O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/04/05

TORCE, RETORCE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:24

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rodaHoje, uma singela homenagem à palhaçada que reina no cenário político brasileiro. Curiosidades sobre os circos de pulgas.
Mas antes de saírem à cata de parlamentares sarnentos, a informação: das mais de mil espécies de pulgas, duas são as preferidas para a atividade. As de gato e as humanas. As que habitam o Homem, entretanto, são as mais difíceis de serem encontradas. Será? Os circos de pulgas não conheceram o Brasil.
Ao contrário do trabalho no Congresso, num circo de pulgas o esquema de treinamento é puxado. As pulgas vivem cerca de um ano. Os adestradores levam uns seis meses para deixá-las no ponto de começarem os ensaios. São mais três meses para treiná-las. Depois do esforço, as microartistas vivem por volta de três meses e morrem.
Uma vez ensaiadas, elas passam a usar uma coleira de linha dourada ao redor do pescoço e assim ficam pelo resto da vida. É pela coleira que são anexados os adereços. Suas patas fortes permitem que elas movam objetos grandes e pesados.
Uma pulga é capaz de carregar um peso equivalente a 700 vezes o de seu corpo. Pode levantar um peso 60 vezes maior do que ela ou pular 150 vezes sua própria altura.
A História dá conta de que as performances com pulgas surgiram no Egito Antigo, ganharam notoriedade em 1600 e se tornaram populares na Época Vitoriana, na Inglaterra, onde foram atração até 1930.
Alguns circos persistiram nos Estados Unidos até 1960. Um deles, o inglês “Belle Vue”, de Manchester, operou até 1970. Hoje é uma forma de arte perdida.
No entanto, segundo alguns estudiosos, uma pulga não é exatamente adestrada. O que os donos de circo faziam era aproveitar os movimentos naturais do inseto. Bolinhas de cânfora (naftalina) colocadas nas patas davam a impressão de que elas estavam fazendo malabarismos ou jogando futebol, mas as pulgas tentavam apenas se livrar do grude.  
Há ainda os que afirmam que alguns circos sequer usavam pulgas reais. Uma variedade de artifícios elétricos, magnéticos e mecânicos eram usados para convencer a plateia de sua existência.
Esse é um pequeno detalhe. O público – que precisava contar com a ajuda de lupas para apreciar o espetáculo – não sentia a menor diferença.
Nós, tão treinados quanto essas pulguinhas, sabemos muito bem separar pulgas reais das fictícias. Tampouco são necessárias lentes de aumento para a constatação de que estamos rodeados de cães sarnentos.

Vejam algumas fotos AQUI e digam quanto vale o show

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