O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/06/03

THINK PINK

Arquivado em: Diário de bordo — trezende @ 10:11

Toda menina deseja morar numa casa rosa. Umas dão asas ao devaneio com a ajuda da Casa dos Sonhos da Barbie. Outras conseguem, como é o caso de Cristina Kirchner.
Ok, ok, Cristina mora na residência oficial de Olivos, mas passa boa parte de seu dia na Casa Rosada – que na verdade é mais para salmão do que rosa.
Cristina conseguiu realizar o sonho, mas para isso precisou abrir mão de seu Ken.
Reza a lenda que a cor do prédio corresponde à fusão das cores-símbolo dos dois principais partidos políticos do país. Mas a explicação da guia oficial é a de que o tom deve-se à mistura de sangue de vaca com cal, que teria o poder de prevenir os estragos causados pela umidade.
Quem já visitou o nosso Congresso Nacional, em Brasília, sabe que se trata de um lugar sombrio, sem janelas, com corredores e mais corredores de carpetes infestados por ácaros e com aparência – e manobras – de uma bat-caverna.
A cada quilômetro percorrido – salvo uma obra ou outra de Athos Bulcão – cruza-se com uma escultura de alumínio triste e perdida no meio de um vão com goteira.
A Casa Rosada não lembra em nada esse cenário. Em vez de carpetes no chão e nas paredes, muito mármore, salões amplos, vitrais lindíssimos, um pátio interno arborizado e com fonte d’água, cores vivas e luz, luz, luz.
A primeira parada é no recém-inaugurado Salão dos Patriotas Latino-Americanos, que conta com retratos como os de Getúlio Vargas, Juan Perón, Salvador Allende e Che Guevara.
Recentemente o salão serviu para o velório de Ken, digo, Néstor Kirchner.
Outro ambiente que não poderia faltar numa casa rosa é a galeria de mulheres. No caso, das principais representantes femininas da Argentina em várias áreas, como política, literatura ou música. O salão – geralmente usado para coletivas de imprensa – é cercado por fotografias em preto e branco de personagens como Evita, Mercedes Sosa ou da guerrilheira Juana Azurduy.
Após a passagem por um corredor com imagens dos principais diplomatas do país, chega-se ao local mais famoso do prédio: o balcão que se abre à Praça de Maio, testemunha dos principais fatos políticos da história argentina. Esse já viu de tudo: discursos acalorados, mães aos prantos, inúmeros protestos e até já serviu de cenário para filmes.
Uma foto à la Evita no balcão é tão obrigatória quanto a clássica segurada na Torre de Pisa.
A curiosidade fica completamente satisfeita na visita ao escritório de Cristina Kirchner. Devidamente guardado por oficiais, a sala é atulhada de mesas, cadeiras e aparadores cheios de porta-retratos familiares.
A visita guiada dura cerca de uma hora. Vale a pena.

Vejam algumas fotos AQUI

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2 Comentários »

  1. Minuciosa Tati, o balcão sobre a Praça de Maio é História pura, não?

    Demais.

    Beijocas!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/06/03 @ 10:26

  2. Tati, você viu que a cidade está infestada de cartazes com fotos do Ken? (ADOREI) Daqui a pouco vão santificar o homem… afff

    Comentário por Vaninha — 2011/06/07 @ 11:12


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