O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/05/24

NÃO VINGOU

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 07:53

Teve fanático que esperou por esse momento durante anos: a adaptação de “Os Vingadores” para o cinema.
A ansiedade justifica-se porque o grupo tornou-se um clássico das histórias em quadrinhos quando foi publicado pela Marvel em 1963.
De lá para cá surgiram outros heróis, milhares de vilões – inclusive os do mundo real – e as HQs e os livros foram substituídos pelos videogames e pela internet. Mas o cinema e o poder de Hollywood só crescem.
Prova disso é que “Os Vingadores” está em cartaz em mais de mil salas em todo o Brasil e já teve anunciada sua continuação.
É para tanto? Não. Principalmente para quem não é fã de quadrinhos e ficção científica. Prepare-se para um chá de cadeira de duas horas e quinze minutos.
Na história, nossos heróis são apresentados levando uma vidinha pacata e anônima. O bilionário Tony Stark (Homem de Ferro/Robert Downey Jr.) mora em seu prédio luxuoso e, entre goles de champanhe, continua no chove-não-molha com sua assistente (Gwyneth Paltrow). Hulk (o cansado e inexpressivo Mark Ruffalo) mudou-se para algum lugar da Índia em busca de paz. Capitão América (Chris Evans) faz o que ele sabe de melhor: cultivar os músculos.
Os outros integrantes do grupo surgem do nada, como Thor (Chris Hemsworth) e Viúva Negra (Scarlett Johansson). Também faz parte do time o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner, de “Guerra ao Terror”).
A vida segue tranquila na Terra até que um rei vilão (Loki/Tom Hiddleston) vindo de outra dimensão chega para abrir seu saquinho de maldades. Daí cada um dos vingadores é recrutado por Nick Fury (Samuel L. Jackson), da “Shield”, uma espécie de agência internacional da paz.
Dos seis personagens, alguns já protagonizaram seus próprios filmes, como Homem de Ferro, Capitão América e Hulk. Mesmo para quem não gosta ou tem pouco conhecimento sobre esses heróis, os filmes “solo” foram uma agradável surpresa. Mas juntos… eles são melhor separados.
Primordialmente porque desta vez a história é fraquíssima. Há achados – como o desempenho de Hulk no terço final – e as inúmeras piadinhas salpicadas ao longo do filme. Mas nem o (sempre ótimo) Homem de Ferro e o nervosismo de Hulk vingam “Os Vingadores”.
Os seis precisam salvar a Terra e só. E dá-lhe sebo nas canelas. Curiosamente, apesar de todo o aparato tecnólogico (o cajado eletrificado de um, o martelo energizado de outro e a capacidade aérea de um terceiro), os heróis continuam gostando mesmo é de uma luta corporal. Só faltam os clássicos “pow!”, “soc!”.
Nada de romance (como nas duas sequências do Homem de Ferro), de histórias paralelas ou de quaisquer outras surpresas. Bom mesmo é o vilão, que é irmão adotivo de Thor (!), um misto de Marilyn Manson (rosto) com Visconde de Sabugosa (físico).
O ator Lou Ferrigno, o Incrível Hulk original, de 1978, é quem dubla o Hulk do cinema. Felizmente Mark Ruffalo está cansado demais para isso.

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