
O destaque que o Brasil tem recebido da imprensa internacional – especialmente da americana – ultrapassa o entendimento.
Nesta terça-feira o jornal “The New York Times” dedicou uma página inteira ao trabalho do artista plástico Bel Borba.
Bel não é exatamente um nome conhecido em todo o Brasil. Sua projeção restringe-se a Salvador, onde o artista trabalha com sucata, materiais descartados ou encontrados nas ruas, como telhas quebradas, pedaços de madeira, azulejos, metal enferrujado, garrafas pet. Por isso tem sido chamado de “Picasso do Povo”.
Pois Bel Borba está em Nova York há um mês participando de intervenções nas ruas da cidade. No sábado passado ele criou uma pintura de um lagarto e um astronauta no asfalto de Roosevelt Island e durante a semana fez um mosaico no bairro do Queens. Estão previstas intervenções em Red Hook, no Brooklyn; em Howard Beach e em outros bairros da cidade.
“Foi uma visão estranha para uma rua industrial de Ridgewood, no bairro do Queens, mas caminhoneiros, trabalhadores das fábricas e transeuntes se sentiram na obrigação de parar, olhar e fazer perguntas sobre o que acontecia com uma parede marrom de uma fábrica de móveis – era o artista brasileiro Bel Borba fazendo um grande mosaico de azulejo branco retratando um mundo cercado de objetos que pareciam um cruzamento entre girassóis e ventiladores mecânicos”, escreve o jornal.
“Foram raras as vezes na vida que tive uma oportunidade como essa. Não sei se vou encontrar outra cidade com essa variedade de etnias e com bairros que mudam de cara de uma rua para outra. De um lado podem existir caribenhos, do outro, judeus”, diz Bel Borba ao “The New York Times”.
A matéria é só elogios ao trabalho de Borba. Ele é chamado de “artista em ebulição”, citado como “força da natureza” por um dos entrevistados e definido como “brilhante” por outro.
“O sr. Borba, 55, é de Salvador, no estado da Bahia, a terceira maior cidade do Brasil, onde ruas, muros, praças e praias foram suas telas desde o início dos anos 70. Ele é uma figura bem conhecida e amada por lá, regularmente saudado pelos moradores e convidado para mostrar seu trabalho no bairro”, diz o jornal.
A publicação também divulga a exibição do documentário “Bel Borba Aqui: A Man and a City”, com direção do fotógrafo e cineasta americano André Costantini e Burt Sun, um artista de Taiwan que conheceu Borba numa viagem ao Brasil.
O mistério de tanto destaque talvez se explique pelo autor da matéria: Larry Rother, aquele mesmo que disse que Lula gostava de uma cachacinha.
A louvação a Borba seria um pedido de desculpas – atrasado – de Larry?
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O senso comum adora espalhar a ideia de que as mulheres são seres complicados. Mas há muito mais situações estranhas e surreais no mundo masculino do que imagina nossa vã filosofia.

Antony Dubber trabalha num dos lugares mais remotos, perigosos e, ao mesmo tempo, lindos do planeta.
Na infância, meu pai sempre fazia uma proposta tentadora para meu irmão e eu toda vez que visitávamos lojas de departamento como as falecidas “Sears” e “Mesbla” – ambas costumavam ter lindos showrooms de cama, mesa e banho.
Nesta semana, dois episódios curiosos marcaram a participação de atletas brasileiros nas Olimpíadas.
As Olimpíadas têm um novo método para testar se os atletas são homens ou mulheres. É justo? Pergunta-se um artigo no site “Slate”.
Aos poucos a gordura está sendo absolvida.
Em São Paulo há uma van de hot dog em praticamente toda esquina movimentada. O “dogão”, como é conhecido, é o almoço de muita gente. Afinal, é tudo, menos um cachorro-quente.
A porta da geladeira é o retrato perfeito da vida da classe média. Pelo menos da americana.
Ele usa máscara e capa de morcego em público. Na infância presenciou o assassinato de seus pais. Na fase adulta coloca a vida em risco.
Medo de altura, de escuro, de avião, de lugar fechado são fobias tradicionais. Comprovadas, não são motivo de chacota, mas de discussões sérias e “psicologizações”. Ninguém tira o sarro de uma pessoa que tem pavor de entrar num elevador, por exemplo. Ou de alguém que não gosta de lugares com muita gente.


A medalha de ouro pode ser dúvida. Garantia mesmo é a rotina disciplinada de treinos dos atletas que estão na reta final de preparação para as Olimpíadas de Londres, que acontece daqui um mês.
O livro dos sonhos dos praticantes de happy hour já existe: “Drink As Much As You Want And Live Longer: The Intelligent Person’s Guide to Healthy Drinking” (“Beba o quanto você quiser e viva mais: O guia inteligente para a bebedeira saudável”).
Maldita a hora em que as mulheres resolveram queimar os sutiãs. Depois desse dia todas nós passamos a pagar o preço da infeliz ideia. Além de conquistarmos o direito de trabalhar fora de casa ganhamos o acúmulo de todas as outras tarefas, como a maternidade, os cuidados com a beleza, os compromissos sociais, financeiros e, claro, a carreira profissional.
Apesar da evolução tecnológica, dos avanços da Ciência e de tudo o que inventam para facilitar nossa existência na Terra, nossos grandes problemas não evoluíram: drogas, aborto, celibato… Além de continuarem os mesmos, recorremos a soluções do passado na tentativa de resolvê-los.