O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/05/24

HABEMUS POLÊMICA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:45

Angels_Demons

cameraEm “O Código da Vinci” os velhinhos do Vaticano ficaram transtornados com a premissa de que Jesus teria engravidado Maria Madalena e espalhado seus rebentos por aí. Agora, em “Anjos e Demônios”, um bispo de 102 anos foi mais direto: pediu aos fiéis que não assistam ao filme.
Realmente “Anjos e Demônios” deve estar tirando o sono da turminha da tosse que habita os arredores de Roma.
Claramente anti-Católico, ele tem todas as características para ser considerado obra do demo ao acirrar os conflitos entre Ciência e religião. Há inclusive uma cena em que defensores das pesquisas com células-tronco quebram o pau com católicos que se espremem na Praça São Pedro.
Além disso, se o Homem é capaz de produzir uma antimatéria capaz de dar origem ao Universo (a tal da “partícula divina”), qual a função de Deus?
Mais do que recomendar aos católicos que passem longe do cinema, a Arquidiocese de Roma não autorizou o diretor Ron Howard a filmar dentro de igrejas – e nem cenas que tivessem igrejas ao fundo.
Carregado de absurdos e obviedades, “Anjos e Demônios” é quase um filme de terror. Há caveiras, muito sangue, assassinatos, perseguições e sustos à la “Sexta-Feira 13”. Bem diferente do marasmo de “O Código da Vinci” – que apesar de ter sido escrito depois, foi adaptado para o cinema em 2006.
Se for difícil se convencer das obviedades ou da verossimilhança dos conhecimentos da simbologia religiosa apresentados pelo professor Robert Langdon, há informações interessantes que transformam o filme numa miniaula de História – e que no livro devem estar melhor explicadas.
Uma delas diz respeito a um papa que teria mandado cortar os órgãos sexuais de algumas estátuas dentro do prédio do Vaticano por motivo de força maior.
Outra é que os vilões do filme – a fraternidade dos Illuminati – realmente existiram. Eram uma seita formada por intelectuais que discordavam das ideias da Igreja.
Se serve de consolo, os católicos poderão assistir, em breve, a “Anjos e Demônios” sem desrespeitar o bispo. Afinal, com 102 anos, o encontro com os anjos se aproxima.

About these ads

4 Comentários »

  1. As obras desse autor (cujo nome me foge à memória agora) sempre são controversas mesmo. Mas, eu já li, em algum lugar (memória péssima hoje), que ele se defende dizendo que seus livros não passam de ficção. Eu não li o código Da Vinci, mas vi o filme. E, concordo com uma frase que o Tom Hanks falou no final: “não vejo motivos para Ele não ter sido pai e ter feito o que fez”, ou algo do gênero. Espero o mesmo nível de qualidade em “Anjos & Demônios”.
    Eu acessei seu blog pelo blog do Raposa.

    Comentário por Diana — 2009/05/24 @ 12:28

  2. Minha cinéfila Tati, eu acho que estas polêmicas criadas são ótimas para testar a fé dos cristãos católicos e a sua firmeza (a minha também, hehe) com relação a religião que professão. Polêmicas à parte, espero que este filme seja melhor que o primeiro,e vamos ver até onde vai a série, logo, logo teremos o número dez…

    Forte abraço

    Caurosa

    Comentário por caurosa — 2009/05/24 @ 15:27

  3. Amor, Bebida, Religião, Política e Futebol. Do exagero na dose brota o fanatismo. Que o digam suas vítimas…

    Comentário por Adriano — 2009/05/24 @ 22:57

  4. Achei o Código Da Vinci um porre. Pelo teor da estória de Anjos e Demônios, acho que a dose vai se repetir…

    Comentário por Selma — 2009/05/25 @ 02:58


Feed RSS para comentários sobre este post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O tema Rubric Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: