O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/04/28

MENOS, BEM MENOS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:26

 

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socorroMais surreal do que um porco gripado e com o nariz escorrendo é o que a doença do animal está causando: pânico. Os principais focos estão no México e nos Estados Unidos, mas o mundo está desesperado diante da possibilidade de uma pandemia.
No Brasil não é diferente. Se era necessário um símbolo para que o brasileiro encarasse o problema como grave aí está ele: a máscara cirúrgica.
Mas mais uma vez os japoneses saíram na frente. Há muito tempo que as máscaras cirúrgicas são acessórios fashion por lá. Há opções para pessoas que usam óculos, as infantis, as que não borram a maquiagem e as temáticas – com personagens como Hello Kitty e Mickey Mouse.
O artefato médico inicialmente era usado por causa das alergias causadas pela “febre do feno”. Cerca de 25 milhões de japoneses sofrem com as alergias desencadeadas pelo pólen, cujos sintomas são coriza, olhos lacrimejantes e tosse.
Após a Segunda Guerra Mundial o governo subsidiou os custos da plantação de árvores como o sugi (cedro-japonês) e o hinoki (cipreste parecido com o cedro) em áreas montanhosas. Depois que as plantas cresceram, o problema: o vento passou a espalhar o pólen pelo país e hoje as “condições do pólen” são assunto até dos boletins meteorológicos.
Na região de Tokai, os pólens de cedro intensificam-se entre meados de fevereiro e final de abril. Os de hinoki, no início de abril a meados de maio.
Há quem diga que os japoneses usam máscara para serem solidários e não espalharem seus germes para os outros, mas há uma corrente que acredita nas máscaras como ícone fashion ou fetiche.
Resta-nos torcer para que as máscaras que os mexicanos vestem hoje também percam seu caráter médico e virem moda ou fetiche. Os que detestam notícias e comportamentos alarmistas agradecem.

P.S.: o tema febre suína é muito mais antigo do que se poderia imaginar. Confiram um comercial de 1976 AQUI

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