O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/08/08

A PEQUENA LOJA DOS HORRORES

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:27

Hoje os brinquedos preferidos pelas crianças envolvem alguma tecnologia: videogame, joguinhos eletrônicos portáteis e até o iPad dos pais.
A tecnologia jogou a pá de cal sobre os brinquedos “que não fazem nada” – como um carrinho ou um ursinho de pelúcia. Talvez as crianças do futuro nem conheçam uma boneca de pano.
Uma pena. Porque elas já se divertiram com brinquedos muito legais.
Em vez da casa da Barbie ou do posto de gasolina com rampas, os inglesinhos da era Vitoriana brincavam com algo que pode ser classificado como pouco infantil para os padrões de hoje: um miniaçougue com direito a carcaças e linguiças penduradas em ganchos de ferro, sangue e pedacinhos de carne misturados à sujeira do chão.
Se a Peta (“Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais”) existisse na época cairia de pau em cima dos artesãos.
A foto acima é o modelo de um açougue de 1840 e está exposto no “Museu da Infância” do “Victoria and Albert Museum”.
Segundo Sarah Louise Wood, curadora do museu, brincar com a carne de um animal não era chocante porque era como ela era exposta e comprada. Com métodos limitados de refrigeração, as crianças estavam acostumadas a ver peças de carne em exposição.
O livro “O Mundo dos Brinquedos”, de Robert Culff, também sugere que a ideia de fatiar uma peça de carne não era algo assustador para os pequenos.
Robert escreve que essas réplicas elaboradas de açougues de meados do século 19 eram muito populares. No entanto, ele acredita que elas não eram exatamente destinadas às crianças. É provável que tenham sido criadas com outro propósito: os açougueiros costumavam colocá-las em suas janelas para mostrar aos clientes o que havia dentro da loja.
Mas assim como as casinhas de boneca e cenários em pequena escala de outros tipos de comércio, as réplicas passaram a ser confeccionadas como brinquedos. Eles permitiam às crianças brincarem de adultos e aprender sobre dinheiro e comida.
Os vitorianos adoravam documentar seu mundo em miniatura. Praticamente todo comerciante tinha seu negócio em forma de réplica em pequena escala: o vendedor de tecidos, o verdureiro, o peixeiro, o padeiro, o chapeleiro e o açougueiro.
O impulso de “miniaturizar” o mundo começou com as casas de boneca. “Era a expressão da riqueza. Todas as pecinhas tinham de ser valiosas e chamativas”, explica Sarah Louise Wood ao site “Collector’s Weekly”.

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