O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/06/30

MENU ATÔMICO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:21

Fato: a obesidade é a doença do século 21.
Por anos e anos a explicação para o aumento de peso parecia definitiva: a obesidade não seria mais do que o resultado da combinação de uma alimentação desregrada – e em excesso – com a falta de exercícios físicos. Alguns cientistas admitiam um componente genético.
Por outro lado, durante muito tempo cientistas ambientais já falavam da influência de fatores externos no aumento de peso – teoria sempre rejeitada pelo “mainstream”.
Agora a maré está mudando. Este mês, o jornal “Obesity Reviews” apresenta um estudo aprofundado sobre a relação entre meio ambiente e obesidade.
A ideia não é nova, mas as discussões anteriores restringiam o papel do “meio ambiente” à cultura fast food.
Basta olharmos à nossa volta para percebermos que, mesmo comendo o mesmo hambúrguer e tendo estilos de vida semelhantes, há pessoas que engordam mais do que as outras.
Os pesquisadores começaram a reconhecer que a obesidade vai muito além do cálculo de calorias e já estão convencidos de que há outros mecanismos importantes, como o hormonal.
São os hormônios que engordam os animais para o abate, bem como estão presentes em certos medicamentos que causam aumento de peso em humanos. Basta um leve desequilíbrio hormonal para o resultado aparecer na balança.
Paula Baillie-Hamilton, especialista em metabolismo e toxinas ambientais da Universidade da Escócia, foi uma das primeiras a relacionar a epidemia de obesidade aos químicos. Em 2002 ela ressaltou “a produção exponencial e o uso de químicos sintéticos orgânicos e inorgânicos”.
Ela até inventou um termo para essas substâncias: “calorias químicas”. Segundo Paula, a exposição a esses elementos pode danificar os mecanismos de controle de peso de nosso corpo.
Muitos estudos já mostraram que esses “desreguladores endócrinos” têm relação com a puberdade precoce, o câncer, as deformidades ao nascimento, o sistema imunológico debilitado e outras doenças. Agora a obesidade está nesta lista.
Outro cientista, Bruce Blumberg, na Universidade da Califórnia, fez um estudo em ratos e comprovou: as cobaias grávidas que receberam alimentos com doses de hormônios tiveram filhotes com 10% a mais de células de gordura do que as outras.
Ainda não é possível dizer o quanto de obesidade é causada pelos químicos e o quanto é pelo balanço de calorias. Por ora, a recomendação dos cientistas é que nos mantenhamos o quanto possível longe dos químicos.
Além de dar preferência às frutas frescas – em vez das embaladas em plástico – é recomendável evitar até certos tipos de água em garrafas plásticas – elas contêm um tal de “bisphenol-A” –, cosméticos e sabonetes com “ftalatos” – plásticos derivados do PVC – e embalagens que podem ir ao microondas e à máquina de lavar.
Socorro!

2011/06/29

ARAPUCA ONLINE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:54

Depois dos sites de relacionamento, o novo achado da Internet são os cupons de desconto oferecidos pelos sites de compras coletivas. Mas será que eles são essa Coca-Cola toda?
A jornalista Noreen Malone escreveu um artigo curioso para o site “Slate” relatando a experiência de passar uma semana comprando tudo o que precisava só com as ofertas do “Groupon”.
Segundo ela, apesar de prático, trata-se de um negócio com muito mais armadilhas do que supõem os milagres da tela do computador.
Em primeiro lugar ela estabeleceu algumas regras. A principal delas: gastar 200 dólares no período – excluídos daí seus gastos fixos, como o aluguel.
Segundo Noreen, um dos aspectos mais geniais (“ou terríveis, dependendo do ponto de vista”) do sistema de cupons é que eles têm data de validade, o que resulta num mercado paralelo.
“O primeiro dia foi desanimador”, conta ela. “Para minha área (Nova York) as ofertas incluíam uma performance de dança, um tour guiado por Washington ou pela Filadélfia, um serviço de lavanderia e uma caixa de produtos orgânicos. Eu estava em busca de algo indulgente, mas o Groupon estava literalmente me aconselhando a comer vegetais”.
Ela comprou os vegetais – que não pareciam tão frescos – e também decidiu-se pelo serviço de lavanderia.
No segundo dia a lista de ofertas incluía novamente um show, um sanduíche genérico num lugar longe de sua casa e do trabalho e um programa de exercícios que não seria usado no período de uma semana que ela havia estipulado para o desafio.
No dia seguinte, resistiu bravamente a não comprar um curso de tarô de 14 horas por 50 dólares e demorou-se na oferta de um sobrevoo de helicóptero por Manhattan que explodiria seu orçamento semanal.
Optou por um cupom de desconto de 10 dólares – que na verdade valia 20 – para um restaurante tailandês num bairro distante do Brooklyn.
A comida estava razoável e o restaurante vazio. Na hora do pagamento da conta, o cupom foi rejeitado pelo garçom, que argumentou que ela não havia torrado a grana suficiente para ter direito ao desconto.
Noreen também fala que num outro dia comprou um cupom de 8 dólares para um sanduíche, mas imaginava que um lanche que demorou 20 minutos para ser feito fosse “quase uma obra de arte”.
“A ideia do ‘tempo é dinheiro’ ainda não havia passado pela minha cabeça quando cliquei em ‘comprar’. Mesmo após o lanche, voltando para o escritório na correria e ansiosa, percebi que a economia não havia valido a pena”, conta.
“Esse é o ponto no negócio do Groupon: é raro eles oferecerem algo geograficamente conveniente – e esse é o motivo pelo qual vários deles não são usados (a empresa está implantando aos poucos o ‘Groupon Now’, com ofertas próximas aos clientes). O mais comum é comprarmos um cupom para um estabelecimento do qual nunca ouvimos falar”.
Além disso, as opções são limitadas. Nooren cita o dia em que foi a um restaurante e só podia escolher entre alguns embutidos ou um fondue. E, novamente, a garçonete não ficou feliz quando viu o cupom. “Olhando ao redor entendi o motivo. Praticamente todas as mesas estavam neste mesmo esquema. Ou seja: não seria uma boa noite de gorjetas para ela”.
Perto do fim da experiência Noreen resolveu tentar algo que jamais compraria se não fosse graças a um cupom e adquiriu um tratamento num spa por 75 dólares.
A oferta – com 70% de desconto – incluía uma massagem de 60 minutos, uma lavada no cabelo e manicure ou pedicure. Mas como tudo precisava ser agendado, ela sabia que não conseguiria cumprir a programação e pensou: “Será que eles dariam menos atenção a mim? Eu teria aquele sentimento de olhar vitrines caras e de não pertencer àquele mundo?”.
Ao ser atendida pela recepcionista, soube que a primeira data disponível seria para setembro. “É por que é do Groupon?”, perguntou Noreen. A atendente, meio sem jeito, respondeu que sim.
As ofertas do Groupon variam de cidade para cidade. Para ter um padrão de comparação, Noreen também conferia as ofertas de Cleveland, sua cidade natal, e descobriu que há uma visão completamente distorcida sobre o que os americanos gostariam de fazer no seu tempo livro, “algo muito sob o prisma do ‘Sex and the City’”.
Portanto, atenção redobrada ao pescarem peixes urbanos e afins.

2011/06/28

O PAI DA CRIANÇA

Arquivado em: Matutando — trezende @ 10:15

FHC poderia dormir sem essa. Depois de se expor publicamente assumindo um filho fora do casamento, cai a bomba da semana: não é o papai.
Mas diante de charutos americanos e Tampax ingleses, isso não é nada. Mesmo assim tem gente mais interessada em descobrir quem é o pai do filho de FHC do que discutir a quebra do sigilo eterno dos documentos oficiais do governo brasileiro.
As revistas e jornais “sérios” explicam a publicação de fofocas do tipo como “assunto de interesse público”.
Não há dúvidas de que a fofoca (da boa) é um tema que atrai multidões em qualquer lugar do mundo – Schwarzenegger taí para refrescar a memória. Aqui no Brasil não seria diferente – pendor talvez justificável pela nossa paixão pelas telenovelas e seus enredos de amor, traição e sofrimento.
Mas cada caso é um caso. O que envolveu a também jornalista Mônica Veloso e o ex-presidente do Senado Renan Calheiros foi muito além da fofoca de alcova e dos detalhes sobre o sofá azul. Essa sim foi uma história de genuíno interesse público: Mônica recebia a pensão de um lobista da Mendes Júnior e em dinheiro vivo. Até hoje esse caso mantém-se nebuloso.
Na seara política dos escândalos sexuais, Lula talvez tenha sido o personagem mais exposto e injustiçado. Viu a campanha presidencial de 1990 escapar-lhe por entre os dedos após a ex-namorada Miriam Cordeiro acusá-lo de ter tentado induzi-la a fazer um aborto oferecendo-lhe dinheiro.
O golpe baixo de Collor caiu como uma bomba e o resultado todo mundo sabe.
Até Maluf foi alvo da desconfiança da nação, vejam vocês. Só que deste, se não se consegue provar nem os milhões em paraísos fiscais, o que dizer de uma alegada paternidade? Esse tem a manha de falsificar até exame de DNA ao vivo no Programa do Ratinho.
No episódio FHC é a fofoca pela fofoca. Não há lobista ou dinheiro público envolvido, apenas sentimentos.
O mais importante na novelinha FHC-Dutra é o comportamento dos personagens. Até onde se sabe, o ex-presidente resolveu o drama com a esposa Ruth Cardoso – dizem as más línguas que ela se isolou em Nova York quando tomou conhecimento do caso extraconjugal, mas pelo menos soube.
Miriam Dutra, por sua vez, não agiu como Mônica Veloso, que jogou tudo no ventilador. Miriam manteve-se discreta e (bem) afastada dos holofotes. Agiu de má-fé? Talvez sim, talvez não.
Certeza mesmo é a de que FHC teve atitude de homem. Antes de se submeter aos exames com o suposto filho Tomás, disse ao garoto que qualquer que fosse o resultado nada mudaria na relação entre os dois.
Em 2018 meu voto é dele.

2011/06/27

GUERRA FRIA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:13

Há dois anos, aqui no blog, um picolé chamou a atenção das leitoras femininas: Daniel Craig no palito.
Infelizmente a tentação só estava à venda na Inglaterra. O formato recriava o corpo do galã saindo do mar na famosa cena de “Cassino Royale”.
Na época, a fabricante do sorvete, a “Del Monte”, realizou uma pesquisa com mais de mil mulheres para descobrir que celebridade masculina elas gostariam de ver no palito. O atual 007 Daniel Craig ganhou a “licença para esfriar” nos sabores mirtilo, romã e “cranberry” (no Brasil, traduzida como “oxicoco”).
Agora os russos foram além. A agência de publicidade russa “Stoyn” lançou uma série de picolés formada por dez ícones que a empresa considera marcantes na História mundial recente. Os picolés ganharam a forma do dramaturgo russo Vladimir Mayakovsky, Che Guevara, Pato Donald, Mickey, Marilyn Monroe, Darth Vader e do personagem Mario.
Não apenas a escolha das personalidades é polêmica. Os sabores prometem: morango com creme (Marilyn), mate e rum (Che), licor de alcaçuz e blueberry (Darth Vader), banana e chocolate (Pato Donald), manga (Mickey), “tequila do sol nascente” (Mario) e cranberry e vodca (Vladimir Mayakovsky).
O único que não é o busto de uma celebridade é uma lata de grafite sabor chiclete.
A ideia é sensacional, o visual é bem interessante, mas o sabor infelizmente ainda não podemos avaliar.
No site, a “Stoyn” se define como uma agência independente de “marketing ambiente”. Segundo eles, uma vez que o consumidor aprendeu a ignorar a publicidade tradicional, esse novo tipo de marketing faz uso do que está ao nosso redor de maneira a ser menos invasiva ao consumidor.
“Ambiente é a arte de criar uma atmosfera que é a junção de publicidade, cultura, ciência, estilo de vida, que tem seu papel na sociedade em vários níveis e influencia o ambiente. Nós insistimos que a marca pode ser exposta em diferentes formatos – seja música, paisagem urbana ou comida”.
Que formato teria o sabor cachaça no Brasil? E o Romanée-Conti? E o panetone?

Visitem o site AQUI

2011/06/26

A TERRA É AZUL

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:15

Neste sábado, milhares de fãs dos Smurfs se reuniram no “Dia Global dos Smurfs”. O evento era para celebrar o aniversário de nascimento do pai dos personagens: o artista belga Pierre Culliford, mais conhecido como Peyo, que completaria 83 anos.
Mas a festa, no fundo, tinha um objetivo bem mais mercenário: divulgar o filme que vem por aí, que terá vozes da cantora Katy Perry (como Smurfette) e do comediante Jonathan Winters (Papai Smurf). O longa deve estrear em 29 de julho.
O evento aconteceu em 12 países, incluindo o Brasil. Aqui, a homenagem foi no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Na França, na Torre Eiffel.
Criados por Peyo em 1958, inicialmente eles se chamavam “Les Schtroumpfs”.
Pegando carona no evento, neste final de semana a BBC fez uma matéria sobre os personagens: “Do Smurfs provide a model for a good society?” (“Os Smurfs são modelo para uma boa sociedade?”).
“Há um lugar onde os vizinhos estão sempre dispostos a ajudar, onde todo mundo tem um talento e está disposto a empregá-lo sem recompensa para o benefício de todos. Antes de parar para pensar, tenha em mente que esses vizinhos são azuis, moram em casas que se assemelham a cogumelos e que ficam a três maçãs de altura”, diz o início da matéria.
Segundo a BBC, os Smurfs surgiram da adaptação que Peyo fez a partir de um desenho que já existia. Ele introduziu pequenas criaturas azuis com cara de demônio às suas histórias sobre um cavaleiro medieval e seu parceiro chamadas “Johan and Peewit”.
O sucesso dos personagens foi instantâneo e Peyou passou a dedicar-se a eles. Em 1981, o estúdio Hanna-Barbera começou a produzir a série que resultou em 256 episódios dublados em mais de 30 idiomas e que ainda podem ser vistos em mais de 120 canais de TV pelo mundo.
Peyo morreu de ataque cardíaco na véspera de Natal de 1992, mas seu filho Thierry deu continuidade ao trabalho.
Na criação de Peyo, cada Smurf tem uma habilidade específica e é comandado pelo Papai Smurf, um senhor sábio que toma conta da vila como uma sociedade coletiva sem qualquer uso de dinheiro. Desprovidos de traços culturais, os Smurfs provaram-se extremamente populares.
“Eles são criações únicas. Não têm política ou religião, são multiculturais e todo mundo se reconhece num Smurf”, diz a filha de Peyo, Veronique Culliford. “Qualquer um pode aplicar seus valores de amizade, bondade e ajuda ao próximo em sua vida independentemente de onde esteja”.
Segundo Willem de Graeve, diretor do Centro de Quadrinhos de Humor Belga, em Bruxelas, os Smurfs tiveram influência até da Igreja. “A ausência de caracteres femininos é por causa da influência da Igreja Católica na educação belga na década de 50. Havia uma forte separação de gêneros na Bélgica, consequência da educação católica. Não era apropriado que meninos e meninas tivessem aventuras juntos”, conta.
Ocasionalmente Peyo usava os Smurfs para expressar mensagens políticas. Numa das historinhas ele incluiu um personagem autoritário na vila para falar de ditadura.
Sempre houve um debate sobre se o artista pretendia que os Smurfs fossem uma metáfora do Socialismo, mas, segundo o texto da BBC, “sempre há aqueles com alguma ideologia política que enfatizam a cooperação e a vida em comunidade sob seu prisma”.
Os Smurfs viviam sem dinheiro e usavam suas habilidades individuais como um bem comum.
“Você pode ver ecos da ideia de ‘Big Society’ do governo britânico, cujo plano era encorajar os indivíduos a formar grupos comunitários e a se engajar em ações sociais, particularmente através de trabalho voluntário”, explica Ellis Cashmore, socióloga da Universidade de Staffordshire.
“Há semelhanças entre a ideia de David Cameron e o que vemos na sociedade dos Smurfs. Cameron pediu que as pessoas se organizassem em suas comunidades – como fazíamos antes da industrialização fragmentar a vida em sociedade”.
Sempre tem gente procurando pelo em ovo…
O fato é que, de acordo com a matéria, “o império dos Smurfs está se movendo para novas plataformas e tirando proveito da moda dos games”. Um jogo para smartphone direcionado para mulheres entre 18 e 34 anos teve 12 milhões de downloads.
“As jogadores parecem destemidas diante da escassez de Smurfs do sexo feminino”, conclui o texto.

Leiam a matéria completa AQUI

2011/06/25

DE ENCHER OS OLHOS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:15

Arte urbana é um troço polêmico e vai além da discussão sobre se grafite é arte ou pichação. Há quem classifique intervenções urbanas como poluição visual ou vandalismo.
Em São Paulo, por exemplo, desde que o prefeito Gilberto Kassab proibiu anúncios publicitários, a cidade tem andado mais cinza do que o normal. Triste até. Portanto, já estou vendo qualquer mancha de tinta em muro como quadro do Monet.
Quem não tem Banksy caça com Os Gêmeos. Os irmãos grafiteiros Gustavo e Otávio Pandolfo ultrapassaram o bairro-natal da Vila Mariana e chegaram a colorir fachadas mundo afora. Em São Paulo, um ou outro trabalho da dupla nos faz lembrar que há vida além do concreto do Minhocão.
Outro artista que tem chamado a atenção – mas nas ruas de Saint-Etienne – é o francês OakOak.
Em seu site ele se define como um “artista divertido e apaixonado que gosta de brincar com elementos urbanos”. Como mostram as duas fotos acima.
Assim, fachadas de prédios e casas, faixas de pedestres, semáforos, hidrantes, muros, blocos de concreto, degraus, janelas e até placas de trânsito podem servir de tela para ele.
Um cano pode ser a tromba de um elefante. A rachadura horizontal num muro vira caminho para uma fila de camelos. Já da rachadura vertical de outro muro sai a teia do Homem Aranha.
Até um banco quebrado vira piada: “Chuck Norris Sat Here” (“Chuck Norris sentou-se aqui”). Além do Homem Aranha, o artista gosta de personagens como Mario Bros., Bart Simpson e Wally.
“Eu gosto de trabalhar aqui porque Saint-Etienne já foi uma cidade industrial, mas agora está em processo de conversão em uma cidade de design”, conta o artista sobre a sua cidade natal. Além de Saint-Etienne, OakOak faz seus desenhos em Lyon e Paris.
OakOak diz que sua inspiração vem de artistas de rua como Banksy e também de videogames e séries de TV dos anos 90.
Um de seus primeiros desenhos foi da diva do cinema americano da década de 20, Louise Brooks. “Tive até medo de mexer na foto, porque eu acho ela linda”, conta ele.

Confiram mais imagens de OakOak AQUI

2011/06/24

BABA, BABE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:52

Leitões podem não ser os bichinhos mais limpos ou cheirosos do mundo, mas algo é indiscutível: eles são fofos e fotogênicos.
Há dois anos, aqui no blog, tivemos uma amostra dessa simpática categoria de modelo fotográfico: a praia de “Pig Beach”, nas Bahamas, habitada por porquinhos. Ninguém sabe ao certo como eles chegaram até lá, mas o fato é que eles são velhos habitantes da ilha de “Big Major Spot”.
Mesmo com o peixe em alta, o fotógrafo britânico John Daniels não se deixou influenciar. Continua vestindo a camisa do porco.
Apesar de não clicar apenas leitõezinhos – ele tem um catálogo com 20 mil fotos de animais variados –, são os rabicós que mais chamam a atenção.
John tem 57 anos, é fotógrafo profissional desde os 17 e já clicou mais de 14 raças de porcos. “Não sinto diferença de comportamento entre uma e outra. Vai mais da personalidade de cada um deles. Alguns são mais tímidos no início e precisam de agrados, mas outros ficam tão relaxados que acabam caindo no sono durante o ensaio, o que rende belas imagens”, conta John ao jornal “The Daily Mail”.
Para o trabalho, John visitou dez fazendas ao redor da Inglaterra.
Ele prefere realizar o ensaio fotográfico no próprio habitat dos porquinhos porque é necessária uma licença para transportá-los. Além disso, ele evita a propagação de doenças.
John monta um pequeno estúdio em cada lugar visitado e usa calças de plástico, equipamentos com proteção e uma lente olho de peixe para capturar uma visão única de seus retratados.

Confiram algumas fotos AQUI

2011/06/23

LET’S FALL IN LOVE

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 10:12

De uns tempos pra cá, Woody Allen resolveu sair da toca. Já circulou por Barcelona e Londres – deve filmar em Roma em breve – e desta vez demonstra seu amor à capital francesa em “Meia-Noite em Paris”.
Trata-se da versão woodyaliana para “De Volta Para o Futuro” com algumas pitadas de “Forrest Gump”.
A ideia de voltar no tempo não é nova. McFly foi transportado para uma época em que conheceu seus pais quando jovens e Forrest Gump se encontrou com John Kennedy, Elvis Presley, Martin Luther King e John Lennon.
Se o mote é requentado, onde está a graça de “Meia-Noite em Paris”? Poderíamos sacar da manga o álibi-padrão de muitos cinéfilos: “ah, Woody Allen é sempre genial”. Sim, o cineasta realmente é espetacular, mas não acerta sempre. Desta vez, no entanto, está inspiradíssimo.
Tudo dá certo: o elenco – Owen Wilson, Marion Cotillard, Adrien Brody, Rachel McAdams, Kathy Bates e Carla Bruni –, a cidade que serve de cenário, o roteiro e principalmente (olha aí o álibi-padrão) a certeza de que Woody Allen sabe contar histórias.
Owen Wilson interpreta Gil, um roteirista americano prestes a se casar e que está em Paris com a noiva (Rachel McAdams) e os pais dela. Enquanto dedica-se ao seu novo livro, Gil vê-se dividido entre a futilidade de sua futura família e o primeiro time da intelectualidade da História mundial.
Tal uma Cinderela, ele espera as badaladas da meia-noite e, no lugar de De Lorean (a máquina possante de McFly), Gil entra num táxi que o leva para o passado. Ele não só não se transforma em abóbora, como encontra Hemingway, Picasso, T. S. Eliot, Scott e Zelda Fitzgerald, Cole Porter, Gertrude Stein, Salvador Dalí, Buñuel e Man Ray.
Woody Allen não poderia ter escolhido ator melhor para dar vida ao perturbado que emerge desse contato com tantas personalidades. Owen Wilson está perfeito.
Não é difícil imaginar que o cineasta se lambuza diante desse prato cheio e cria situações e diálogos impagáveis. Só um aperitivo: ao receitar “Valium” a Zelda Fitzgerald, explica que se trata da “pílula do futuro”. A conversa de Gil com Salvador Dalí (Adrien Brody) é o ponto alto.
Brincadeiras à parte, o principal questionamento do cineasta é se realmente existiu uma “Idade de Ouro” da humanidade ou somos nós que estamos sempre insatisfeitos com nosso próprio tempo.
E o que dizer das belíssimas imagens de Paris que nos são servidas entremeadas com “Let’s Do It”, de Cole Porter?
Let’s fall in love!

Sintam o clima do filme AQUI

2011/06/22

SAINDO DO ARMÁRIO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:28

Numa certa fase da pré-adolescência muitas crianças começam a ter vergonha dos pais.
Buscá-los na boate ou dar beijos de despedida na porta da escola são atitudes que deixam muitos adolescentes a ponto de enterrarem a cabeça na terra.
Mas isso não é nada perto da tortura que Rain Price tem de enfrentar diariamente. Todos os dias seu pai, Dale, dá tchauzinhos para o ônibus escolar fantasiado.
Dale e Rain moram em American Fork, uma cidade próxima a Salt Lake City, nos Estados Unidos. Em agosto do ano passado, no primeiro dia de aula de Rain, Dale e a esposa Rochelle tiveram a ideia de chegar à porta de casa e dar um adeus ao filho assim que ele entrasse no ônibus só para constrangê-lo. Detalhe: o petiz tem 16 anos.
Desde então, foram mais de 180 dias de tortura para Rain. Seu pai já se vestiu de super-herói, noiva, palhaço, Kung Fu Panda, jogador de futebol americano, abajur, caubói, Papai Noel, Michael Jackson, mexicano e personagens de “Guerra nas Estrelas”.
Segundo Rain, a mais constrangedora delas foi a de “Pequena Sereia”.
“No primeiro dia eu ouvi ele falando com a mãe: ‘Não deixe o papai fazer isso de novo’”, conta Dale, que tem mais um casal de filhos.
“No outro dia ele já estava vestido de Anakin Skywalker. Coloquei a foto no Facebook e depois de dois ou três dias minha irmã ligou de San Diego sugerindo que começássemos um blog”, diz Rochelle. Assim nasceu o “waveatthebus.blogspot.com”.
Dale Price conta ainda que a maior parte das roupas ele empresta dos vizinhos e amigos e que não gastou mais do que 50 dólares durante o ano. Para não repetir as fantasias, ele anota tudo num caderninho.
Aos poucos Rain se acostumou à ideia. Seus colegas e até o motorista do ônibus se divertem. “Afinal, não é o pai deles que está vestido como um bobo”, diz o motorista.
O pai até criou algumas regras. Além de não usar a mesma fantasia duas vezes, a roupa precisa ser uma surpresa para o filho.
O ônibus passa às 7h14 da manhã e Rain vai para a porta às 7h10. Então Dale tem quatro minutos para se preparar. “Eu me preocupo com o que vou vestir no dia seguinte. Tem noite que nem relaxo até decidir o que vou usar. Às vezes acordo no meio da noite, mas é ótimo fazer algo de que ele vai se lembrar pelo resto da vida”, diz Dale.
Apesar do sucesso, o pai não planeja continuar com seu teatro no próximo ano. “Quero dormir como um bebê no primeiro dia de aula”.

Confiram algumas fotos AQUI

2011/06/21

A SABEDORIA PATERNA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:46

Domingo passado o Dia dos Pais foi comemorado em vários lugares do mundo, como Estados Unidos, Japão, Canadá, França, África do Sul, México e inúmeros países da América Latina, como Argentina, Colômbia, Chile e Equador.
Os únicos a celebrarem a data no segundo domingo de agosto somos nós e Samoa (!). Coisas da brasilidade nagô.
Para lembrar a data, o blog “Make” pediu que seus leitores enviassem dicas, conselhos, provérbios e ensinamentos aprendidos com seus pais e avôs. A contribuição foi maciça: mais de 140 respostas.
Para facilitar a organização e a leitura, o site dividiu as respostas em “Dicas Gerais”, “Reparo e Manutenção” e “Dicas de Ferramentas”.
O próprio editor de fotografia do “Make” compartilhou um ensinamento que aprendeu com o pai: “Se você tiver de atirar em alguém, certifique-se de que sua arma está vazia. Isso fará parecer que você estava com muito medo”.
Abaixo, as melhores:

“Se isso é estúpido mas funciona, não é estúpido”, de Balloondoggle

“Não conte à sua mãe”, de Gary Sanders

“Se você não tem a ferramenta correta, faça com que seja”, de Pat Fizenberger

“Force para caber, pinte para combinar”, de David Seitz

“Se não der certo de primeira, pegue um martelo maior”, de David Seitz

“Não há nada mais caro do que uma ferramenta barata”, de David Stevens

“Gasolina é mais barata do que suor”, de Bill Coderre

“Há dois tipos de problemas: os simples e os insolúveis”, de Bill Coderre

“Quando um político e um pregador disserem sentir o que você está sentindo, segure sua carteira e corra”, de Freds

“Se um homem fez, um homem pode consertar”, de Hmonckiv

“Os peixes estão onde os homens não estão”, de Shawn Farwell

“A faca mais perigosa é a cega. A afiada é previsível e controlável”, de Mark Pirkle

“Há duas coisas no mundo que você precisa lidar delicadamente: carros e mulheres”, de Phil Lee

“Os band aids estão na primeira prateleira – ao lado da máquina de parafusar”, de Mike Semenchuk

“Sempre que eu estava apavorado meu pai me dizia: ‘Você sabe como comer um elefante, Kevin? Uma mordida de cada vez’”, de Kevin Devaney

“Se isso não pode ser consertado com um par de alicates e arame, não tem conserto”, de Wade Erickson

Pai: “Filho, pegue uma chave de fenda pra mim?”
Filho: “De que tamanho?”
Pai: “Qualquer um. Vou usá-la como martelo!”, de Jon Oxford

2011/06/20

A ARTE DE FABRICAR A SORTE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:11

Quem gosta de biscoitinho da sorte?
A guloseima – feita à base de farinha, açúcar, baunilha e óleo – traz em seu interior uma mensagem, uma profecia, um provérbio ou uma lista de números da sorte e é servida como sobremesa em diversos restaurantes chineses dos Estados Unidos e em outros países, como o Brasil.
Dizem os biscoitinhos foram introduzidos pelos japoneses, popularizados pelos chineses e ultimamente são consumidos pelos americanos.
Mas quem escreve as mensagens da sorte? Pessoas como eu e vocês.
Uma reportagem da revista “The New Yorker” fala sobre Donald Lau, um legítimo fabricante da sorte.
Lau é vice-presidente da “Wonton Food Inc.”, em Long Island, a maior fabricante de biscoitos da sorte do mundo.
Segundo a matéria, nos Estados Unidos há 40 empresas do ramo. Só a “Wonton” produz diariamente 4 milhões de biscoitinhos que são vendidos para os cerca de 40 mil restaurantes chineses que funcionam nos Estados Unidos.
Além de seu trabalho administrativo, Donald Lau escreveu durante 11 anos as mensagens que vêm dentro dos biscoitos da sorte.
Em março deste ano, cinco dos seis números impressos num dos biscoitinhos coincidiu com os sorteados pela loteria “Powerball” e cerca de 110 pessoas foram premiadas no valor de 100 mil dólares.
Os oficiais da loteria estranharam a vitória maciça até descobrirem que os números (22-28-32-33-39-40) vieram dos biscoitinhos, que ainda trouxeram a frase: “Tudo o que você planejou finalmente renderá bons frutos”.
“Já tivemos ganhadores antes, mas nunca nesta quantidade”, disse Lau à revista em seu escritório “mobiliado com pilhas de relatórios financeiros e um volume do Dicionário de Provérbios Americanos”.
“O computador escolhe os números, não eu”, diz Lau.
Lau nunca imaginou que um dia se tornaria escritor de biscoitinhos da sorte. Depois de se formar na Universidade de Columbia nos cursos de Engenharia e Administração, ele foi trabalhar no “Bank of America” e depois abriu uma empresa para exportar lenha do nordeste do Pacífico para a China.
No final dos anos 80 ele foi contratado por uma empresa fabricante de “noodles” de Chinatown que mais tarde começaria a produção de biscoitos da sorte. “Fui escolhido porque o meu inglês era o melhor do grupo, não porque eu sou um poeta”, explica Lau.
No início ele conta que era fácil escrever. Ele buscava inspiração do I Ching ao jornal “The Washington Post”, de onde conseguia tirar três ou quatro máximas por dia.
“Às vezes eu estava no metrô, olhava um anúncio e pensava: ‘Ei, isso rende uma boa frase. Eu sempre tinha um pequeno notebook no qual eu anotava rapidamente o que quer que fosse. Acho que nunca me sentei na frente do computador e disse: ‘Vou escrever dez adágios agora’. Isso vem naturalmente”.
Depois de 11 anos de prática Lau começou a ficar carente de ideias. “Escrevi milhares, mas a inspiração foi embora. Já ouviu falar de bloqueio criativo? Foi o que aconteceu comigo”.
Ele passou então a recorrer aos tradicionais provérbios chineses, que apesar de lhe fornecerem “insights” (“O ouro verdadeiro não teme o fogo”), não traziam a previsão pronta (“Sua renda aumentará”).
Atualmente ele seleciona mensagens que estão fora ou ainda em circulação, mas teme que os leitores percebam que são textos requentados e isso resulte na falta de competividade da “Wolton”.
Então Lau decidiu buscar sangue novo. Em breve, a empresa colocará anúncios para contratar um novo escritor. “Talvez na minha aposentaria eu volte a escrever. Talvez até um livro sobre sorte”. Ele resume o impulso do livro em duas dicas simples: “Não tenha em mente algo muito complicado” e “Pense em uma sentença com dez palavras”.
Quem se candidata?

2011/06/17

RESSACA AUTORIZADA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:23

Uma nova modalidade de festa surge nos Estados Unidos: as “dadchelor parties”, comemorações iguais às despedidas de solteiro. A diferença é que o homenageado está virando pai – e não noivo.
Segundo o site “The Huffington Post”, todas elas envolvem bebedeira, eventos esportivos, jogos de azar, mais bebedeira e outras coisitas mais. Em alguns casos, viagens de finais de semana. Daí estarem sendo chamadas de “daddymoons”.
Em vez de cerveja, os convidados levam fraldas e garantem bebida de graça a noite inteira ao futuro papai.
Esse tipo de celebração – que se tornou popular de um ano para cá – só reforça a ideia de que depois da chegada dos filhos a vida do casal vai cair em desgraça. Ou, no mínimo, mudar radicalmente. Vamos enfiar o pé na jaca por uma noite, afinal, alguém aqui vai dormir hoje e acordar amanhã totalmente responsável. Sei.
Carley Roney, do site “TheBump.com”, dedicado a futuras mamães, diz ao “The Huffington Post” que a festa é um sinal de que os pais estão levando a sério seu novo papel. Sei.
“Nos anos 50 era uma tarefa para elas, mas agora a responsabilidade é dividida. Os caras ficam mexidos de pensar que suas vidas irão mudar. As festas são um antídoto, uma compensação a isso”, diz ela.
Compensação ou celebração, é ridículo ter de arranjar uma desculpa para sair para aprontar. É curiosíssimo que a partir do momento em que ganha um rótulo – tal “despedida de solteiro” – esse tipo de coisa vira tradição e a sociedade passa a enxergá-la com bons olhos.
Fica a dica para um “Se Beber Não Case 3”.

P.S.: no final de semana estarei no Rio. Novos posts a partir de segunda-feira. Até!

2011/06/16

SÓ FALTA FALAR

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:56

Acreditem se quiserem, mas essa caveira “zipada” aí em cima é uma abóbora, um dos milhares de trabalhos impressionantes do artista Ray Villafane.
Esculturas em gelo, melancia, blocos de manteiga, queijo e outros alimentos não chegam a ser a invenção da pólvora, mas o resultado quase humano conseguido por Ray é inédito – ele só trabalha com abóboras.
O brilho, a expressão facial e até as rugas dos personagens esculpidos pelo artista impressionam, principalmente após descobrirmos que ele é capaz de fazer tudo isso em cerca de 15, 20 minutos – apesar de já ter demorado um dia inteiro para concluir alguns.
Numa entrevista ao site “Make”, que mistura assuntos sobre tecnologia e arte, Ray conta que geralmente não faz planos sobre o que vai esculpir – já tem o rascunho na cabeça.
Segundo ele, o mais importante é usar a abóbora em profundidade para conseguir criar uma imagem em 3D.
A relação de Ray com as abóboras começou cedo. Em seu site ele conta que veio de uma família bem simples, do Queens, em Nova York, e era comum ter de confeccionar seus próprios brinquedos usando pedaços de madeira. Como a peça se estragava rapidamente, ele a esculpia todos os dias a fim de evitar o apodrecimento.
No inverno, no entanto, Ray era forçado a usar outro tipo de material, já que a madeira servia para aquecer a casa.
Sua escultura preferida de infância é um conjunto com seis personagens do filme “Planeta dos Macacos” totalmente feito em abóbora.
Antes de se tornar escultor profissional, Ray foi professor de Artes para crianças numa escolinha ao norte de Michigan. Nesse período, um de seus alunos trouxe uma abóbora para que ele tentasse entalhá-la. O resultado foi bem diferente do atual, mas foi suficiente para incentivar outras crianças a trazerem abóboras para ele.
Após lecionar por 13 anos Ray resolveu se arriscar na indústria de brinquedos e colecionáveis e chegou a trabalhar para grandes marcas, como a Warner Bros., a DC Comics e a Marvel.
Apesar do trabalho “sério”, ele percebeu que fazia muito mais sucesso com suas abóboras. No ano passado foi convidado para entalhar seus vegetais na Casa Branca.
Além de talentoso, Ray é a prova de que abóbora é um troço afrodisíaco: ele é casado e tem seis filhos.

Confiram uma galeria de fotos do trabalho de Ray AQUI

2011/06/15

A MARCA DA MALDADE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:45

A teoria dos seis graus de separação não se aplica apenas ao “Oráculo de Bacon”. Já há até um cientista propondo a teoria dos seis graus de empatia. E não é piada.
Para quem nunca ouviu falar, o “Oráculo de Bacon” é um jogo da Internet que aplica a teoria dos seis graus de separação. Segundo o estudo científico, toda pessoa está ligada a qualquer outra no mundo por uma rede de no máximo seis laços de amizade.
No jogo, basta digitar o nome de qualquer pessoa para descobrir seu “grau Bacon”. Fiuk, por exemplo, é grau 3; Pedro de Lara, grau 4.   
Brincadeiras à parte, para Simon Baron-Cohen, diretor do Centro de Pesquisas sobre Autismo da Universidade de Cambridge, todos nós estamos separados uns dos outros por seis graus de empatia.
Em seu novo livro, “The Science of Evil” (“A Ciência do Mal”), ele propõe uma nova maneira de encarar a maldade. “Meu objetivo é entender a crueldade humana substituindo o termo ‘maldade’ por outro, mais científico, ‘empatia’”, diz ele ao jornal “The New York Times”.
Segundo o psicólogo, a maldade já foi definida segundo termos religiosos, condições psiquiátricas ou por “termos frustrantemente circulares”, como “ah, ele fez tal coisa porque ele é realmente ruim”.
O dr. Baron-Cohen crê que a maldade pode ser explicada mais como falta de empatia, condição que, segundo ele, pode ser medida, monitorada e até tratada. Ela seria exacerbada por fatores ambientais (sociedade, família) e/ou por componentes genéticos.
Quando essas condições existem em conjunto, o resultado é o que ele chama de personalidade “Zero-Negativa”.
De acordo com Baron-Cohen, existem pelo menos dez regiões do cérebro que fazem parte do “circuito da empatia”. Quando alguém agride outra pessoa é sinal de que partes do circuito não estariam funcionando corretamente.
O praticante do mal seria uma pessoa descapacitada para o bem – em maior ou menor grau. Seu “Quociente de empatia”, um teste com 60 questões, pode ser feito tanto no livro quanto online (vejam AQUI).

Já para quem quer jogar o “Oráculo de Bacon”, o site é esse AQUI

2011/06/14

É GRAVE, DOUTOR?

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:01

O narcisismo geralmente é encarado como uma característica negativa e pouco atrativa.
No entanto, recentes estudos mostram que dar uma olhada mais demorada no espelho pode ser uma boa. Nosso rosto é o espelho de nossa saúde.
Na semana passada, pesquisadores da Universidade de Medicina de Yale, nos EUA, sugeriram que as rugas faciais podem ser sinal de aviso da chegada da osteoporose.
Eles examinaram 114 mulheres entre 40 e 50 anos, na menopausa, “mapearam” suas rugas e tiraram raio-x. O procedimento revelou que as voluntárias que tinham as rugas mais marcadas eram também as que tinham os ossos mais fracos.
“Ossos e pele dividem o mesmo bloco construtor – o colágeno”, diz a pesquisadora Lubna Pal. “Com a idade, as mudanças no colágeno resultam em rugas e pelancas, mas também contribui para a deterioração dos ossos”.
Uma pele ruborizada, por exemplo, pode ser sinal de problemas no coração. Se a válvula mitral não funciona de maneira correta pode levar ao aumento da pressão sanguínea.
Abaixo, o que certos sinais faciais podem indicar:

Pálpebras caídas: Síndrome de “Bell’s Palsy” (paralisia facial), derrame ou câncer de pulmão (mais raramente)
Olhos vermellhos: “febre do feno” (ou alergia a pólen), irite (inflamação da íris) ou pressão alta
Olhos piscantes: estresse ou esclerose múltipla
Quando o corpo para de absorver a vitamina B, essencial para manter os músculos oculares fortes, podem ocorrer contrações em outros órgãos, como no estômago.
Círculos ao redor da íris: colesterol alto ou “Doença de Wilson” (condição genética que não deixa o corpo se livrar do excesso de cobre).
Círculos brancos ao redor da íris (a parte colorida dos olhos) podem indicar colesterol alto. O alto índice de colesterol no sangue também pode causar “xanthelasmas”, que são aquelas bolsinhas amarelas que se instalam no alto das pálpebras.
Já os círculos marrons ao redor da íris podem ser sinal da “Doença de Wilson”, que primeiramente afeta o fígado, mas quando o cobre alcança a corrente sanguínea pode viajar para outros lugares, como os olhos.
Curiosamente, o problema acontece com pessoas abaixo dos 35 anos.

Nariz aumentado: rosácea ou acromegalia (gigantismo)
Um nariz muito grande, vermelho e dilatado se desenvolve nos casos severos de rosácea (doença inflamatória da pele). Evitar sol, estresse, comidas condimentadas e álcool são atitudes recomendáveis, mas em alguns casos é necessária cirurgia.

Pele vermelha: Lúpus, doença no coração ou menopausa
O lúpus é provocado por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesse tipo de doença a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro.

Rosto gordo ou inchado: mal funcionamento da tireóide ou caxumba
Mudança de cor da pele: bronquite, asma ou icterícia
Doenças respiratórias, como bronquite ou enfisema, podem levar a uma pele cinza ou meio amarelada – simplesmente porque o oxigênio não consegue circular de forma correta.

Um tom amarelado na pele pode ser sinal ainda de icterícia, alteração na produção de uma substância chamada bilirrubina. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. No entanto, quando a produção é maior do que a capacidade do fígado de metabolizá-la, a pessoa fica amarela.

Coceira: eczema, gravidez (em estágios mais avançados) ou sensibilidade a antibióticos
Pele seca ou com feridas, coceira ao redor das orelhas ou dos olhos podem ser sintomas de eczema (inflamação da pele)

Manchas (em mulheres): síndrome do ovário policístico

Pele rachada: anemia ou diabetes. Rachaduras ao redor da boca podem ser sinal de anemia (deficiência de ferro). O excesso de glicose no sangue gerado pela diabetes pode levar à produção de “candida”, um tipo de fungo que ataca os cantos da boca.

Mudança na forma das orelhas: câncer de pele
Tumores – benignos ou malignos – na cavidade auditiva podem mudar a forma e a direção das orelhas. O ouvido é um lugar comum para o surgimento de carcinomas basais celulares, o tipo mais comum de câncer de pele.

Lóbulos da orelha enrugados: doença no coração
Marcas diagonais na orelha podem estar relacionados a problemas cardiovasculares.

Quem ficou com vontade de ir ao médico?

2011/06/13

PAPO DE COROA

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:05

Que a família real está na moda ninguém tem dúvidas. Depois do casamento de William e Kate, mais uma integrante do clã chama a atenção da mídia: Margaret Rhodes, prima e amiga de infância da rainha Elizabeth II. Rhodes está lançando sua autobiografia: “The Final Curtsey” (“A Reverência Final”).
O livro – que revela detalhes da convivência de Rhodes com a família mais pop do momento ao longo de oito décadas – começou a ser publicado em capítulos pelo jornal “Daily Mail” neste domingo.
Além de pequenos segredos, a autobiografia traz fotos deliciosas de momentos informais da família – como essa da rainha comendo com um pratinho no colo. Segundo o jornal, a rainha leu e deu sinal verde para os relatos.
Rhodes tem 86 anos, é a filha mais nova do lorde Elphinstone e de sua esposa Mary e mora desde 1980 nas cercanias do parque de Windsor numa casa dada a ela pela rainha-mãe.
“Margaret, a rainha (a II) e eu crescemos juntas. Quando nova, Margaret já era promissora, tinha beleza, inteligência e charme. Na infância ela era extremamente mimada, especialmente pelo pai. Se se comportasse mal, ela invariavelmente superava a situação fazendo todo mundo rir. Era difícil resistir a Margaret, mas ela não teve a mesma sorte com os homens”, conta Rhodes.
De acordo com o jornal, um dos capítulos mais notáveis é uma descrição vívida e emocionante da morte da tia e rainha-mãe em 2002.
Rhodes – que trabalhou num dos escritórios do Serviço Britânico de Inteligência durante a guerra – narra o momento em que foi registrar o falecimento da tia. Perguntaram: “Qual era a ocupação do marido?”. Depois de alguns segundos de hesitação ela responde: “Rei”.
“Fui uma espécie de dama de honra e companhia da minha tia de 1991 até seus últimos dias. Eu costumava chegar ao palácio por volta de 11 da manhã, meio-dia, para almoçar com ela. A refeição era servida na sala de visitas, em cima da mesa de carteado. Eu tentava distraí-la com fragmentos de notícias que pudessem interessá-la – era difícil fazê-la alimentar-se”, revela Rhodes.
Ela conta ainda que a rainha-mãe tinha o incrível dom de fazer as pessoas acreditarem que durante uma conversa elas eram as únicas com as quais ela gostaria de falar no mundo. Uma mulher que nunca admitia uma doença e que “considerava a aspirina uma droga perigosa”.
Outra curiosidade é que a rainha-mãe não se importava com as pessoas fumando ao seu lado. Dizia que isso a fazia lembrar-se de seu marido, de seu pai e de seus irmãos, todos fumantes.
“À noite, enquanto jantávamos sozinhas, ela gostava de assistir TV – particularmente ‘Two Fat Ladies’ (‘Duas Senhoras Gordas’) e programas de humor”.  
Segundo Rhodes, a rainha-mãe recebia inúmeras correspondências – e nenhuma delas era ignorada. Além de responder a todas as missivas, a rainha tinha “uma caverna do Alladin de presentes”, um armário cheio de bibelôs que vez ou outra eram embalados e mandados juntos com a carta.
E não é que a família real também tem sua versão de Bolsa-família? 

Leiam o capítulo completo AQUI

2011/06/12

OPERAÇÃO 193

Arquivado em: Matutando — trezende @ 08:46

Já dura uma semana o protesto dos bombeiros cariocas.
Acostumados a apagarem incêndios, desta vez foram os próprios a colocarem mais lenha na fogueira. O resultado todo mundo viu: o quartel pegou fogo, a polícia deu sinal e mais de 400 bombeiros foram presos.
Manifestar-se é um direito legítimo de todo cidadão, seja ele “gente diferenciada”, professor, cara-pintada, “companheiro”, consultor, caseiro ou bombeiro. Até os vulcões se manifestam.
Os bombeiros do Rio estão mais do que corretos em lutarem por suas gratificações e por um salário decente através de “barqueatas” ou que outro tipo de protesto exótico inventarem. Mas o jeito que escolheram para demonstrar seu descontentamento é questionável.
Ora, os bombeiros são uma das categorias de trabalhadores mais queridas do país – senão a mais. São anjos, são heróis, são bombeiros. Jamais poderiam agir como selvagens, arrombando os portões do quartel, levando filhos e as respectivas patroas para prepararem Miojo.
Houve sim excesso e irresponsabilidade. A musiquinha que aprendemos a cantar com 2, 3 anos de idade já alertava: quem não marchar direito vai preso no quartel.
Foi exatamente o que aconteceu.
É duro ter de concordar com o governador Sérgio Cabral, mas desta vez ele está certo em chamá-los de vândalos. #prontofalei
As atitudes citadas acima não são típicas dos heróis.
Em vez de resolverem um problema, os bombeiros arranjaram dois. Por enquanto não se chegou a nenhum acordo. Agora, o principal objetivo deles é conseguir a anistia criminal e administrativa para evitarem mais punições. Se condenados, podem pegar de seis meses a 11 anos de prisão.
Fica a expectativa de saber quem será o herói que apagará esse incêndio.
Acode, acode, acode a bandeira nacional!

2011/06/11

A HORA DO SIM

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:30

Amanhã é Dia dos Namorados, data mais do que propícia para achar que será pedida em casamento pelo príncipe encantado. Ou, no caso dos príncipes, de se arriscarem no pedido.
Mas você está realmente apaixonada (o)?
A questão é pertinente, mas de difícil resposta desde os tempos áureos da brilhantina. Ela aparece em forma de quiz na edição “Boy Meets Girl”, de 1950, dos quadrinhos “Agonizing Love: The Golden Era of Romance Comics”.
O teste é engraçadíssimo e mostra como o mundo mudou.
Reparem na introdução: “É claro que você quer se casar! É seu sonho constante, seu desejo para o futuro! Bom, vamos imaginar que o homem dos seus sonhos é realmente seu, que a lua de mel já passou e que você e seu marido estão começando na estrada do casamento feliz. Mas há um porém! Você é madura e compreensiva o suficiente para ser o tipo de esposa que seu marido deseja? Vai ajudá-lo na carreira – ou atrapalhá-lo? Vai construir um lar feliz – ou desestruturado? Isso é tudo o que você quer saber. E aqui está sua resposta, neste teste desafiador! Aqui estão dez situações que você inevitavelmente terá de enfrentar uma hora ou outra! Há três respostas possíveis para cada tipo de problema! Escolha a que você achar correta, faça a contagem dos pontos e veja no fim da página se você está pronta para o casamento!”.

1) Seu marido reclama do dinheiro que você está gastando, então…
a) Você começa a chorar e diz que ele é um pão-duro
b) Você diz: “Querido, por que não começamos a fazer um orçamento para controlar nosso dinheiro?”
c) Diz a ele que vai ver o que pode fazer – e recorre ao seu pai secretamente para uma grana extra

2) Seu marido sussurra: “Chegue mais perto, querida, e me deixe dizer o quanto eu te amo”. E sua resposta…
a) “Não, você está bagunçando meu cabelo”
b) “Claro, querido. É tão sublime estarmos juntos!”
c) “Não tenho tempo para esse tipo de coisa. Tenho que lavar os pratos”

3) Quando seu marido conta aquela piada de sempre para os convidados você…
a) Comenta num sussurro: “Lá vai ele de novo! E ele acha que é engraçado!”
b) É a primeira a dar risada depois que ele conta o final
c) Você o interrompe para corrigi-lo e dizer que ele não está contando da melhor forma

4) Depois de três horas preparando o jantar como uma escrava, seu marido diz: “Mas não é desse jeito que minha mãe prepara o frango!”. Você diz:
a) “Por que você não volta e come o dela então?”
b) “Passei três horas naquela cozinha quente preparando o frango – soluça – e você ainda por cima não gosta?”
c) “Ela é uma ótima cozinheira, querido. Da próxima vez que falar com ela, por favor, pergunte como ela prepara o frango”

5) Às 5 da tarde seu marido liga dizendo que vai levar um cliente importante para jantar em casa. Você tem que preparar tudo na correria e então…
a) Diz a ele para cancelar o convite
b) Você estoura o orçamento semanal de comida contratando um bufê
c) Você mostra ao convidado sua hospitalidade e ingenuidade preparando um jantar com o que tem de instantâneo – mas delicioso – na despensa

6) O trabalho do seu marido é incompreensível para você, mas quando ele começa a falar sobre o que aconteceu durante o dia…
a) Você o ouve solidariamente e ainda faz perguntas inteligentes
b) Você vai para a cozinha e fala sobre os ombros: “Então você fechou aquele negócio?”
c) Você banca a estúpida perguntando constantemente: “O que você quer dizer? O que é um contrato?”

7) Uma antiga paixão do seu marido chega à cidade. Você causa arrepios nela…
a) Convidando-a para ir à sua casa e colocando seu melhor vestido
b) Recusando-se a encontrá-la – e interferindo no desejo de seu marido de vê-la para relembrar os velhos tempos
c) Dizendo: “Não sei como você pode sair com uma bolsa como essa!”

8) Uma carta com aparência de importante chega para o seu marido. Você está curiosa e excitada, mas…
a) Abre, lê e a coloca de volta no lugar, selada
b) Liga para o seu marido, diz que chegou uma carta e a abre só se ele pedir
c) Abre a carta, deixa em cima da mesa e conta à vizinha sobre o que era

9) Seu marido gosta de ouvir as notícias sobre gado no rádio, o que a incomoda horrores, então…
a) Sem nenhum aviso, você muda de estação
b) Tenta distraí-lo falando constantemente sobre outros assuntos
c) Você também ouve, em silêncio, ou vai fazer alguma coisa em casa

10) Seu marido quer ir a uma despedida de solteiro com os amigos na próxima terça-feira. E você diz…
a) “Claro, querido! Vou ao cinema com a Margie para não sentir tanta saudade – se é que tem algum problema”
b) “Você não me ama mais (soluço). Você quer me deixar sozinha!”
c) “Se você prefere aquele grupinho antiquado, vá em frente!”

E agora, o gran finale! O gabarito:
1 B     6 A
2 B     7 A
3 B     8 B
4 C     9 C
5 C     10 A

E então, quem está apto para o casamento?

2011/06/10

O CARMA DO CAMALEÃO

Arquivado em: Entrevista — trezende @ 11:03

Muito antes de Lady Gaga, das drag queens, dos cross-dressers e da onda misógina que vivemos atualmente ele já dava o que falar.
Boy George – o pai de toda essa confusão de gêneros – completa 50 anos na próxima terça-feira e é tema de uma entrevista do jornal britânico “The Daily Mail”.
No papo com o jornalista Spencer Bright – que o ajudou em sua autobiografia no fim dos anos 90, “Take it Like a Man” – o camaleão do pop fala sobre seu passado.
A entrevista é realizada na casa do cantor, um lar gótico em Hampstead, Londres, cheio de ícones religiosos e pinturas. Boy mora com a irmã Siobhan e o irmão Kevin.
No início o jornalista descreve o visual do cantor e diz que “ao contrário do look extravagante com que geralmente se apresenta, o cantor usava uma camiseta preta, tinha os braços tatuados e está magro”. Boy quer perder mais peso com a ajuda de um personal trainer, exercícios diários e uma dieta quase vegetariana.
Ele conta que está livre das substâncias ruins – legais e ilegais. A marca final de sua “limpeza” veio há seis semanas, quando parou de fumar.
O resultado é que Boy está mais disposto. “Talvez porque tenha mais oxigênio e seja capaz de respirar melhor”, diz ele, que teve asma a vida inteira.
“Infelizmente as pessoas me conhecem por causa dos meus dramas, por ter sido preso. Mas estou concentrado no que estou fazendo agora e espero que dentro de algum tempo parem de se referir a mim como aquele…”.
Boy se lembra exatamente da data em que foi pego da última vez turbinado com drogas e álcool: 2 de março de 2008.
Em 2009 ele foi condenado a 15 meses de prisão em Londres por manter um garoto de programa em cárcere privado. 
“Há algo ótimo sobre este país. A polícia daqui tem um pouco de humanidade. Nos outros países não há amor. A Grã-Bretanha é o melhor lugar do mundo para ser preso”, diz ele rindo.
“Minha vida não foi sempre um desastre, mas quando foi, foi uma tragédia espetacular. Nunca fiz nada pela metade. Tudo de ruim que poderia ter acontecido aconteceu comigo. Ser preso na América foi o pior dos pesadelos” – em 2003 ele foi detido em sua casa em Nova York por porte de cocaína.
Boy revela que tem preferido uma vida mais moderada, sem excessos – inclusive os amorosos.
“Estou solteiro e feliz. Adoro minha própria companhia. Se alguém aparecer, perfeito. Mas precisa ser espetacular e instruído porque eu já venho com muita bagagem”.
Sobre os astros do pop atual, ele fala sobre Lady Gaga. Segundo Boy, está prestes a cair: “É um drama esperando para ser desenrolado. A fama é um desastre iminente e cintilante”.
Sobre seu antigo desafeto, George Michael, ele diz: “Falei com ele recentemente que temos muito mais em comum do que o contrário”.
Outra relação defeituosa é com seu pai, Gerry, um pedreiro. Depois que seu pai se separou de sua mãe, Boy ficou sem falar com ele durante dois anos. O pai morreu em 2004.
“Quando você perde alguém, tende a reescrever sua história. Lembro de todas as coisas boas a respeito do meu pai, como dele cantando no carro”.
Durante as turbulências, a família do cantor sempre foi seu alicerce. Sem ela, Boy admite que não teria sobrevivido. “No passado, se alguém me perguntasse se me arrependo de alguma coisa eu diria que de nada. Hoje posso dizer que não é bem assim. Mas arrependimentos não mudam nada, apenas servem para você pensar: ‘ok, não quero fazer isso de novo’”.

Happy birthday, Boy!

Leiam a entrevista completa AQUI

2011/06/09

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:06

Quem ainda não superou o medo de palhaço que tinha na infância, é recomendável que nem leia isso.
Hoje Ronald McDonald é uma figura boba, saltitante e incapaz de despertar coulrofobia – medo de palhaço –, mas no passado deve ter sido o culpado por inúmeras taquicardias, ataques de pânico infantis e pelas infindáveis noites em claro de vários pais nos Estados Unidos.
Um vídeo recém-divulgado revela a estreia de Ronald McDonald em 1963 com um visual assustador: um pijama mal ajambrado, um copo no lugar do nariz, uma bandeja em cima da cabeça, um cinto especial – com as guloseimas da lanchonete – e uma cara para ficar na memória. Graças à maquiagem mal feita, o rosto do palhaço é uma massa disforme, um quase Elza Soares.
Segundo uma matéria do jornal britânico “The Daily Mail”, o vídeo foi postado no Youtube em 2008, mas só ganhou publicidade esta semana, após ser divulgado pelo site “The Consumerist”.
“Ronald se assemelhava mais a um espantalho do que a um palhaço”, diz o jornal.
Inicialmente a peruca de Ronald era loira. Em 1971 há uma mudança de visual e ele troca o chapéu-bandeja e o nariz-copo por uma peruca vermelha. Foram diversas transformações ao longo das décadas, até que em 2004 ele aparece mais atlético, com um look “embaixador do bem-estar”.
Os comerciais são bizarros – tanto na forma quanto no conteúdo.
Num deles, Ronald se senta ao lado de um garoto, que diz: “Minha mãe disse para eu nunca falar com estranhos”.
Ronald responde: “Sim, sua mãe está certa como sempre, mas eu sou o Ronald McDonald! Agora me dê um milk shake!”.
Os vídeos revelam ainda que a ideia de embutir no lanche um brinquedinho não é nova. Num comercial de 1971 Ronald oferece um boneco de pano do personagem por 1 dólar em qualquer pedido.
O palhaço foi interpretado por pelo menos dez atores desde 1963. O primeiro a dar vida a Ronald na TV foi o ator Willard Scott – atualmente o moço do tempo no programa “NBC’s Today”.
Há quase 50 anos – ainda longe do patrulhamento dos defensores da alimentação saudável ou não totalmente ciente do estrago que comidas gordurosas poderiam causar –, o palhaço era vendido como “o alegre comedor de hambúrguer”.

Assistam ao vídeo – se forem capazes – AQUI

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