O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/04/25

A GRAÇA DA VIDA

Arquivado em: Folheando — trezende @ 07:21

sedaris

oculosO escritor americano David Sedaris esteve no Brasil no ano passado para a Festa Literária Internacional de Paraty. Na ocasião falou sobre seu mais recente livro, “Eu Falar Bonito Um Dia”.
Só nesta semana liguei o nome à pessoa ao me divertir com algumas de suas crônicas publicadas no site da revista “New Yorker”. Em busca de informações sobre ele, tomei conhecimento de sua passagem pelo Brasil e descobri que é um dos autores mais lidos nos Estados Unidos – já vendeu mais de sete milhões de exemplares. Além disso, foi eleito o humorista do ano de 2001 pela revista “Time”.
Sedaris já afirmou em entrevistas que 97% de seus textos são autobiográficos. Todas suas experiências cotidianas são registradas num pequeno caderno que carrega no bolso. Nada escapa ao espírito sagaz do autor.
Quando esteve no Brasil conta que viajou pela TAM. “Fiquei surpreso, pois recebi um babador antes de minhas refeições. Você sabia disso? Eu nunca tinha recebido um babador em um voo. E o mais incrível é que eles não dão muita chance para usá-lo. Assim que você coloca aquilo, eles servem uma barrinha de cereal e um refrigerante (risos)”.
O trabalho mais recente de Sedaris é “When You Are Engulfed in Flames” (“Quando Você É Tragado Pela Fumaça”), ainda não lançado no Brasil. É uma coleção de crônicas hilárias sobre situações cotidianas – de sua infância, adolescência e vida adulta nos Estados Unidos e na França.
O texto que dá nome ao livro, no último capítulo, narra sua tentativa de largar o cigarro. Para tanto, decidiu que precisava de uma mudança de cenário. Ele deixa sua casa em Paris e embarca para Tóquio, onde mora por dois meses no 26º andar de um prédio pertencente a uma rede de supermercados.
Outras passagens interessantes tratam do dia em que usou a água de um vaso de flores para fazer café e a vez em que blindou suas janelas com capas de LPs para se proteger da cantoria de pássaros neuróticos.
Há também a descrição do uso de um dispositivo para fazer xixi sem ir ao banheiro – uma espécie de cateter improvisado formado por uma “camisinha adesiva” ligada a um saco plástico para ser amarrado à perna.
Ele chega à conclusão de que é difícil fazer xixi e outras coisas ao mesmo tempo, como ler em voz alta, discutir as opções de bebida com a aeromoça ou fazer check-in num hotel. Segundo ele, cada uma dessas atividades exige uma forma de concentração.
Embora ninguém soubesse do uso do cateter, estava claro, pelo seu rosto, que alguma coisa acontecia. Além disso, sua panturrilha estava estranhamente inchada.
Além de “Eu Falar Bonito Um Dia”, dois de seus livros já foram traduzidos por aqui: “Pelado” e “De Veludo Cotelê e Jeans”.
Ficam aí algumas dicas de leitura para o final de semana.

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