
Nesta semana, dois episódios curiosos marcaram a participação de atletas brasileiros nas Olimpíadas.
O primeiro foi Cesar Cielo, que estreou com o décimo melhor tempo e se declarou preocupado com o resultado e, claro, com seu desempenho.
O outro foi o que envolveu a judoca Rafaela Silva, que depois de ser eliminada da competição, perdeu totalmente o controle e a compostura e foi desabafar no Twitter. Xingou seguidores e, segundo sua técnica, ela apenas se defendeu: “Chamaram ela de macaca, que tinha de estar na jaula, que ela era uma vergonha e devia voltar rastejando para o Brasil. Não estou justificando, mas explicando”.
O fato é que em ambos os casos fica evidente a dificuldade em lidar com a derrota.
Um artigo que acaba de ser publicado pela BBC trata desse assunto: “Londres 2012 – Os atletas devem se preparar para a derrota?”.
“Até recentemente, a psicologia do Esporte treinou a mente para vencer. Mas a maioria dos competidores olímpicos, incluindo os melhores, como o nadador Michael Phelps e o ciclista Mark Cavendish, perdem. Agora especialistas acreditam que encarar essa possibilidade pode salvá-los da decepção devastadora. Dos 1.500 atletas que batalham pelo ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, apenas 302 serão vencedores. Os outros terão de encarar a frustração, a raiva e a vergonha que acompanha a derrota”, começa o artigo.
Apesar de muitos atletas lidarem com a perda de maneira saudável e usarem essa decepção como inspiração para um treino mais pesado, outros ficam profundamente deprimidos.
“Nas Olimpíadas, para alguns, ficar em segundo ou o terceiro lugar não é o bastante. Em certos países eles são considerados um fracasso. É lamentável que o vencedor seja o único a se sentir feliz”, diz a corredora norte-americana Suzy Favor Hamilton, que participou do evento três vezes.
Suzy tem péssimas lembranças das Olimpíadas. Em 2000, em Sydney, percebendo que havia sido ultrapassada por duas adversárias, ela se jogou no chão faltando pouco para o fim da corrida dos 1.500 metros.
“Aquelas duas meninas levaram meu sonho e a minha vida embora. Aquele foi o momento em que eu pensei ‘Não vou vencer, não foi como eu planejei’”, conta ela. Depois do episódio, ela chegou a começar a treinar para as Olimpíadas de 2004, mas desistiu, entrou numa depressão profunda e chegou a considerar o suicídio.
Assim como muitos atletas, ela nunca antecipou a sensação da perda. “Era sempre ‘Suzy, esse é o plano, você vai ganhar essa corrida’. Nunca havia a opção de eu não vencer”.
A questão é polêmica. Alguns especialistas creem que concentrar-se na vitória é parte essencial da psicologia para os atletas. “O problema é que se você pensa que vai perder, talvez você perca mesmo. Não acho que é possível preparar alguém para a derrota”, diz o médico do Esporte Jordan Metzl, do Instituto da Medicina do Esporte de Jovens Atletas de Nova York.
Recentemente, no entanto, alguns psicólogos de atletas de elite têm acreditado que pensamentos de derrota não podem ser evitados. Um exemplo é o trabalho de “supressão do pensamento” do psicólogo Daniel M. Wenger.
Em seu estudo, conhecido como “experimento do urso branco”, ele prova que se dizem para alguém evitar pensar em alguma coisa arbitrária, como um urso branco, o urso vai vir à mente dessa pessoa toda hora.
“Quanto mais você evita um pensamento, mais ele vai vir à tona”, opina Peter Haberl, psicólogo da delegação americana nas Olimpíadas.
“De uma certa maneira, é como as fases do luto. Em determinado momento é importante estar com o atleta e ajudá-lo a entender isso. Apesar de extremamente doloroso, vai passar”, diz Peter.
Os atletas lidam de forma diferente com a derrota graças a alguns fatores. Segundo Peter, o primeiro deles é ter interesses fora do mundo esportivo. Ele também vê diferenças entre gêneros – as mulheres se culpam muito mais – e entre derrotas coletivas – entre times é mais fácil encarar o sofrimento.

Município brasileiro que se preze – ou com pretensões de se tornar uma grande cidade um dia – tem uma avenida Brasil para chamar de sua.
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Hoje mais uma experiência e um personagem fascinantes para a coleção de figurinhas deste blog: o designer Daniel Motta.
Um artista encontrou uma maneira originalíssima de fazer propaganda de seu trabalho usando as Olimpíadas como álibi.
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“Cair a ficha” é uma expressão fadada ao esquecimento. Ou pelo simples fato de cair em desuso pelo surgimento de outras mais contemporâneas ou por não fazer mais sentido. A próxima geração nunca vai ter visto um telefone “movido” a ficha.
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Vale tudo na busca da perfeição pela beleza, pela inteligência e pela saúde de ferro – apesar de muita gente achar que não. Se o ser humano tivesse se contentado com as condições de seu nascimento – careca, sem dente e pelado – provavelmente não estaríamos aqui para contar história.

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Hoje um tema bem adequado à Sexta-Feira 13: o “Complete Manual of Things that Might Kill You – A Guide to Self-Diagnosis for Hypochondriacs” algo como “O Manual Completo de Coisas que Podem Matá-lo – Um Guia de Autodiagnóstico para Hipocondríacos”.