O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/05/04

POBRE CRIANÇA GRANDE

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 10:05

No próximo dia 5 de agosto completam-se 50 anos da morte de Norma Jeane Mortenson, conhecida no mundo como Marilyn Monroe.
Além de exposições que já estão em cartaz, é oportuna a estreia no Brasil de “Sete Dias com Marilyn”, que gerou grandes expectativas por causa da atuação de Michelle Williams – indicada ao Oscar e vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz.
O longa não conta a trajetória de Marilyn Monroe. É o recorte de alguns dias de filmagem de “The Prince And The Showgirl”, em 1956, na Inglaterra, sob o ponto de vista de uma das pessoas da produção: o terceiro-assistente Colin Clark.
Na época, Marilyn estava em lua de mel com o então marido – o dramaturgo Arthur Miller, de “A Morte do Caixeiro Viajante” – e Colin era apenas um jovem de 23 anos recém-saído de Oxford que sonhava em trabalhar no cinema. Graças a seu empenho, consegue se tornar o terceiro-assistente do diretor Laurence Olivier.
O filme é tão frágil quanto Marilyn, mas acerta em não se alongar demais no vazio. Em uma hora e meia conta a relação de amizade (colorida) que se estabelece entre Colin Clark e Marilyn quando Arthur Miller viaja aos Estados Unidos para visitar os filhos.
É também honesto ao mostrar que por trás do mito há uma mulher viciada em remédios, irresponsável, inconsequente, carente, que causava inúmeros problemas à produção do filme e que precisava da companhia constante de uma “personal coach”, a “Fátima Toledo” Paula Strasberg.
A relação de Paula com Marilyn é quase a de uma babá com uma criança. Insegura, Marilyn achava que não daria conta do recado. Para animá-la, Paula a incentivava com frases do tipo: “Pense nas coisas que você gosta, chocolate, Frank Sinatra…”.
Marilyn diz o tempo todo que gostaria de ser amada como uma garota normal e pergunta: “por que todos que eu amo me abandonam?”.
Michelle Williams guarda semelhanças físicas impressionantes com Marilyn, mas lhe falta a sensualidade que a personagem requere. Scarlett Johansson – que recusou o papel – seria realmente a melhor opção.
Já a escolha de Dougray Scott para viver Arthur Miller é perfeita. Dougray é tão parecido com Miller que parece o dramaturgo reencarnado.
O epílogo revela que após o filme Colin Clark vira assistente pessoal de Laurence Olivier e consequentemente um documentarista de sucesso tanto na TV como no cinema. Depois que se aposenta, na década de 80, Colin escreve os dois livros no qual o filme é baseado: “Minha Semana com Marilyn” e “O Príncipe, a Corista e Eu”.
No elenco estão ainda Kenneth Branagh (como Laurence Olivier), Judi Dench e Emma Watson (a eterna Hermione, da saga “Harry Potter”).
Suave e inofensivo como Marilyn.

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