O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/30

O FANTÁSTICO PODER DA IMAGINAÇÃO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:02

As fronteiras entre o mundo real e o virtual estão cada vez mais tênues.
E não estamos falando do que tem sido produzido em termos de tecnologia da informação, mas entre o que é de fato virtual (imaginação) e o que é real (concreto, físico).
Tudo começou com o “air guitar” – que nada mais é do que tocar uma guitarra imaginária. Em inúmeras competições pelo mundo vários “guitarristas” se contorcem e fazem caras e bocas para mostrar que sabem (ou saberiam) dedilhar o instrumento.
Pois se o “air guitar” já é algo meio patético, imaginem o “air sex”, uma performance imaginária de sexo.
Depois que uma apresentação chamou a atenção num programa de calouros na TV americana, o site “The Huffington Post” fez uma matéria sobre um dos campeonatos de “air sex” que vêm sendo realizados em vários Estados americanos.
Há duas regras: o clímax tem de ser simulado e sempre deve haver uma pessoa imaginária no palco durante a apresentação. Além disso, todos os competidores precisam de música para executar a “coreografia”, roupa e de um apelido.
Três jurados avaliam o show levando em consideração as preliminares, o ato em si e a energia sexual do candidato.
“O air sex um dia será esporte olímpico”, disse Chris Trew, DJ e criador da competição ao “The Huffington Post”.
No show assistido pelo site numa casa noturna em Nova York estavam no palco “lendas do ‘air sex’ como ‘Jam Out With Your Clam Out’, ‘Magic Michelle’ e ‘Tootenanny’” (o vencedor da noite, na foto acima).
Tootenanny simulou beber seis cervejas, ter uma discussão com a “parceira” e acabar resolvendo o problema depois graças à sua energia sexual.
O “air sex” foi inventado no Japão em 2006 por J-Taro Sugisaku. Ou, segundo ele, por um grupo de homens aborrecidos com suas namoradas.

Confiram as fotos AQUI

2012/06/29

DEMOCRATAS CRISTÃOS

Filed under: Matutando — trezende @ 09:59

Quando Luiza Erundina foi a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, em 1988, eu tinha 12 anos e uma incrível capacidade para decorar os jingles das propagandas eleitorais gratuitas.
Além de “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão, para prefeito em 15 de novembro é Eymael!”, o de Luiza Erundina era um de meus preferidos: “Quando todos souberem bem do carinho e coragem que você tem. Como naquela canção se deram as mãos homem e mulher. É, aí você bota ordem na casa como tem que serrrrr! Com carinho e coragem Luiza, São Paulo tem você! Luiza, Luiza, só sendo mulher pra acabar com esse tipo de gente!”.
Pois foram necessários quase 25 anos para Luiza mostrar toda sua coragem. E nem precisou muito. Só uma foto. “A” foto: o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, Maluf e Lula dando tapinhas nas costas num belo jardim.
Foi demais para Luiza, que jogou a toalha e deixou o caminho aberto para a primeira vice Campeão da história.
Se alguém tivesse sido enviado à Lua ou congelado numa cápsula em 1988 e acordasse hoje talvez não entendesse a composição da imagem, mas para quem vem acompanhando a trajetória de Lula e de seu PT não foi surpresa.
Praticamente todos os jornalistas, cientistas políticos, colunistas e afins classificaram a foto como chocante e disseram o óbvio: que o vale-tudo para as eleições já começou.
Foi dito também que nenhum deles estava ali unido por projeto político ou ideologia. Ora, e existe ideologia entre políticos? E projeto?
Na verdade não houve surpresa nem do lado lulista e nem do malufista – eles também são democratas cristãos.
Maluf sempre sai bem na foto. Quem geralmente tem de dar explicações é quem está do lado.
Mas Lula disse que não se arrependeu “nem um pouco” e ainda garantiu que participará da campanha nas ruas e na TV. “Se for necessário, vou morder a canela dos adversários”, declarou.
Maluf é o verdadeiro político com “P” maiúsculo. Nunca perde a calma, nunca deixa de falar com os jornalistas, nunca morde a canela dos adversários e principalmente nunca se esquiva de tirar fotos com quem lhe pede. Liso como um lambari ensaboado, ele toca sua vida com um sorriso no rosto e muita acusação nas costas.
Maluf tem uma longa carreira de negociatas, ligações mal explicadas com políticos, empresários e empreiteiras, envolvimento em obras superfaturadas, relações perigosas com militares e contas bancárias em paraísos fiscais. Detalhe: nada disso comprovado.
Em São Paulo é muito comum pizzarias tradicionais ou cantinas forrarem a parede da entrada com um mural de fotos. Nelas, o proprietário aparece sorridente ao lado de artistas e “celebridades” de todos os naipes.
Pois Maluf já tem material suficiente para abrir uma pizzaria. Além das fotos com seus colegas de ocasião, pizzas não lhe faltam.
Quanto à Erudina, os marqueteiros podem tranquilamente ressuscitar o jingle de sua campanha de 1988. Ele está mais atual do que nunca.
Com carinho e coragem Luiza, São Paulo tem você!

2012/06/28

O PASSADO MANDA LEMBRANÇAS

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:14

Cartões postais praticamente perderam o sentido. Para que desperdiçar emoções se tudo pode ser resolvido via iPhone – e ao vivo?
No passado, além de ser uma forma de comunicação era – ainda que indiretamente – uma ótima maneira de constranger o destinatário no momento da entrega.
Uma série de cartões postais com ilustrações criativas, involuntariamente bem humoradas e politicamente incorretas publicadas pelo site “io9.com” dão uma noção da importância desse tipo de correspondência e mostram como o mundo já foi menos chato.
Talvez o mais “excêntrico” seja esse aí em cima, um cartão francês do início dos anos 1900. Imaginem a curiosidade do carteiro para ler o que estava escrito num cartão cuja inscrição é “A música do general Oku”.
Talvez um “Fui ouvir ‘Oku’ e me lembrei de você”? Péssima ideia.
Outro, de extremo mau gosto, mostra três crianças atrás de uma montanha olhando através de uma luneta. A frase diz: “Estamos esperando por você. Sentimos sua falta na semana passada”. Na lateral, uma citação da Bíblia: “O filho do Homem chegou para procurar e salvar os que estão perdidos”.
Esse deve ser para causar um trauma permanente no destinatário.
Outro, de 1941, mostra um galã bigodudo com um sorriso forçado dentro de um coração e os seguintes dizeres: “Seu par romântico ideal nunca vai fazer aquela viagem para o Reno: ele tem aquele jeito peculiar, sua aparição desperta olhares. Ele tem aquele ar casual. Ele vai entregar o que promete. Ele será um bom provedor e nunca vai se esconder atrás do dever de casa”.
Já um de 1907 levaria ao pronunciamento da Igreja. Ele retrata um casal na janela, à noite, espantando uma cegonha a vassouradas.
Para não deixar o Papa tão bravo, talvez uma maneira de amenizar a “ofensa” seja enviar um cartão postal francês que mostra Deus criando o mundo.

Confiram os cartões AQUI

2012/06/27

O FIM DO TESTE CEGO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:12

Hoje conheceremos um bom truque para desmascarar enólogos, enófilos e “entendidos” em vinho em geral.
O que é mais caro? Uma garrafa de “Fat Bastard” ou uma de “Tselepou”? E que tal um cupcake versus outro nome que seja difícil para os americanos pronunciarem?
Quando o assunto é vinho, uma pesquisa sugere que o nome pode afetar o quanto o consumidor estaria disposto a pagar por ele.
De acordo com uma pesquisa de marketing feita pela professora Antonia Mantonakis, da Universidade Brock, em Ontário, vinhos com nomes mais complicados dão mais dinheiro aos vinicultores dos que os de pronúncia simples.
Segundo ela, os participantes não apenas reportaram terem gostado mais do sabor do vinho com nome mais difícil como também demonstraram disposição de pagar mais por ele.
A parte curiosa é que quanto maior o conhecimento do voluntário sobre vinhos, mais facilmente ele era enganado no sentido de pensar que rótulos com nomes simples eram mais baratos.
Segundo Antonia, isso porque os “entendidos” sempre buscam por alguma diferença sutil, nem que seja um nome que soe diferente. “Se algo é raro e único talvez ele tenha maior valor e seja algo mais especial”, diz ela ao site “NPR”.
“Pegue por exemplo os vinhos de Christopher Tracy, o jovem vinicultor por trás da ‘Channing Daughters Winery’, em The Hamptons. Todos os seus barris, enfileirados como soldados, serão engarrafados e o trabalho de Christopher será batizá-los com um nome. Nesse caso, ‘Blaufrankisch’”, diz o site.
Christopher conta que a ideia não era dificultar a vida de ninguém. Ele escolheu esse nome por causa da conexão com a história da uva – “blaufrankisch” significa uva azul na Alemanha. É austríaca de nascimento e produz um vinho picante e complexo.
Christopher tem outros vinhos com nomes trava-língua: “Tocai Friulano” e “Refosco dal Paduncolo Rosso”, rótulos que custam entre 20 e 40 dólares a garrafa.
Segundo Antonia, no caso do consumidor comum, nomes bonitinhos ou engraçados chamam mais a atenção. “Parece interessante? Se sim, talvez seja o tipo de vinho que eu esteja procurando”, diz ela sobre o comportamento dos “não-entendidos”.
Depois dessa, quem precisa de teste cego?

2012/06/26

O FATOR ARGH

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:11

A cozinha do futuro estará mais para Flintstones do que para Jetsons.
É o que prevê um artigo do sempre novidadeiro site “Slate”.
Cerca de 200 anos atrás muitos americanos consideravam a lagosta algo sujo e pouco apropriado para o consumo de gente civilizada. Frequentemente usado como fertilizante, o crustáceo era comum na mesa dos pobres. Em algumas colônias, inclusive, a lagosta era assunto de leis – uma delas proibia que ela fosse servida mais de uma vez na semana aos prisioneiros porque se tratava de um tratamento “cruel e incomum”.
Hoje a lagosta é tida como uma iguaria suprema pelos apreciadores da alta gastronomia.
“Estou contando essa história da lagosta porque é um ótimo exemplo do triunfo do fator nojo”, escreve Bee Wilson, autor do artigo “Por que você deve amar tacos de gafanhotos e massa com alga – De que forma superar o fator nojo ajudará a salvar o mundo”.
Muito do que se fala sobre a resolução da crise de alimentos causada pelo aumento da população, pelo esgotamento de recursos e pelo aquecimento do planeta concentra-se em tecnologia, redução de desperdício e a melhora dos métodos de distribuição. Mas, segundo o autor, “urgência igual precisa ser dedicada à ampliação de nosso apetite”.
Bee Wilson diz que duas fontes de comida podem ter um papel fundamental não só na alimentação dos 2,5 bilhões de humanos extras esperados para 2050 como no quesito sustentabilidade: insetos e algas marinhas.
“Com exceção do mel (vômito de abelha)”, diz Bee Wilson, os insetos sempre são personagens do que ele chama de “bug-food phobia” (algo como medo de comida com insetos).
Mas esse preconceito está começando a mudar lentamente. Há um crescente número de pessoas reconhecendo o valor proteico deles. Muitos insetos poderiam até ser chamados de “supercomida”: ricos em proteína, pobres em gordura e colesterol, cheios de vitaminas essenciais e minerais como cálcio e ferro.
“Eles têm a mesma quantidade de proteína do que carne de vaca ou porco. Uma porção de 100 gramas de gafanhoto tem 20,6 gramas de proteína – apenas 7 gramas a menos do que a mesma quantidade de carne de vaca”, diz o artigo.
“Se a quantidade de proteínas não te move a experimentar um gafanhoto grelhado, considere isso: os insetos usam uma fração mínima de água e terra se comparados à criação animal. Além disso, são amigos do clima”.
Quem se anima?

Leiam o artigo completo AQUI

2012/06/25

REGIME DE GUERRA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:33

A medalha de ouro pode ser dúvida. Garantia mesmo é a rotina disciplinada de treinos dos atletas que estão na reta final de preparação para as Olimpíadas de Londres, que acontece daqui um mês.
Tão correta quanto os treinamentos pesados é a alimentação desses superhomens e supermulheres.
Uma matéria do jornal britânico “The Daily Mail” mostra, por meio de fotos, a rotina alimentar de alguns atletas da delegação turca – a maior até hoje, com 85 competidores.
Mais interessante do que enxergar detalhadamente o que eles comem é perceber que 3 mil calorias – a média consumida por cada um deles diariamente – é coisa pra caramba.
“A estrada para os jogos é pavimentada com uma grande quantidade de alimentos ricos em proteínas e carboidratos”, diz a reportagem.
Fatih Avan, atleta turco do arremesso de dardos, diz que é cuidadoso com o que coloca no estômago durante os treinos.
“Posso me tornar um atleta de elite pelas minhas boas performances, mas só posso ser um atleta sensacional se eu ganhar a medalha de ouro”.
Fatih, de 23 anos, complementa sua rigorosa rotina de treinos com um programa nutricional em que consome 3.500 calorias – a maioria formada por alimentos ricos em proteína.
“Uma boa dieta é essencial para o poder. Uma correta e consistente dieta prova seu valor durante o treinamento”, conta o atleta.
Bahri Tanrikulu, lutador de taekwondo três vezes ganhador da medalha de prata olímpica, além da ingestão de 3 mil calorias, apela para o consumo de suplementos vitamínicos que melhoram a performance.
“Se eu não tomasse esses suplementos, teria de comer quilos de carne e dúzias de frutas para dar conta da minha necessidade diária de proteínas e vitaminas. Passaria o dia comendo, e não treinando”, revela Bahri.
Nur Tatar, de 22 anos, também atleta do taekwondo, luta para reduzir seu consumo diário para 1.500 calorias. Isso porque ela precisa atingir o peso certo para concorrer na categoria em que está inscrita.
O campeão mundial de levantamento de peso Mete Binay, de 27 anos, consome 3.500 calorias. Ele bebe pelo menos dois copos de leite por dia, mas sua dieta é composta basicamente de carne vermelha e alimentos orgânicos. Ele nunca pula o café da manhã e se dá o prazer de comer sobremesa todos os dias. Apesar dos cuidados, também toma suplementos vitamínicos.
Elif Jale Yesilirmak, levantadora de peso, tem uma dieta de 3 mil calorias, mas com algumas diferenças. “Em vez de carne vermelha eu geralmente como salmão. Acho que peixe é mais saudável e nutritivo. E água, muita água. Bebo, no mínimo, cinco litros diariamente”, diz ela.
E claro, antidoping neles!

Confiram as fotos AQUI

2012/06/24

UM MINUTO DE SILÊNCIO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:04

“E Aí… Comeu?” foi descrito pelo produtor Augusto Casé como uma “comédia de costumes romântica atrevida”. Não sei em que século vive Augusto Casé, mas desde quando falar palavrão é atrevimento?
O filme, baseado em texto de Marcelo Rubens Paiva, é um compêndio de lugares-comuns e clichês.
Com o álibi de ser “uma declaração de amor às mulheres”, o novo trabalho do diretor Felipe Joffily – o mesmo de “Muita Calma Nessa Hora” – reúne três amigos para, supostamente, falar tudo sobre sexo, mulheres e relacionamentos sem moralismos ou censura.
O clichê começa já no perfil do trio de protagonistas: o recém-separado (Bruno Mazzeo), o casado (Marcos Palmeira) e o solteiro convicto (Emílio Orciollo Netto). Depois, pela ambientação – que outro lugar senão a mesa do bar seria o cenário ideal para fazer comentários escrachados sobre o tamanho do órgão sexual masculino, tirar dúvidas sexuais, avaliar a performance das parceiras e inventar classificações para os tipos de mulheres?
Depois de usarem todos os verbetes do dicionário de lugares-comuns da Língua Portuguesa, os três concluem que não vivem sem elas.
Para reforçar o romantismo um dos personagens recorre até a um trecho de “Wave” e afirma que “é impossível ser feliz sozinho”. Afinal, estamos diante de uma comédia que além de “atrevida” é “romântica”, lembram-se?
Não são os palavrões, o machismo ou a linguagem chula de Marcelo Rubens Paiva que incomodam. Tudo isso, no fundo, é uma grande bobagem. Incomoda a obviedade. Sem falsa modéstia, qualquer um escreveria os diálogos de “E Aí… Comeu?”. Basta folhear revistas femininas ou assistir aos filmes do pessoal do “Casseta & Planeta” ou aos anteriores de Bruno Mazzeo.
O grande mistério é Mazzeo, “uma das novas caras do humor brasileiro”, se meter sempre em roubadas. Por quê? Porque financeiramente elas devem valer muito a pena. É a única explicação plausível para o envolvimento do ator em bombas como “Cilada.com” e “Muita Calma Nessa Hora” – filme que, aliás, terá uma continuação.
Se apesar de tudo o ator ainda insiste é porque conta com a aprovação do povão, que tem garantido ótimas bilheterias para todas as comédias nacionais recentes.
Estando bom para as ambas as partes, o melhor é nos retirarmos silenciosamente. Em protesto.

2012/06/23

A SEDE EM 140 CARACTERES

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 11:15

As “vending machines”, máquinas de autoatendimento acionadas por moeda ou cartão, há tempos deixaram de ser novidade. Chocolate, bebidas em lata, salgadinhos, café e até sashimi no Japão, tudo pode ser comprado ao toque de um dedo.
Pois é da Cidade do Cabo, na África do Sul, que vem uma ideia altamente original.
A “Bos”, fabricante de chás gelados, lançou a “BevMax 4-45”. A máquina foi apresentada durante a “Design Indaba”, em março deste ano. A feira é considerada um dos principais eventos criativos do mundo e reúne ideias de design, arquitetura e moda.
Durante o evento a máquina funcionou de graça para os visitantes. Quando acionada, ela ganhava vida graças às luzes de leds, câmeras e microfones embutidos e soltava a latinha.
O negócio deu tão certo que agora a “Bos” melhorou a ideia. O chá gelado pode ser pago com tuítes. O aparelho informa ao cliente uma hashtag que deve ser tuitada para a liberação da lata. Um software instalado no máquina localiza todos os tweets com a informação pedida, identifica o username do usuário e libera a bebida.
Os chás da “Bos” chegaram ao mercado em 2010. Talvez pelo sabor, talvez pela identidade visual ou talvez por ambos, o fato é que a marca cresceu rapidamente.
Até as características do produto são dadas de maneira muito criativa, através das definições para a palavra “Bos”. Do blog da empresa: “BOS – substantivo, adjetivo e verbo – chá gelado deliciosamente refrescante feito inteiramente na África do Sul com grande integridade e cuidado”; “um chá cool, com um sabor cool, numa lata cool”; “tipicamente apresentado numa embalagem afro pop”.
Feito a partir de sabores naturais de frutas, o chá vem nos sabores limão, maçã, pêssego, “slim” (lima e gengibre) e “energy” (cranberry).

Confiram o site do produto AQUI

2012/06/22

TUDO O QUE NÃO FOI DITO

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 11:04

O livro dos sonhos dos praticantes de happy hour já existe: “Drink As Much As You Want And Live Longer: The Intelligent Person’s Guide to Healthy Drinking” (“Beba o quanto você quiser e viva mais: O guia inteligente para a bebedeira saudável”).
Em tudo, parece livro de humor, mas não é.
Do site da “Amazon”: “Parece que tudo o que fazemos hoje em dia é um prelúdio para o problema. Não fume ou seus pulmões serão infestados por pontos cancerígenos. Não coma sua comida preferida ou suas artérias ficarão duras. Nem vamos mencionar as drogas recreativas. Mas há algo que sobra. Você pode beber. Sim, bebida alcoólica. Uma caninha. Um destilado. E você pode beber o quanto quiser”.
Escrito pelo nutricionista Frederick Beyerlein, foi lançado há 13 anos.
Segundo o autor, o objetivo não é incentivar ninguém a encher a cara, mas ensinar como isso deve ser feito de forma correta. E compara a preparação para a bebedeira à preparação de um boxeador ou a um tratamento médico.
“Tudo o que é feito quando um cara muito bêbado chega ao hospital é colocarem um band-aid. Então um médico ou um assistente social chega e diz a ele: ‘Ei, você tem que parar de beber. Eles realmente acham que o cara vai parar. Claro que a pessoa continua e depois volta ao hospital com outros problemas. Então vi esse assunto sob um ponto de vista nutricional e pensei: ‘Por que focamos sempre na abstinência? Por que nos preocupamos se o cara bebe ou não? Nunca nos preocupamos com o cara que deita no sol. Apenas dizemos: ‘Use protetor solar. Proteja-se’. Como podemos olhar para a bebida e minimizar os riscos para quem bebe?”.
Frederick ajuda o leitor a identificar que tipo de bebedor é; ensina a preparar o corpo para a bebedeira; recomenda comidas que devem ser evitadas e suplementos para ajudar o corpo a repor o que perdeu; explica como o álcool pode prevenir ataque cardíaco e derrames; como prevenir a barriga e ainda continuar tomando cerveja; dá dicas e destrói mitos.
“Um mito comum é que não se deve misturar tipos de álcool. Total nonsense. Se você toma cerveja ou rum o corpo identifica tudo como álcool”, diz Frederick.
Outro mito desfeito é o da pança de cerveja. Segundo ele, a barriga não é causada pela bebida, mas pela quantidade de porcarias consumidas junto com o álcool.
No prefácio, uma frase do jornalista inglês Walter Bagehot: “O maior prazer da vida é fazer o que as pessoas dizem para você não fazer”.

2012/06/21

O PESO DA FAMA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:15

Nesta semana uma foto que mostra uma abelha no exato momento em que ela deixa o ferrão no braço da vítima foi premiada pela “Association for Communication Excellence”, que reúne comunicadores, educadores e tecnólogos do mundo todo.
Coincidência ou não, o site “Slate” publicou um artigo muito interessante: “Minding their own beeswax – How busy are bees, really?” (algo como “Cuidando das próprias ceras – Quão ocupadas são as abelhas?).
Segundo o site, “Elas são muito trabalhadoras, mas não tão ocupadas quanto outros animais. Uma abelha pode trabalhar apenas algumas horas ou 12 horas por dia dependendo de sua função dentro da colmeia”.
As abelhas trabalhadoras encarregadas da produção de néctar ou da busca de pólen geralmente passam o dia inteiro fora, mas assim que escurece elas retornam.
As trabalhadoras que ficam dentro da colmeia e encarregam-se dos favos precisam arejar o local com suas asas, mas fazem paradas frequentes.
A rainha, apesar de relativamente imóvel, precisa botar mais de mil ovos por dia.
O zangão é mais preguiçoso. Ele raramente sai da colmeia antes do meio da tarde e quando volta conta com a ajuda das trabalhadoras para ser alimentado.
Para manterem a eficiência da colônia, as abelhas tiram o dia de folga quando o tempo está feio (ou muito frio ou com cara de que vai chover). Mesmo em situações assim elas trabalham: ao permanecem juntas para manterem-se aquecidas elas precisam bater as asas, o que representa um grande desprendimento de energia.
Em compensação, quando o dia está bonito elas fazem hora extra e ainda retornam à colmeia para recrutar ajuda extra. Nessas condições as flores ficam particularmente ricas de néctar e com pólen “maduro”.
“A real razão que chamamos pessoas produtivas de ‘abelhas ocupadas’ provavelmente tem mais a ver com o tipo de trabalho que fazem do que com o fato de estarem ocupadas. Como as abelhas são animais sociais com força de trabalho especializada, as funções que elas desempenham têm muita semelhança com as nossas”, diz o artigo.
“Pessoas ocupadas têm sido comparadas às abelhas desde os séculos 15 e 16. Em “The Canterbury Tales”, por exemplo, as mulheres são definidas como ‘ocupadas como as abelhas’ na tarefa de enganar os homens”, continua o artigo.
Para determinar quais animais são realmente trabalhadores o melhor é levar em consideração aqueles com demandas metabólicas mais altas, como os beija-flores e os “musaranhos” – um mamífero que mede apenas dez centímetros e, por causa do metabolismo acelerado, come sem parar, praticamente não dorme e é capaz de de caminhar sobre as águas devido à capacidade de andar com os pés curvados.

2012/06/20

ARTE INVERNAL

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:07

A Polônia não é só o país da Eurocopa. É também a terra da artista Agata Oleksiak, mais conhecida como Olek.
Olek respira crochê. “Hora após hora, minha loucura se torna o crochê. Minha vida e minha arte são inseparáveis”, disse ela numa reportagem ao jornal britânico “Telegraph”.
Praticamente tudo o que vê ela recobre com seu crochê: um trator, um táxi, um barco, várias bicicletas, um carrinho de supermercado, um escavadeira, a fachada de uma casa e até o famoso búfalo de Wall Street.
O bicho foi “crochetado” em dezembro de 2010 e, segundo Olek, “foi um presente de Natal a Nova York e um tributo ao escultor Arturo di Modica, que em outro ato de guerrrilha instalou o búfalo em Wall Street no Natal de 1989 como símbolo da força e do poder do povo americano”.
O búfalo ficou coberto por apenas duas horas até ser “despido” por um funcionário da prefeitura.
Numa entrevista a um blog de arte urbana ela diz: “Eu amo assistir filmes. Eles são a inspiração para a minha vida. Então meço meu tempo em filmes. O búfalo me ‘custou’ seis temporadas de ‘Lost’ e mais alguns filmes avulsos. Só a cabeça dele me tomou todos os filmes do Woody Allen disponíveis no ‘Netflix’”.
Nascida na Polônia, há 12 anos saiu da cidade industrial de Silesia e mudou-se para Nova York.
Além dos objetos-crochê, Olek faz trabalhos com infláveis e realiza performances com suas “esculturas vestíveis” na rua, no metrô ou em galerias.
Outro trabalho marcante de Olek foi um apartamento inteiro recoberto de crochê.
O que Olek faz é chamado de “guerrilla knitting” ou “yarnbombing”, uma forma de arte alternativa ao grafite que traz cor aos espaços urbanos.
Mas ela não se considera uma “yarn bombing”. Em 2011, numa entrevista ao “The New York Times”, ela declarou: “Eu faço arte. Se alguém disser que meu búfalo é ‘yarn bomb’ vou ficar preocupada. Muita gente tem tias ou avós que pintam, mas você vê esse tipo de trabalho em galerias? Nem todo trabalho merece ser mostrado ao público”.
Até no Brasil Olek já esteve. Em 2009 ela foi artista residente do “Instituto Sacatar”, em Itaparica.
A partir de 20 de julho ela vai comemorar uma década de arte de crochê com uma exposição no “Smithsonian American Art Museum”, em Washington.

Vejam outras fotos do trabalho de Agata AQUI

2012/06/19

O PREÇO DE UM SUTIÃ

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:22

Maldita a hora em que as mulheres resolveram queimar os sutiãs. Depois desse dia todas nós passamos a pagar o preço da infeliz ideia. Além de conquistarmos o direito de trabalhar fora de casa ganhamos o acúmulo de todas as outras tarefas, como a maternidade, os cuidados com a beleza, os compromissos sociais, financeiros e, claro, a carreira profissional.
O resultado é que os homens têm ocupado – com muito gosto – o posto deixado vago por nós.
“Is Dad the New Mom? The Rise of Stay-At-Home Fathers” (“O Pai é a Nova Mãe? O Aumento do Número de Pais que Ficam em Casa”) é o título de uma matéria que foi ao ar na “ABC News” e que foi publicada pelo site “Yahoo! News”.
De acordo com o mais recente “Census” feito nos Estados Unidos, apesar de ainda serem exceção, o número de pais que ficam em casa triplicou nos últimos dez anos. Eles já estão sendo chamados de “pais-troféu”.
A reportagem mostra a vida da advogada Erica Howard-Potter, do marido Jake Howard-Potter, e da filha Skyler, de 2 anos.
Todos os dias Jake cuida de todas as tarefas envolvendo a filha e se declara um pai muito orgulhoso. Apesar disso, é comum receber olhares críticos – inclusive de membros da família.
A matéria diz ainda que de acordo com um estudo recente, as mulheres têm ocupado postos de trabalho cada vez mais altos e que o salário nesse caso é maior do que o de homens.
Eles confirmam a informação. A maioria dos pais entrevistados diz que tinha um salário menor do que o da esposa quando decidiu pela vida doméstica.
Mas os maridos não ficam apenas esfriando a barriga no tanque e esquentando no fogão. Criaram até uma associação para discutir esportes, política e troca de fraldas: o “NYC Dads Group” (“Grupo dos Pais de Nova York”).
Outro entrevistado, Greg Jobson Larkin, trabalhou na Marinha por 12 anos e atualmente cuida dos quatro filhos enquanto sua mulher é CEO de uma grande companhia.
“Meus parentes acham que eu sou um vagabundo, mas estou bem. Já trabalhei, tive uma carreira. Hoje continuo trabalhando”, conta ele.
O marido de Erica fala que se sente um “sortudo” e um “privilegiado”. “Não vejo isso como um desafio, mas como uma oportunidade”, diz ele. Erica aprova: “Fico muito agradecida. O que ele fornece para a nossa filha não tem preço”.
Atenção, mulheres, não vamos queimar mais nada. Só o arroz.

2012/06/18

ALÉM DO FISH AND CHIPS

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:06

Em Londres, quem não tem tempo, não sabe, tem preguiça ou vergonha de dizer que não cozinha pode contar com um curinga sensacional na hora de receber uma visita especial em casa.
A “Housebites”, uma empresa de entrega de refeições prontas em domicílio, faz chegar aos clientes, além da comida, toda a parafernália usada durante o preparo, como talheres e panelas sujas.
A ideia é que tudo seja espalhado pela cozinha e, quando os convidados chegam, o cenário está montado. Ninguém vai perceber que saboreou pratos de bufê.
O serviço – chamado de “Pretend you cooked” (algo como “Finja que cozinhou”) tem feito sucesso em Londres. Personalidades como a cantora Lily Allen e o ator, roteirista e cineasta Stephen Fry estão entre os clientes do “Housebites”.
No site, a empresa diz que o cliente pode aliar a facilidade de receber refeições prontas à qualidade da comida preparada num restaurante por um chef profissional.
Funciona assim: a pessoa entra no site, faz o cadastro, coloca o cep e descobre quais são os chefs que trabalham no seu bairro. Depois de escolher o chef, o cliente seleciona prato principal, sobremesa, bebida e extras. Se quiser o serviço “Finja que cozinhou” tem de desembolsar 5 libras – no caso de as panelas serem devolvidas já lavadas, a taxa cai para 2,5 libras.
A ideia de deixar as panelas na casa dos clientes veio a partir de pedidos via Twitter, Facebook e emails de quem já testou o serviço. Os clientes começaram a perguntar se as panelas não podiam ficar enquanto eles tivessem com os hóspedes em casa.
No site há uma lista com os 34 chefs disponíveis.
Cada um deles tem sua própria seção que traz uma pequena biografia com foto, o cardápio que ele oferece (com preços) e o mais importante: o comentário e a avaliação de todos os clientes que já experimentaram o menu do cozinheiro.
Muito legal, não?

Visitem o site AQUI

2012/06/17

COMO SER GRANDE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 11:04

Hoje os americanos comemoram o Dia dos Pais.
Para celebrar a data, um dos “podcasts” da NPR – uma organização sem fins lucrativos que distribui sua programação para quase 800 emissoras de rádio públicas nos Estados Unidos – publicou um vídeo muito divertido e fofo de crianças com idades entre 6 e 7 anos respondendo à questão de “Como ser um bom pai”.
O vídeo é resultante de uma das perguntas enviadas ao podcast “How to do Everything”  (“Como Fazer Qualquer Coisa”).
Pelo site ou por telefone, o cidadão pode enviar uma pergunta sobre qualquer assunto (“Como escapar da perseguição de um rinoceronte”, “Como não parecer estúpido na hora de pedir um vinho”, “Como romper com o cabeleireiro que me atende há 20 anos”).
Neste do Dia dos Pais, o ouvinte Daniel, de Denver (Colorado), gravou a seguinte mensagem: “Minha mulher e eu vamos ter nosso primeiro bebê em cerca de dez semanas e gostaria de saber se os apresentadores podem me dar dicas de como ser um bom pai. Obrigado”.
Com a missão em mãos, os produtores Mike Danforth e Ian Chillag foram ouvir os alunos da “South Loop Elementary School”, uma escola pública em Chicago.
O saldo seria muito mais positivo se os depoimentos fossem espontâneos – no vídeo fica claro que as crianças estão respondendo a perguntas formuladas pela dupla. Mesmo assim algumas opiniões surpreendem.
Além de características mais óbvias, como “ser legal”, “ter boa visão da vida”, “ser carinhoso”, “amar os filhos”, “ter dentes brilhantes”, “usar smoking”, “cuidar do bebê quando a mãe for embora” e “ser capaz de fazer coisas que os outros pais não conseguem”, há respostas curiosas: “Ser homem”, “ser bom motorista” e “ter peito peludo”.
Uma diz categórica: “Um pai nunca, nunca, nunca, nunca, nunca deve dizer ‘Toodles’” (uma espécie de gíria para dar tchau).
Mas a “dica” comum à maioria das crianças é: “Uma coisa que o pai nunca deve fazer é matar seu bebê”.
A parte mais fofa é uma conversa entre duas comadrinhas. Quando uma diz: “Ter um pouco de barba ou algo aqui (indicando abaixo da boca)” a outra se enfesa e fala em tom de brincadeira: “Você está falando do meu pai!”. A outra dá uma gargalhada: “Mas eu nunca vi seu pai!”. “Ele tem barba assim e assim (mostra com gestos quase todo o corpo)”. “Vamos dizer que ele é peludo então, certo?” . “Você chamaria meu pai disso?”.
A ideia do vídeo é semelhante aos produzidos pela produtora americana “The Fine Bros.”, que reúne crianças para comentar assuntos da atualidade. No ano passado um desses vídeos foi tema de um post neste blog: “Kids React to Osama Bin Laden’s Death” (algo como “A Reação das Crianças à Morte de Osama Bin Laden”).
Mike Danforth e Ian Chillag disseram ao “The Huffington Post” que ficaram impressionados com as crianças: “Elas realmente levaram a sério. Queriam, de fato, dar boas dicas aos pais”.

Assistam ao vídeo AQUI

2012/06/16

NOSSOS FILHOS AINDA SÃO OS MESMOS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:00

Apesar da evolução tecnológica, dos avanços da Ciência e de tudo o que inventam para facilitar nossa existência na Terra, nossos grandes problemas não evoluíram: drogas, aborto, celibato… Além de continuarem os mesmos, recorremos a soluções do passado na tentativa de resolvê-los.
Queimar pessoas na fogueira é um hábito que parece ter sido deixado de lado, mas outra prática comum na Idade Média continua ativa: abandonar um recém-nascido nas chamadas “caixas para bebês” – com a garantia do anonimato.
A Alemanha foi o primeiro país da Europa a tirar a ideia das telas do cinema instalando a “babyklappe” numa instituição em Hamburgo. Depois disso, a prática se espalhou aos poucos entre os outros dez membros a União Europeia.
Cerca de 400 bebês abandonados depois, a ONU começa a dar sinais de preocupação.
Nesta semana, durante a reunião do Comitê de Direitos das Crianças das Nações Unidas, uma das psicólogas da organização, Maria Herczog, disse ao site da revista “Time”: “Esta é definitivamente uma prática crescente na Europa. Muitas instituições têm usado isso como uma maneira barata e populista para resolver a questão do abandono de crianças”.
Maria tem razão. Por volta de 200 caixas já podem ser encontradas em igrejas, prefeituras e outras instituições de cidades da Áustria, República Tcheca, Suíça e Polônia.
Elas são fixadas na parede e têm uma abertura de vidro transparente. Dentro, um colchão, uma câmera e um alarme que deve ser acionado pela pessoa que coloca o recém-nascido. Uma vez virado para dentro, o mecanismo não pode ser mais acionado. O alarme avisa o hospital mais próximo sobre a presença de um bebê à espera de socorro.
Os defensores das “caixas para bebês” argumentam que elas ajudam a prevenir o infanticídio protegendo as crianças. Já os críticos da ideia dizem que elas não têm nenhum impacto sobre as taxas de infanticídio.
A matéria da “Time” informa que entre 30 e 40 bebês morrem todos os anos na Alemanha vítimas do abandono. Segundo a “StemiPark”, a instituição em Hamburgo que já conta com três caixas, são esses também os números de bebês que foram deixados nas caixas.
Em janeiro deste ano a Rússia também implantou suas caixas – lá elas têm a aparência de uma porta de forno. As três primeiras foram instaladas nas cidades de Sochi, Novorossiysk e Armavir.
A iniciativa russa, no entanto, espelhou-se não nas da Europa, mas da África do Sul.
O futuro dos bebês varia de acordo com o país, mas na maioria deles os pais têm até oito semanas para voltar atrás. A identificação da mãe ou do pai é feita através das digitais colhidas na criança assim que ela é retirada da caixa.
Na Suíça, o prazo de arrependimento pode ser estendido em até dois anos. Neste período, a criança permanece sob a tutela do Estado e depois é submetida à adoção.
Sem dúvidas, estamos diante de um problemão. Live and let die? Já pensaram se a moda pega na China? No Brasil? Vai faltar espaço – e dinheiro do Estado. Não é à toa que a ONU está com dores de cabeça.
As “caixas para bebês” têm origem nos tempos medievais da Itália onde as “rodas do abandono” eram comuns.

2012/06/15

BURNING DOWN THE HOUSE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:48

Barbie e Ken posam de casal feliz, moram na “Casa dos Sonhos” e acham que a vida é cor de rosa. Mas o objetivo da fotógrafa canadense Dina Goldstein é desmascarar essa realidade fantasiosa.
Na série de fotografias “In the Dollhouse” (“Na Casa de Bonecas”) ela mostra a vida pouco glamurosa de Barbie e Ken. Ele não luta mais com a sua sexualidade e Barbie é uma mulher muito infeliz.
Nas fotos o casal aparece em situações do cotidiano, mas sempre com uma pitada de ironia. No banheiro, enquanto Barbie escova os dentes, Ken usa o secador de cabelo. Na cama, lendo revistas, ela folheia uma “Cosmopolitan”; ele, a revista da Oprah. Ken dorme abraçado a um coração de pelúcia rosa e sonha que é salvo por um soldado sem camisa. Ele nem aparece para jantar e Barbie é clicada arrasada na mesa, sozinha. Em outra foto, ela chega em casa e o flagra com o namorado na cama.
Barbie é interpretada pela modelo Reghan Blake e Ken, por Nathaniel Campbell.
Olhando as fotos percebemos que o Photoshop realmente opera milagres: a pele dos modelos ficou com o mesmo brilho e tonalidade do plástico original dos bonecos.
Dina Goldstein segue o mesmo caminho de seu mais recente e famoso trabalho: “Fallen Princesses”, que virou sensação na internet e recebeu vários prêmios.
Nessa série de fotografias – que foi tema deste blog – Dina mostrava a vida das princesas dos contos de fada depois do “The End”.
Branca de Neve é flagrada em casa, já casada, cheia de filhos e com um marido em frente à TV; Bela Adormecida se rende às cirurgias plásticas; Rapunzel é fotografada numa cama de hospital, careca, provavelmente fazendo quimioterapia.
A série “Fallen Princesses” rendeu uma série de “crias” mundo afora. Com “In the Dollhouse” não deve ser diferente.

Confiram as fotos AQUI

2012/06/14

BEIJAR É UMA ARTE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 07:29

Se há uma foto que entrou para a História é a de uma enfermeira e um marinheiro que comemoram com um beijo cinematográfico o fim da Segunda Guerra na Times Square. A imagem mostra a moça toda torta recebendo um beijo caliente de um oficial que devia estar muito carente.
Mas, quem diria, um dos ósculos mais marcantes do mundo não deve servir de exemplo para ninguém. Segundo os especialistas, ele não está de acordo com a etiqueta do beijo.
As dicas corretas foram publicadas numa edição da revista “Life” de 1942. O “manual”, com quatro imagens, mostra certos passos fundamentais para quem quer ter a pegada perfeita.
A primeira orientação é em relação aos beijos dados em pé. Os apaixonados não devem estar distantes – e a ilustração deixa bem claro: “Wrong” (“Errado”). “Atores se beijando no palco parecem muito juvenis quando ficam muito longe um do outro”, explica a legenda.
“Menino e menina devem ficar perto e não abraçar o outro com muita força”, diz a legenda que mostra a foto com a posição correta para o beijo.
Na outra sequência de fotos, sobre beijos sentados, a primeira delas apresenta o casal se contorcendo num sofá. A dica é: “Esparramar-se sobre uma cadeira é considerado pouco elegante. Péssima técnica”.
Em vez disso, “a garota deve sentar-se num dos braços da cadeira e o garoto deve segurá-la com firmeza, mas de leve”.
Elegância em primeiro lugar, leitores.
As fotos foram publicadas nesta semana pelo “Retronaut”, um site muito legal que é um banco de dados sobre fotografia com imagens que vão de 1.800 até hoje.

Vejam o post AQUI

2012/06/13

AUTOAJUDA CORPORATIVA

Filed under: Folheando — trezende @ 09:56

Dia 31 de julho chega às livrarias americanas o “Book of Business Quotations” (“Livro das Citações dos Negócios”). Editado por Bill Ridgers, um dos editores da revista “The Economist”, é uma coletânea de frases famosas de personagens históricos, políticos, empresários de sucesso e até personagens da ficção compiladas por jornalistas, escritores e professores. Eles pesquisaram inúmeras publicações financeiras e a própria revista “The Economist”.
Como o site da “Amazon” adianta, a obra vai além de opiniões comuns das grandes figuras do mundo dos negócios. “Descobre comentários pouco conhecidos de especialistas esquecidos, políticos, novelistas e outras fontes não-tradicionais”, como Homer Simpson e Dilbert.
Talvez tudo não passe de uma sessão de autoajuda em forma de livro, mas não por isso pouco interessante. É o tipo de obra que pode ser útil para quem dá palestras ou costuma fazer  “pronunciamentos corporativos”.
Ou como diz Bill Ridgers, “Nós gostamos de citações assim porque desejamos ter essa sabedoria alheia destilada e também porque adoramos um comentário mordaz”.
Segundo a editora, “o livro traz a espirituosidade e a sabedoria das maiores mentes do mundo dos negócios, de Steve Jobs e Warren Buffett a Coco Chanel e Don Draper”.
De Peter Drucker, considerado o pai da Administração moderna: “A disciplina real vem ao dizer não às oportunidades erradas”.
De Andy Warhol: “Ser bom dos negócios é a mais fascinante forma de arte. Fazer dinheiro é uma arte. Trabalhar é arte e bons negócios são arte da melhor qualidade”.
De Homer Simpson: “Se você não gosta do seu trabalho, não entre em greve. Apenas vá todos os dias e o faça bem meia-boca. Esse é o jeito americano”.
Do ex-presidente Ronald Reagan: “As melhores cabeças não estão no governo. Se estivessem, o mundo dos negócios as levariam”.
Do gângster Virgil Sollozzo, de “O Poderoso Chefão”: “Eu não gosto de violência. Sou um homem de negócios e sangue é uma grande despesa”.
De John Gotti, ex-chefão nova-iorquino do crime organizado: “Se você acha que seu chefe é estúpido, lembre-se: você não teria esse emprego se ele fosse mais esperto”.

2012/06/12

TÁ NA CARA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:04

Imagine ser convidado para jantar na casa de um amigo e terminar a noite servindo de cobaia para um experimento científico?
Dependendo do amigo, do tipo de pesquisa e do cardápio a gente pode até avaliar o convite – e ainda entrar para a História.
Pois foi justamente o que aconteceu a 24 amigos do naturalista inglês Charles Darwin entre março e novembro de 1868.
Entre o prato principal e a sobremesa, eles viraram cobaias para uma pesquisa de Darwin sobre expressões faciais. Os amigos não tiveram de se submeter a nada parecido com o que o fulano da foto acima sofreu, mas sim avaliar que tipo de sentimento eles conseguiam identificar nas caras e bocas desse coitado.
Tudo para o livro “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais”, publicado em 1872.
A pesquisa analisou vários aspectos. Um deles consistia em interpretar as fotografias de um homem cujas partes do rosto eram estimuladas através de choques elétricos.
As imagens, feitas pelo fisiologista francês Benjamin Duchene, mostravam o homem em seu estado normal e depois sob o efeito do choque.
Além das fotos, Darwin observou o choro de seus filhos pequenos (dez!), as reações de seus cachorros e o mais legal: elaborou um questionário que foi aplicado por missionários, naturalistas e funcionários do governo inglês entre povos de diferentes origens: aborígenes da Austrália, maoris da Nova Zelandia, China, Índia, Ceilão, nativos do Nilo na África do Norte e vários outros.
Dentre as perguntas: “A vergonha produz enrubescimento quando a cor da pele permite percebê-lo? Se sim, até onde este desce pelo corpo?”; “Quando se concentra ou tenta resolver algum problema, ele franze o cenho ou enruga a pele debaixo das pálpebras inferiores?”; “Quando satisfeito, brilham seus olhos, enruga-se a pele em volta destes e retraem-se os cantos da boca?”; “O riso pode chegar ao extremo de fazer com que lacrimejem os olhos?”; “As crianças quando emburradas fazem bico ou contraem fortemente os lábios?”.
Graças à ajuda de dezenas de colaboradores ao redor do mundo, Darwin chegou à conclusão de que nossas expressões são resquícios herdados de nossos antepassados e são comuns ao Homem e a outros animais. Muitas delas são inatas e não aprendidas, já que se repetem em homens das mais variadas culturas.
Assim como os homens, os animais também sentem raiva, medo, ciúme e manifestam tudo por meio das expressões.
Entre outubro do ano passado e março deste ano a Universidade de Cambridge atualizou o estudo. Foi o “Darwin Correspondence Project”, que recriou a pesquisa utilizando as mesmas fotos feitas pelo fisiologista francês. Só que em vez de 24 participantes, colheu a opinião de mais de 18 mil pessoas.
Darwin morreria de inveja. Ou de orgulho?

P.S.: Sobre os jantares, assim Jane Gray (esposa do botânico Asa Gray), descreve um deles: “O senhor Darwin trouxe umas fotografias tiradas por um francês dando choques elétricos a certos músculos no rosto de um velhote para perceber se lemos com clareza as expressões que o estímulo de tais músculos deveria produzir. Foram curiosos os diferentes significados. E, quando chegou o jantar, muitos de nós estavam a tentar mexer certos músculos à frente dos copos”.

Vejam as fotos AQUI

2012/06/11

FORÇA DO HÁBITO

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:52

Já passa da hora de a Igreja Católica rever seus conceitos – sob pena de começar a assistir à debandada de seus fiéis.
Um artigo do site “The Daily Beast” mostra dois lados do mesmo hábito: como duas freiras reagem às reprovações do Vaticano.
De um lado, irmã Mary Elena, que em 30 anos poucas vezes saiu do convento em que reside em Roma. Passa boa parte do tempo semi-enclausurada trabalhando nos documentos litúrgicos e rezando sobre o altar da igreja de Santa Cecília.
Mais de 7 mil quilômetros de distância dali, em Scranton, Pensilvânia, irmã Maryalice poderia facilmente ser confundida com uma gerente de banco ou uma corretora de imóveis. Ela mora num apartamento com mais duas colegas, dirige um Prius e pode ser vista às 8 da manhã vestindo um blazer pink e uma saia escura.
“Um olhar mais acurado sobre a vida dessas duas mulheres mostra como o ‘ofício’ de freira se tornou diferente nos 50 anos desde que o segundo Conselho do Vaticano afrouxou as regras para as religiosas. E porque isso gerou críticas entre os homens responsáveis pela formulação dessas regras”.
Segundo o artigo, para muitos não-católicos, o papel da freira tem muito a ver com o que foi mostrado em “A Noviça Rebelde”. Para os católicos, é qualquer coisa entre ensinar o catecismo e rezar para moribundos em hospitais. “Elas são, no fundo, combustível para a fantasia dos outros”.
Em certos lugares da Itália, diz o “The Daily Beast”, freira é um sinal de má sorte. “Quando os homens cruzam com alguma na rua, tocam em algo de ferro ou nos próprios testículos”.
“Mas, na prática, essas religiosas são tão diversas quanto qualquer outro grupo de mulheres. Há milhares de ordens religiosas pelo mundo e cada uma delas tem seu próprio estatuto que governa desde a maneira como vivem até como se vestem ”.
Em Scranton, irmã Maryalice nunca vestiu um hábito. Ela administra um local para crianças e adultos com necessidades especiais e supervisiona 500 funcionários.
Na diocese de Roma, irmã Mary Elena explica que lá elas estão mais acostumadas à política hierárquica. E toca num ponto crucial: “Eu não acho que uma irmã que entre para essa vida não saiba quais são as regras. Nós conhecemos a estrutura no momento em que nos juntamos a ela”.
A “estrutura” inclui o comprometimento com a castidade em nome de Deus. “É parte do trabalho e o mundo secular nunca vai entender completamente. Se você sente o chamado, não pode dar as costas a ele”, diz Mary Elena.
Mary Elena entrou para o convento aos 16 anos, nunca teve um namoro sério e vem de uma família com forte tradição religiosa – há quatro freiras e dois padres entre seus familiares.
Ela conta que desde pequena sempre esteve mais interessada em ir à missa do que ao cinema como os amigos. Ela sentia-se diferente deles, mas nunca solitária, em parte por causa de sua conexão com Deus.
Hoje ela dorme numa pequena sala dentro do convento e seu círculo social restringe-se à comunidade da igreja.
Muitas das irmãs trabalham ou estudam fora do convento, mas Mary Elena prefere não se distrair com o mundo exterior: “Não estou perdendo nada na minha vida”.
Mary Elena é uma representante legítima do modelo tradicional, já irmã Maryalice convive entre pessoas de diversos tipos e origens.
A vontade de Maryalice de seguir a carreira religiosa também veio durante o colegial, época em que morria de curiosidade para saber mais sobre a vida das freiras. Mas ela esperou até o fim da faculdade para entrar num convento. Antes curtiu a vida e teve namorados.
Parte da polêmica envolvendo as freiras americanas veio à tona em abril, quando o Vaticano criticou severamente a maioria das freiras americanas num documento de oito páginas durante a Conferência de Liderança de Mulheres Religiosas (a LCWR).
A LCWR é uma organização das comunidades religiosas femininas composta por 1.500 membros e representa 80% das freiras dos Estados Unidos.
O grupo está sendo criticado por – apesar de direcionar seu trabalho para a pobreza e para a injustiça econômica – manter-se em silêncio sobre temas como o aborto e o casamento gay.
Por conta disso, o Vaticano classificou o grupo como “feministas radicais” que agem “em desacordo com a fé e as práticas da Igreja”.
Nos Estados Unidos – onde o número de freiras caiu de 179.954 para 57.544 no século passado – a controvérsia serviu para fomentar discussões sobre o significado da vida religiosa.
O artigo cita ainda um dado curioso: apesar de o número de freiras ter caído drasticamente nos Estados Unidos, a quantidade de novas “associadas” tem crescido nas ordens religiosas mais conservadoras.
O fato de as novatas religiosas estarem se alinhando às ordens mais radicais não deixa de ser um sinal. Se é um dado positivo ou negativo só o tempo será capaz de dizer.

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