O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/12/08

SANTO DIA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:35

O escritor australiano Tony Perrottet tem escrito uma série de artigos muito interessantes sobre o Vaticano para o site “Slate”.
Tony já se infiltrou na biblioteca do lugar, fez um tour pela Capela Sistina e agora, no terceiro episódio, revela segredos sobre o supermercado do Papa e outras curiosidades dentro da cidade sagrada.
Ele não conta como conseguiu circular com tanta desenvoltura pelo local, mas passou por dependências que até o Papa duvida.
Segundo Tony, “o correio central do Vaticano, que parece um lugar sonolento, entrega mais cartas per capita do que qualquer outro lugar na Terra. O posto de gasolina não marca os preços nas bombas. A farmácia oferece uma impressionante vitrine de perfumes sofisticados e produtos de beleza sob o retrato sorridente do Papa. Além disso, os remédios com receita são aprovados com muito mais rapidez do que no restante da Itália. Mas quando tentei entrar no supermercado do Vaticano, um guarda barrou minha entrada. Claramente eles estavam escondendo algo sinistro”.
Alguns dias depois, Tony tentou novamente. Lá dentro, viu que o lugar se parecia com qualquer outro supermercado italiano, exceto pelo fato de que nos corredores, grupos de freiras e padres dirigiam os carrinhos – carregados de vinho e cigarros.
“Não havia taxas ou impostos, então os preços eram um terço mais baratos do que o resto de Roma”, conta o escritor.
“Um dia eu achei, por acaso, no subsolo, um armazém cheio de papamóveis antigos. Oficialmente chamado de ‘Carriage Pavilion’, faz parte da área dos museus, mas a entrada é tão difícil de ser achada que dois guardas apareceram quando eu entrei”, narra Tony.
Ele encontrou diversos automóveis e carruagens. “O único que estava faltando era aquele em que o Papa João Paulo II foi alvejado em Ali Agca em 1981”.
Mas para Tony Perrottet o lugar mais revelador e delicioso são os jardins do Vaticano, por onde ele fez uma visita guiada.
“Certamente os tesouros artísticos merecem admiração, mas de alguma maneira um lado mais cotidiano do Vaticano chamou minha atenção: havia uma residência de seminaristas etíopes; um convento em que freiras cuidavam das plantações do Papa; um escritório administrativo no qual cardeais davam conta de toda a burocracia; uma estação de trem e até um heliponto. Quando foi construído, em 1980, os acadêmicos do Vaticano eram forçados a aprender tudo em latim. Hoje, numa placa de pedra, está escrito: ‘Helicoptorum Portum’”.
Tony continua sua narrativa dizendo que apesar de não ter um passado de “garoto do altar”, ele tentou ser um bom peregrino e assistir a uma missa.
Após instalar-se perto do palco – ao lado de uma família do Minnesota que não era católica –, esperou por alguns minutos e percebeu uma agitação no ar. “O pontífice havia chegado em seu carrinho de golfe Mercedes amparado por guarda-costas com seu cabelo branco-neve, roupas reluzentes e com acenos mecânicos para a multidão. Ele deu duas voltas na praça bem devagar e subiu a rampa. Pude imaginar Mick Jagger usando o mesmo esquema algum dia. Quando a missa começou, descobri que tudo estava sendo repetido em francês, italiano, inglês, alemão, espanhol, português e polonês. Incapaz de suportar tudo aquilo, levantei-me sob o olhar desaprovador de 15 mil peregrinos e saí em direção à praça São Pedro. Uma vez um católico relapso…”.

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