O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/05/03

FAKE IN CHINA

Arquivado em: Folheando — trezende @ 08:43

Constatei que estou com mania de livros sobre a China. O da vez é “China – O Despertar do Dragão”, de Luís Giffoni.
Fácil e agradável de ler, é cheio de curiosidades.
Giffoni esteve na China pela primeira vez em 1989. Na ocasião, o país ainda estava traumatizado com o massacre da Praça da Paz Celestial.
Agora o escritor narra seu retorno ao país 18 anos depois. Ao voltar à China, em 2007, Giffoni encontrou um lugar totalmente diferente. Segundo ele, o livro não tem a finalidade de explicar como aconteceu essa transformação. É mais um relato de suas impressões.
A parte mais surreal é o último capítulo, que trata da indústria da falsificação na China. Ele diz que “os chineses transformaram a falsificação numa arte”.
O escritor fala pouco sobre as cópias fajutas já conhecidas, como a de marcas famosas de relógios, bolsas, óculos, perfumes, cigarros, jogos eletrônicos, filmes e software. Ele descreve falsificações inacreditáveis, aquelas acima de qualquer suspeita.
As informações de Giffoni são valiosas porque nos deixam com os olhos bem abertos na hora de programar uma viagem ao país.
Na China até os hotéis são falsificados. Assim que Giffoni desembarcou no aeroporto de Xangai, procurou o centro de atendimento ao visitante. A plantonista indicou-lhe o “Holliday Inn”.
O escritor – crente de que iria se hospedar na tradicional cadeia hoteleira – surpreendeu-se ao chegar ao hotel: nem de longe as instalações eram parecidas. Segundo ele, o governo chinês simplesmente copiou o nome e inaugurou o hotel induzindo os visitantes ao erro.
Até no banco é preciso ficar esperto. Ao realizar uma operação de câmbio no “Banco Mercantil da China” Giffoni recebeu duas notas de cem yuans falsificadas. Mas ele só descobriu a maracutaia dois dias depois. Ao pagar uma taxa no aeroporto, ouviu de uma funcionária: “O senhor devia selecionar melhor suas casas de câmbio. Cuidado. Tentar passar notas falsas dá até pena de morte”.
Disseram a Giffoni que provavelmente o dinheiro falsificado havia saído da própria Casa da Moeda.
O jornalista conta também que marcas como Sony, Sanyo, Philips ou Toshiba nada têm a ver com as originais, mas sim com as indústrias dedicadas à cópia estabelecidas nas Zonas Econômicas Especiais.
O cúmulo dos cúmulos é que os chineses falsificam até as histórias de Harry Potter. Depois de editar as originais – que são traduzidas sem o devido pagamento dos direitos autorais – eles inventam novos livros de J.K. Rowling.
Fica a dica para quem frequenta a região da rua Santa Ifigênia, em São Paulo, o paraíso dos eletrônicos “baratos”.

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4 Comentários »

  1. E o governo chinês considera isto absolutamente normal . o que é pior !! $$$ gastos em pesquisa e desenvolvimento de produtos não importa para o governo chines. Não será ” fake ” também ?

    Comentário por DIB — 2012/05/03 @ 09:27

  2. A distinção entre falso e verdadeiro ficou arcaica… Talvez possamos falar em mais falso e menos falso. Mais isso também não diz nada. O tablet da Apple tem a tela fabricada pela Sansung e não é só isso. Geleia geral!

    Comentário por Cláudio — 2012/05/03 @ 14:30

  3. Sem limites!

    Comentário por picida ribeiro — 2012/05/03 @ 15:34

  4. Os carros americanos, franceses e italianos estão se tornando chineses. Explico: as peças dos veículos são cada vez mais “made in China”… Fala sério! E assim, a China foi se tornando um gigante (já é) e em pouco anos, será a maior economia do mundo…

    Comentário por Vaninha — 2012/05/07 @ 09:09


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