O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/05/27

VAMOS BATER LATA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:37

latas

imaAlguns itens do nosso dia-a-dia são tão naturais e familiares que passam batido. As embalagens em lata são um bom exemplo – práticas, fáceis de armazenar, de carregar e de abrir. O mais interessante é que são uma criação de um passado muito recente. Foi o que descobri através da história das cervejas em lata.
A bebida percorreu um longo caminho até a invenção das embalagens que conhecemos atualmente – aproximadamente há 100 anos. No início de 1900 as cervejarias começaram a quebrar a cabeça para produzir recipientes que pudessem resistir ao processo de pasteurização e não interferir no sabor da bebida.
As primeiras latinhas de cerveja foram feitas de estanho e aço, mais grossas e robustas que as atuais e capazes de enfrentar o calor e a pressão sem estourar ou apresentar vazamentos enquanto estivessem nos estoques.
A pioneira chegou às prateleiras por volta de 1935 – a Krueger’s Special Beer – no Estado de Virginia (EUA).
O visual era considerado, mas não era prioridade no início. Parcialmente vencida a etapa da produção, aí sim o desafio passou a ser o design. As fábricas começaram a lançar edições especiais em que os rótulos multicoloridos atraíam os consumidores e compensavam o sabor de lata que a cerveja ainda apresentava.
Esta Cordell da foto acima era produzida em 1963. O slogan – “Até os Gatos Adoram!” – foi removido após reclamações de grupos de proteção aos animais. Por esse motivo, é considerada rara e muito valiosa entre os colecionadores.
As cervejas em lata se tornaram populares na década de 60 – apesar de o gosto do recipiente ainda ser bem acentuado.
Mas a tecnologia se incumbiu de resolver o problema. As atuais são revestidas por uma película à base de água que evita o contato da bebida com o alumínio – sem falar que a lata é mais barata que o vidro e é 100% reciclável.
Os colecionadores classificam seus itens do desejo em três grupos: as com a parte de cima retas, em formato de cone ou as “de puxar”.
As mais antigas eram planas na parte superior e os bebedores tinham de se virar para abri-las. Por volta de 1938 surgiram as cônicas. Como eram grossas, as embalagens com seis cervejas eram quase impossíveis de serem carregadas pelas donas-de-casa.
Foi apenas em 1962 que as primeiras com abertura “de puxar” chegaram ao mercado – e evoluíram bastante até 1974, quando foi desenvolvido o sistema que conhecemos hoje.
O que pensam sobre o assunto os gatos que saboreiam seu “Whiskas” em lata sabor “Carne e Coração”?
Vejam algumas fotos AQUI

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3 Comentários »

  1. Minha historiadora Tati, essa latinha é maravilhosa, e seu conteúdo mais ainda. Eu não me preocupo muito com a embalagem. Ela tem que estar estupidamente gelaaadaaa!!

    Forte abraço

    Caurosa

    Comentário por caurosa — 2009/05/27 @ 10:14

  2. Ah, Tati e Caurosa, vocês conhecem a Erdinger alemã? Meus sábados (e domingos,psiu…), quando estou morando em Santa Monica- CA, de frente para a praia , sob céu de azul lavado, tendo antes assinado o ponto no Farmer’s Market, a feira orgânica da cidade, são pura festa!!!
    As nossas cervas geladérrimas, em geral, são ótimas. Mas sugiro a todos deste distinto blog provarem a Erdinger.
    Tati e Caurosa, be my guests na Califa!

    Beijocas.

    Comentário por Selma Barcellos — 2009/05/27 @ 14:29

  3. Hoje ela sendo de estanho teriamos o Sindicado dos Catadores de Latinha.

    Comentário por Juventino — 2009/05/27 @ 19:31


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