
O filme: “Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, novo trabalho do diretor David Fincher (“A Rede Social” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”).
Trata-se da segunda adaptação de um dos livros da trilogia homônima do autor sueco Stieg Larsson. A primeira, realizada na terra natal do escritor, foi há cerca de três anos.
Se Zagallo assistisse à abertura do filme a definiria como “extranha”: um bailado entre piche e cabos elétricos que apesar de “cool” e da trilha sonora moderninha não tem relação direta com a história.
Nela, Mikael (Daniel Craig, o atual 007) é um jornalista contratado por uma família cheia de segredos para escrever a biografia de seu patriarca, Henrik. No processo, Mikael esbarra na morte de uma das sobrinhas e investiga a ligação do desaparecimento da menina com uma série de assassinatos envolvendo mulheres nas redondezas da cidade de Hedestad, Suécia.
Junto com a hacker Lisbeth (Rooney Mara) ele busca por pistas do serial killer.
A surpresa: Daniel Craig é um reles coadjuvante, porque o filme é de Rooney Mara.
A atriz não tem um rosto conhecido, mas quem assistiu “A Rede Social” se lembrará dela. Rooney aparece na cena inicial como a namorada que dá um fora no futuro criador do Facebook.
Indicada ao Oscar de melhor atriz, Rooney está irreconhecível, uma verdadeira camaleoa (ou uma verdadeira atriz?). Pode ser introvertida, violenta, misteriosa e passar do trash ao glamour com muita segurança. Convence, mas os especialistas dizem que ela não levará o boneco.
O problema: “Millennium” é um filme denso, um pouco confuso e que talvez se leve a sério demais. Lá pelas tantas, depois que a dupla já reuniu uma série de provas, entrevistou várias testemunhas e ainda não chegou a nenhuma conclusão, começamos a consulta ao relógio a cada cinco minutos. A resolução do mistério se prolonga além da conta e o resultado são quase três horas de projeção.
O interessante é que apesar de Hollywood, David Fincher engana muito bem de europeu e consegue dar um tom de humor até nas situações de suspense. Um quê assim de “Fargo”.
A neve lhe caiu muito bem, mr. Fincher.


Toda semana, aos buscar assuntos para este blog, encontro pelo menos um trabalho de artista dando uma nova interpretação às princesas dos contos de fada e personagens femininas da Disney.
Impressão digital ou reconhecimento da íris são tecnologias ultrapassadas na área de segurança. O futuro passa pela bunda.
A primeira vez que li sobre Luiza fiquei com uma estranha sensação de ter perdido a piada.
Mesmo que tentemos fugir da maldição de termos surgido como nação por meios tortos, a História está aí para nos lembrar dos detalhes.
O Espaço Cultural da Marinha localiza-se na região central do Rio, próximo à igreja da Candelária, ao Centro Cultural Banco do Brasil e ao lado de um lugar horroroso: sujo, cheio de mendigos e pombas e com forte cheiro de urina. A sensação é mais ou menos como perambular pela área do Minhocão, em São Paulo.
Ele já foi palco para carnavais do passado, já recebeu grandes nomes da música internacional e por muito pouco não virou um favelão antes de completar 100 anos.
Como em toda cidade turística, há o Rio de Janeiro do cartão-postal e a versão realidade, aquela em que os bueiros explodem e os meninos de rua confiscam até o refrigerante de um turista distraído.


As semanas de Moda do Rio e de São Paulo estão aí.

O ano praticamente nem começou, mas já temos uma forte candidata à manchete do ano: “Stephen Hawking: O homem que entende o Universo acha que as mulheres são um mistério”.

Em novembro do ano passado um dente molar de John Lennon – cariado – foi vendido por mais de R$ 54 mil. O comprador, um dentista, tinha planos de exibir o dente do astro em seu consultório.
A coletânea de abobrinhas que temos de engolir no período de festas é absurda.
Todo Natal é a mesma coisa. Enquanto as propagandas de TV falam no “espírito do Natal”, o povo se mata no supermercado por um cacho de uva Itália ou um peru em promoção. No trânsito, em vez de juntar os polegares para fazer a pomba da paz, o pessoal desenrola o dedo médio. Tudo assim bem natalino.