O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/08/31

MONKEY BUSINESS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:49

A cada dia que passa, temos mais evidências de que Adão e Eva são realmente obra de ficção. De fato, somos macacos evoluídos.
Desta vez, um time de pesquisadores da Universidade de Yale é quem chega para acrescentar mais uma dose de certeza.
Durante sete anos eles ensinaram macacos-prego a gastar dinheiro. E descobriram que economicamente eles são tão inteligentes – ou estúpidos – quanto nós.
Laurie Santos – professora de Psicologia em Yale – e o economista Keith Chen conduziram uma série de experiências nas quais Felix e mais outros sete macacos trocavam fichas de alumínio por comida no que chamaram de “Mercado dos Macacos”.
A princípio assustados, todos os primatas entenderam rapidamente a mecânica da compra e se deram bem com os vendedores – os estudantes do laboratório. Em pouco tempo aprenderam a trocar suas moedas por comida.
No início de 2004, após meses elaborando uma metodologia e treinando os macacos, Keith e Laurie começaram o trabalho.
Laurie pegou dez macacos-prego de Frans de Waal – um reconhecido pesquisador da Universidade de Emory – e planejava dar continuidade às suas pesquisas com macacos que ela havia começado em Harvard.
Inicialmente ela se concentrou em questões básicas e depois pensou: e se os colocássemos no mesmo contexto dos humanos? Eles cometeriam os mesmos erros? Até quanto eles seriam capazes de contar? (até quatro).
Laurie escolheu macacos-prego por razões práticas. Segundo ela, eles são menores e mais fáceis de serem cuidados do que os chimpanzés e são quase tão inteligentes, engenhosos e sociais quanto os primeiros.
Fisicamente, o “Monkey Market” era um cercadinho anexado à casa maior dos macacos.
Um vídeo desses experimentos mostra como Felix e os outros entram, recebem uma “carteira” com 12 fichas de alumínio e partem para as compras.
No início os vendedores tinham o mesmo comportamento para que os macacos aprendessem e se acostumassem. Tudo custava uma ficha, mas aos poucos foram oferecendo opções para provocar em seus compradores sensações de indecisão: às vezes algumas fichas compravam mais do que outras, existiam compras caras e seguras e caras arriscadas. Existiam também situações de perdas seguras e perdas arriscadas.
Os macacos revelaram-se como a maioria dos seres humanos: optam pelo que é seguro, pelo o que é melhor para eles. A maioria comprava suas frutas e guloseimas do vendedor que dava mais – e a melhor – comida.
Os pesquisadores repararam também em dois comportamentos: os macacos gastam sempre todo seu dinheiro de uma vez. Economia não é com eles. Além disso, houve evidência espontânea de roubo. Um roubava a ficha do outro sempre que a oportunidade se apresentava.
Alguém ainda tem dúvidas do nosso parentesco com Felix?

2011/08/30

CARA-CRACHÁ

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:56

Na semana passada vimos que o “capital erótico” faz toda a diferença no mercado de trabalho. A junção de beleza; atratividade sexual; “habilidades” sociais como graça, charme e flerte; vivacidade – uma mistura de boa forma física, energia e senso de humor –; apresentação social; e a sexualidade em si resulta num salário 15% maior.
E quem não é bonito ou tem um pouquinho do tal “capital erótico”, como é que fica?
“Como remediar essa injustiça?” Pergunta-se Daniel S. Hamermesh, professor de Economia da Universidade do Texas, num artigo publicado no jornal “The New York Times”.
“Com todas as benesses da beleza, você deve pensar que mais pessoas estejam recorrendo a cirurgias plásticas ou fazendo transformações para melhorar a aparência. Muitos de nós fazem todas essas coisas, o que implica em pouca diferença. Todos esses gastos talvez nos façam nos sentirmos melhor, mas não nos ajudam a conseguir um emprego melhor ou sermos mais desejáveis pelo parceiro”, diz ele.
Segundo Daniel, uma solução mais radical precisa ser tomada: “por que não oferecer proteção legal aos feios, como fazemos com minorias raciais, étnicas, religiosas, mulheres ou pessoas deficientes?. A feiura poderia ser protegida de uma forma geral nos Estados Unidos – com uma pequena extensão para americanos com invalidez. Às pessoas feias deveria ser permitido buscar ajuda em comissões que lutam contra a discriminação. Poderíamos até ter uma ação afirmativa para feios”.
Daniel explica que a mecânica dessa legislação não seria tão complicada como parece.
“Você pode argumentar que as pessoas não podem ser classificadas de acordo com sua aparência – a beleza está nos olhos de quem vê. Esse aforismo é correto num sentido: se perguntarmos, num grupo, quem é o mais bonito, talvez tenhamos respostas diferentes. Mas se o desafio for diferenciar os mais atraentes, os resultados serão similares. Um que você considerar feio também será visto da mesma forma por mais alguém”.
De acordo com Daniel, podemos facilmente chegar a um acordo no quesito feiura, mas as dificuldades em separar quem está qualificado para receber proteção legal são um pouco maiores.
“A feiura não é uma característica que a pessoa escolhe ter. Os que separarmos para serem protegidos talvez nem a admitam. No entanto, a possibilidade de obter pagamento extra e outros incentivos financeiros serão grandes incentivos”.
Leis antidiscriminatórias são custosas e poucas pessoas que as demandam podem pagá-la, mas alguns advogados podem organizar grupos para dividir os custos, da mesma forma que é feito nos casos de discriminação racial e outras leis.
É bom que Tiriricas e outros nobres deputados brasileiros nunca tenham conhecimento dessa possibilidade. Já pensaram se a moda pega?

2011/08/29

CAMPANHA DO AGASALHO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:33

No ano passado entrevistei Paulo Maia, fundador da ONG “SOS Aves e Companhia”, uma entidade que apesar do nome, salva animais de tudo que é tipo. Até aí, nenhuma novidade – apenas uma espécie de Luísa Mell das ONGs.
Mas um dos projetos de Paulo é digno de palmas: o “Bicho Sagrado”, que resgata animais usados em despachos de macumba, como galinhas, cabritos ou bodes. No caso das galinhas, além de salvá-las das encruzilhadas, Paulo doa os ovos a comunidades carentes do Rio – ele só pede para não revelar quais são com receio de que os ovos sejam rejeitados no momento em que os beneficiados descubram a procedência do alimento.
Atualmente Paulo tem mais de cem penosas.
Pois agora, da Inglaterra, chega a notícia de uma iniciativa semelhante. Trata-se do “Little Hen Rescue”, um grupo que há cerca de dois anos resgata galinhas vítimas de espancamento ou que conseguiram fugir de granjas que as maltratavam.
Até o momento, o grupo já salvou 25 mil aves de fazendas das regiões de Norwich, Norfolk e Leicestershire, mas vive em busca de pais adotivos para suas filhinhas mediante uma quantia simbólica. Segundo a fundadora, Jo Eglen, cerca de 50 galinhas encontram um novo lar a cada semana.
Assim como a ONG de Paulo Maia, a “Little Hen Rescue” tem sua peculiaridade.
As galinhas que conseguem escapar da morte chegam ao abrigo magricelas, machucadas e sem penas. Sensibilizados com o estado crítico delas, voluntários passaram a tricotar blusinhas de lã – algumas bem estilosas.
Miranda McPherson, responsável por um desses clubes do tricô, conta que enquanto as aves esperam suas penas crescerem novamente – o que pode ocorrer em até seis semanas –, elas podem se beneficiar dos suéteres.
No site do “Little Hen Rescue” há inclusive o molde do suéter. Quem se interessar, pode tricotar um modelinho e enviar para a associação.
Faça sua parte: agasalhe um pintinho!

2011/08/28

INSENSATO CORAÇÃO

Arquivado em: Matutando — trezende @ 09:38

A nossa novela chegou ao fim. Já sabemos quem matou Norma. No entanto, o resto do mundo aguarda ansiosamente as cenas do próximo capítulo da novela líbia para que seja enfim revelado o paradeiro de Kadhafi. Desvendado o enigma, ainda seguiremos com a respiração presa até descobrirmos se ele terá um final feliz.
Onde está Wally? Escondido sob os defuntos que lotam as ruas de Trípoli e dos quais já brotam larvas? Numa caverna, como o seu colega, o finado Bin Laden? Num helicóptero, com o Sarney? Ou debaixo do nariz de todo mundo, numa tenda à la “Sex and The City 2” no meio do deserto? Há quem diga que ele esteja num prédio residencial.
Enquanto Kadhafi brinca de esconde-esconde, os rebeldes botam pra quebrar. Trocam tiros, lançam bombas, invadem mansões, tomam o quartel-general do ditador e até a casa de seus filhos.
Quando a polícia carioca ocupou o Complexo do Alemão, passamos alguns dias fazendo um tour pela breguice das “mansões” dos chefes do tráfico.
Mas nos palácios dos familiares de Kadhafi, em vez de pinturas toscas de Justin Bieber na parede do quarto dos filhos, ambientes espaçosos e luxuosos. E o maior achado: quatro álbuns com fotografias de uma antiga paixão, a ex-secretária de Estado Americano, Condoleezza Rice.
Os álbuns estavam escondidos, mas a paixão de Kadhafi por Condoleezza é mais do que pública.
Há três anos, em declarações à rede de TV Al-Jazeera, Kadhafi disse: “Leezza, Leezza, Leezza… Gosto muito dela”. Tanto, que um ano depois, numa visita oficial de “Leezza” à Líbia, Kadhafi ofereceu a ela presentes no valor de 212 mil dólares.
Nem bem publicou a lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, a revista Forbes terá de rever seus conceitos.
Que Angela Merkel que nada. A mulher mais poderosa do mundo é ela: “Leezza”. Em meio ao harém que cerca o ditador líbio, ela é a única capaz de dominar aquele insensato coração.
Por enquanto, a cabeça de Kadhafi (viva ou morta) está valendo 1,7 milhão de dólares.
Segue a tensão pelo final da novela. O vilão terminará morto? Louco? (Bom, isso ele já é).
Eu torço pelo final feliz clássico: com a mocinha. Leezza!

2011/08/27

UM DOCE DE PESSOA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:24

Se alguém, algum dia, disser que você é um doce pode não estar se referindo à sua maneira de ser.
Isso porque a “Maynards Canada”, uma das marcas da “Kraft Foods”, lançou uma campanha de marketing bastante original: está dando a chance de qualquer consumidor ter seu rosto imortalizado num de seus produtos.
As inscrições para o concurso “Make Your Face a Maynards” (algo como “Faça de Sua Cara Um Maynards”) acontecem até 30 de setembro pelo Facebook.
Para concorrer, os interessados devem “Curtir” a página da empresa, subir uma foto e, usando as ferramentas disponíveis no site, recortar o rosto e optar por um dos produtos da marca: “Sour Patch Kids”, “Fuzzy Peach”, “Sour Cherry Blasters” ou “Swedish Berries”. O concorrente também tem de escolher duas cores para a confecção da embalagem.
Depois de enviar a foto, o aspirante a docinho precisa completar a frase “Meu rosto seria perfeito para um Maynards porque…” com até 140 caracteres.
Atenção, engraçadinhos: não vale mandar foto que não seja do rosto.
Além de receber um prêmio de 5 mil dólares canadenses (cerca de R$ 8 mil), o vencedor ganhará uma viagem a Toronto para uma visita à fábrica, um ano de doces “Maynards” com a sua cara e uma sessão de fotos – necessária para a produção da embalagem.
No ensaio fotográfico, o ganhador tem de recriar a expressão facial que porta na foto enviada ao concurso.
A “Maynards” existe desde 1896, mas seu idealizador, Charles Riley Maynard, já fabricava doces havia 16 anos até decidir fundar a empresa.
Tudo começou de forma bem familiar: Charles e seu irmão Tom preparavam os doces na cozinha de casa enquanto Sarah Ann, a mulher de Tom, ficava na lojinha.
Em 1909 surge o produto mais popular da marca: os chicletes sabor vinho, cujo garoto-propaganda é um alce maluco.

2011/08/26

UMA QUESTÃO CABELUDA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 11:06

Nem a cura para o vício do cigarro nem a pílula que elimina gordura sem sacrífícios. O laboratório que inventar um spray capaz de deixar o cabelo feminino pronto em questão de segundos terá feito a maior revolução do século.
Mais do que uma inquietação estética ou futilidade, o cabelo está diretamente ligado à sáude.
O “The New York Times” publicou uma matéria em que explica o motivo.
Numa visita a uma feira de cabelos em Atlanta – a “Bronner Brothers International Hair Show” – a repórter ouviu a palestra de uma especialista no assunto, a dra. Regina Benjamin. A médica foi clara: muitas mulheres desistem de se exercitar porque estão preocupadas com o cabelo.
“Várias vezes ouvimos as mulheres dizendo, ‘Não posso fazer exercício hoje porque não quero deixar o cabelo suado ou molhado’. Quando você tem de iniciar um exercício procura motivos para não fazê-lo. Muitas vezes o cabelo é a razão”, explica ela.
O problema, diz a dra. Regina, é que várias delas – particularmente as negras como ela – investem quantidades consideráveis de tempo e dinheiro em químicos, relaxantes e outros tratamentos. Umidade e exercícios podem destruir rapidamente todo o esforço. O resultado é que elas evitam atividades físicas.
Segundo um grupo de pesquisadores que estuda o tema “cabelos x exercícios”, cerca de 50% das mulheres negras com mais de 20 anos são gordas ou estão com sobrepeso. Entre as brancas o número é de 33% e entre as hispânicas, 43%.
Mas não são apenas as negras as maiores vítimas. “Conversei com várias mulheres e percebi que esse é um problema que acontece com minhas pacientes mais velhas também, que geralmente falam, ‘Arrumo meu cabelo toda semana e não quero bagunçá-lo’”.
A dra. Rebecca Alleyne, cirurgiã especializada em câncer de mama, é uma delas. Ela contou que até um ano e meio atrás costumava correr, pedalar e nadar seis dias por semana. Até que começou a usar aplique no cabelo – que requer uma certa manutenção – e a fazer chapinha.
Em seis semanas, ela engordou quase dois quilos e meio. “As barreiras, no meu caso, foram um investimento de 60 dólares e duas horas e meia no salão”, disse Rebecca.
Já Jackie Gordon, uma secretária-executiva de 47 anos, contou à reportagem que começou a relaxar o cabelo ainda na adolescência. “Quando digo que não vou à academia porque demoro horas para arrumar o cabelo falam que estou arranjando desculpas porque sou preguiçosa”.
Os especialistas médicos fazem questão de frisar ainda que a aparência é apenas um dos obstáculos no caminho à esteira. Conciliar demandas familiares, crianças e trabalho – tarefas que transcendem a questão racial – podem transformar o exercício físico num luxo. “No fim do dia as mulheres estão completamente exaustas”, diz a dra. Pamela Peeke, professora-assistente de Medicina na Universidade de Maryland e porta-voz da Faculdade Americana de Medicina do Esporte.

2011/08/25

PARA COMER CANTANDO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:36

O que cai bem com uma buchada de bode? Genival Lacerda? E com uma dobradinha? Cremilda. Uma bela galinha ao molho pardo pede Inezita Barroso.
Recomendar a música que vai bem com um determinado prato é a ideia do casal Kasey e Matthew Hickey, de São Francisco, que há menos de um ano criou o blog “Turntable Kitchen”. A página, “dedicada a todas as coisas deliciosas e melódicas”, tem cerca de 40 mil acessos por mês.
Tudo é feito de forma absolutamente caseira. Ela seleciona, prepara e fotografa as receitas na própria cozinha e Matthew dá a dica de uma faixa musical para acompanhar a iguaria.
Nem todos os posts de Matthew têm receitas de Kasey – a maioria é “Dose Única”, ou seja, só dica de música – mas todo prato preparado por ela tem uma “sugestão auditiva” dele.
Nem as receitas são simples e nem as músicas comuns. E é aí que mora a graça.
Foi preciso percorrer páginas e páginas do site para encontrar artistas conhecidos.
Tortinhas de Morango ao Molho Balsâmico? “Oh! You Pretty Things”, do disco “Hunky Dory”, de David Bowie. “Ziggy Stardust”, também de Bowie, acompanha bem uma Pizza Integral de Tomate.
“Weird Fishes/Arpeggi”, do Radiohead, é uma boa dica para acompanhar um Halibute (tipo de peixe) escaldado com molho de açafrão e alho-poró. Já uma “whoopie pie” – sanduichinho de massa de cookie com recheio de creme – vai bem com qualquer coisa, mas a sugestão do casal é comê-lo ouvindo “Welcome to the Working Week”, de Elvis Costello.
“Jackson 5”, na faixa “I Want You Back”, é para ser ouvido saboreando Panquecas de Aveia e Gengibre.
Bandas inglesas também entram na relação: The Clash – cuja “London Calling” serve de fundo musical para um Camarão Besuntado com Manteiga de Anchovas –; e The Cure (“From the Edge of the Deep Green Sea”) para uma Sopa de Aspargos Assados com Molho de Salsa e Limão.
Vale a pena conferir.

Visitem o blog AQUI

2011/08/24

SWEET DREAMS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:35

A pensadora aí em cima tem apenas 13 dias de vida, mas já aparenta fazer planos para as próximas férias ao mesmo tempo em que se questiona sobre a situação em Trípoli.
A imagem, adorável, é trabalho das fotógrafas Yvonne Watt e Fiona Potter, especializadas em clicar bebês com poucos dias de vida.
A dupla percebeu um mercado inexplorado e altamente lucrativo e inaugurou, no ano passado, o “Fusion Baby Photography”, estúdio em Glasgow, Escócia.
“Sentimos que gostaríamos de ter tido a oportunidade de fazer alguma coisa assim com nossos próprios filhos. De uma certa forma sinto uma ponta de inveja dos pais que têm essa chance porque tenho poucas fotos legais dos meus filhos nessa fase”, diz Fiona.
As imagens são feitas com bebês que têm entre 6 e 14 dias de vida. “Quanto mais cedo e mais sonolentos, melhor”, dizem no site. Mas o ideal mesmo é lá pelo décimo dia. “Mas venham preparados para esperar, esperar, esperar até que o tenhamos num sono profundo”.
Segundo a dupla, nessa fase da vida os bebês ainda estão dormindo alegremente e suas características são visualmente agradáveis aos clientes.
“É um momento tão especial e que acontece apenas uma vez. Antes de nos darmos conta acaba e seguimos em frente”, explica Yvonne.
O negócio das fotógrafas tornou-se popular rapidamente. Não houve necessidade de anúncios, apenas propaganda boca-a-boca.
A dupla tem realizado ensaios com cerca de três bebês por semana e, paralelamente, cada uma tem seu trabalho com fotos convencionais.
Yvonne e Fiona passaram meses pesquisando e experimentando possibilidades para acentuar a vulnerabilidade de seus modelos com adereços como gorrinhos de lã, cobertores de fibras naturais ou de pele de ovelha e cestos.
Elas também fazem ensaios com grávidas sozinhas ou com seus respectivos maridos, mas no site alertam que tudo precisa ser agendado com antecedência. “Trabalhem o peitoral, papais!”, avisam.
Cada sessão custa 65 libras (menos de R$ 200), mas o lucro da dupla vem do álbum. Um com 15 imagens sai por 550 libras (cerca de R$ 1.500).

Confiram o site AQUI

2011/08/23

AO PÓ VOLTAREMOS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:31

Cada um ganha seu dinheiro como pode: desde sendo um reles operário numa linha de produção, passando pelos que são pagos para ouvirem (e resolverem) problemas alheios, pelos que se prostituem ou até roubando mesmo.
Kathy Reichs ganha o seu – que não é pouco – analisando ossos.
Ela é antropóloga forense, tem 63 anos, e há mais de 20 tem usado suas habilidades científicas para ajudar a identificar vítimas e a determinar a causa da morte de vários casos investigados pelo “Laboratório de Ciências Judiciais e de Medicina Legal do Canadá”, em Quebec.
Trata-se de um trabalho altamente curioso – tanto que seus livros de ficção serviram de inspiração para a série televisiva “Bones”, da qual ela é uma das produtoras.
“Os ossos me contam a história da vida da pessoa – qual a idade, o sexo, sua história familiar”, diz Kathy. “Às vezes posso até dizer se a pessoa era canhota ou destra, se teve filhos ou não. Há casos em que não é possível realizar a autópsia normal porque o corpo está muito comprometido, então os ossos me dizem muita coisa”.
Para identificar o sexo, por exemplo, ela toma como base os ossos da pélvis – mulheres têm ossos maiores do que os homens. Já para descobrir a etnia, analisa o crânio.
Para determinar a hora da morte, uma vez que as camadas mais superficiais da pele se foram, o jeito é recorrer à entomologia: “Você repara nas larvas – que espécies estão presentes e em que fase elas estão de seu ciclo de vida. Mas se já não existem mais pele e nem insetos, fica mais difícil”.
Segundo Kathy, ela só recorre à reconstrução facial em último caso. Para exemplificar, ela conta sobre um caso em Montreal em que um rapaz foi encontrado esquartejado dentro de uma caixa, num parque. Ele teve mãos, nariz e orelhas arrancadas e o rosto, pelado. “Então tive sete diferentes versões de reconstrução facial feitas por laboratórios ao redor do mundo”.
Kathy começou sua carreira trabalhando como arqueóloga na Carolina do Norte. A polícia encontrava ossos e levava à universidade para que ela os analisasse. Aos poucos, foi sendo chamada para ajudar a resolver casos policiais.
Ela já auxiliou os militares americanos na identificação dos restos mortais no genocídio da Ruanda, identificou vítimas da Segunda Guerra Mundial, chegou a examinar restos mortais no monumento ao Soldado Desconhecido, na Filadélfia, até a missão que ela considera mais difícil: as vítimas do atentado ao World Trade Center.

2011/08/22

AJUDINHA EXTRA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:07

Às vezes tudo o que queremos é uma mãozinha para resolver os pepinos do dia-a-dia. Aqueles mais básicos, como buscar uma roupa na lavanderia, entregar um exame ao médico, ir ao supermercado buscar uma lata de molho de tomate ou guardar lugar numa fila.
Pois esse gênio da lâmpada já existe e está em ação nos Estados Unidos. Ou melhor, gênio não, coelho. Trata-se do “TaskRabbit”.
“Tenha praticamente qualquer coisa resolvida com a ajuda de pessoas seguras, confiáveis e legais”, promete o site.
Por uma (nem tão) módica quantia, tarefas domésticas – compras, serviço de lavanderia, montagem de móveis –; ajuda com mudança; aluguel de apartamentos e reparos em geral podem ser solucionados.
Há milhares de opções de tarefas, mas os usuários (“Taskposters”) também pode solicitar serviços que não se enquadram nessas categorias – até porque algumas solicitações incluem construções de sites.
Após preencherem um formulário com as informações pessoais, todos os interessados são verificados pelos administradores.
Os “Taskposters” têm ainda a opção de anexar uma foto ou um trecho de áudio descrevendo o que precisam.
Já os voluntários a cumprirem a tarefa (“TaskRabbits”) trazem em seus perfis avaliações, resenhas dos serviços que prestaram anteriormente e sua especialidade.
No site há uma seção ótima, que é a dos “TaskRabbits” mais bem avaliados.
O campeão da lista é Alex K.: “Profissional aposentado com formação militar. Sou responsável, talentoso e detalhista. Tenho bastante tempo livre e ficaria feliz em ajudá-lo com sua agenda lotada. Especialidades: mensageiro, saúde e medicina, entregas, transporte e ‘buscador’ de alimentos no atacadista”.
A empresa crê que seu perfil não pode ser resumido ao de uma agência temporária. A ideia é que se torne, cada vez mais, uma comunidade em que as pessoas podem ter seus problemas resolvidos ou que ajudem a solucionar os dos outros. No entanto, como o número de “TaskRabbits” é limitado, no momento, apenas interessados em contratar serviços podem se inscrever. Os demais terão de aguardar numa fila de espera que conta com milhares de nomes.
O “TaskRabbit” começou há dois anos, em Boston, mas já foi estendido para Los Angeles, São Francisco e há algumas semanas chegou a Nova York – tanto através do site quanto por um aplicativo para iPhone.
Joshua Brustein, repórter do “The New York Times”, testou o serviço via iPhone e contou a experiência num artigo.
Após mudar-se para um apartamento novo, ele precisava de alguém que levasse diversas sacolas de roupas velhas para uma unidade do “Exército da Salvação” localizada a poucos quilômetros de sua casa.
“Depois de 12 minutos que postei meu pedido, duas pessoas se ofereceram para pegar as roupas. Uma queria 70 dólares. A outra, 20. Eu escolhi a segunda e combinei um horário alguns dias depois. O ‘TaskRabbit’ que veio era David Johnson, ex-baterista e agora aspirante a Ph.D. em Neurociência. Depois de um bate-papo rápido, ele pegou minhas roupas, colocou no carro e foi embora. O site cobrou 20 dólares no meu cartão de crédito, descontou seus honorários e pagou o sr. Johnson”.
Ainda sou mais o gênio da lâmpada.

Conheçam o site AQUI

2011/08/21

O DONO DO MUNDO

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:03

Raramente um diretor de Recursos Humanos ou o dono de uma empresa admite que a aparência – principalmente para a mulher – é fundamental na conquista de uma vaga. O Brasil é exceção.
Reza a hipocrisia que boa formação cultural e acadêmica, domínio de idiomas e experiência profissional são os itens que mais pesam no momento da seleção.
Foi preciso aparecer uma socióloga provando por A + B – ou no caso por meio de extensas pesquisas acadêmicas – que um “tchan” a mais faz diferença sim.
Esse “tchan” é o que Catherine Hakim define como “capital erótico” no livro “Honey Money: The Power of Erotic Capital”, que será lançado em setembro na Inglaterra.
Catherine – socióloga da Escola de Economia de Londres – diz que o “capital erótico” não se resume à aparência. Segundo ela, tanto homens quanto mulheres têm essa qualidade (ou possibilidade), que pode ser dividida em seis categorias: beleza; atratividade sexual; “habilidades” sociais como graça, charme e flerte; vivacidade (uma mistura de boa forma física, energia e senso de humor); apresentação social; e a sexualidade em si.
O tema não é novo. O livro é a versão expandida de um artigo que Catherine escreveu no ano passado para a revista “Prospect” e que rendeu bastante assunto para a imprensa.
O escritor Will Self – que publicou uma resenha do livro no jornal “The Guardian” desta semana – conta que o título é uma expressão usada por prostitutas de Jacarta: “No money, no honey”.
Para Catherine, o “capital erótico” está sendo cada vez mais valorizado na sociedade atual – individualista e sexualizada.
Apesar de as mulheres terem mais condições de desenvolvê-lo e explorá-lo, o sexo nunca foi encorajado por causa do patriarcalismo. “Ideologias patriarcais banalizaram sistematicamente o capital erótico feminino a ponto de desencorajá-las – para prejuízo dos homens”, diz Catherine.
Neste ponto ela introduz o conceito de “déficit do sexo masculino”: como os homens são mais entusiasmados para o sexo do que as mulheres, isso as torna controladoras de um “ativo” cada vez mais valioso. Resultado: os homens farão de tudo para conseguí-lo – mesmo que a mulher não invista em seu “capital erótico”.
Mais polêmica ainda é a visão de Catherine em relação aos gordos. “A obesidade não traz nenhum benefício e ainda destroi o capital erótico”, diz ela.
Mas por que essa “moeda” é tão importante? Porque pessoas com maior “capital erótico” são mais persuasivas, quase sempre vistas como mais competentes e o principal: ganham, em média, 15% mais.
É o dinheiro, estúpido!

2011/08/20

UMA PERGUNTA SEM RESPOSTA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:23

“Onde Está a Felicidade?”, pergunta-se Bruna Lombardi em seu terceiro trabalho para o cinema ao lado do marido. Escrito por Bruna e dirigido por ele, o boto – digo Carlos Alberto Riccelli – o filme é um dos favoritos do ano para o “Framboesa de Ouro” deste blog.
Após colocar em dúvida a fidelidade do marido, uma chef de cozinha e apresentadora de um programa de receitas afrodisíacas resolve fazer uma peregrinação ao caminho de Santiago de Compostela.
O início é animador. Dinâmico, leve e com um visual interessantíssimo, colorido e kistch como uma obra de Almodóvar – coincidência ser uma coprodução Brasil-Espanha? Tudo nos trinques. A abertura da atração televisiva da protagonista, por exemplo, é uma animação à la “Jeannie é um Gênio”.
Passados os dez minutos iniciais, entra em cena nosso lado peregrino para alcançarmos o final. O filme se revela uma bobagem caricata num roteiro que não vai até o km 02 – tudo camuflado por belas paisagens.
“Onde Está a Felicidade?” conta com o patrocínio do governo da Espanha e a participação de vários atores espanhóis.
Daí surge a pergunta-Tostines: Bruna já escreveu uma história que se desenrola no Caminho de Santiago de Compostela de olho na dinheirinha do governo espanhol ou foi justamente por promover o Caminho que as portas do governo daquele país se abriram?
Para disfarçar uma possível intenção caça-níqueis, no final surge o Piauí (!) – mais especificamente o Parque Nacional da Serra da Capivara.
O filme tem uma série de problemas. Além de péssimas interpretações, “Onde Está a Felicidade?” parece deslocado no tempo e no espaço. Impossível identificar em que ano se passa a história. Até um porco aparece lá pelo meio.
Uma coisa é a atuação exagerada, passional, almodovariana. Outra, bem diferente, é a má atuação. Bruna Lombardi não tem nenhuma veia humorística (nem as que insistem em saltar de seu pescoço). E outra: Bruna já passou da idade de portar juba de leoa. Está na hora de voltar a ser Diadorim.
Bruna não está sozinha. O outro protagonista, Marcelo Airoldi, perdeu a graça já na maternidade.
Correndo por fora, Bruno Garcia e a espanhola Marta Larralde – justamente de quem se esperaria uma interpretação mais estereotipada. Há ainda participações de Marcelo Adnet e Dani Calabresa.
“Onde Está a Felicidade?” consegue ser pior do que “Comer Rezar Amar”, com Julia Roberts, também na categoria “busca interior”.
O filme de Bruna e Riccelli foi eleito o melhor pelo público no Festival de Paulínia deste ano.
Daí que surge outra pergunta-Tostines: o povo tem mesmo um gosto duvidoso – vide Calypso e Luan Santana – ou gosta do feio porque é o que lhe é oferecido?
Com toda certeza no Festival de Paulínia existiam outras opções.

2011/08/19

ATÉ TU, BRUTUS?

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:02

 

Plano A: Operação Valquíria. Plano B: transformar o “Führer” em “fraulein”.
A ideia até parece saída de algum desenho do “Pica-Pau”, mas de fato chegou a ser cogitada pelo serviço secreto britânico.
Segundo o livro “Secret Weapons: Technology, Science And The Race To Win World War II” (“Armas Secretas: Tecnologia, Ciência e a Corrida para Vencer a Segunda Guerra Mundial”), que deve ser publicado no mês que vem, agentes britânicos planejavam colocar doses de estrógeno na comida de Hitler para torná-lo menos agressivo e deixá-lo mais parecido com sua dócil irmã mais nova, Paula.
Paula Hitler foi a única dentre os irmãos do ditador a chegar à fase adulta. Ela trabalhava como secretária em Viena, em 1920, e recebeu suporte financeiro do irmão até o suicídio dele, em 1945.
Com o fim da guerra ela foi interrogada por agentes americanos. Depois de solta, viveu isolada até sua morte, em 1960.
“Os espiões que trabalhavam para a Inglaterra eram próximos de Hitler o suficiente para ter acesso à comida dele”, diz o professor Brian Ford, da Universidade de Cardiff, autor do livro, ao jornal “Telegraph”.
Brian explica que o estrógeno foi escolhido porque além de insípido, teria um efeito leve e sutil que passaria despercebido pelos provadores de comida do “Führer”. “Por causa deles não havia jeito de envenenar Hitler, mas o hormônio era outra história”, diz o professor.
Segundo o professor, o “plano estrógeno” foi mais um dos inúmeros cogitados para acabar com a guerra de forma rápida. Outras ideias, não menos estranhas, incluíam colar a tropa nazista ao chão, despejar urnas com cobras venenosas sobre os soldados e disfarçar bombas em latas de frutas que eram exportadas para a Alemanha.
No entanto, de acordo com Brian, o plano de usar o “Grande Panjandrum” foi o mais estranho de todos.
O “Grande Panjandrum” foi uma arma secreta projetada para explodir contra as defesas nazistas na costa da Normandia, mas nunca chegou a ser utilizada porque foi considerada perigosa. Durante testes, em 1944, o protótipo desviou-se de seu curso e foi em direção a uma plateia de oficiais de alta patente que conseguiu se safar.
Acredita-se que os aliados tenham investido 1 milhão de dólares na arma.
Ainda bem que o plano estrógeno fracasssou. Já imaginaram Hitler na TPM?

2011/08/18

O SONO DOS JUSTOS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:03

Digam-me onde dormem e eu lhes direi quem são.
É mais ou menos essa a ideia do livro “Where Children Sleep” (“Onde as Crianças Dormem”), do fotógrafo James Mollison.
Lançado no ano passado, o trabalho dá uma noção de como é a vida e o cotidiano de diversas crianças pelo mundo através das fotos de seus quartos.
James Mollison nasceu no Quênia, mas cresceu na Inglaterra e atualmente vive em Veneza com a esposa.
A mudança para a Itália foi motivada pelo convite para uma temporada na “Fabrica”, uma espécie de “laboratório de ideias” patrocinado pela Benetton e voltado para jovens talentosos do mundo com menos de 25 anos.
O livro “Where Children Sleep” é resultado de um projeto encomendado pela “Fabrica”.
“Quando eles me pediram para pensar em algo que tivesse relação com os direitos das crianças, fiquei pensando sobre o meu quarto, como ele era importante pra mim durante a infância e como ele refletia o que eu tinha e o que eu era”, explica James. “Não queria que fosse algo sobre crianças necessitadas de países em desenvolvimento, mas alguma coisa mais inclusiva, sobre menores em todo tipo de situação”.
O livro traz 56 fotos de crianças entre 9 e 13 anos que foram clicadas num fundo neutro, fora do contexto do quarto. Segundo James, “a ideia era que elas aparecessem como indivíduos, como iguais, apenas como crianças”.
Algumas imagens chamam a atenção. A japonesinha Kaya, de 4 anos, moradora de Tóquio, é a própria boneca Moranguinho. Segundo o livro, é a mãe quem costura todas as roupas da filha – “Kaya tem 30 vestidos e casacos, 30 pares de sapatos e inúmeras perucas. Suas comidas preferidas são carne, batatas, morangos e pêssegos”.
O Brasil está representado por três crianças: o indiozinho Ahkohxet, de 8 anos, da Amazônia, que dorme no chão de terra batida sobre um estrado forrado; Alex, de 9 anos, do Rio, cuja cama é um sofá todo destruído; e Thais, de 11, da Cidade de Deus, que tem um quarto típico de adolescente, com cortina rosa e fotos de ídolos como Felipe Dylon.
Diz o livro: “Thais, 11, mora com os pais e a irmã no terceiro andar de um prédio no Rio de Janeiro, Brasil. Ela divide o quarto com a irmã. Eles vivem na região da Cidade de Deus, local conhecido pela rivalidade entre gangues e uso de drogas. Desde 2002, depois do filme ‘Cidade de Deus’, o lugar tem passado por melhorias. Thais é fã do cantor pop Felipe Dylon e tem pôsteres dele espalhados pelas paredes. Ela gostaria de ser modelo”.
Ainda que James tenha selecionado dois perfis de crianças brasileiras bem parecidos, o resultado não vende uma imagem estereotipada ou negativa do país.
A imagem mais impressionante é a do garoto Joey, de 11 anos, morador de Kentucky (EUA), que parece dormir num “bunker”.
Segundo o livro, Joey acompanha regularmente o pai em caçadas. Ele tem duas espingardas, uma balestra (espécie de arma medieval) e matou seu primeiro bicho – um veado – aos 7 anos. “Ele planeja usar sua balestra na próxima temporada de caça porque está cansado de usar revólver. Ele adora a vida ao ar livre e espera continuar caçando quando for adulto. Sua família geralmente prepara e come as carnes dos animais mortos. Joey não concorda com a ideia de matar um bicho só por esporte”.
Não é a impressão que temos pelo quarto…

Confiram fotos AQUI

2011/08/17

JUSTA CAUSA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:47

O título original é “Horrible Bosses” (“Chefes Terríveis”), mas no Brasil foi traduzido para “Quero Matar Meu Chefe”.
Nem era preciso que produtores e distribuidores quebrassem a cabeça em busca de um título-chamariz como esse. Porque, por enquanto, “Quero Matar Meu Chefe” é a maior bilheteria de comédia nos Estados Unidos do ano.
A explicação para o sucesso pode ser desmembrada em pelo menos duas partes. Metade pode ser creditada ao elenco: Jennifer Aniston, Kevin Spacey, Jason Bateman (que trabalhou com Aniston em “Coincidências do Amor”), Jason Sudeikis (ex-“Saturday Night Live”), Charlie Day (de “Amor À Distância”), Collin Farrell (escondido sob uma peruca de careca) e Jamie Foxx (para sempre Ray Charles).
A outra porção é o fato de “Quero Matar Meu Chefe” ter recebido o rótulo “R” de censura (menores de 17 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis), o que sabidamente desperta curiosidade.
Apesar de o filme ter sido bem-recebido tanto pelo público quanto pela crítica, não é nada além de um genérico de “Se Beber Não Case” – enquanto este, com um elenco desconhecido e orçamento limitado, narrava de forma altamente original o day after de uma despedida de solteiro, “Quero Matar Meu Chefe” é um poço de previsibilidade.
Nele, três amigos babacas que sofrem nas mãos de seus respectivos patrões, chegam à conclusão de que o melhor seja assassiná-los.
Em primeiro lugar, em nenhum momento apostamos que o trio será capaz de levar o plano adiante. Também não nos importunam a gritaria e as piadas politicamente incorretas, sujas ou juvenis. O que incomoda em “Quero Matar Meu Chefe” são os artifícios usados pelos roteiristas, que não surpreendem em nada quem tem um mínimo de quilometragem em salas de cinema.
Quando o personagem de Charlie Day pega um pote cheio de cocaína com a ponta dos dedos é impossível não se lembrar da cena das cinzas de “Entrando Numa Fria”. Claro que o pó será derrramado e ele ficará doidão.
Opa, um gravador na jogada? Claro que ele vai registrar cenas-chave.
Mesmo careteiro e de fala afetada, Charlie Day é o responsável pelos poucos melhores momentos do filme.
#Ficaadica

2011/08/16

SEPARADOS NO NASCIMENTO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:05

Hoje uma lista com alguns personagens famosos cujos visuais foram inspirados em pessoas reais. A seleção é do site “Buzzfeed”:

1) Shrek talvez seja o mais impressionante. A aparência do ogro foi baseada na do lutador francês Maurice Tillet. Conhecido como “O Anjo Francês”, Maurice começou a desenvolver gigantismo (ou acromegalia) aos 20 anos. Em pouco tempo já estava deformado. Segundo o site do dr. Drauzio Varella, a acromegalia é uma doença crônica provocada por excesso de produção do hormônio do crescimento na vida adulta. Nessa fase as cartilagens de crescimento já estão “fechadas”. Se o hormônio for produzido em excesso na infância ou puberdade, antes do fechamento dessas cartilagens, a doença é chamada de gigantismo.

2) Beavis e Butt-Head: a origem da dupla de adolescentes que ficou famosa na série de TV homônima é polêmica. O “Buzzfeed” diz que o criador, Mike Judge, baseou as aparências de Beavis e Butt-Head em dois professores do Departamento de Física da Universidade da Califórnia: David Kleinfeld e James Branson.
No entanto, há outras versões sobre quem teria servido de inspiração para a dupla. Localizei uma entrevista de Mike Judge em que ele conta que tinha um vizinho de 12 anos que era conhecido como “Iron Butt” – ele pedia que os outros meninos lhe dessem chutes no traseiro para mostrar que era forte. Esse garoto tinha um colega chamado Bobby Beavis que era tido como um cara “cool”.

3) Coringa: a aparência do vilão de “Batman” foi criada a partir da interpretação de Conrad Veidt no filme mudo alemão “The Man Who Laughs”, de 1928. No filme – baseado num romance de Victor Hugo –, o personagem Gwynplaine é o herdeiro de um ducado. Sequestrado quando garoto, por ordem do rei é desfigurado num perpétuo sorriso forçado.

4) Quasímodo: baseado num escultor corcunda que realmente trabalhou em Notre Dame por volta dos anos 1800.

5) Winnie the Pooh: o famoso ursinho do desenho animado – que anteriormente chamava-se “Poof” – surgiu a partir de um urso preto que vivia no zoológico de Londres.

6) Dr. Eggman: os criadores do vilão dos games do “Sonic” basearam a aparência do doutor Eggman no ex-presidente americano Theodore Roosevelt e… num ovo.

7) The Dude (O Cara): trata-se do personagem principal do filme “O Grande Lebowski” (1998), dos irmãos Coen, interpretado por Jeff Bridges. A aparência do Dude foi inspirada no produtor e ativista político Jeff Dowd, que teria ajudado os irmãos Coen a obter o seguro de distribuição de seu primeiro filme, “Gosto de Sangue”, de 1984.

8) Patrick Bateman (personagem principal do filme “Psicopata Americano”): o ator Christian Bale disse que baseou sua performance em Tom Cruise. O autor do livro, Bret Easton Ellis, também disse que a aparência de Tom Cruise lhe serviu de inspiração.

9) Tio Sam: apesar de muita gente notar semelhanças entre o tiozinho de cabelos brancos e os ex-presidentes Andrew Jackson e Abraham Lincoln, a cara do Tio Sam nasceu a partir da de Samuel Wilson. Durante a guerra de 1812, era Wilson quem fornecia carne para o Exército Americano. Dono de um matadouro, as carnes chegavam em barris com as iniciais “U.S”.

10) Norman Bates (de “Psicose”), Leatherface (“O Massacre da Serra Elétrica”) e Buffalo Bill (o serial killer de “O Silêncio dos Inocentes”): todos os três teriam surgido a partir do serial killer americano Ed Gein. Gein foi condenado pelos homicídios de duas pessoas, mas é suspeito de ter assassinado dez pessoas no total. Seus crimes ganharam notoriedade quando as autoridades descobriram que ele exumava cadáveres de cemitérios e os transformava em troféus.

Vejam as imagens AQUI

2011/08/15

BANHO DE CHEIRO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:42

A onda de calor que atinge os Estados Unidos já matou mais de 20 pessoas e, assim como o Carnaval brasileiro, “não tem hora pra acabar”. Alguns Estados alcançaram temperaturas perto dos 50º C.
Nesta segunda-feira, o jornal “USA Today” – acostumado às notícias sensacionalistas envolvendo celebridades – deixou parte da fofoca de lado para dedicar uma reportagem a um dos problemas causados pelo calor excessivo: o suor.
Segundo o dermatologista David Pariser, porta-voz da Academia Americana de Dermatologia, o suor não é algo ruim. “Funciona da mesma forma que um ar condicionado. O objetivo é resfriar o corpo. Há outras funções menos importantes, como balancear os eletrólitos (minerais que mantêm as funções corporais), mas seu objetivo fundamental é regular a sensação térmica”.
Segundo ele, com exceção dos que sofrem de “anidrose” – doença em que a pessoa não sua por causa de uma falha no sistema nervoso –, todo mundo fica molhado. Os homens suam quatro vezes mais do que as mulheres. Assim como pessoas maiores descarregam mais bicas d’água do que as menores.
O dermatologista também desmente alguns mitos. O suor não retira os nutrientes do corpo – isso é decorrente da desidratação – e não tem cheiro. O odor só aparece quando o suor ou os óleos produzidos principalmente nas axilas e virilha se misturam às bactérias da pele.
“Há glândulas especiais nas axilas, virilha e na área genital que são mais suscetíveis a produzirem odor porque são mais povoadas pelas bactérias. O suor é 99% água com uma pequena quantidade de sal e outros eletrólitos”, diz o dermatologista.
Ao contrário das modelos, cujas gotinhas de suor adornam seus músculos em editoriais, para a maioria dos mortais o suor não tem nada de sexy. Para alguns, é um pesadelo social.
Estima-se que 8 milhões de pessoas sofram com a hiperidrose – 3% dos adultos e crianças dos Estados Unidos. O problema causa suor em bicas independentemente da temperatura.
O suor excessivo pode ocorrer no corpo todo ou em áreas localizadas, como mãos, pés, axilas ou rosto. Enquanto as pessoas normais suam um quarto de litro ao dia, quem tem hiperidrose sua quatro ou cinco vezes isso.
“Pode ser muito severo e incapacitante. A pessoa não pode dar as mãos ao outro, não pode trocar um aperto de mãos num encontro comercial, tem de trocar de camisa duas ou três vezes ao dia ou até colocar papel-toalha sob os braços”, explica o dermatologista.
Felizmente o problema tem tratamento. Uma das soluções é a injeção de botox. Aprovado pela “Food and Drug Administration”, o tratamento dura entre sete e nove meses.
A reportagem também dá algumas dicas: 1) As manchas de suor na roupa são causadas pela combinação dos químicos dos antitranspirantes com o sal do suor. Para reduzir a chance de mancha, deixe o desodorante secar antes de se vestir. 2) Aja rápido. Ao perceber a mancha, lave a roupa imediatamente. 3) Para remover marcas amarelas de roupas claras use uma mistura de soda cáustica, água oxigenada e água em partes iguais. Antes da aplicação, faça um teste em áreas escondidas da roupa para ter certeza de que a cor não será afetada. Deixe agir por 30 minutos e lave normalmente. 4) Para remover manchas de roupas escuras, prepare uma mistura de água gelada com vinagre (uma xícara para uma máquina de lavar cheia). Deixe de molho por meia hora e lave normalmente.

2011/08/14

ALÉM DO ESPELHO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:05

David Beckham, Brad Pitt e George Clooney podem ser os homens dos sonhos de muitas mulheres, mas não são exatamente os pares ideais.
Um experimento social conduzido por dois acadêmicos descobriu que pessoas mais bonitas são mais egoístas por natureza.
O estudo foi feito por Santiago Sanchez-Pages – das universidades de Edimburgo e Barcelona – e Enrique Turiegano, da Universidade Autônoma de Madri.
A dupla tomou como base o chamado “Dilema do prisioneiro”. A teoria tem atraído a atenção dos pesquisadores em Ciência Social por retratar uma situação paradoxal: a busca do melhor por parte de cada jogador produz um resultado que não é o melhor para o conjunto.
No caso, foi dada a opção de uma das pessoas de ser uma pomba – que deveria cooperar para um bem maior – ou de ser um falcão – que apresentaria decisões mais egoístas.
Ao fim do jogo, com os pontos computados, as faces de cada jogador foram analisadas. Os resultados comprovaram que pessoas com traços mais simétricos – as mais bonitas – eram menos propensas a colaborarem e escolheram a opção mais egoísta, de acordo com o jornal “The Observer”.
Estudos anteriores mostraram que os mais bonitos são mais saudáveis, têm menos chances de sofrerem de doenças congênitas e são menos propensos a confiarem nos outros.
O relatório diz: “Pessoas com faces simétricas tendem a ser mais saudáveis, atraentes e autosuficientes, mas têm menos disposição para cooperar e também para procurar ajuda dos outros”.
O estudo também examinou os índices de testosterona e concluiu que altos níveis geralmente são associados à agressividade, sugerindo que os machos-alfa não trabalham bem em equipe.
Entretanto, o relatório diz que essa questão é parcialmente correta: os que são expostos a altos níveis de testosterona ainda no útero tendem a ser mais cooperativos.
A dupla de pesquisadores sugere que o estudo pode ser útil na elaboração de políticas públicas e agir como um corretivo baseado puramente numa decisão econômica.
Segundo eles, “se certos comportamentos, como fumo, bebida ou direção em alta velocidade são percebidos pelos praticantes como uma busca por status, é bem improvável que multas ou altas taxas tenham um efeito inibidor”.
Os pesquisadores estão corretíssimos em tentar encontrar alguma aplicação prática para o estudo, mas o argumento utilizado é tão confuso quanto o dilema do prisioneiro.
Concentrando-nos no que nos interessa, na dúvida, deem preferência ao feinho.

2011/08/13

WHO LET THE DOGS OUT?

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:22

Mais um exemplo de que geralmente as boas ideias são as mais simples.
As imagens acima até parecem de cães doentes ou epiléticos, afinal, estamos em pleno Mês do Cachorro Louco. Mas elas fazem parte do projeto “Shake” (“Sacudir”, em português), da fotógrafa americana Carli Davidson, da cidade de Portland, em Oregon.
Utilizando-se de equipamentos supermodernos, Carli clicou o momento exato em que diversos cães tentam se livrar do excesso de água.
A ideia não era produzir fotos engraçadas, mas o resultado se revelou bem interessante: caras e bocas tortas, babas cósmicas, orelhas voadoras e olhares bizarros.
Os modelos de Carli foram cães de seus amigos e outros que selecionou na rua.
Para fazer com que eles se sacudissem, a fotógrafa usou duas técnicas: sussurou nos ouvidos deles ou borrifou água.
Carli Davidson começou a fotografar no Ensino Médio e a ideia de se especializar em bichos surgiu após trabalhar no zoológico de Oregon – onde foi tratadora de animais por mais de sete anos. Além disso, foi voluntária em abrigos de animais.
A visita ao site de Carli revela o quanto ela ama os bichinhos. Além do projeto “Shake”, há um sobre cães deficientes (o “Pets with Disabilities Project”) e outro que retrata animais durante cirurgias.
O ensaio da fotógrafa com uma gata da raça Sphynx é particularmente interessante – os Sphynx são raros, sem pelos, branquelos, enrugados , enfim, com um visual repulsivo. Na galeria de fotos, a Sphynx – que traja um vestido vermelho e branco e tem as unhas pintadas de azul – aparece de pé, como se tentasse escalar algum obstáculo.

Confiram mais fotos AQUI

2011/08/12

BONS DE CABEÇA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:46

Com esses capacetes aí em cima, acabaram-se de vez as desculpas dos motoboys para não usarem o equipamento de segurança.
Os criativos capacetes são obra do designer Igor Mitin, que trabalha na agência de publicidade “Good!”, em Almaty, a maior cidade do Cazaquistão.
São 14 modelos divididos em quatro linhas: “Experimental”, “Bolas”, “Cabeças” e “Sexual”.
Dentre os do primeiro grupo estão capacetes de cristais Swarovski, de globo terrestre, melancia e nozes. A linha “Bolas” tem os com aparência de bolinha de golfe, tênis, boliche e sinuca. A “Cabeças” traz as opções masculino, feminino (chanel), cerebral (acima) e careca. A “Sexual” conta com dois modelos: bunda (acima) e mamilo com piercing.
Depois que as imagens caíram na Internet, no ano passado, a “Good” recebeu mais de 16 mil pedidos de ciclistas, motociclistas e curiosos em geral.
Segundo Rimma Fhevtfova, um dos designers da agência, “a cena ciclística do Cazaquistão está crescendo e o mercado oferece produtos limitados. Poucos são os que usam capacetes feitos artesanalmente ou sob medida de estilos inusitados”.
A questão é que os capacetes, por enquanto, não existem.
Portanto, a “Good!” já se mexe para que eles saiam do papel. A ideia inicial é que eles estejam disponíveis para os mercados da Ásia Central e do Cazaquistão. O restante do mundo vai ter de esperar.
Ou quebrar a cabeça para produzí-los.

Confiram as fotos AQUI

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