
É por essas e outras que nossa fama de povo exótico ou subdesenvolvido se alastra pelo mundo.
Uma reportagem do jornal britânico “The Daily Mail” deste sábado explora um drama na vida da garota Natasha Moraes de Andrade, de 12 anos, que a publicação chama de “Rapunzel da vida real”.
Fartamente ilustrada, a matéria reforça o estereótipo do qual tentamos nos libertar e conta como um simples corte de cabelo mudou o rumo da vida da menina e sua família.
Natasha vive numa favela no Rio de Janeiro e desde que nasceu nunca havia cortado suas madeixas. A juba já atingia 1 metro e 60 centímetros.
Segundo jornal, a garota “era incapaz de fazer coisas que as crianças normais adoram, como ir à praia. Ela gastava quatro horas toda semana para lavar o cabelo e uma hora e meia para penteá-lo todos os dias, o que transformava sua vida num sofrimento”.
Agora seu cabelo tem 40 centímetros e “são apenas cinco minutos para lavá-lo”, continua a matéria. “Antes do corte, Natasha morava numa sala apertada e sem janelas, mas depois que ela conseguiu R$ 9 mil com a venda de seu cabelo ela comprou uma nova casa para a sua família”.
A garota diz ao jornal que chorou quando chegou ao cabeleireiro. “Tinha medo de que eles não gostassem do meu cabelo e de que eu não conseguisse o dinheiro de que precisava. Mas isso me deu uma nova vida. Sempre que saía ficava com receio de que alguém pudesse me agarrar e cortar meu cabelo, mas agora posso fazer tudo o que não fazia antes”.
Livre da juba, Natasha já faz aulas de ciclismo, pretende aprender inglês e espanhol, vai à praia e pode nadar sem medo de molhar os fios.
“Agora a família planeja construir uma nova casa na mesma favela, desta vez com um quarto com janelas para Natasha. Perfeito para uma princesa”.
De acordo com a publicação, mesmo com o cabelo curto, a antiga fama de Rapunzel na escola continua.
“Pensei que as pessoas parariam de me chamar assim, mas elas continuam me parando na rua. Se eu tiver uma filha ela também será uma princesa, mas a Branca de Neve, e não Rapunzel. Vai ser muito mais prático”, declara Natasha.
Pobre menina. Natasha é livre para conceder entrevistas e posar para fotos para quem ela quiser. Triste mesmo é o jornal britânico tratar o tema com sensacionalismo e vender uma história – corriqueira no Brasil – como novidade ou exemplo de superação.
A matéria rendeu 76 comentários. Num deles, uma pessoa que se identifica apenas como TLM, de Londres, diz: “Que história bizarra. Se a vida dela era essa desgraça, por que não cortou o cabelo antes?”.
Mas o melhor deles é assinado por Amy, também de Londres: “Algumas pessoas trabalham, outras cultivam cabelo”.


Talvez esteja bem claro que o Corn Flakes e o Sucrilhos são produzidos pela Kellogg’s. Ou que a Nestlé seja dona do Nescafé e que a Coca-Cola fabrique a Fanta.

Quem já sonhou em ser protagonista de uma história mas não tem disposição – ou não se sente capacitado – para começar a escrever a sua própria, já conta com uma muleta: o site “U Star Novels” (“Você estrela de romances”, numa tradução livre).
Jonathan Gold, crítico gastronômico do jornal “Los Angeles Times”, descreve uma experiência inusitada: um jantar com pratos à base de maconha fresca.
A ideia é genial: uma universidade na Venezuela está usando um método criativo para levar livros a comunidades remotas e incentivar a leitura.
Muitas pessoas sabem ignorar emails com golpes do tipo “você foi o vencedor do sorteio da loteria internacional” ou como se manter longe das bolsas de marcas famosas falsas vendidas por camelôs.

Até Barack Obama ser eleito o homem mais poderoso do mundo, os negros americanos já passaram por maus bocados.









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