O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/02/19

O QUE ARDE NÃO MORDE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 11:22

 

jenny1

 

fogoExistem diversas modalidades de preconceito racial. A perseguição aos judeus talvez tenha sido a que alcançou maior repercussão, mas negros e mulheres – loiras ou não – ainda são alvo de manifestações hostis. A menos pior delas veiculada em forma de piadinhas que questionam a capacidade intelectual de ambos.
Através do projeto “Raiz de Gengibre: Um Estudo Sobre o Cabelo Vermelho” – que engloba exposição de fotos, um livro e um filme – a fotógrafa inglesa Jenny Wicks levanta a lebre da discriminação sofrida pelos ruivos.
Jenny teve a ideia por causa de dois sobrinhos de cabelos vermelhos e pretende mostrar como a sociedade vê os ruivos – traço físico comum na Escócia (13% da população) e na Irlanda (10%), mas que corre o risco de se extinguir até 2060.
Atualmente apenas 2% do mundo é ruivo. Ao mesmo tempo em que existe um grupo no Facebook com mais de cinco mil integrantes que prega o ódio contra os ruivos, há campanhas para estimulá-los a se reproduzirem – para nascer um ruivinho é necessário que pai e mãe tenham o gene recessivo.
Na Alemanha do século 15 as mulheres de cabeça vermelha eram vistas como bruxas. Cerca de 45 mil chegaram a ser torturadas e mortas. Os egípcios as queimavam vivas e os gregos, por sua vez, acreditavam que elas se transformavam em vampiras após a morte.
Até Michelangelo teria uma ponta de culpa. Uma das cenas retratadas nas pinturas da Capela Sistina mostra um Satanás loiro encorajando Adão a morder a maçã.
A redenção viria no século 19, quando alguns pintores pré-Rafaelitas consideravam a ruivice como a única forma de beleza. Os ruivos eram transcendentais, evocavam o luxo, a riqueza e toda a religiosidade da época.
Atualmente até me arriscaria a lançar o slogan “Ginger is beautiful”. Num mundo tão pasteurizado, ter cabelos vermelhos é luxo para poucas. Rita Hayworth virou Lindsay Lohan. Mas fazer o quê, é o que tem pra hoje.
A exposição de Jenny Wicks está em cartaz na galeria Idea Generation, em Londres.

 

Vejam algumas fotos AQUI

 

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12 Comentários »

  1. Eu achei maior legal descobrir, dia desses, que meu bisavô era um italiano de cabelos vermelhos. Ainda mais porque entendi finalmente de onde vieram as sardas que atravessaram gerações e vieram cair em mim – uma paulistana de cabelos castanhos.

    Comentário por Carol — 2009/02/19 @ 12:05

  2. Acho lindo “red hair”! Apoio a campanha “Ginger is beautiful”!!

    Comentário por Vaninha — 2009/02/19 @ 14:26

  3. Sempre tive curisodade de saber a origem da minha familia, meus pais ficaram orfão de pai e mãe ainda criança, meu pai conta que seu pai era ruivo! Meus pais tiveram três filhos ruivo,e ele não é ruivo, talvez meu avô tenha sido escoces, ou irlandês, quem sabe um dia descubro porque eu nasci ruiva.

    Comentário por Lucineide — 2009/02/19 @ 19:10

  4. Minha brilhante Tati, preto, feio, professor, pé grande, botafoguense, já imaginou se ainda o cabelo fosse vermelho? Seria o verdadeiro “espanta neném”.

    Forte abraço

    Caurosa

    Comentário por caurosa — 2009/02/19 @ 19:12

  5. Amamos os ruivos…como são lindos!

    Comentário por NÃO SOMOS APENAS ROSTINHOS BONITOS — 2009/02/19 @ 20:52

  6. Humm… Acho que vou arranjar emprego na Loreal… Conforme a lei máxima da economia, a demanda vai ditar o mercado! Daqui a pouco o novo padrão de beleza será o ruivo, e só as nuances de tintura prá contar a estória, se os genes recessivos desaparecerem definitivamente!

    Comentário por Selma — 2009/02/19 @ 21:31

  7. Acho os ruivinhos tão fofos.

    Comentário por Rosa Magalhães — 2009/02/19 @ 21:59

  8. Comparando Gwyneth Paltrow ruiva ou loira, fico com a primeira opção…

    Comentário por Ricardo Rezende — 2009/02/19 @ 23:18

  9. If ” Black is beautiful ” why ” Ginger is beautiful ” too?

    Comentário por Juventino — 2009/02/20 @ 00:09

  10. ruivinhas de plantão, entrem em contato :)
    eu particularmente acho bem legal…

    Comentário por silvakov — 2009/02/20 @ 00:45

  11. Interessante… Na minha família há três vertentes: os brancos (me incluo nessa parte), os morenos, e os vermelhos (acho que tenho um pé também) – vou até pesquisar para saber mais sobre isso!!! E depois que li o seu Post, fui reparar uma coisa, os meus cabelos!!! Me vi olhando no espelho e surpreso em saber que tenho um cabelo multicolorido, na sua grande parte castanho, mas no meio muitos são loiros e vermelhos, alguns pretos e que dão o cacheado ou ondulação (herança do meu pai), e infelizmente para terminar, os brancos também começaram a aparecer junto com a falta de cabelo (ahhhhh… – é a vida). Beijos, Alessandro.

    Comentário por Alessandro — 2009/02/20 @ 13:37

  12. Ahh Tati, eu amo os ruivos… todos eles, a grande maioria dos tons (sim, porque ruivo não tem só cabelo vermelho, mas tem tons de laranja quase loiro a vermelho quase castanho – a cor do meu cabelo). Eu babo quando vejo ruivos na rua (da minha idade só conheci um rapaz e duas moças, mas já vi muitos bebês agora), principalmente se for nenê (digo que é o meu filho).

    Mas bonito meeesmo é ruivo natural, o autêntico, chamado ‘foguinho’ e o ‘ferrugem’, nada de tinta não!! E com aquelas charmosíssimas sardas!

    Não acredito que ainda há gente estúpida suficiente nesse mundo para ter preconceito com COR DE CABELO…

    Muito bom o post. Bjos

    Comentário por Coca — 2009/02/21 @ 01:20


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