos até disposição –, mas nem tudo costuma vingar.
Na tentativa de auxiliar os bem-intencionados, há cinco anos surgiu o site “43Things.com”. Além de fazer a contagem regressiva para a hora da virada, dá a chance a cada visitante de postar seu rosário de promessas. Basta preencher a lacuna: “What do you want to do in 2010?” (“Quais são seus planos para 2010?”).
Até o momento em que este post é escrito, 179.810 pessoas já tinham revelado suas boas intenções.
Segundo o site, festança e promessas de Ano Novo existem desde o ano 2.000 antes de Cristo, nos festivais semestrais promovidos pelos babilônios durante os equinócios de verão e outono. Já naquela época as pessoas pagavam dívidas, devolviam objetos emprestados e zeravam tudo para começar bem o ano.
A prática chegou aos romanos, que ofereciam suas resoluções de boa conduta a Janus, um deus de duas cabeças que representa os términos e os começos – foi Janus quem deu origem ao mês de janeiro.
Em 1997, uma pesquisa feita pela Universidade de Washington revelou que dos cem milhões de americanos que faziam promessas de Ano Novo, 47% deles desistiam de suas metas em dois meses.
Com base nesses números, o site dá dicas de como ser bem-sucedido – e este blog embarcou na autoajuda:

1) Seja cuidadoso – não faça promessas impulsivamente. Gaste uma semana pensando nas suas prioridades e na forma que suas resoluções se encaixam com seus objetivos;
2) Deixe o passado para trás – redefina metas;
3) Seja positivo – não enfatize comportamentos proibidos. Em vez de “eu nunca mais roerei as unhas”, adote algo como “eu cuidarei melhor das minhas mãos e unhas”;
4) Encurte prazos – estabeleça até 1º de julho. O site diz apostar que se o bom resultado vier em até seis meses, ele o levará até o resto do ano;
5) Tenha em mente os obstáculos – prepare-se para os desafios;
6) Torne seus planos públicos – contando aos outros você aumenta sua responsabilidade

Mais na seção “Conselhos dos campeões”.
O “43 Things.com” também traz uma lista das “tendências” no ramo das promessas. Por enquanto, os campeões para 2010 são perder peso, ser feliz e apaixonar-se. No ano passado os três primeiros foram economizar, parar de roer unhas e organizar-se. Em 2008: emagrecer, fazer exercícios regularmente e, novamente, parar de roer unhas.

E as metas de vocês para 2010?

Vejam o site AQUI

2009/12/22

HOMEM DE FERRO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:49

O clichê de Sherlock Holmes é o mesmo em qualquer lugar do mundo: o do inglês sério, com chapéu de caçador, casaco de lã, cachimbo e que entre um caso e outro profere o manjado “Elementar, meu caro Watson”.
Entretanto, foram as informações que não fazem parte do senso comum que parecem ter servido de mote para o cineasta Guy Ritchie levar às telas um Holmes moderno e pouco conhecido.
O filme estreia dia 25 de dezembro nos Estados Unidos. No Brasil está programado para 8 de janeiro, mas como o mundo gira e a Lusitana roda, este blog já o assistiu em primeira mão.
No elenco, Robert Downey Jr. – indicado ao Globo de Ouro como melhor ator de comédia ou musical pelo papel –, Jude Law (como Watson) e Rachel McAdams.
A descoberta de que Sherlock Holmes era boxeador já seria o suficiente para Guy Ritchie – fã de pancadaria – transformar um suspense num filme de ação. Mas Guy constrói um detetive que é quase uma máquina, o que talvez afugente vários fãs da personagem.
Além de explorar um tom meio “Matrix”, há muito sangue, um vilão vamp que é a cara do Andy Garcia, sequências num matadouro de porcos, perseguições, diamantes, piadinhas ágeis e “inteligentes” e, como já é praxe nos trabalhos de Guy Ritchie, uma história confusa e longa – duas horas e dez minutos.
Enfim, quem entrar na sessão inadvertidamente se sentirá como em “RocknRolla”: numa grande roubada.
O que não se discute é a escolha de Robert Downey Jr. para encarnar o detetive. O ator – que andou na rua da amargura por causa de sua relação com drogas – já havia exibido seu ótimo preparo físico em “Homem de Ferro”. Novamente não decepciona, mostra que pode ser mais do que um intérprete dramático e que está aparentemente recuperado.
É possível ainda que um ponto comum na biografia de Holmes e Downey Jr. contribua para a verossimilhança da personagem: o detetive inglês era usuário de cocaína. O filme não faz qualquer menção à droga – o ator dá apenas algumas fungadinhas.
Holmes não era adepto só da farinha. Ele fazia uso também de morfina, charuto, cachimbo e passava noites sem comer ou dormir.
Isso era elementar para vocês, meus caros Watsons?
Mas não se precipitem. A dica é aguardar mais um pouco para assistir a uma versão de Sherlock Holmes que promete ser bem melhor do que a de Guy Ritchie. A Columbia anunciou a produção de uma comédia estrelada por Sacha “Borat” Cohen e Will Ferrell. Sacha será Sherlock e Will, Watson.

P.S.: Enigma que segue indecifrado: de onde será que vem a fixação de Guy Ritchie por porcos e diamantes?

2009/12/21

CARNE FRACA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:20

O que é mais bizarro: tatuar a ex-BBB Josy nas costas, a cantora Pitty no peito ou um sanduíche de queijo em alguma parte do corpo e ganhar um desconto vitalício numa lanchonete?
A resposta só os fãs – ou os famintos – podem ter. Mas o fato é que há maluco para essas três roubadas exemplares.
A ideia de gravar o desenho de um sanduíche é da lanchonete “Melt Bar and Grilled”, que funciona em Cleveland, subúrbio de Ohio (EUA). Para receber 25% de desconto para o resto da vida, o cliente deve tatuar o logotipo do restaurante de maneira estilizada.
Matt Fish, o proprietário, explica que a inspiração veio de uma banda de rock de San Diego, a “Rocket From the Crypt”, que prometia aos fãs tatuados com o logo do grupo entrada gratuita e vitalícia nos shows. Matt fez a dele 15 anos atrás.
A promoção teve início em setembro e já fez mais de 50 vítimas que portam anjos, demônios, caveiras, flamingos e outros bichos ao lado do tradicional sanduíche de queijo do “Melt Bar and Grilled”.
Apesar de ter gravado o nome da banda, Matt Fish não tem planos de carregar um sanduba no braço ou em qualquer outra parte do corpo porque é supersticioso.
Segundo ele, uma crença do mundo dos tatuadores diz que ter o nome da namorada ou da esposa traz má sorte. “Como tenho um compromisso muito sério com meu restaurante, não quero rogar praga”.  
Os que forem mais corajosos do que o próprio dono do local recebem um cartão-fidelidade numerado.
Há ainda a opção de fazer o desenho com o tatuador conveniado da lanchonete. John Forgus, da “Voodoo Monkey Tattoo”, dá 25 dólares de desconto para quem optar pelos seus serviços.
John conta que já apareceu de tudo, mas o mais curioso foi o que pediu para desenhar um Popeye segurando um sanduíche de queijo derretido no lugar da lata de espinafre.
O “Melt Bar and Grilled” oferece 33 sandubas no cardápio, além de saladas, sobremesas e um menu especial de Natal.

Vejam uma galeria das tatuagens já feitas AQUI

2009/12/20

OPORTUNISMO E OPORTUNIDADE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:05

Um acidente mal-explicado, ferimentos no rosto, uma mulher não-identificada saindo de casa numa maca e acusações de terceiras com ameaças de provas bastaram para arruinar a vida e a carreira do golfista Tiger Woods.
Com a intimidade exposta, Tiger não aguentou a pressão e pediu pra sair. Na semana passada o golfista mais famoso do mundo anunciou sua aposentadoria.
Puladas de cerca não são novidade na vida de famosos – e nem na do seu vizinho. O que diferencia uma traição da outra é a maneira como cada um dos envolvidos lida com o episódio – por si só constrangedor.
Há dois casos célebres: o do príncipe Charles, sua Camilla e seu Tampax; e o de Bill Clinton, o charuto e Monica Lewinsky.
O primeiro teve um desfecho à la contos-de-fada. A mocinha morreu no final e o casal viveu feliz para sempre.
Já o que diz respeito à ex-estagiária da Casa Branca e ao ex-presidente Clinton é quase um zumbi. De tempos em tempos levanta da tumba.
A próxima volta do escândalo está marcada para 16 fevereiro de 2010. É quando chega às livrarias “The Death of American Virtue: Clinton vs. Starr” (“A Morte da Virtude Americana: Clinton vs. Starr”).
O Starr citado no título refere-se a Kenneth Winston Starr, o advogado que seguiu os vestígios de Clinton durante seu mandato presidencial. Starr também tomou a frente das investigações do que ficou conhecido como “Caso Whitewater” – falcatruas imobiliárias e financeiras do casal Clinton na época em que dominava o Arkansas.
“A Morte da Virtude Americana: Clinton vs. Starr”, de autoria do professor Ken Gormley, reaviva não apenas o affair com Monica Lewinsky – que diz que Clinton mentiu –, mas também outros casos extraconjugais dele, como Susan McDougal – ex-sócia do casal Clinton no Arkansas – e Gennifer Flowers – cantora de cabaré que teria tido um caso com o ex-presidente por 12 anos.
Há ainda Paula Jones, que alega que Clinton lhe teria feito uma proposta indecente quando ele ainda era governador.
Diante de tanta exposição, Hillary Clinton surpreendeu – e continua surpreendendo. Ao contrário de Tiger Woods, não abandonou o barco. Em vez de se fazer de vítima ou de esposa ciumenta – como Michelle Obama recentemente se apresentou –, Hillary optou por tirar proveito da situação.
Já declarou que apesar de tudo o casamento com Bill vale a pena. Tanto, que chegou a rifá-lo este ano. Numa tentativa de angariar fundos para pagar as dívidas da sua campanha presidencial, ela oferecia o marido como prêmio.
A oferta estava disponível no site da candidata: “Faça uma contribuição de 5 dólares e poderá desfrutar de uma oportunidade que se apresenta só uma vez na vida”: acompanhar Bill Clinton em “eventos interessantes” em Nova York. Até nisso Hillary revela sua esperteza – o “eventos interessantes” dá margem a qualquer programação.
As mulheres deveriam ser mais Hillary. E os homens, menos Clinton.

Quer se adiantar ao lançamento do livro? Encomende o seu AQUI

2009/12/19

TRÊS NOTAS PARA O MAESTRO ZEZINHO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:43

A chegada de 2010 anima este blog a sugerir uma nova contagem de tempo histórica: A.T. (antes do telemarketing) e D.T. (depois do telemarketing).
Até a invenção dos telefonemas de serviço ativo, a humanidade era poupada de certos transtornos, como gerundismos, a incrível arte de irritar o próximo ou a implantação do atendimento em círculos – aquele em que após pressionar todas as opções do menu o usuário ouve um “obrigada!” sem solucionar seu incômodo.
Pensando nas desgraças do dia-a-dia, o ramo inglês da empresa de telefonia celular “Orange” lançou um serviço diferente: a “Relaxation Line”, que proporciona minutos de relaxamento ao usuário.
Clientes da “Orange” podem ligar de graça para o número 347. Os não-assinantes para 0207 050 6888 que, pelo mesmo preço de uma ligação-padrão para celular, ouvem sons zens.
Para selecionar a trilha sonora, a “Orange” conduziu uma pesquisa para identificar que tipos de sons os ingleses consideram mais calmantes.
Cerca de 67% escolheram barulho de mar batendo na praia. Em segundo lugar, lenha queimando na lareira (47%) seguida de floresta (33%), canto dos pássaros (33%) e típica casa de campo ou parque inglês (18%).
Os sons foram colhidos na manhã do dia 19 de novembro na praia de Brighton, numa reserva natural nas proximidades, num viveiro de pássaros em Canterbury, na lareira da casa de alguém não-identificado e numa casa de campo nos arredores da costa sul da Inglaterra.
A “Relaxation Line” foi lançada com base no estudo de terapeutas comportamentais que mostrou que sons zens ajudam a reduzir o estresse.
De acordo com Richard Schoch, professor de História da Cultura da Universidade de Londres e autor de “Os Segredos da Felicidade”, recentes estudos provaram que “ouvir sons gravados do oceano por 12 minutos pode diminuir os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea”.
Liguem djá!

Assistam ao material promocional da “Orange” AQUI

2009/12/18

AÇÃO E REAÇÃO

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:58

Nesta semana o caso macabro de um menino de 2 anos que virou um boneco de vodu nas mãos do padastro e de suas duas ajudantes deixou todos boquiabertos.
O garoto – que está com quase 50 agulhas espalhadas pelo corpo – talvez tenha de conviver com várias delas pelo resto da vida. Os médicos avaliam que intervenções para a retirada dos objetos podem colocar em risco a vida da vítima.
A crueldade à qual o menino foi submetido desperta nossos “instintos mais primitivos”.
Curiosamente, também nesta semana o Hospital Souza Aguiar, no Rio, abriu uma exposição comemorativa de seu centenário que nos dá a oportunidade de estudar – até com uma certa frieza – o que pode ser feito ao padastro e às auxiliares.
A “Expo 100 – Uma Vida Salvando Vidas” é composta de antiguidades que incluem fotos, equipamentos e documentos que mostram a história do hospital e como a Medicina evoluiu durante o século.
No hall de entrada está o que nos interessa: um painel com objetos inusitados engolidos pelos pacientes e que foram atendidos pelo setor de “Otorrinolaringologia e Endoscopia Per-Oral”.
Entre os artefatos recorrentes – retirados da traquéia, laringe, esôfago, brônquios, ouvido e nariz – estão moedas, anéis, pregos, baterias de relógio, pedras, dentaduras, escudos de times, cordões e até escovas de dentes.
O caso mais bizarro é o de um pai que obrigou o próprio filho a engolir um miniescudo do Fluminense. Durante uma aposta feita com um amigo flamenguista, ficou combinado que o perdedor mandaria o escudo de seu time goela abaixo. Como o pai não teve coragem, pediu ao filho de 3 anos que cumprisse o combinado.
Entre a covardia do padastro baiano e a do pai fluminense, não pairam dúvidas: o padastro – devidamente acompanhado das comparsas – merece ser convidado para um passeio que começa na exposição do Souza Aguiar e se encaminha para o sertão.
Se o trio ainda não teve o prazer, conhecerá a imponência dos mandacarus baianos ou a incrível vista da Cachoeira da Fumaça.
Em questão de dias, no mínimo, o painel ganhará três novos objetos inusitados. Ou o hospital, mais três pacientes para agonizarem em seus corredores.

2009/12/17

CHAPA QUENTE

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:59

Fim de ano é a época das listas. O melhor filme, o melhor jogador de futebol, o melhor disco, a melhor cerveja e por aí vai. Sendo assim, na lista de não-acontecimentos do ano, acrescentemos ao topo e com louvor a conferência da ONU sobre mudanças climáticas em Copenhague.
A poucos dias do fim da COP 15 os representantes dos mais de 190 países ainda não chegaram a um consenso sobre os pontos mais importantes. A presidente do encontro jogou a toalha e tudo ficou para ser resolvido pelos chefes de Estado.
A explicação é simples: a maioria parece ter ido à Dinamarca para beber e não para conversar.
O Brasil levou uma comitiva de 800 pessoas – algumas publicações falam em 600 ou 700. Pouco importa. É muita gente para discutir um tema para o qual os brasileiros nunca deram muita bola.
Além do lenga-lenga entre os representantes mundiais, a bagunça física e logística quase leva a cúpula ao colapso. O espaço – feito para abrigar 15 mil pessoas – recebeu 45 mil.
Em meio ao caos, a rapaziada vai se distraindo. Uns reinventam a roda, outros se divertem brincando de Oscar.
Nos mesmos moldes do “Framboesa de Ouro”, que premia os piores filmes do ano, os participantes da COP 15 criaram o “Sereia Zangada”.
O troféu é dedicado às empresas que mais atrapalharam ou sabotaram o combate às mudanças climáticas. A campeã foi a Monsanto, seguida da Shell e da Sasol – uma companhia petrolífera da África do Sul.
Mas outros estão brincando com um tipo diferente de sereia. Graças a uma promoção da “Organização Dinamarquesa das Trabalhadoras do Sexo”, basta que o participante apresente a credencial do evento para poder se divertir de graça com uma das 79 prostitutas associadas.
A ação é uma represália à campanha da prefeita e dos vereadores que distribuíram cartões postais com a mensagem “Seja sustentável: não compre sexo”.
Copenhague está a um passo de virar Sodoma e Gomorra – e o pior é que os participantes sabem disso melhor do que ninguém.

Confiram o site da “Angry Mermaid” AQUI

2009/12/16

À CIDADE COM CARINHO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:48

Mesmo não sendo tão romântica quanto Paris, Nova York já serviu de cenário para inúmeros casos de amor no cinema.
Só o Empire State Building contabiliza uma série deles – da famosa cena de King Kong no alto do prédio até o encontro de casais apaixonados em “Tarde Demais para Esquecer” e depois em “Sintonia de Amor”.
Agora a cidade ganha seu primeiro papel como protagonista.
“Nova York, Eu Te Amo” é o segundo filme da série “Cities of Love” (“Cidades do Amor”), do produtor Emmanuel Benbihy – o primeiro foi “Paris, Je T’Aime” (2006).
“Nova York, Eu Te Amo” – previsto para estrear nesta sexta-feira – reúne dez curta-metragens de cineastas de nacionalidades distintas e um elenco sorteado na “Calçada da Fama”: Ethan Hawke, Natalie Portman, Andy Garcia, Orlando Bloom, Christina Ricci, Bradley Cooper (de “Se Beber, Não Case”), Julie Christie e Chris Cooper.
Pronunciar o nome dos diretores é um trava-língua: Mira Nair, Jiang Wen, Shunji Iwai, Yvan Attal, Brett Ratner, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Natalie Portman, Fatih Akin, Joshua Marston e Randy Balsmeyer.
Após toparem o convite, os cineastas tiveram de seguir algumas instruções, como filmar em 24 horas, editar em uma semana e passar a sensação de que tudo se desenrola numa área muito particular da cidade.
O Central Park, o Chrysler Building, a ponte do Brooklyn, o bairro de Chinatown e até o interior dos táxis amarelos foram alguns dos locais selecionados para compor a colagem de amores que desfila pela tela: o primeiro amor, o amor na velhice, o amor casual, o amor entre pais e filhos, o amor platônico.
O resultado é um tanto irregular, mas ainda assim simpático porque as histórias são surpreendentes. Algumas tristes, macabras e até com uma dose de humor negro, mas outras divertidas e sensíveis.
“Nova York, Eu Te Amo” marca a estreia de Natalie Portman na direção. Já o trecho dirigido por Scarlett Johansson e estrelado por Kevin Bacon foi cortado na edição final porque, segundo os produtores, destoava dos demais.
Na tentativa de decifrar o que Scarlett Johansson teria aprontado, esbarramos num curta que também poderia ter dançado: o segundo, dirigido por Mira Nair.
Sem dúvida, o destaque é o trecho de Yvan Attal (com Ethan Hawke, Chris Cooper, Robin Wright Penn e Maggie Q).
O objetivo do produtor Emmanuel Benbihy é levar o espectador a jornadas românticas pelas cidades mais amadas e influentes do mundo. Depois de “Paris, Je T’Aime” e “Nova York, Eu Te Amo”, Benbihy está em negociações para rodar histórias no Rio, Xangai, Jerusalém e Mumbai.

2009/12/15

HONRA AO MÉRITO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:46

Sempre que as imagens de José Roberto Arruda e seus colegas cuequeiros vierem à mente, considerem a seguinte hipótese: até os ratos têm seu lado bom.
Geralmente associados a pragas e doenças, alguns ratos africanos já estão sendo chamados de “Herorats” (“Ratos heróis”). O título foi conquistado graças ao trabalho – humanitário até – de detecção de minas terrestres na África.
A ideia é do belga Bart Weegens, que fundou a Apopo – uma organização não-governamental que começou a atuar ainda na Bélgica no meio dos anos 90.
Atualmente um batalhão de 34 ratos é adestrado na província de Gaza, em Moçambique. Outros 250 participam do programa na Universidade de Agricultura de Sokoine, na Tanzânia.
Ratos são mais indicados para a função do que os cachorros, por exemplo. Além de serem leves e por isso mesmo não detonarem as bombas, são fáceis de serem transportados, têm excelente olfato, senso de localização, são organizados, inteligentes e baratos – as fêmeas podem ter até dez ninhadas por ano.
Enquanto o treinamento de um rato custa entre 3 mil (R$ 5.100) e 5 mil dólares (R$ 8.500), o de um cachorro pode chegar aos 40 mil (R$ 68.000).
Os ratos trabalham das 5 às 9 da manhã – para evitar o sol forte – e podem inspecionar uma área de mil metros quadrados em 30 minutos. Um funcionário com um detector eletrônico gastaria pelo menos um dia para varrer o mesmo terreno.
O treinamento leva em média um ano e inicialmente é feito em jaulas. Ainda bem novinhos, durante quatro semanas, são domados para associarem o cheiro do TNT à comida – banana ou amendoim. Cerca de oitos meses depois eles já são capazes de reconhecer pequenas amostras de TNT e então são “promovidos” ao trabalho de campo.
Uma outra função dá mais peso ao título de “Herorats”. Desde 2004 eles têm contribuído para detectar a tuberculose cheirando amostras de saliva. Eles atuam em quatro clínicas nas redondezas da Tanzânia e já identificaram mais de 500 casos da doença – responsável pela morte de 1,7 milhão de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Quem disse que José Roberto Arruda e seus colegas cuequeiros não têm jeito? Eles podem nos ser úteis como os ratos. Para tanto, também precisam começar o trabalho dentro de jaulas.

Visitem o site da Apopo e conheçam melhor o trabalho dos “Herorats” AQUI

2009/12/14

IT´S SHOWER TIME!

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 09:20

O álbum de estreia de Susan Boyle foi o disco mais comprado na primeira semana de lançamento na história da Grã-Bretanha. O CD “I Dreamed a Dream” vendeu mais de 410 mil cópias. Foi também o que mais recebeu encomendas pré-lançamento nos 14 anos do site da “Amazon”.
Depois do sucesso da cantora escocesa – revelada no show de calouros “Britain’s Got Talent” – os ingleses estão de olho em novos fenômenos musicais. Tanto, que até pesquisa sobre cantores de banheiro estão encomendando.
O levantamento – patrocinado pelo “Burger King” – revelou que 55% das pessoas cantam durante o banho, mas apenas 43% se consideram talentosas. Entre os hits preferidos tanto entre os homens quanto entre as mulheres estão os das cantoras Cheryl Cole e Leona Lewis.
O alto número de cantantes ocultos pelos banheiros da Inglaterra já seria suficiente para estremecer Hugo Chávez – que recentemente recomendou aos venezuelanos banhos de apenas três minutos.
Mas a pesquisa foi além e incluiu ainda o trabalho do instrutor vocal Dane Chalfin, que preparou uma lista com as dez melhores canções para soltar a franga enquanto a água vai para o ralo.
Para elaborar a lista, Dane levou em consideração o eco, a intensidade do som, o volume e o tom dentro do boxe. Segundo ele, “a acústica no banheiro complementa a voz adicionando aquele eco morno, ou ‘reverb’, como chamam nos estúdios de gravação. O vapor ajuda a umedecer as cordas vocais permitindo que elas vibrem mais suavemente e com menos esforço”, explica o instrutor.
O “Top 10 Splash Hits” é composto de:

1. Queen – “Bohemian Rhapsody”
2. Cheryl Cole – “Fight for This Love”
3. The Black Eyed Peas – “I Gotta Feeling”
4. Stevie Wonder – “I Just Called to Say I Love You”
5. Alexandra Burke – “Bad Boys”
6. Elton John – “Candle in The Wind”
7. Wet Wet Wet – “Love Is All Around”
8. The Black Eyed Peas – “Meet me Half Way”
9. The Beatles – “She Loves You”
10. Michael Buble – “Haven’t Met You Yet”

Para se inspirarem, assistam a este vídeo AQUI

Vejam fotos de cortinas de banheiro inusitadas AQUI

2009/12/13

AOS QUE TÊM FOME

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:54

Um restaurante com um cardápio exótico abriu as portas nesta quarta-feira em Denver, no Colorado: o “Ganja Gourmet”. O menu é indicado para paladares – e estômagos – fortes porque os pratos são à base de maconha.
Para frequentar o local, entretanto, é preciso ter o “medical marijuana card” – no Colorado, bem como em outras cidades dos Estados Unidos, a maconha para uso medicinal é liberada. Várias “farmácias” comercializam a droga – vendida sob prescrição médica.
Utilizando-se do bom álibi, o proprietário do restaurante declara que a ideia é “oferecer uma atmosfera na qual os pacientes possam se socializar de forma segura”. Além disso, com a quantidade de estabelecimentos que têm licença para vender a erva, é preciso pensar num diferencial. “Temos de providenciar o melhor serviço possível para os que estão sofrendo com alguma doença”.
O cardápio é bem variado: lasanha, pizza, paella e sobremesas como mousse de chocolate, brownie e cheesecakes. Já os preços são meio salgados. Brownie: 10 dólares (cerca de R$ 17,50). Torta de limão inteira: 120 dólares (R$ 210). Consumir maconha em paz: não tem preço. Taí um bom slogan para o “Ganja Gourmet”.
Cerca de 50% dos pratos são feitos para viagem, mas os clientes podem consumir seu “manjar dos deuses” no local. Aos que se empanturram e não ficam em condições de dirigir é oferecido um serviço de chofer gratuito.
Como o restaurante não tem cozinha, os pratos são preparados num espaço alugado e depois aquecidos no micro-ondas por funcionários trajando camisetas tie-dye – aquelas com aparência de que foram manchadas com água sanitária.
Mal começou a funcionar, o “Ganja Gourmet” tem despertado polêmica entre a vizinhança, que crê que o lugar serve mesmo é para consumo da droga.

Assistam a uma matéria AQUI

2009/12/12

O MINISTÉRIO DA CULTURA RECOMENDA: ASSISTAM

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:33

Premiações nem sempre são justas – desde as que elegem o melhor pastel da feira até as que coroam um filme com a estatueta do Oscar. Há muito mais interesses envolvidos do que imagina a tola cabecinha do público.
Em vários casos, a condecoração – que deveria servir como credencial – se torna sinônimo de repulsa. Ainda mais se os prêmios forem concedidos por críticos da área ou pelo júri.
Mas de vez em quando o talento fala mais alto do que o dinheiro ou o ego e surpresas positivas acontecem. “É Proibido Fumar”, de Anna Muylaert, foi eleito o melhor filme pelo júri oficial do Festival de Brasília deste ano. Também papou os prêmios de ator (Paulo Miklos), atriz (Glória Pires), montagem, trilha sonora, direção de arte, roteiro e atriz coadjuvante.
O reconhecimento de trabalhos do nível de “É Proibido Fumar” nos anima a pensar que nem só dos péssimos extremos vive o cinema brasileiro – que vai da cabecice de “A Festa da Menina Morta” ao esculacho de “Os Normais 2”.
Felizmente também há espaço para uma história bem contada.
Em primeiro lugar, é bom ficar claro que “É Proibido Fumar” não é um documentário sobre os males do tabaco ou sequer narra a luta de fumantes para driblar a Lei Antifumo que vigora em São Paulo.
A diretora e roteirista Anna Muylaert parte da vida simples de dois vizinhos – Max (Paulo Miklos) e Baby (Glória Pires) – para contar um grande caso de amor. A menção ao cigarro é porque Baby considera parar de fumar quando se interessa por Max.
O filme é uma graça e nos fisga pela atenção aos detalhes, pela história amarradinha com zero de maneirismos e ótimo elenco.
Paulo Miklos novamente dá um show – sua feiúra é proporcional ao talento. Em 2001, pelo seu papel em “O Invasor”, recebeu o Candango de ator-revelação. Agora, o bis vem pela interpretação do músico Max.
Mas o melhor de “É Proibido Fumar” são os atores do elenco de apoio. Coadjuvantes que mereceriam todos um Candango-revelação: o corretor que diz que fechar o boxe do banheiro é questão de jeito (Lourenço Mutarelli); a depiladora que insiste em fazer uma “brazilian” em Baby; o porteiro que, cansado das humilhações, sonha em voltar para sua terra natal; e a mais figura de todos: a senhorinha que tenta aprender a tocar violão mas que claramente não tem dom para a música (Lili Angel).
Há ainda participações especiais de Antonio e André Abujamra, Paulo César Pereio e Marisa Orth.
“É Proibido Fumar” não faz mal à saúde como “2012” ou como os filmes brasileiros citados acima. Não percam.

2009/12/11

QUESTÃO INTERNACIONAL

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:18

A ideia é francesa, mas tem a cara do Brasil – sem trocadilhos. Estamos falando de “La Face Des Fesses” (algo como “A Face Oculta das Nádegas”), um livro e um documentário que investigam diversos aspectos do traseiro na sociedade francesa.
O trabalho – uma parceria entre a documentarista Caroline Pochon e o jornalista Allan Rothschild – ouve profissionais de diversas áreas, como psicanalistas, filósofos, cientistas e artistas.
Para quem achava que o tema animava apenas brasileiros, o jornal francês “Le Monde” e o americano “The Daily Express” lembraram de uma frase do filósofo Jean-Paul Sartre: “A pátria, a honra e a liberdade não são nada. O universo gira em torno de um par de nádegas”.
Oxalá esse pensamento jamais alcance os ouvidos dos MCs cariocas e dos empresários de fenômenos de marketing como a Mulher Melancia. Estaríamos perdidos para sempre.
“O traseiro está presente na nossa vida diariamente e nunca foi considerado um objeto de estudo sério. Ele fala dos fundamentos da nossa sociedade – tanto no sentido literal quanto no figurado –, dos tabus e dos desejos”, explicam os autores.
A pesquisa durou um ano e meio e foi realizada através da análise de imagens desde a Renascença até os dias de hoje.
O resultado sugere que todas as revistas e canais de TV exibem fotos de “callipygian” (bumbuns bonitos) de celebridades – de Brigitte Bardot a Monica Bellucci.
A observação se estende aos traseiros masculinos como o de David Beckham e Brad Pitt.
Rothschild diz ainda que os franceses são obcecados por bumbuns, mas que a admiração vem mudando de tom: “Eles estão expostos em outdoors, vitrines de farmácias, em todos os lugares, mas alguns anos atrás a moda eram os grandes. Agora eles têm de ser pequenos, quase andróginos. Quase não há diferença entre os de homem e os de mulher”.
O documentário ouve até um professor da Universidade Metropolitana de Manchester que desenvolveu uma fórmula para uma derrière perfeita: (S+C) x (B+F)/ T – V.
O “S” é o formato ou a “inclinação” dos glúteos; “C” é o quão redondos eles são; “B” é o balanço muscular ou o quanto eles “quicam”; “F” é a firmeza; “V” é a proporção do quadril à cintura e “T” é a textura da pele.
Segundo o professor, “Kylie Minogue se sai muito bem nos quesitos esfericidade e simetria. Seu bumbum é perfeito nestas áreas, mais até do que os de Charlotte Church ou Jennifer Lopez”.
O documentário revela outras curiosidades. Da mesma forma que “saudade” é uma palavra típica da língua portuguesa, “fesses” (o equivalente para bumbum) é exclusivamente francesa.
E Rothschild conclui: “Quando falamos de nádegas, falamos de nós mesmos”.
Disso os brasileiros não temos dúvidas.

Vejam mais fotos e vídeos AQUI

2009/12/10

DA MONTANHA À LAMA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 07:34

 

Em agosto deste ano, Woodstock, o festival de música mais conhecido do mundo, completou 40 anos. Para celebrar a data e colocar “dinheilinho” no bolso, Ang Lee volta às telas com “Aconteceu em Woodstock”, primeiro trabalho pós-“O Segredo de Brokeback Mountain”.
Baseado numa história real, o foco não incide sobre os “três dias de paz e música”, mas nas transformações ocorridas na vida de uma única personagem, Elliot Tiber.
Elliot trabalhava como designer de interiores em Nova York, mas volta à sua cidade natal por causa da doença do pai. Elliot – que na época tinha 34 anos – dividia seu tempo entre os afazeres no “resort” quase falido administrado pelos pais e o trabalho como presidente da Câmara de Comércio de White Lake – comunidade vizinha à cidade onde ocorreu o festival, Bethel.
Ao descobrir que o local que sediaria o evento não havia conseguido licença de funcionamento, Elliot intermediou o aluguel de uma fazenda na região, tirou a família do sufoco e atraiu mais de um milhão de pessoas a Bethel. Tudo regado a Toddynho.
Mesmo se pinçarmos uma frase espirituosa aqui e outra ali, “Aconteceu em Woodstock” é quase um “docudrama” – e não comédia, como está sendo vendido. Há pouco sexo e rock and roll, pero drogas, que las hay, las hay.
A opção de não cair no lugar-comum de falar sobre música e mostrar ripongas como seres mal-educados é acertada, mas Ang Lee poderia pelo menos ter feito algo mais vibrante. Em vez da aura louca que cerca Woodstock, o que se tem é um filme frio e arrastado.
Algumas soluções são tão criativas que talvez você e eu tivéssemos pensado em alternativas melhores.
Como sinalizar que um sujeito está viajandão? Animando desenhos psicodélicos, oras. Como passar a impressão que uma multidão é um “mar de gente”? Inserindo um efeito “waves” na pós-edição.
O comediante Demetri Martin – rosto conhecido no “The Daily Show” – tem carisma o suficiente para se segurar como protagonista, a personagem é quem não desperta simpatia. Está sempre travado, pensando na morte da bezerra – o “travado” aqui não no sentido de “aditivado”, mas de bobo mesmo.
Ainda com todos estes problemas, “Aconteceu em Woodstock” é mais palatável do que “O Tigre e o Dragão” graças, em parte, ao talento de Liev Schreiber (como Vilma) e Imelda Staunton (como Sonia, a mãe de Elliot).

Visitem o site oficial e “psychedelic yourselves” AQUI

2009/12/09

É A VOVOZINHA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:48

 

O Canadá é um país curioso. Poucas são as informações que nos chegam daquela terra distante e gélida – características suficientes para alimentar nossa ignorância.
A desinformação é tamanha que ficamos em dúvida se a capital é Toronto ou Vancouver. Uma rápida pesquisa e descobrimos que nem uma, nem outra. O título é de Ottawa.
No mais, sabemos que a folha-símbolo do país é a folha de “maple” (bordo) do qual se faz o xarope que sempre acompanha as panquecas no café-da-manhã dos filmes.
Recentemente os leitores deste blog ficaram chocados com a notícia de que lá existe a temporada de caça e matança de focas. O período – que vai de 15 de novembro a 15 de maio – é estabelecido pelo Departamento de Pesca e Oceanos. O governo não apenas defende, como encoraja a prática sob os argumentos de que as focas são úteis em termos alimentares, fósseis e estéticos.
A sensação é a de que os canadenses precisam de um bocado para se impressionarem com alguma coisa.
Além da posição sobre as focas, um outro exemplo reforça o espírito pacífico do canadense.
Uma agência de publicidade acaba de lançar uma campanha que se veiculada em qualquer outro lugar do mundo causaria muita polêmica.
Na peça “Ice Creamy Goodness” (algo como “Bondades geladas”), velhinhas octogenárias aparecem tomando sorvete de casquinha sensualmente. Além de lamberem a guloseima, uma delas engole o dedo melado com um olhar provocante. No fim, a mensagem: “Vanilla is the most erotic scent to older men” (“Baunilha é o sabor mais erótico para homens idosos”. E o slogan: “Nós podemos explicar”.
A campanha é para promover uma organização não-governamental de Vancouver, a “Science World”, cujo objetivo é despertar o interesse por assuntos científicos e tecnológicos na Columbia Britânica canadense.
De acordo com a agência responsável pela peça publicitária, o comercial foi rodado num hospital especializado em hérnia. “A Science World quer fazer com que a Ciência seja o mais intrigante possível – especialmente entre os adolescentes, que a consideram assunto chato ou para nerds”, explica o sócio e diretor-criativo da agência.

Assistam ao comercial e imaginem o fuá que causaria no Brasil. Vejam AQUI

P.S.: Estão lembrados da gangue peruana que matava pessoas para retirar e vender a gordura? Tudo mentira. Um policial armou toda a história e foi afastado. Leiam AQUI

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