O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/09/23

BILL MURRAY É UMA BONECA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:16

“Este é o meu cartão de agradecimento a Bill Murray”.
É assim que a designer e ilustradora brasileira Niege Borges define seu projeto, o “Bill wearing socks” (“Bill vestindo meias”), que foi tema em diversos blogs e sites durante as últimas semanas.
O trabalho merece destaque porque realmente é uma graça.
Niege criou cartelas com vários bonequinhos de papel do ator que trocam de roupa conforme os personagens de sua extensa filmografia. “Como não sou muito boa com as palavras, decidi fazer um ‘paper doll’ com os figurinos”, diz ela em seu site.
Os bonequinhos também ganharam uma versão pôster – que inclusive estão disponíveis para compra online. O menor custa 16 dólares e o maior, 49.
Em sua página Niege se define como “entusiasta de infográficos”, a “chefe misteriosa de três belas e perigosas mulheres que atendem por ‘As Panteras’” e diz que seus trabalhos “cobrem assuntos como as danças da TV e cinema, a rotina de pessoas da Turquia ao interior gaúcho e a vida de Danton Mello”.
Atualmente ela trabalha na “Box 1824”, uma agência de pesquisa especializada em tendências de consumo e comportamento jovem.
Niege produziu também uma animação em “stop motion” que percorre praticamente toda a filmografia de seu ídolo.
No vídeo, com duração de quatro minutos, o bonequinho de Bill – vestido apenas com cueca e meias – vai trocando de figurino conforme o filme, assim como a trilha sonora de cada um deles. O vídeo começa no mais recente (“Moonrise Kingdom”, ainda sem previsão de estreia no Brasil) e chega ao mais antigo, “Os Rutles: All You Need Is Cash”, de 1978.
Numa entrevista ao site “The Creators Project”, Niege conta que sempre achou o figurino do Steve Zissou (um dos personagens do ator) muito legal. “Daí parei pra pensar nos outros personagens do Bill Murray e a maioria é bem interessante e tem roupas diferentes, o que não se encontra na filmografia de qualquer ator. Sem falar que os personagens dele são sempre muito bacanas. Então eu tive essa ideia de fazer uma animação com estes figurinos, uma homenagem ao Bill Murray, já que ele é um dos meus atores favoritos e tem toda essa variedade nos seus filmes”, diz ela.

Confiram o projeto AQUI

P.S.: A partir de hoje o blog passa a não ter mais atualizações diárias. Os posts poderão ser semanais, mensais ou anuais.

2012/09/21

FELIZES PARA SEMPRE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:02

Os japoneses podem até ter os olhinhos fechados, mas mesmo assim eles contam com a visão além do alcance. Todos os dias eles inventam alguma novidade com toques de surrealismo.
Desta vez é o “Jornal do Divórcio”, que acaba com o constrangimento de ter de dar a notícia pessoalmente aos amigos e à família e também evita a saia-justa de encontrar alguém por acaso que faz a pergunta “Como está a fulana?” sem saber que o casal já se separou.
O idealizador do jornal é o “guru do divórcio” Hiroki Terai, que teve a ideia depois de notar em suas sessões de aconselhamento reclamações de diversos casais recém-divorciados. Hiroki percebeu que eles tinham de dar a notícia para tanta gente que gostariam de fazê-lo da maneira mais rápida e menos dolorosa possível.
“Ainda resta a opção de fazer o anúncio pelas redes sociais como o Facebook ou o Twitter, mas convenhamos, avós de 80 anos geralmente não têm conta nessas plataformas e uma simples mudança no status de relacionamento não faz com que os outros entendam como está seu status mental”, diz uma matéria no site “Rocket News 24”, especializado em notícias do Japão e Ásia.
Portanto, o objetivo do jornal é oferecer aos leitores uma análise um pouco mais profunda sobre o fim do casamento.
Quando o casal se cadastra para comunicar o divórcio, ele é entrevistado e uma semana depois a reportagem é publicada. Há três opções de formato: estilo esportivo, inglês ou sul-americano.
Quem quiser pagar um pouco mais tem a história de seu casamento convertida num tabuleiro de “Jogo da Vida”. Cada quadradinho representa um momento marcante do relacionamento e, no fim do jogo, a casa da chegada é marcada com um “Happy Divorce!”.
Além de lamentar o fim do casamento, o casal chora na hora do pagamento: o custo da matéria simples é de 140 dólares – e 200 dólares para a de página dupla.
Divorciados que concordarem em incluir um anúncio de Hiroki sobre suas cerimônias de divórcio ganham 50% de desconto.

2012/09/17

UNIDOS DA BOLEIA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:30

Os criativos conseguem produzir algo até sobre o nada. Melhor ainda: são capazes de transformar situações corriqueiras – e aparentemente sem nenhuma poesia – em arte.
Esse é o caso do fotógrafo Alejandro Cartagena.
Natural da República Dominicana, Alejandro vive em Monterrey (México) e há anos tem se dedicado a documentar o crescimento das regiões suburbanas do país.
Uma das séries que mais chama a atenção é “Car Poolers”, na qual Alejandro conseguiu captar algo inusitado: empregados das construções localizadas na área mais nobre da cidade indo para a labuta na carroceria das caminhonetes de seus patrões espremidos entre escadas, cordas, sacos de cimento, carrinhos de mão e outros instrumentos de trabalho.
A maioria mora em cidades como Escobedo, Apodaca e Garcia e está sendo levada para San Pedro Garza Garcia, um dos bairros mais ricos e economicamente ativos da região metropolitana de Monterrey.
Foram quatro anos de trabalho na rodovia “Highway 85” – também conhecida como “Gonzalitos” –, uma das mais movimentadas de Monterrey.
Numa entrevista ao blog “Daylight”, o fotógrafo conta que as imagens foram feitas do alto de uma ponte de dez metros de altura entre 7 e 9h30 da manhã.
“Os veículos passavam a cerca de 64 km/h e eu tentava focar na distância para quando eles cruzassem a ponte eu clicar. Quando eu tinha sorte, o trânsito ficava lento e era mais fácil conseguir fotografar”.
A ideia para desviar-se de seu trabalho sobre o subúrbio surgiu quando ele foi contratado por um colégio para um trabalho sobre a utilização das ruas em Monterrey. “Estava procurando maneiras de mostrar como as pessoas usam seus veículos e como elas se tornam parte da paisagem urbana – especialmente na hora do rush. Isso me levou a fotografar em áreas mais elevadas e, eventualmente, fazer imagens únicas de carros e caminhões. Mas enquanto fazia isso, notei esses trabalhadores e instantaneamente soube que faria um projeto sobre isso. Através do trabalho eu senti que poderia mostrar várias coisas: a condição do trabalho deles, a prática (comum) de se carregar funcionários nas carrocerias e, especialmente, como esse assunto se relaciona com a falta de desenvolvimento urbano e do sistema de transporte público nas cidades mexicanas. Mesmo que funcione para esses homens, eles estão colocando a vida deles em risco em nome do emprego”.
A série “Car Poolers” foi uma das indicadas ao prêmio “Sony World Photography Awards” deste ano.

Confiram algumas imagens AQUI

2012/09/16

CUIDADO, POLÍTICOS NA PISTA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:42

A iniciativa veio da Rússia, mas funciona perfeitamente em qualquer grande metrópole: associar a imagem dos políticos às mazelas urbanas.
Na cidade de Yekaterinburg, na Rússia, os buracos das ruas e avenidas foram usados como componente facial dos administradores locais. Os políticos, que gostam de estar sempre bem na fita, não curtiram muito a brincadeira e resolveram agir rapidamente.
A ideia foi de um blog local chamado “Ura.Ru”, que comprou a briga da população e durante semanas reclamou das ruas esburacadas da cidade: “A qualidade das ruas de Yekaterinburg – a quarta maior cidade da Rússia – é um problema eterno. A questão é que nossos políticos não se importam com as crateras. A única preocupação deles é com a autoimagem. Então associamos os buracos à imagem de certos políticos. Durante a noite, em três buracos no centro da cidade, foram desenhados os rostos do governador, do prefeito e do vice-prefeito”.
A campanha – publicada em mais de 300 meios de comunicação – surtiu efeito e os buracos foram consertados.
É claro que antes de providenciar uma solução decente, a prefeitura realizou uma pintura por cima dos desenhos. Depois de novos protestos – “Só tinta não vai resolver o problema” – a obra foi realmente feita.
Cada um dos desenhos era acompanhado por uma frase marcante de uma destas autoridades, como “os buracos serão consertados até o final de abril”.
Uma coisa é certa: em São Paulo não faltariam nem buracos e nem políticos para comporem o quadro. Ambos são como matrioskas.

Vejam as fotos AQUI

2012/09/15

REPRODUTIBILIDADE TÉCNICA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:50

A fúria dos brasileiros –especialmente os paulistanos – em relação ao mau uso dos cavaletes políticos está produzindo resultados interessantes.
Depois de surgirem algumas páginas no Facebook incentivando a “customização” dos que atrapalham o trânsito de pedestres, agora aparece outra proposta: a “Cavalete Parade”.
Marcada para o dia 29 de setembro (sábado) em várias cidades do país, a “Cavalete Parade” vai ser uma exposição nos mesmos moldes da “Cow Parade” e da “Call Parade”. Em vez de vacas e orelhões, teremos eles, os cavaletes.
A página surgiu há duas semanas no Facebook e já foi curtida por mais de 2 mil pessoas.
As instruções da página oficial são: “1. Pegue um Cavalete de Político, que se encontra em situação irregular, emprestado. 2. Faça uma intervenção por cima. Cubra tudo, nome e número do candidato. O candidato que reinvidicar posse do cavalete estará, por sua vez, criando provas contra si mesmo. 3. No dia 29 de setembro, 13h faremos a exposição, coloque o seu cavalete em qualquer ponto do canteiro central da Av. Paulista.
Parte Legal: É importante deixar claro que os cavaletes ‘pegos’ foram aqueles que infrigiram a lei, atrapalharam o ir e vir das pessoas, ou que estava comprometendo a segurança delas, num espaço que é PROPRIEDADE de todos, o público”.
Qualquer um pode participar.
Além de São Paulo, no mesmo dia estão programadas exposições no Rio (em frente à Alerj) e em Curitiba, num lugar com um nome sugestivo: Boca Maldita.
A ideia é do diretor de arte Victor Britto e do ilustrador Marco Furtado.
Pretendo estar com uma “obra” exposta. Aguardem.

2012/09/14

HERÓIS DA ESCURIDÃO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:44

Algumas situações podem transformar uma simples ida ao cinema num inferno:
– gente que faz barulhos bucais e mastiga a pipoca com a boca aberta,
– quem atende o celular durante a projeção,
– os que se remexem durante toda a sessão e, por conta disso, batem o pé na poltrona da frente,
– quem tem incontinência urinária e incomoda a fileira inteira a cada meia hora para ir ao banheiro,
– os que gostam de comentar o filme e tentam adivinhar os diálogos,
– gente que confere mensagens e recados no smartphone a cada cinco minutos, iluminando a sala inteira,
– nos cinemas que têm lugar marcado, os que insistem em se instalar no assento alheio.

Pois um cinema em Londres criou uma solução para resolver pelo menos um desses problemas. É o que informa um dos blogs do jornal britânico “The Independent”.
O “Prince Charles Cinema”, na Leicester Square, contratou um esquadrão de ninjas para domar o público mal educado.
Os ninjas são, na verdade, um grupo de voluntários que se veste com collants de lycra pretos e se camufla na sala. Os macacões são fornecidos pela “Morphsuits”, a fabricante e parceira do cinema na ação.
Mas o mico de se vestir com um macacão preto coladinho ao corpo tem uma contrapartida. Para executar o “serviço”, os ninjas ganham o ingresso da sessão.
Sempre que observam alguém com um dos comportamentos citados acima os ninjas entram em ação e levam uma conversa ao pé do ouvido com o fanfarrão.
A ideia veio de Gregor Lawson, um dos sócios da “Morphsuits”. Ele conta que sempre fica incomodado quando está no cinema e percebe comportamentos deselegantes. “Há um código de conduta não falado que algumas pessoas simplesmente não entendem. Então quando vi alguns frequentadores de cinema comentando na nossa página no Facebook que gostariam de ser ninjas, tive um momento ‘eureca’”.
Alô, Cinemark, UCI, Kinoplex, fica a dica.

2012/09/13

EM CANA COM ESTILO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:43

A lista de celebridades que já tiveram problema com a polícia é extensa. No Brasil, de Paulo Ricardo a Guilherme de Pádua. Nos Estados Unidos, de Lindsay Lohan a Robert Downey Jr.
Os motivos são os mais variados: posse de drogas, direção sob efeito de álcool, agressão doméstica e assassinato.
A diferença entre os dois mundos é que enquanto lá é comum a imprensa publicar as fotos das fichas policiais destes famosos (“mugshots”), no Brasil isso permanece em segredo – para a tristeza das revistas sensacionalistas.
Aproveitando-se dessa publicidade gratuita proporcionada pelas autoridades policiais e pela mídia, o fotógrafo e estudante de publicidade Michael Jason Enriquez realizou um trabalho interessante.
Ele criou um site no qual, com a ajuda do Photoshop, funde imagens de criminosos australianos da década de 20 com os famosos americanos. Trata-se do “Mugshot Doppleganger”.
No início do ano, Michael deparou-se com um farto arquivo de “mugshots” no site “Historic Houses Trust” e, impressionado com o estilo dos retratados, teve a ideia.
“Há uma conexão estranha que nos leva às fotografias ‘vintage’. Vemos o que não está lá – alguém conhecido, um membro da família, talvez um amigo – e também alguns que trazem uma semelhança incomum com as celebridades de hoje. Estamos tão acostumados a vermos os famosos na TV e nos blogs que podemos nos lembrar da cara deles nas fichas policiais. O visual de mau gosto dos retratos feitos pela polícia de hoje contrasta com os da década de 20. Os do passado conferiam uma beleza misteriosa a eles – perdida atualmente. Bem-vindo ao arquivo fotográfico da história criminal das celebridades. É um mundo similar ao nosso apenas levemente alterado”, diz ele no site.
Dentre os famosos que ganharam uma versão 1920 estão as figurinhas de sempre: Mel Gibson, Charlie Sheen, Hugh Grant, Paris Hilton, Nick Nolte, Macaulay Culkin e outros.

Confiram as fotos AQUI

2012/09/12

SUPERMERCADO DO AMOR

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:32

As coisas estão ficando bem modernas, diretas e práticas no mundo dos relacionamentos.
Um site de namoro francês está transformando a busca pelo par ideal num verdadeiro supermercado do amor.
Uma matéria publicada pelo “The Daily Mail” fala sobre o “AdopteUnMec.com” (algo como Adoteumhomem.com). O site existe desde 2010, mas acaba de abrir uma loja na qual os homens são colocados literalmente na prateleira.
Um enxame de mulheres compareceu ao evento de lançamento nesta semana, em Paris, que mostrou diversos modelos de homens dentro de caixas como se fossem bonecos.
A coleção incluía um astro do rock, um surfista, um veterinário, um comandante, um “aventureiro”, um “Muscle Man” (“Homem Músculo”) e um “Le Geek” (nerd).
A loja itinerante ficará aberta por dez dias em Paris. Em seguida, vai passar por Bruxelas (Bélgica), Lausanne (Suíça), Toulouse (França) e Lyon (França). Só depois retorna à capital francesa.
A ação faz sentido porque no site, ao preencherem o cadastro, os homens acrescentam suas informações pessoais como se fossem produtos.
Na home page do site: “Você tem 0 homens no seu carrinho”.
Uma vez cadastrados, eles só podem se comunicar com as mulheres se forem escolhidos.
A maioria dos comentários dos leitores do “The Daily Mail” questiona se o mesmo princípio fosse aplicado às mulheres. Para esses, as feministas estariam rolando de raiva.
Alguns também fazem um paralelo entre os “bonecos” e as vitrines com mulheres na zona de prostituição de Amsterdã.
Mas outras observações são bem interessantes. Um leitor de uma cidade chamada Lincoln, diz: “Pena não serem caixas de madeira com tampa. Que coisa patética”.
Outro, que assina como Batman, de New Port: “Será que eles têm uma oferta do tipo ‘Compre um leve outro de graça?’”.
A ideia do site é realmente ótima, mas no mundo real a coleção de bonecos que nos é oferecida é bem diferente.
No varejão, os que não estão com a data de validade vencida estão encalhados no estoque: o “Homem Moletom” (que já foi tema de post por aqui), o “Mr. Barriga”, o “Sukita Man”…
Os melhores, os modelos “edição limitada”, continuam produto raro.

Confiram algumas fotos AQUI

2012/09/11

VOCÊ TEM QUE ME AMAR

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:38

O cansado aí em cima é Beon, que atinge perfeitamente seu objetivo: chamar a atenção das pessoas.
Beon é amigo de John Clang, fotógrafo e artista visual nascido em Cingapura que vive em Nova York. Clang clicou o amigo dormindo em vários lugares movimentados de Cingapura para a série “Beon Sleeps”.
A ideia surgiu porque Beon estava passando por uma fase difícil e Clang perguntou se ele toparia se expressar através de uma intervenção pública na qual forçasse as pessoas a olharem para ele.
Provavelmente Beon estava vivendo um período muito complicado, porque ele topou. Nas imagens ele aparece dormindo num vagão do metrô, na escada rolante, em avenidas movimentadas, em portas de prédios comercias e em cima da faixa de pedestres – sempre com um travesseiro.
Em seu site, Clang explica seu trabalho: “O mundano e o lugar comum me atraem – eu sempre me interesso por assuntos relacionados ao meu cotidiano. Por isso minhas imagens são um reflexo poético de mim mesmo em resposta às mudanças sutis no meu ambiente. Ultimamente uma boa fotografia é aquela que nos deixa cara a cara com a nossa existência”.
Além de trabalhar com fotografia publicitária, Clang exercita a criatividade com suas séries artísticas. Uma das mais recentes é “Being Together”, que será exposta no Museu Nacional de Cingapura no ano que vem.
Nesta ele une parte de uma família que mora em Cingapura com parte da mesma família que reside em outros países. Primeiro ele faz o registro virtualmente através do Skype e, por meio de projeções em tamanho natural, une os parentes.

Confiram as fotos de Beon dormindo AQUI

2012/09/07

AI QUE VONTADE QUE DÁ

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:31

Delícia de programa para o feriado: passear pelo site “Candy Wrapper Archive”, um arquivo online só com embalagens de chocolates.
O site existe desde o início do ano passado e é uma ideia de Richard Saunders, um programador de computadores dos Estados Unidos.
Uma embalagem de “Whatchamacallit” iniciou a coleção, em 1983. “Eu não era muito de comer doces, mas achei o nome diferente e a embalagem legal”, conta o autor.
As embalagens vão dos anos 1900 até hoje.
A mais antiga é uma de chocolate Hershey’s, de 1908. Preço: 5 centavos.
Segundo Richard, a primeira barra Hershey’s surgiu em 1894. Desde então, o doce já sofreu mais de 30 variações.
Percorrer a galeria do site é uma tentação e várias descobertas. Além de os rótulos serem lindos, é interessante notar que as primeiras embalagens eram feitas de um papel bem fino, sinal de que o transporte e o manuseio não pareciam ser levados em consideração.
Alguns são excelentes exemplos de peça publicitária. Um deles é de uma marca chamada “Peter Cailler Kohler”, de 1920, que diz: “Tão alto quanto os Alpes em qualidade”.
Outro, de 1927, da “Lindy”, mostra-se visionário: “Guarde as embalagens Lindy. Elas são valiosas”.
Em 1932 havia uma marca chamada “Os Três Mosqueteiros”, produzida pela “Mars”. Inicialmente eram três barras em uma: chocolate, baunilha e morango, mas anos depois foram transformadas em uma só. Pode-se dizer que “Os Três Mosqueteiros” são os pais do nosso “Sensação”.
Já o “Snickers”, um dos chocolates mais vendidos hoje, foi lançado em 1930, pela “Mars”. O nome é uma homenagem ao cavalo preferido da família Mars. Na Europa, a barra foi vendida com o nome de “Marathon” até 1990.
O “Crunch” chegou às prateleiras em 1937 e de lá pra cá sofreu 11 alterações no rótulo.
A febre atual, o “Kit Kat”, foi criado em 1920 e tem sido produzido pela Nestlé desde 1988, exceto nos Estados Unidos, onde é fabricado pela Hershey’s. Segundo o site, o “Kit Kat” possivelmente foi lançado com o nome de “Rowntree’s Biscrisp”.  
Além da galeria, o site hospeda um blog, tem vários artigos (“O preço dos doces pelos anos”, “Rótulos com logo sobre guerras”) e aceita contribuições de rótulos.

Conheçam o site AQUI

2012/09/05

O DIABO VESTE ROSA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:16

O blog: “Suri’s Burn Book” (algo como “A Lista Negra de Suri”).
O subtítulo: “Só porque você não tem uma bolsa Ferragamo não significa que você pode se comportar como uma criança (Shiloh, estou de olho em você)”.
O conteúdo: Suri, de 6 anos, filha de Tom Cruise e Katie Holmes, analisa sarcasticamente o look de famosos e seus filhos, como Zahara e Shiloh (2 dos 6 rebentos de Brad Pitt e Angelina Jolie); Harper Beckham (a bebê de Victoria e David Beckham); Matilda Ledger (filha de Michelle Williams e Heath Ledger) e vários outros.
Além de dar seus pitacos sobre Moda, Suri comenta suas próprias fotos publicadas pela imprensa.
A página, escrita por Allie Hagan, de 25 anos, existe há mais de um ano e em julho de 2011 foi eleita o “Tumblr” do ano pela revista “Time”.
Suri não perdoa.
Abaixo de fotos da descabelada Seraphina Affleck (filha de Ben Affleck e Jennifer Garner) Suri escreve: “Alguém pode por favor dar um elástico de rabo de cavalo a Seraphina Affleck e um pouco de respeito próprio?”.
Fala também sobre um dos filhos de Mariah Carey: “Sei que estão te tratando como membro da família imperial russa, mas na verdade seu pai é o Nick Cannon e você está de jeans. Você não tem o direito de fazer essa cara”.
Diante de uma foto da pequena Harper Beckham com uma tiara imensa da Minie, Suri diz: “Amo viajar à Disney assim como essa garota, mas parecer um pavão é um pesadelo”.
Suri comenta também uma imagem de Justin Bieber com uma de suas irmãs menores e diz que o multimilionário Justin “bem que poderia financiar um novo guarda-roupa para Jazmyn – essa camiseta com borboleta está me deixando triste – ou pelo menos um novo nome”.
Sobre a calça apertada da atriz Katherine Heigl: “Sabe por que eu sei que Katherine Heigl é uma bruxa? Porque só magia negra pra fazer essa calça entrar”.
Violet Affleck também é um alvo constante. Sobre uma foto da filha de Ben Affleck com uma capa de chuva com capuz: “Essa é a Violet Affleck ou a minha avó? Nem sei. E não é porque minha religião não permite que eu saiba como minha avó se parece”.
Elogios, poucos. “Eu amo a França. Aqui temos a ex-primeira dama francesa Carla Bruni-Sarkozy e seu filho Aurélien na cidade-luz. Adoro a postura inteligente de Aurélien, o jeito casual com as mãos nos bolsos e especialmente os óculos. Ele parece um Harry Potter parisiense. Como se diz ‘paixonite’ em francês?”.
Sobre a exposição da vida das celebridades, a autora da página disse ao site “The Daily Beast”: “Com o desenvolvimento da Internet, não é só a revista ‘People’ uma vez por semana; isso se tornou um ciclo de 24 horas. Há muito mais celebridades hoje e a obsessão com as crianças é parte disso também. Meu objetivo é brincar e mostrar como isso é bizarro”.
O blog fez tanto sucesso que acaba de virar livro: “Suri’s Burn Book: Well-Dressed Commentary From Hollywood’s Little Sweetheart”.

Visitem o blog AQUI

2012/09/04

ZZZZZZ…

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:37

Hoje algumas dicas para ninguém dormir no ponto. Um infográfico com 16 curiosidades sobre o sono publicadas pelo site “Psychology Degree”.
Algumas informações são conhecidas, outras duvidosas (ou inúteis) e algumas bem curiosas. Vejam:
1) A primeira é sobre o que acontece com o nosso corpo durante o sono: o cérebro repõe as energias, as células se restabelecem e importantes hormônios são liberados.
2) A quantidade de horas de sono varia conforme a idade. Bebês precisam de 16 horas. Já as pessoas com mais de 65 anos se satisfazem com 6.
3) 70% dos homens sonham com outros homens. Já as mulheres sonham de forma igual com ambos os sexos.
4) Nós só sonhamos com rostos conhecidos – lembrando-nos ou não deles.
5) A “parasomnia” é um tipo de desordem que faz com que o portador faça movimentos apesar de estar dormindo. Entre os crimes cometidos por quem sofre de “parasomnia” estão assassinato, molestamento de menores e estupro.
6) 12% das pessoas sonham em preto e branco – este número costumava ser maior, mas desde o advento da TV em cores as pessoas têm sonhado mais colorido.
7) Sonhar é normal. Pessoas que não sonham têm transtornos de personalidade.
8) A posição como se dorme pode revelar traços da personalidade. A mais comum é a posição fetal (41%). Inicialmente bruscas, pessoas que dormem como bebês no útero têm o coração aberto.
9) 1 em cada 4 casais dorme em camas separadas.
10) Soldados britânicos foram os primeiros a desenvolver um método para ficarem 36 horas acordados. Quando cansados, eles usavam visores especiais que eram capazes de imitar a claridade solar.
11) Os mamíferos mais dorminhocos são: coalas (22 horas diárias); morcegos marrons (19,9); e os pangolins (18). Os que menos dormem: girafas (1,9 horas por dia); veados selvagens (3,09) e elefantes asiáticos (3,1).
12) Quando os golfinhos dormem, apenas metade de seu cérebro descansa. A outra metade se encarrega de manter os ciclos de respiração.
13) É mais fácil morrer de sono do que de fome. São necessárias duas semanas para morrer de fome, mas apenas 10 dias para morrer por ausência de sono.
14) Cegos também veem imagens quando sonham.
15) Depois de cinco minutos acordados, 50% dos sonhos são esquecidos. Dez minutos depois, 90% já se foi.
16) 1 a cada 50 adolescentes ainda fazem pipi na cama.

Confiram o gráfico AQUI

2012/09/01

POR UMA CAMPANHA DE CARA LIMPA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:59

Há quem não aprove o grafite por também considerá-lo um ato de vandalismo. Por mais que se argumente, a palavra “arte urbana” não faz parte do vocabulário dos mais conservadores.
Pois até esses mais radicais vão se animar em colaborar num ato de vandalismo saudável: sabotar as imagens dos políticos.
Na coluna de ontem, José Simão citou a existência de um blog chamado “Cavaletes Malditos”.
A pesquisa revelou que não se trata de um blog, mas de uma comunidade no Facebook dedicada exclusivamente a fazer “pequenas intervenções” na imagem dos políticos.
Em 2008 o Tribunal Superior Eleitoral proibiu diversas formas de propaganda política – como showmícios e distribuição de brindes – mas tolerou outras.
Bonecos, cavaletes e cartazes móveis são permitidos ao longo das vias desde que não dificultem o trânsito. Mas quem disse que não atrapalham a movimentação de carros e pedestres?
Do perfil da página no Facebook: “Cavaletes Malditos é para quem já passou pela situação de andar nas ruas e encontrar, no meio do caminho, cavaletes de candidatos políticos impedindo a livre passagem. Se você se identifica, junte se a nós!”.
A ideia é sabotar de todas as maneiras: desenhar bigode, chifrinho, pintar o dente, colocar nariz de palhaço, deixar frases “poéticas” e palavrões, trocar o nome e o número do candidato, pichar, grudar as sobrancelhas, desenhar dente de vampiro ou transformar o candidato numa drag queen (num dos cavaletes, Haddad virou “Maddad”).
Legal é descobrir, lá no fim da página, duas outras comunidades com o mesmo objetivo: a “Sujo Sua Cara” e “A Lenda dos Políticos Sem Cabeça”.
A “Sujo Sua Cara” é ainda melhor do que a “Cavaletes Malditos” porque tem milhares de fãs e uma infinidade de fotos.
Os comentários dos usuários também ajudam a compor e a deixar a sabotagem mais divertida: “Cara, essa ficou profissa”; “Esse ficou um luxo”, “Aaaaaii, como a Maddad tá bandida!” ou “Cara, a campanha dele ganhou uma boa porcentagem de carisma depois dessa ‘obra’ aí!”.
Já “A Lenda dos Políticos Sem Cabeça” é um pouco mais específica: recebe fotos de cavaletes em que há um buraco bem na altura do rosto do candidato.
Vale a pena conferir – e participar.
Façam sua boa ação do dia: detonem um cavalete.

Sujo Sua Cara: https://www.facebook.com/sujosuacara

Cavaletes Malditos: https://www.facebook.com/CavaletesMalditos

2012/08/29

UMA GÊNIA INCOMPREENDIDA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:38

Essa com certeza vai para a lista do balanço 2012 sob o item “Miopia do ano”.
Aconteceu na semana passada: Cecilia Gimenez, de 81 anos, conseguiu um milagre mais impressionante do que tornar água em vinho. Ela transformou Jesus em Chewbacca.
O feito aconteceu no santuário de Nossa Senhora da Misericórdia, em Borja, cidade próxima à Zaragoza, na Espanha.
Cecília fez de “Ecce Homo” – afresco pintado num dos muros da igreja no início do século 19 por Elías García Martínez – uma obra mais famosa do que a “Monalisa”.
Autoridades em Borja disseram que inicialmente pensaram que se tratava de vandalismo, mas depois descobriram que a “restauração” havia sido feita pela velhinha.
Cecília se defende dizendo que o padre sabia e todos que passavam viam seu trabalho. Mais: que não foi a primeira vez que mexeu na pintura. Segundo a neta da “pintora”, ela já havia “consertado” alguns problemas na túnica de Jesus, mas “o problema foi que desta vez ela mexeu no rosto”, disse a neta.
Apesar das boas intenções, Cecilia poderia usar seu talento para, no máximo, pintar panos de prato e capas de liquidificador.
Em poucos dias a intervenção atraiu milhares de visitantes ao santuário, que se espremeram para tirar fotos junto à pintura.
Uma equipe de restauradores está no local para avaliar o tamanho do estrago e o que (ainda) pode ser feito.
O episódio, claro, virou motivo de piada na Internet. Ganhou versões “Cristo Redentor”, “Monalisa” e “O Grito”, de Edward Munch.
Há um site, o “Cecilia Prize”, que permite que os usuários façam suas próprias versões de qualquer obra ou foto à la Cecilia.
Agora o site “Buzzfeed” publicou uma maravilha: 25 paródias à “pintura” de Cecilia. Vale a pena conferir.

Visitem o site AQUI

2012/08/15

PARA REFLETIR

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:33

Quando você se olha no espelho, o que realmente vê? O reflexo condiz com o que sente internamente? Ou você nunca parou para pensar nisso?
A série de fotos “Reflections”, do americano Tom Hussey, levanta a questão para quem ainda não se deu conta disso.
As imagens mostram senhoras e senhores – sozinhos ou cercados por alguém da família – em atividades cotidianas e com diferentes estilos de vida diante do espelho. Alguns com uma ponta de nostalgia, contemplativos, outros com um olhar mais sério ou triste.
Tom Hussey contou ao blog “NPR” que a inspiração para a série surgiu na casa do pai dele, a partir de um comentário de Gardner, um amigo da família veterano da 2a Guerra Mundial.
“Ele estava para completar 75 ou 80 anos. Estávamos sentados conversando e ele disse ‘Não posso acreditar. Eu ainda me sinto como se tivesse voltado da guerra, com meus 20 anos. Quando me olho no espelho, vejo essa cara e não me reconheço’”.
Tom quis capturar esse sentimento e pediu que Gardner posasse para uma foto. Para conseguir a versão dele mais jovem, Tom contratou um modelo muito parecido.
“As imagens provocam uma reação em todo mundo, em praticamente todas as culturas. Porque todos têm uma hora na vida em que pensam como estão naquele momento. Pode ser no dia do casamento, no dia da formatura ou nos tempos de colégio”, diz Tom.
“Eu meio que gosto de envelhecer. Só odeio que meus joelhos agora doem, mas o que vou fazer?”, reclama o fotógrafo, próximo dos 50 anos de idade.
Vencedora do prêmio “Communication Arts Photography Annual”, de 2010, a série foi vista por uma agência de publicidade, que contratou Tom para fazer a campanha do “Exelon Patch”, um medicamento para Alzheimer da “Novartis”.

Confiram as fotos AQUI

Nos próximos dias estarei offline. Novos posts a partir do dia 24/08. Até!

2012/08/14

22 CASAMENTOS E NENHUM FUNERAL

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:34

Eles são uma espécie de Ana Maria Braga e Marcelo Frisoni da Inglaterra. O casal Gant e Pelling decidiu se casar várias vezes e em lugares diferentes.
Em julho do ano passado Gant e Pelling demitiram-se de seus respectivos empregos para se dedicarem a algo mais interessante: casar-se em vários países para vivenciar culturas diferentes.
A meta era de 30 casamentos em um ano, mas como a dupla não conseguiu cumprir o objetivo – foram 22 cerimônias em 13 países –, vai estender o período de viagem para três anos. Eles planejam mais de 50 enlaces até 2014.
Em vez de presentes, eles pedem doações ao Unicef.
“Nós estamos no Chile no momento e nosso próximo destino é a Argentina para um casamento à meia-noite, dançando tango. Depois disso vamos para o Brasil, que é nosso destino final na América Latina”, diz Pelling ao site “The Huffington Post” via “Skype”.
Depois da América Latina, o casal voltará aos Estados Unidos para enlaces em Estados do sul e Nova York. De lá, eles seguem para a Europa, nordeste da África, Índia e China.
Para o casamento em ritmo portenho o casal conta com a ajuda de um fotógrafo, um cinegrafista e um instrutor de dança. “Mas ainda não temos o local. Vamos bater em várias portas e perguntar: ‘Podemos fazer um casamento aqui?’. Por enquanto não temos nem as roupas tradicionais nem a habilidade para dançar tango”, conta Pelling.
A jornada começou sem muito planejamento, no Canadá, onde o casal comprou um trailer velho para realizar as viagens. Como a grana é curta, eles contam com a bondade de vendedores locais para cumprirem o objetivo. Quando o vestido é muito relevante para determinada cultura, Gant empresta o vestido. Senão, casa-se com o tradicional branco.
Cada cerimônia tem um tema. Em Los Angeles o dia caiu bem no Halloween, então os dois vestiram-se como vampiros e casaram-se num bar com cerca de 50 convidados.
No interior do Canadá o “sim” foi em cima de um cavalo, na base de uma montanha. O cenário era lindo, mas os mosquitos, péssimos, dizem eles.
Apesar das inúmeras cerimônias, a dupla ainda não se casou oficialmente. Eles estão esperando o fim da viagem para escolherem o melhor local para legalizar a união.
Até o momento, o enlace preferido deles aconteceu no Peru, onde casaram-se sob as bênçãos de um xamã. “A cerimônia envolveu óleos aromáticos, música, fumaça. Foi muito intenso. Acho que todo mundo deveria se casar lá”, diz Pelling.

O casamento no México (acima) foi debaixo d´água

Vejam as fotos AQUI

2012/08/13

O FATOR SORTE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:24

Superstições: todo mundo tem as suas.
Após a conquista do tricampeonato olímpico, o técnico de ouro Zé Roberto Guimarães revelou ao site “IG” que além de muita reza, tem uma história de sorte com corcundas. “Quando estava chegando à Vila Olímpica e fui passar no scanner, minha credencial não passou. Aí, olhei do lado e vi um corcunda. Pensei: ‘ a mesma coisa de Barcelona”. Em 1992, num jantar com o Amauri (um dos jogadores) e com as esposas, tinha um garçom corcunda. E aí, cheguei, fiquei batendo papo e quando botei as mãos nas costas dele, tem que fazer um desejo. Aqui, vi este rapaz corcunda, que era um dos voluntários e trabalhava no credenciamento, e vi que tinha que tocar nas costas dele também”, contou.
Até os astronautas têm as suas, como revela um artigo do site da “Wired”: “Peanuts, Blackjack and Pee: Strangest Space Mission Superstitions” (algo como “Amendoins, 21 (o jogo de cartas) e Pipi: As mais estranhas superstições das missões espaciais”.
O artigo enumera tradições de astronautas americanos e russos.
“Todos têm seus rituais e nós criamos valores para associar a eles. Durante uma fase, instituições adotam convenções morais para inserir pessoas no grupo ou definir a organização. Não acho que essas tradições foram criadas conscientemente com este propósito, mas as pessoas tendem a identificar-se como parte disso e querem perpetuá-las”, diz o historiador espacial Roger Launius, do Museu Nacional Aéreo e Espacial.
A mais conhecida é a de levar amendoins para o centro de controle nos momentos de tensão seguidos de boas notícias – exatamente como aconteceu na semana passada durante o pouso do robô “Curiosity” em Marte.
A tradição começou em 1960, durante as missões do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa).

Dentre outras tradições da Nasa estão:
– No dia de um lançamento muitos astronautas comem ovos mexidos com carne como tributo ao colega Alan Shepard, que saboreou o prato no café da manhã no dia da partida do “Mercury Freedom 7”, em 1961.
– Antes do almoço o comandante tem de jogar cartas (preferencialmente “blackjack”, o nosso “21”) com sua tripulação até perder. A origem disso é um mistério, mas é provável que tenha surgido durante a missão “Gemini”.
– A “suit-up room” (sala em que os astronautas se trocam e esperam por cerca de uma hora antes da partida enquanto “expurgam” seus corpos do nitrogênio) contém a mesma cadeira reclinável da era Apollo.
– Depois que o ônibus que entrará em órbita é transportado do hangar até o prédio em que será realizado o lançamento, os gerentes devem providenciar uma rodada de donuts e bagels à equipe. “Talvez isso tenha a ver com o fato de que essas comidas são redondas como as rodas do veículo que transportou o ônibus”, diz o artigo.
– Após um lançamento bem sucedido no “Kennedy Space Center”, os controladores comem uma refeição com feijões e pão de milho. O costume começou quando o ex-diretor de testes Norm Carlson chegou com um pote cheio de feijões após o lançamento da “STS-1”.
– Desde as missões “Apollo” os astronautas são acordados no espaço com músicas selecionadas pela missão de controle, como “Going Back to Houston”, de Dean Martin.
– Gene Kranz, famoso controlador de voo da “Apollo 13”, ganhava um novo colete da esposa a cada nova missão.
– Após toda decolagem no “Kennedy Space Center”, é comum diretores de lançamento, diretores de teste e engenheiros terem suas gravatas cortadas bem rente ao pescoço. A tradição é emprestada da Força Aérea Americana.

Já o pipi do título do artigo se refere a uma superstição russa. Os astronautas têm o costume de urinarem na roda direita dianteira do ônibus de transferência – algo supostamente feito por Yuri Gagarin.

Leiam a matéria completa AQUI

2012/08/12

É PRECISO SUAR A CAMISA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:46

Hoje um artigo interessantíssimo publicado no site “Smithsonian” que trata do surgimento dos desodorantes: “Como os anunciantes convenceram os americanos de que eles cheiravam mal”.
Segundo o artigo, tudo começou em 1910 com uma estudante de Cincinnati chamada Edna Murphey, que tentou promover sem sucesso o antitranspirante inventado por seu pai.
O pai era um cirurgião que recorria ao produto para manter suas mãos livres de suor durante seu trabalho no centro cirúrgico.
Edna testou o antitranspirante nas axilas e descobriu que ele evitava o suor e o odor e o batizou como “Odorono” (Odor? Oh No!).
Logo que abriu a empresa os negócios não saíram como o esperado. Então ela pegou 150 dólares emprestados de seu avô, alugou um escritório, mas teve de se mudar para o porão da casa de seus pais porque seu time de vendedoras estilo “Avon” não lhe davam renda suficiente.
Edna tentou emplacar o produto nas farmácias. Também sem êxito.
O artigo conta que na década de 10 desodorantes e antitranspirantes eram invenções relativamente novas.
O primeiro desodorante a matar as bactérias que causavam odor chamava-se “Mum” e virou marca registrada em 1888. Já o primeiro antitranspirante – que eliminava o suor e o freava o desenvolvimento da bactéria – foi lançado em 1903 e foi batizado de “Everdry”.
Mas a maioria das pessoas consideravam esses produtos desnecessários ou pouco saudáveis – ou ambos.
“Era ainda algo parecido à sociedade Vitoriana”, explica Juliann Silvulka, historiadora especialista em publicidade americana. “Ninguém falava sobre transpiração ou qualquer outra função do corpo em público”.
A solução que as pessoas encontravam para tratar dos odores era lavar o corpo regularmente e inundar qualquer cheiro com perfume. Os mais preocupados com a pizza debaixo do braço usavam almofadinhas de algodão ou borracha sob as axilas em dias muito quentes.
Quase cem anos depois, a indústria de desodorantes e antitranspirantes vale 18 bilhões de dólares.
O crédito desta transformação é todo de Edna, cujo negócio chegou perto da falência.
Segundo os documentos da “Odorono” – que estão nos arquivos da Universidade de Duke – outro passo decisivo foi o estande da empresa que Edna montou numa exposição em Atlantic City em 1912.
“O expositor não vendeu muitos ‘Odorono’, mas chamou a atenção para os cremes, que cobriram as despesas”, registram os documentos.
Felizmente a exposição durou o verão inteiro e de repente Edna conquistou consumidores em todo o país. Os 30 mil dólares em vendas foram aplicados em promoções.
Apesar de o produto frear o suor por até três dias – sim, os desodorantes do passado eram poderosos – o “Odorono” tinha um ingrediente ativo capaz de irritar as axilas e estragar a roupa. Para completar, ele tinha corante vermelho que podia manchar o tecido.
De acordo com os registros da companhia, os consumidores reclamavam que o produto causava queimadura, inflamação nas axilas e arruinava o guarda-roupa de muita gente.
Para evitar esses problemas, os clientes eram aconselhados a evitar a depilação antes de usá-lo e esfregá-lo na pele antes de dormir para dar tempo de ele secar.
Diante de tantos problemas, Edana teve a ideia de contratar uma agência de publicidade de Nova York chamada “J. Walter Thompson Company”, que trabalhava junto com um redator chamado James Young.
Apesar de ótimo vendedor, James não tinha um treinamento em publicidade. Ainda assim se transformou num dos redatores publicitários mais famosos do século 20 graças à campanha que desenvolveu para o “Odorono”.
Os anúncios criados por James combatiam a ideia de que impedir a transpiração fazia mal à saúde e mostravam que o suor excessivo era algo embaraçoso.
Dentro de um ano as vendas do “Odorono” saltaram para 65 mil dólares e ele foi exportado para a Inglaterra e para Cuba.
Após alguns anos as vendas estacionaram e em 1919 James enfrentou a pressão: ou fazia algo diferente ou perdia o contrato.
James foi radical. Contratou uma pesquisa que revelou que “toda mulher conhecia o Odorono e cerca de um terço era cliente. Mas o restante ainda achava que não precisava”, explica a historiadora Juliann Sivulka.
Para convencer os dois terços, James precisava apresentar a transpiração como algo que nunca ninguém falaria diretamente ao “portador”, mas que comentaria pelas costas em tom de fofoca. Enfim, ele precisava explorar a insegurança feminina.
Um dos anúncios dizia: “O braço da mulher! Poetas já o cantaram, grandes artistas já pintaram sua beleza. Ele deveria ser a coisa mais delicada e doce do mundo. Mas, infelizmente, não é sempre assim”.
Os cartazes chocaram a sociedade em 1919, que ainda não se sentia confortável para mencionar os fluidos corporais. Cerca de 200 assinantes da revista “Ladies HomeJournal” sentiram-se tão insultadas que cancelaram suas assinaturas.
O fato é que a estratégia funcionou e as vendas de “Odorono” cresceram 112% no ano seguinte. Em 1927 a empresa de Edna vendia 1 milhão de dólares.
Não demorou muito para as marcas da concorrência copiarem a ideia – mas de maneira nada sutil. Um anúncio de 1939 dizia o seguinte: “Bonita, mas estúpida. Ela nunca aprendeu a primeira regra do charme duradouro”.
Para os homens a estratégia foi a mesma. O primeiro desodorante masculino foi lançado em 1935: o “Top-Flite”.
E tudo isso graças a quê? À invenção do papai de Edna. Feliz Dia dos Pais!

Confiram alguns pôsteres AQUI

2012/08/08

A PEQUENA LOJA DOS HORRORES

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:27

Hoje os brinquedos preferidos pelas crianças envolvem alguma tecnologia: videogame, joguinhos eletrônicos portáteis e até o iPad dos pais.
A tecnologia jogou a pá de cal sobre os brinquedos “que não fazem nada” – como um carrinho ou um ursinho de pelúcia. Talvez as crianças do futuro nem conheçam uma boneca de pano.
Uma pena. Porque elas já se divertiram com brinquedos muito legais.
Em vez da casa da Barbie ou do posto de gasolina com rampas, os inglesinhos da era Vitoriana brincavam com algo que pode ser classificado como pouco infantil para os padrões de hoje: um miniaçougue com direito a carcaças e linguiças penduradas em ganchos de ferro, sangue e pedacinhos de carne misturados à sujeira do chão.
Se a Peta (“Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais”) existisse na época cairia de pau em cima dos artesãos.
A foto acima é o modelo de um açougue de 1840 e está exposto no “Museu da Infância” do “Victoria and Albert Museum”.
Segundo Sarah Louise Wood, curadora do museu, brincar com a carne de um animal não era chocante porque era como ela era exposta e comprada. Com métodos limitados de refrigeração, as crianças estavam acostumadas a ver peças de carne em exposição.
O livro “O Mundo dos Brinquedos”, de Robert Culff, também sugere que a ideia de fatiar uma peça de carne não era algo assustador para os pequenos.
Robert escreve que essas réplicas elaboradas de açougues de meados do século 19 eram muito populares. No entanto, ele acredita que elas não eram exatamente destinadas às crianças. É provável que tenham sido criadas com outro propósito: os açougueiros costumavam colocá-las em suas janelas para mostrar aos clientes o que havia dentro da loja.
Mas assim como as casinhas de boneca e cenários em pequena escala de outros tipos de comércio, as réplicas passaram a ser confeccionadas como brinquedos. Eles permitiam às crianças brincarem de adultos e aprender sobre dinheiro e comida.
Os vitorianos adoravam documentar seu mundo em miniatura. Praticamente todo comerciante tinha seu negócio em forma de réplica em pequena escala: o vendedor de tecidos, o verdureiro, o peixeiro, o padeiro, o chapeleiro e o açougueiro.
O impulso de “miniaturizar” o mundo começou com as casas de boneca. “Era a expressão da riqueza. Todas as pecinhas tinham de ser valiosas e chamativas”, explica Sarah Louise Wood ao site “Collector’s Weekly”.

Vejam mais fotos AQUI

2012/08/07

VELHA É A SUA ROUPA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:10

O “The Sartorialist” é um blog de Moda muito famoso nos Estados Unidos. O site, do fotógrafo Scott Schuman, caiu no gosto do povo fashion. A ideia é simples, mas original: ele clica anônimos estilosos e cheios de atitude nas ruas de Nova York e coloca as fotos no blog.
Virou tendência – há quase sete anos.
É mais ou menos por aí o trabalho de outro fotógrafo, Ari Seth Cohen. Ele criou o “Advanced Style” (“Estilo Avançado”, literalmente), um blog dedicado a clicar velhinhos estilosos que passeiam pelas ruas de Nova York e de outras cidades, como Paris, Londres e Roma.
“Meu projeto não é apenas sobre ser bonito e fashion. É sobre o espírito”, diz Cohen ao site de Oprah Winfrey.
“Fotografo pessoas com mais de 50 anos, mas geralmente foco mais nos que têm 70, 80 e 90. Pouca gente presta atenção nessas pessoas incríveis, cujos estilos permaneceram ao tempo. Elas são confiantes, criativas, vitais e inspiradoras”, conta ele numa entrevista à “Vogue”.
Cohen tem apenas 30 anos, mas sempre se interessou pelos mais velhos – especialmente por sua relação com a avó, Bluma, com quem passava horas assistindo a filmes antigos e olhando antigos álbuns de fotos. Cohen diz que ficava impressionado com a elegância das pessoas na época da Depressão americana. “As mulheres não tinham dinheiro, mas usavam roupas incríveis”, conta.
Logo após a morte da avó Bluma, em 2007, Cohen saiu de San Diego e se mudou para Nova York. A avó – formada pela Universidade de Columbia – havia lhe dito que todas as pessoas criativas deveriam morar lá.
Cohen começou a trabalhar numa livraria e, no tempo livre, andava pela área do Upper East Side vendo e fotografando velhinhos bem vestidos. Em 2008 lançou o blog e dois anos depois deixou o emprego para se dedicar integralmente ao blog.
Hoje o “Advanced Style” tem 50 mil visitantes diários, Cohen já publicou um livro com suas fotos preferidas e prepara um documentário.
“Eu geralmente não fotografo senhoras que estejam vestindo roupa de marca e não têm senso de estilo. Também não gosto de clicar mulheres que tenham feito muita plástica. Gosto das que envelhecem naturalmente. São essas que me inspiram de alguma forma”, explica ele.
Cohen diz que a abordagem aos “modelos” na rua é tranquila e ele sempre fica impressionado como essas pessoas são abertas. “Até me convidam para ir à casa delas”.
Segundo ele, o que os retratados ensinam de mais importante é que devemos nos vestir para nós mesmos – e não para os outros. “Correr riscos até encontrar o que funciona para você e vestir o que te deixa confortável. Confiança é o melhor acessório”, diz.

Visitem o site AQUI

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