O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/04/30

FESTA NO CÉU

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:29

A maioria dos fumantes têm consciência de que seu vício é prejudicial à saúde e pretendem, um dia, largar o cigarro. Mas o plano é sempre adiado para a próxima segunda-feira ou a cada dia de estresse no trabalho. Afinal, o sonho de todo fumante é fumar em paz – idem para alcoólatras e usuários de drogas lícitas ou ilícitas.
Enquanto o cerco aos fumantes se fecha cada vez mais, o paraíso do bebuns já existe. Fisicamente. Chama-se “St. Anthony Residence”, localiza-se na cidade de St. Paul, e é uma das quatro “wet houses” do Estado do Minnesota. “Wet house”, ao pé da letra, quer dizer “casa molhada”.
O local é mantido pela prefeitura e por entidades católicas e abriga cerca de 60 hóspedes – cada um ao custo de 18 mil dólares por ano.
O objetivo na “St. Anthony Residence” não é tratar viciados, mas reduzir os riscos e as chateações à sociedade. Lá não há reuniões em grupo, programa dos 12 passos, conselheiros, “testemunhos” ou privações. Seus moradores não estão em busca da cura, não precisam de ajuda e principalmente não querem incomodar a família. Só querem “encharcar”.
Estudos realizados por instalações similares no Canadá mostraram que internações hospitalares ou detenções decorrentes da bebida reduziram-se à metade, assim como pouparam os dependentes das humilhações a que ficavam expostos nas ruas. Além disso, até os impostos pagos pela população diminuíram, já que a equipe de médicos e policiais pode se dedicar a outros problemas da comunidade.
“O cliente que se muda para cá está queimando seu último cartucho. Está num ponto da vida em que já se perdeu tantas vezes que não sabe mais o que quer”, explica à rede CBS Bill Hockenberger, o administrador do lugar.
Segundo Bill, seus hóspedes têm em comum o fato de serem alcoólatras crônicos, de já terem fracassado nas inúmeras tentativas de tratamento e de terem passado um bom tempo na rua. “O que eles precisam é de um lugar seguro e simples para ficar”.
Taí um tema polêmico. Seria uma boa ideia colocar em prática a expressão “beber até cair”?
Até porque apesar da notícia de que os impostos foram reduzidos quem continua pagando a conta é a sociedade. E pelo visto parece não ter se dado conta disso.

2011/04/29

A RAIZ DO PROBLEMA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:31

A Bíblia sugere que a mulher foi feita a partir da costela de Adão.
“Então, o senhor Deus adormeceu profundamente o homem; e enquanto ele dormia, tirou-lhe uma de suas costelas, cujo lugar preencheu de carne. Da costela que retirara do homem, o senhor Deus fez a mulher e conduziu-a até o homem”.
Pior do que isso é a afirmação de que “as mulheres são homens que falharam” contida no livro “De Secretis Mulerium” (“Sobre os Segredos das Mulheres”).
A obra foi encontrada nos arquivos da Sociedade Real de Química, em Londres, e possivelmente foi escrita entre os séculos 13 e 14 por Albertus Magnus, um teólogo e “cientista” que a teria dado de presente a um padre para ajudá-lo a entender as mulheres.
O livro é um compêndio do conhecimento médico, mágico e folclórico da Idade Média e do Renascimento.
Apesar de estranho aos olhos contemporâneos, o livro é até progressista quando comparado ao pensamento que se tinha anteriormente sobre as mulheres.
“O autor pretendia fornecer informações para que os homens tivessem a possibilidade de evitar as mulheres em vez de exterminá-las, como sugeriam autores mais antigos”, diz Helen Rodnite Lemay, responsável pela tradução da obra do latim. “Porém, eventualmente ele lança mão de uma certa racionalidade para justificar a tortura ou a ida para a fogueira de muitas delas”.

Entre os conselhos e dicas contidas no livro estão:
1) Se um homem quer saber se a mulher desejada é virgem, ele deve pedir que ela cheire uma folha de alface. Se ela tiver vontade de ir ao banheiro é sinal de que está “corrompida”. 
2) Cuidado! No período menstrual as mulheres são capazes de matar animais apenas com um olhar.
3) Desejar comidas estranhas durante a gravidez é algo ligado a um comportamento “maligno”. 
4) Maridos que desejam ter filhos homens devem dar às suas esposas vinho misturado com o útero e outras vísceras de uma lebre. Uma vez grávida, a mulher terá um menino se o seio direito for maior do que o esquerdo – o contrário no caso de uma menina.

Se serve de consolo, temos alguém para nos defender. Nos anos 80 Luís Caldas já cantava: “Tieta não foi feita da costela de Adão”.

2011/04/28

FILHO DA TERRA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:43

Nesta quarta-feira a Casa Branca divulgou a certidão de nascimento oficial de Barack Obama. Está lá bonitinho: Barack Hussein Obama II, nascido no dia 4 de agosto de 1961 no Estado americano do Havaí.
O pai, também Barack Hussein Obama, estudante universitário de 25 anos nascido no Quênia. A mãe, Stanley Ann Dunham, 18 anos, “caucasiana”, de Wichita, Estado do Kansas.
O objetivo do anúncio em rede nacional é tentar exterminar os boatos de que o presidente não é americano, o que o impossibilitaria de ocupar o cargo de chefe da nação.
A controvérsia sobre o local de nascimento de Obama começou em 2008, durante a campanha presidencial, e ganhou força com recentes declarações do presidenciável Donald Trump.
Vários jornais falam em “teoria da conspiração” – o que é totalmente um exagero. Uma pesquisa da rede CNN revelou que 75% dos americanos acreditam que seu presidente nasceu nos Estados Unidos. A boataria restringe-se aos republicanos – quatro em cada dez creem que ele não é filho da terra.
Obama agiu certo? Errado? Foi precipitado? Deu importância a uma bobagem? Pelo sim, pelo não, resolveu se precaver e não esperar pelo resultado de uma nova pesquisa da CNN com números menos favoráveis.
Certeza mesmo é de que Barack está com muito medo. Parece repetir o bordão “yes, we can!” para si mesmo.
Os americanos – após encará-lo como o rei da cocada – começam a perceber que não existe mágica, apenas pessoas bem ou mal-intencionadas. Obama, no caso, pertence ao primeiro grupo. Está cheio de boas intenções, mas já se tocou de que será preciso muito mais do que disposição. Terá de aprender a lidar com o conservadorismo – e as cobranças, claro – da população.
A grande questão é que a certidão de nascimento não prova nada. Se literalmente Obama tem culpa no cartório, ela é de fácil resolução. Basta adentrar uma portinha no centro de São Paulo para conseguir falsificar qualquer tipo de documento – de atestados médicos a documentos de identidade.
Ora, o serviço de inteligência da Casa Branca é suficientemente inteligente para traçar um plano mais elaborado do que o oferecido pelas portinhas paulistanas.
Santa ingenuidade, Batman.

2011/04/27

OLHA O PASSARINHO!

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:24

Essa é para quem considera Protógenes Queiroz um delegado polêmico.
Joe Arpaio, do condado de Maricopa, no Estado do Arizona (EUA), está promovendo um concurso surreal, o “Mugshot of the Day” (“Ficha criminal do dia”).
Conhecido como “o xerife mais durão da América”, ele resolveu disponibilizar diversas fotos de criminosos – na pose clássica, com a plaquinha na altura do pescoço – para que o visitante eleja a mais engraçada através do site do condado.
Para proceder à votação, o interessado pode escolher por tipo de crime: assalto, violação às leis do município, crimes contra a criança, transgressão criminal e arrombamento, tráfico de drogas, dirigir sob efeito de álcool, fuga, homicídio, sequestro, perturbação à ordem pública, crimes sexuais, furto ou tráfico de armas e explosivos.
Os críticos classificam a ideia como manobra publicitária e dizem que só é razoável a exibição de imagens de pessoas já condenadas.
De qualquer forma, cerca de 300 fotos de fichas criminais são colocadas no site diariamente.
Do site do condado: “Nenhuma outra instalação penitenciária no país, no Estado ou no condado conta com 2 mil condenados vivendo em barracas; nenhuma outra pode se gabar de seu bem-sucedido programa de refeições que resulta no custo de menos de 15 centavos por prisioneiro; poucas também podem dizer que têm presas femininas em barracas ou presas umas às outras por correntes. Nenhum outro xerife nos Estados Unidos hoje tem um grupo de voluntários formado por 3 mil homens e mulheres da comunidade que dão seu tempo e dinheiro para serem treinados para ajudar a manter o condado livre do crime”.
Arpaio tornou-se xerife de Maricopa em 1992, já foi reeleito cinco vezes e conta com altos índices de aprovação da população. “O povo é meu chefe, então sirvo a ele”, diz no site.
Atualmente o xerife tem entre 7.500 e 10 mil presos sob sua responsabilidade.
As polêmicas envolvendo o xerife deixam as de Protógenes Queiroz no chinelo.
O sistema de carceragem criado por Arpaio que mantém 2 mil pessoas sob barracas é um sucesso extraordinário e já atraiu a atenção de oficiais federais, presidenciáveis e da mídia internacional.
Outro ponto destacado no site é o sistema de prender os presos uns aos outros por correntes, o que permite que eles prestem serviços à comunidade como limpeza das ruas, dos muros e até que providenciem o enterro de indigentes.
Uma das decisões mais polêmicas do xerife foi ter implementado o uso de cuecas cor de rosa. Anos atrás, quando as cuecas usadas na prisão começaram a sumir misteriosamente, Arpaio mandou que elas fossem tingidas de rosa. O mesmo aconteceu com as algemas, que também estavam desaparecendo.
Sem entrar na discussão sobre se as decisões do xerife ferem ou não os Direitos Humanos e nos concentrando somente do concurso, a conclusão é simples: se não podemos com os marginais, então que tenhamos o direito de rir da cara deles.

Confiram o site AQUI

2011/04/26

DOLLY SABOR MANÁ

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:33

No princípio era o verbo. Depois a Bíblia, a Igreja, e hoje o comércio mais deslavado.
Diante de novidades como a água benta engarrafada ou as pílulas do Frei Galvão ainda tentávamos nos convencer que a fé é algo tão poderoso que teria a faculdade de curar ou confortar um fiel desde que este mantivesse seu pensamento positivo.
Mas o mercado da “fé” está se transformando no mercado da má-fé.
Do site “J-Walk” vem a notícia de que uma empresa crente tem uma linha de produtos chamada “Scripture Candy” (algo como “Doce da Escritura”), cujo slogan é “Atingindo o mundo pedacinho por pedacinho”.
A ideia não é nova e segue o mesmo princípio dos biscoitinhos da sorte ou das “Balas de Pinho Alabarda” – aqueles pingos sabor hortelã em que cada pacotinho vinha com um adesivo com uma mensagem.
As jujubas, chocolates, chicletes, balas, pirulitos, caramelos ou pastilhas de hortelã da “Scripture Candy” trazem transcrições do Evangelho. A maioria deles vêm em pacotes e são embalados individualmente com papeizinhos com as tais mensagens evangelizadoras.
A “Jelly Bean Prayer” (jujubas) não trazem trechos do Evangelho, mas cada sabor representa um sentimento ou uma situação cristã. Pretas: pecado. Vermelhas: sangue de Cristo. Brancas: Graça. Amarelas: céu. Verdes: conhecimento. Azuis: penitência. Rosas: agradecimento. Laranjas: Deus.
Outros itens curiosos são os pirulitos em forma de cruz ou as mentas – em formato de peixes ou de hóstias. São 244 produtos no total.
Brian Adkins, o fundador, explica no site que em 1991, enquanto ouvia um programa de rádio sobre ocultismo e Halloween, Deus lhe deu a inspiração sobre como transformar um dia pagão em algo glorioso. “Já que distribuímos doces durante o Halloween, se pudéssemos embalar a Palavra ao redor deles, cada pedaço teria a possibilidade de plantar a semente na vida de alguém”.
Apesar de definir o Halloween como uma festa pagã, o site tem uma seção com produtos para… Halloween.
Lançar uma linha para o Dia das Bruxas só faria sentido se os doces deixassem um sabor amargo na boca ou tingissem a língua do (in) fiel de azul.
Realmente não há problema algum em acreditar que um pirulito seja capaz de espalhar o amor de Deus. Duro é ter de engolir tanto charlatanismo.

Conheçam o site AQUI

2011/04/25

JUST FOR LAUGHS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:11

A arrumadeira caminha calmamente assobiando e arrastando seu carrinho de toalhas. Dá uma batidinha na porta e aguarda a resposta do hóspede. Sem nenhuma manifestação no interior do apartamento, ela desliza o cartão para realizar sua lida diária. Assim que abre a porta, o susto: um corpo estendido sob a cama.
Essa e outras pegadinhas fazem parte do repertório do comediante americano Bert Kreischer, que arma algumas surpresas para chocar os funcionários dos hotéis em que se hospeda.
Bert viaja bastante e diz que seu objetivo é deixar o quarto de uma maneira “semiperturbadora”. Depois do cenário montado, ele o fotografa e posta suas ideias no Twitter.
Segundo o comediante, ele começou com as brincadeiras num hotel em San Antônio, no Texas, para desviar a atenção do que ele realmente estava fazendo dentro do quarto. “Pensei que se a arrumadeira fosse suficientemente perspicaz ela saberia dizer exatamente o que eu tinha feito e poderia pensar em mim de forma desprezível”.
Bert diz que nunca pode assistir a reação dos funcionários, mas fala que sempre deixa uma boa gorjeta como forma de recompensá-los pelo susto. Além disso, garante que nunca destrói nenhum objeto do quarto ou cria algo que pode causar um grande transtorno para ser colocado de volta em seu lugar de origem.
Entre as redes de hotéis preferidas para montar seus cenários, o comediante diz que os “Hyatts e os Hiltons são os que oferecem a maior variedade de opções criativas no quarto. Os Holiday Inns e os Red Roof Ins são quase nus e ele precisa recorrer à sua mala, que geralmente carrega os mesmos adereços de sempre, o que torna mais difícil inventar coisas novas”.
No momento, Bert tem usado as brincadeiras para divulgar seu novo programa na TV, “Bert the Conqueror” (“Bert, o Conquistador”).
Dentre os personagens já criados pelo comediante estão monstros do banheiro feitos a partir de toalhas, “pessoas” escondidas atrás das cortinas ou carinhas de lençóis em cima da cama.

Confiram algumas fotos de Bert AQUI

2011/04/24

SE EU FOSSE COMO TU

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:54

Antes de cometerem o pecado da gula se entupindo de chocolate, que tal darem uma olhada numa relação das tradições de Páscoa mais inusitadas ao redor do mundo?
A lista foi preparada pelo site “Buzzfeed”:

Bilby da Páscoa – Austrália
Enquanto o resto do mundo tem o coelho como mascote no dia de hoje, os australianos veem os coelhinhos como uma ameaça porque lá eles não têm um predador natural e dizimam diversas espécies selvagens. Para sensibilizar as crianças para a proteção do ecossistema, os australianos providenciaram uma leve adaptação no personagem: em vez do Coelhinho da Páscoa eles têm o Bilby da Páscoa.
O bilby é da família dos marsupiais e tem o focinho longo, mas as orelhas são bem parecidas com as do coelho.

Anjos da Páscoa – Filipinas
Nas Filipinas, além de vários rituais de autoflagelação, há uma procissão que representa o encontro de Jesus com Virgem Maria depois da Ressurreição. Os homens seguem atrás de uma imagem de Cristo; e as mulheres, cobertas por um pano negro, vão atrás da imagem de Maria. A certo ponto da caminhada as duas turmas se encontram e surgem meninas vestidas de anjo que retiram o véu preto da tristeza para a festa começar.

Pão de Páscoa – Itália
A tradicional guloseima geralmente é servida no café da manhã ou durante o dia. Trata-se de algo único, já que ovos crus e inteiros são colocados sobre a massa antes de ir ao forno. Às vezes os ovos são tingidos anteriormente para adicionar o clima festivo.

Ratschen – Áustria
Da Quinta-feira Santa ao Domingo de Páscoa é proibido tocar sinos na Áustria. Segundo o mito, todos os sinos voam à Roma para os preparativos da Ressureição. Por esse motivo, os coroinhas usam os “ratschen” (chocalhos de madeira) durante as missas e entre uma reza e outra.

Sinos da Páscoa – França
Por alguma razão, na tradição da Páscoa francesa não são os coelhinhos que trazem os ovos para as crianças no domingo. São os mesmos sinos que já saíram da Áustria, foram para Roma e, na volta, passaram pela França.

Simnel – Inglaterra
O bolo pascal típico inglês é preparado desde a Idade Média com frutas secas e cristalizadas. Sobre ele vão 11 bolinhas de marzipã representando os 12 apóstolos menos um: Judas.

Bruxinhas da Páscoa – Suécia
“Os suecos parecem acreditar que todo feriado com doce merece uma fantasia”, diz o site.
Na Páscoa as crianças se vestem de bruxinhos e visitam a vizinhança. Deixam um cartão decorado (a “carta de Páscoa”) e esperam receber em troca doce ou dinheiro.

Malhar o Judas – Brasil
“O Brasil tem de longe a melhor tradição pascal”, diz o site. Todos os anos, por todo o país, são construídos Judas de palha para execução. Os habitantes avançam com socos, pontapés e queimam o homem que traiu seu melhor amigo por algumas moedas de prata. “Se o Judas personifica algum político odiado pelo povo, quem disse que ele também não merece umas porradas?”.

Boa Páscoa, pessoal!

2011/04/23

A MÃO QUE BALANÇA O BERÇO

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:44

A notícia de hoje parece obra do “Sensacionalista”, mas infelizmente é mais real do que a que dá conta de que Ângela Bismarck implantará um terceiro seio.
Um novo estudo sugere que o estresse relacionado à recessão norte-americana disparou uma alarmante ocorrência de lesões na cabeça das crianças. Ou seja: quando a economia dá sinais de piora, mais as pessoas chacoalham seus filhos.
O estudo – realizado pela Universidade de Pittsburgh – avaliou casos de lesões infantis não-acidentais no período de 2004 a 2009 em quatro hospitais americanos.
Por “não-acidentais” entendam “misteriosas”.
Os pesquisadores descobriram que a quantidade de lesões dobrou a cada mês durante o intervalo em que houve recessão em comparação com períodos anteriores.
O número de bebês hospitalizados por esse tipo de trauma é decorrente do que os estudiosos definem como “síndrome do bebê chacoalhado”.
Os envolvidos na pesquisa destrincharam os bancos de dados dos hospitais entre dezembro de 2001 a junho de 2010 em busca de registros de ferimentos não-acidentais em crianças acima dos 2 anos de idade.
Eles localizaram 639 menores que de fato tiveram lesões relacionadas a acidentes e outros 93 classificados como “não-acidentais”. 43 aconteceram nos meses da recessão – que segundo a reportagem durou de dezembro de 2007 a junho de 2010.
A equipe notou também que lesões mais sérias ocorreram durante o período recessivo, como casos graves de traumatismo craniano e até mortes.
“As razões pelas quais isso aconteceu foge do escopo da nossa pesquisa, mas é provável que mais pais fiquem estressados com problemas como desemprego e arresto de bens”, diz a dra. Mary Huang, que conduziu o estudo.
Agora podem apostar: se o mesmo tipo de pesquisa fosse realizado levando-se em consideração o número de crianças machucadas – ou até mortas – nos períodos de tensão pré-menstrual da mãe os índices seriam alarmantes.
Ou alguém tem dúvidas de que uma mulher na TPM é capaz de fazer justiça com as próprias mãos?

2011/04/22

UM FILME MUITO DO INZONEIRO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:32

Nas últimas duas semanas mais de 2 milhões de brasileiros saíram orgulhosos do cinema. O motivo é “Rio”, animação de Carlos Saldanha que estreou em 150 países.
Não é para menos. O filme é uma linda homenagem ao Rio de Janeiro e chega para coroar nossa ótima fase de queridinho do planeta. É Copa, é Olimpíadas, é cenário de filme, é palco para shows internacionais, é mercado para atores estrangeiros… É o país do futuro, enfim, tornando-se o país do presente.
Saldanha – que mora nos Estados Unidos há quase 20 anos – é o brasileiro que deu certo. Depois de ficar famoso em Hollywood com a série “A Era do Gelo”, realiza o sonho antigo de mostrar os encantos cariocas para o resto do mundo.
Nas inúmeras entrevistas concedidas para divulgar seu trabalho, Saldanha revelou que todas as vezes que vinha ao Brasil lia reportagens sobre pinguins que chegavam à costa brasileira ou sobre tráfico de aves exóticas.
Como sempre teve interesse por temas ecológicos, começou a colecionar essas histórias. Mas, enquanto maturava a ideia, surgiram vários filmes com pinguins e ele teve de mudar o personagem principal. Daí a opção pela ararinha-azul.
“Rio” parte da história de duas ararinhas-azuis para falar sobre o tráfico de aves exóticas e mau-trato animal.
Blu e Jade nunca se viram. Ele mora em Minnesota desde que foi capturado ainda filhote na Floresta da Tijuca e ela vive no Rio de Janeiro. Eles precisam se acasalar porque são os últimos exemplares da espécie.
Nos Estados Unidos, as ararinhas têm as vozes de Jesse Eisenberg (o garoto de “A Rede Social”) e de Anne Hattaway (“O Diabo Veste Prada”).
Enquanto espetáculo visual e representação do espírito brasileiro, o filme de Saldanha é perfeito. É emocionante contemplar numa animação em 3D o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Vista Chinesa, os Arcos da Lapa, o bondinho de Santa Teresa e a Marquês de Sapucaí. De arrepiar mesmo.
Além disso, estão presentes todos os elementos que definem nossa “identidade nacional”, como a paixão pelo futebol, o Carnaval, a alegria, mas também a malandragem, a miséria dos morros e a infância sem perspectiva.
A produção tem o mérito de mostrar as duas faces do Rio – nem tanto ao mar do Leblon, nem tanto às balas perdidas.
Mas enquanto diversão, “Rio” só entretém nos 20 minutos iniciais. Após uma abertura deliciosa, cheia de som e fúria, o que se vê é uma história que renderia um bom curta, não um longa-metragem. Os conflitos são tão envolventes quanto a trama de uma gaze.
“Rio” tem poucas cenas apoteóticas. Uma delas é tascar um “Say You, Say Me”, de Lionel Ritchie, logo que o casal de ararinhas-azuis troca o primeiro olhar. Um tiro.
A dica para encarar “Rio” sem sentir o comichão de sair da sala é apreciar a paisagem e curtir a trilha sonora – que ficou a cargo de Sérgio Mendes. O músico convidou amigos como Will.i.am (do “Black Eyed Peas”), Carlinhos Brown e até Jamie Foxx (o eterno Ray Charles).
Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro continua lindo.

2011/04/21

NA CORDA BAMBA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 10:42

A semana pertence a dois personagens que são motivo de orgulho para os mineiros: Aécio Neves e Tiradentes.
Sem desmerecer o mártir da Inconfidência, o personagem da semana é Aécio.
Depois de ser parado numa blitz da Lei Seca no Rio, o senador se negou a fazer o teste do bafômetro e ainda foi pego com a carteira de habilitação vencida.
Em nenhum momento cogitou-se seu enforcamento, mas o senador foi exposto a um esquartejamento moral. Nestes últimos cinco dias todo mundo quis tirar seu pedacinho na história.
Teve de tudo: quem clamasse por um Larry Rohter para Aécio, quem descobrisse que a Land Rover do senador já registra duas multas por excesso de velocidade, quem desse adeus ao sonho da presidência e quem julgasse que o mais grave é conduzir um país com um teor alcóolico acima do permitido.
Eu só gostaria mesmo de vê-lo fazendo o quatro.
Aécio se furtou a botar a boca no trombone – direito mais do que legítimo, já que segundo a lei brasileira ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Se fosse em São Paulo, o senador teria sido conduzido ao IML. Se fosse há 220 anos, teria sido enforcado. Afinal, recusa por recusa, Tiradentes pagou o pato.
A História nos conta que além de “conspirador”, Tiradentes teria sido enforcado por se recusar a pagar o “Quinto”, imposto que retia 20% do ouro que era levado às casas de fundição.
Quanta coisa mudou. Hoje pagamos 39% à “Real Fazenda”, não temos Inconfidência Mineira e nem Tiradentes. Só Aécios.
Seja lá o que isso signifique.

2011/04/20

COMIDA DOS ASTROS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:14

No Brasil os famosos – e os nem tanto assim – gostam de ir ao Leblon para serem “flagrados” pegando uma cor na praia.
Às vezes, no entanto, o dia é do caçador e somos brindados com um caldo de uma pseudocelebridade ou o mar atacando Luana Piovani.
Conforme nos relata o “The New York Times”, nos Estados Unidos a moda entre as estrelas são demonstrações públicas de comilança.
Segundo o jornal, está mais do que claro que o comportamento virou uma obsessão nacional. “Isoladamente essas cenas não chegam a definir o estilo de vida da famosa mas, coletivamente, a frequência desses episódios diz muito sobre nossos padrões sociais, nossos julgamentos e desejos”.
Diz o artigo: “Considere, por exemplo, o pedido de Cate Blanchett num restaurante em Londres por uma abobrinha frita coberta com queijo parmesão e o recado, em tom de brincadeira, para o repórter da ‘Vogue’ de que sua intenção não era dividir o prato. ‘Acho melhor você pedir o seu ou as coisas por aqui vão ficar estranhas’”.
Ou Drew Barrymore na edição de outubro de 2010 na revista “Harper´s Bazaar”: “Adoro ficar deitada na cama assistindo TV numa preguiça total comendo meu prato preferido: macarrão com queijo”.
Ou Cameron Diaz: “Na noite passada eu estava assistindo ‘’The Next Food Network Star’ comendo macarrão com queijo e me sentindo ótima”.
O publicitário Jeremy Walker criou até um termo para definir o tema: “Documented Instance of Public Eating” (DIPE) ou “Exemplo Documentado de Alimentação Pública”, ao pé da letra.
Atrizes sendo entrevistadas enquanto fazem uma boquinha tornou-se uma cena familiar para os leitores regulares das revistas de famosos – especialmente os que têm lido a “Esquire” no último ano e meio.
O jornalista encontra-se com a estrela – geralmente com a silhueta em dia – para um café, almoço ou jantar. Segundo o “The New York Times”, “ela nos surpreende pedindo comida que alimentaria um estivador”.
Mas para o jornal a culpa não é dos jornalistas, mas sim dos assessores de imprensa, que comprimiram o tempo dos repórteres com o entrevistado para alguns poucos minutos. “No passado podíamos passar três ou quatro dias com um famoso”, diz Kevin Sessums, que escreve para a “Vanity Fair”.
“Durante décadas os dependentes de cultura pop tinham a imagem da mulher vestindo não mais do que uma camisa ‘Oxford’. A mensagem implícita era: ‘ela usa suas roupas’. Mas hoje, por alguma razão, a fixação masculina encontrou um excitante corolário: ‘ela come o mesmo que você’”.
Fixação masculina pela celebridade ou vontade feminina de ter o mesmo corpo. Qualquer que seja o interesse, o fato é que ser pessoa pública é realmente uma tarefa exaustiva que requer jogo de cintura e frieza.
Se a famosa se alimenta como uma estivadora é criticada. Mas se come alface e frango grelhado é acusada de incentivar o culto ao corpo. Eram os deuses astronautas?

Leiam a matéria completa AQUI

2011/04/19

QUEM ESPERA NEM SEMPRE ALCANÇA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:30

O momento mais tenso de uma viagem não são os imprevistos citados ontem, mas justamente quando tudo parece que não pode mais dar errado.
Esperar as bagagens na esteira é uma ótima maneira de exercitar a paciência e colocar em prática o pensamento positivo de “O Segredo”.
Depois que milhares de maletas passam diante de nossos olhos e a nossa não chega, começamos a demonstrar os primeiros sinais de desespero: taquicardia, sudorese e tremedeira.
Na maior parte das vezes a experiência não passa de um susto. As malas aparecem e saímos respirando aliviados.
Mas o infortúnio do extravio de bagagens acontece diariamente em todo o mundo. Das 2,5 bilhões de malas checadas no globo terrestre todos os anos, estima-se que mais de 850 mil nunca são vistas novamente – só nos Estados Unidos o número de extravios chega a 2 milhões.
Mas para onde vão as bagagens que simplesmente desaparecem?
Uma reportagem da “MSNBC” revela que as americanas descansam na cidade de Scottsboro, no Alabama.
Depois que a companhia aérea não identifica o dono da bagagem, a vende por alguns trocados para o “Unclaimed Baggage Center” (“Centro de Bagagens Não-Reclamadas”), uma loja gigantesca, estilo armazém, onde a infelicidade dos viajantes torna-se o paraíso dos caçadores de barganhas.
Sapatos, espadas de samurais, iPods, lingerie – tudo com descontos que variam entre 20 e 80%. O local chega a receber 830 mil compradores por dia.
A maioria das malas encontra o caminho do lar em 24 horas. As que se perdem definitivamente, depois de 90 dias são vendidas pelas empresas aéreas e os passageiros lesados recebem cerca de 3.300 dólares de indenização (R$ 5.600).
“Você nunca sabe o que vai achar”, diz Clayton Grider, o proprietário. “É um esporte”.
Dentre os objetos mais estranhos já encontrados estão chifres de alce, um paraquedas, uma armadura medieval e até uma cabeça de múmia.
Os compradores não têm nenhum receio de comprar o ursinho de pelúcia favorito de uma criança ou um vestido de casamento que não chegou na hora na igreja.
“Sinto muito pelo cara que perdeu isso”, diz Chuck Trykoski, que adquiriu uma câmera digital por 21 dólares (R$ 36). “Eu também já perdi coisas em viagens”.
Diariamente chegam ao “Centro de Bagagens Não-Reclamadas” mais de 7 mil novos itens. E não são apenas objetos que constavam de malas, mas também os que foram esquecidos dentro das aeronaves. Há desde roupas e livros até tacos de golfe e fones de ouvido.
“É quase um instantâneo arqueológico da cultura popular”, explica Bryan Owens, filho do dono, que assumiu o negócio em 1995.
Todas as manhãs pessoas formam filas para vasculhar as novidades. Uns param por curiosidade e outros organizam excursões ao local.
O “Centro de Bagagens Não-Reclamadas” começou a funcionar em 1970, quando Doyle Owens, um vendedor de seguros, ouviu de um amigo que trabalhava numa empresa de ônibus se ele não gostaria de comprar a bagagem extraviada. Quatro anos depois, Doyle passou a adquirir também as das empresas aéreas, as de locadoras de automóveis, as de trens e até as bagagens de cruzeiros.
Segundo a reportagem, as companhias aéreas não gostam de falar que fim levam as malas perdidas – American Airlines, Delta e United Airlines se recusaram a dar entrevistas.
Outras empresas – como Alaska, Frontier, Hawaiian, Southwest, Spirit e Virgin America – fazem doações a instituições como o “Exército da Salvação”.

Vejam fotos AQUI

2011/04/18

VIAJANDÃO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:58

Hoje, dicas úteis para quem curte conhecer outros países.
Um artigo no site “Gadling” lista os dez tipos de roubo mais comuns em viagens.
Turistas são o alvo perfeito. Além de não estarem completamente familiarizados com o local, distraem-se com a paisagem ou tirando fotos, às vezes caem em vizinhanças suspeitas ou estão meio aéreos por causa do “jet lag”.
Os trombadinhas e ladrões profissionais estão de olho nisso. Segundo o artigo, “esses malandros oportunistas podem ser divididos em várias raças: as gangues infantis na Itália, os vietnamitas que passam de “scooter” e levam a carteira ou os falsos policiais na Europa”.
Pelo menos numa dessas modalidades a gente já ouviu falar.
Eu sei do caso de um turista que foi assaltado na Itália por um falso policial. Com a desculpa de checar sua documentação, levou tudo, inclusive o passaporte.
Na Itália todo cuidado é pouco. Aquilo lá é praticamente um Brasil.

Abaixo as dez “atividades” em que devemos prestar mais atenção:

10. Macacos-ladrões em Bali
Habitantes locais muito criativos treinam os macacos para roubar viajantes. No caso de pegarem os óculos de um turista, os bichos só os largam mediante o pagamento de uma rúpia – a moeda indonésia. É claro que depois o macaco troca a grana por uma gostosura com o seu comparsa. Esse tipo de assalto é comum ao redor dos penhascos de Ulu Watu e na Floresta dos Macacos em Ubud.
Poderíamos incluir nesse item os micos que ficam à solta no hotel “Ariaú Towers”, em Manaus.

9. Falsos policiais
O golpe é facilmente aplicado dada à nossa incapacidade de conhecer apropriadamente o uniforme da polícia local. O gatuno geralmente se aproxima dizendo que precisa checar nossa identidade ou algo que possa deixar nossa carteira nas mãos dele. Aí é só correr para o abraço. Outro golpe comum aplicado por falsos policiais acontece nas estações de trem. Eles abordam os turistas e pedem pelo tíquete de viagem. Após um balanço de cabeça em tom negativo, eles explicam que os turistas compraram o bilhete errado e os “multam”.

8. Roubos em ônibus
O assalto clássico acontece de várias formas e em todos os lugares – de Boston à Bogotá e à Berlim.
Uma pessoa pergunta se você precisa de ajuda para colocar a bolsa no bagageiro sobre as poltronas. Enquanto isso, um trombadinha dá uma geral nos seus bolsos.
Em outra variação do golpe, o bom samaritano oferece ajuda e joga a bolsa pela janela para o colega, estrategimente posicionado num ponto fora do ônibus.
Outro furto clássico dentro dos coletivos é uma criança pequena equipada com um objeto cortante. Ela se aproveita do olhar contemplativo do turista e faz a festa.

7. Distração na estação de trem
O viajante chega à estação cheio de planos e pensamentos, coloca as malas dentro do vagão e se prepara para a partida. Alguém com uma “cara oficial” se aproxima, dá uma batidinha no vidro e gesticula. O turista se aproxima da janela – ou em alguns casos até sai do vagão – e o comparsa do “oficial” junta tudo e sai correndo.

6. Dinheiro falso dado em restaurante
Esse tipo de fraude é mais comum em países europeus situados na Península Ibérica. Após a refeição e o pagamento da conta, o dono do restaurante retorna com a notinha e diz que tem más notícias. A nota de 50 euros que você deu como pagamento é falsa e educadamente pergunta se o acerto pode ser feito de outra forma. Apesar de sua cédula realmente ser verdadeira, a que ele trouxe da cozinha é falsa.

5. Batedor de carteira
Essa modalidade também é clássica. Um casal que para à sua frente, uma senhora que coloca a sacola no chão ou qualquer outra pessoa que o distraia é tudo o que o trombadinha precisa para agir. Bobeou, dançou.
Alguns são hábeis o suficiente para levarem algo sem que o tenhamos notado. Outros se utilizam de estiletes e facas para rasgarem a bolsa ou esvaziarem o bolso.

4. Scanner de bagagens
Não é muito recorrente nos aeroportos, mas há outros lugares com dispositivos de raio-x em que o golpe pode ser aplicado.
A manobra acontece da seguinte forma: dois ladrões ficam à sua frente na fila para passar pelo scanner e pelo detector de metais. O primeiro passa sem problemas e espera no fim da esteira. O segundo – o que está bem à sua frente – cria uma série de problemas: esquece as chaves no bolso, o cinto e tudo o que possa disparar o alarme. Enquanto isso, sua mala já está do outro lado da esteira e o primeiro comparsa já fez o serviço.

3. Mostarda, vinagre, cocô de pombo ou fezes humanas
Esse é resultado de anos de evolução criminosa. Enquanto o turista caminha sozinho, alguém salpica mostarda, cocô de pássaro em sua mochila ou coloca mostarda no bolso da camisa. Em casos extremos, jogam fezes humanas do alto de algum prédio.
Nessa hora aparecem pessoas para ajudar munidas de lenços de papel e boa vontade. Cuidado. Enquanto um limpa a roupa, o outro limpa o bolso.

2. O truque do prego
Enquanto você estaciona o carro para comer, o ladrão crava um prego no pneu do carro. Horas ou minutos depois, enquanto você está passando por um lugar menos movimentado, percebe que o pneu está furado. Ao parar e descer, é abordado por maus samaritanos.
Em São Paulo, outra prática conhecida é a da pedra. Eles jogam uma pedra do alto de uma ponte ou viaduto. Você para e se torna presa fácil.

1. Caixas eletrônicos
Há vários golpes envolvendo caixas eletrônicos. Um deles é preparado antes de sua chegada. Os ladrões providenciam um adesivo que fará com que seu cartão fique preso à máquina. Em outro, grudam um falso número de atendimento ao cliente no caixa. Quando o cartão fica preso e você recorre ao atendimento telefônico, o “atendente” pede uma série de dados, inclusive a senha.

2011/04/17

MILAGRE DA VIDA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:25

Na semana passada, Mariana, filha da apresentadora Ana Maria Braga, deu à luz em casa.
A “experiência mágica” durou uma noite inteira de torce e retorce e trouxe ao mundo Joana. E mesmo após dores fortíssimas e muito sofrimento Mariana postou as fotos na Internet.
O cenário idílico à meia-luz mostra a pequena Joana tomando seu primeiro banho – num balde de plástico, desses de supermercado – e a primeira “mamada”.
A cena contou ainda com a participação especial de um cachorrinho em cima da cama – praticamente lambendo a cria.
Além do álbum de fotos – entre o romântico e o desesperador –, chamou a atenção a notícia de que Mariana e o marido plantaram a placenta no quintal de casa, debaixo de uma ameixeira.
Tudo muito lindo, muito “intimista”, muito alternativo, mas perigosíssimo.
Coincidentemente, neste sábado, o jornal “The Guardian” abordou o tema do parto em casa. Para discutir o assunto, acompanhou todo o desenrolar de um parto caseiro na cidade de Hertfordshire, Inglaterra.
O título da matéria já dá uma noção da situação: “What the hell was I thinking?” (“Em que merda eu estava pensando?”).
A mãe, Karen King, quase entregou os pontos. Chegou a considerar a hipótese de desistir da ideia por não suportar a dor, mas resistiu: “Estou grávida, não doente. Por que preciso ir para o hospital?”.
O veredicto do “The Guardian” é o que já esperávamos: partos em casa são perigosos e irresponsáveis.
O jornal conta que antes do advento da Medicina moderna, os partos caseiros eram o método tradicional e por muito tempo foram reconhecidamente seguros se comparados aos hospitalares. Em casa as mulheres correriam menos riscos de ter infecções, hemorragias, lacerações e o tempo de recuperação seria mais curto.
Apesar disso, a prática sofreu forte queda com o passar das décadas. Em 1959, 34% optaram pelo parto caseiro na Inglaterra. No ano passado esse número caiu para 2,7%.
Philip Steer, professor-emérito de Ginecologia e Obstetrícia do “Imperial College London”, diz que problemas decorrentes de partos do tipo são muito mais comuns do que as pessoas imaginam.
Segundo ele, cerca de metade das grávidas inglesas têm ou desenvolvem algum fator complicador – de pressão alta à diabetes –, o que demanda atendimento hospitalar.
Philip declara – do alto de seus mais de 8 mil partos – que não é contra o parto caseiro, mas fica um pouco frustrado quando grupos de mulheres dizem que todas deveriam parir de forma natural. “O nascimento humano não é tão direto como muitos proclamam. Com o passar de meio milhão de anos a pélvis ficou menor para se adaptar à nossa postura vertical. Além disso, as cabeças se tornaram muito maiores. Em algumas partes da África isso causa a morte de uma a cada seis mulheres”.
Voltando à desesperada Karen, por muito pouco sua história não termina de forma trágica. Ela conseguiu dar à luz Agatha, mas a sala da casa ficou tensa por algum tempo. Karen não expeliu a placenta e Agatha não respirava. Foi preciso chamar a ambulância. No fim, deu tudo certo.
Ainda de acordo com o “The Guardian”, cerca de 40% das mães de primeira viagem têm o mesmo destino de Karen: acabam sendo transferidas para o hospital mais próximo.
Que medo.

Vejam as fotos do parto de Mariana AQUI

E a matéria completa do “The Guardian” AQUI

2011/04/16

FYI: LOL IS OK

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:23

De José Simão, no Twitter: “E o Netinho de Paula, que quer criar a Comissão dos Direitos da Mulher? Vai ser uma luta. Rarará!”. LOL.
Outra: “Reclamam que eu pego no pé do Corinthians. Mas diz que o São Paulo não fechou com a Globo nem com a Record. Fechou com a Rede Mulher. Rarará”. LOL.
As piadinhas do Macaco Simão não precisam de explicação, mas talvez muitos leitores não tenham entendido o “LOL” do final. Trata-se de uma abreviação de “Laughing Out Loud”. Em português seria algo como “rindo bem alto”.
Segundo uma reportagem da BBC, o termo acaba de ser adicionado ao “Oxford English Dictionary”.
No Brasil a expressão tem sido utilizada basicamente na Internet, mas segundo a BBC, entre os ingleses “lolz” e “lolling” são bastante usadas em bares e escritórios – apesar de empregadas de maneira sarcástica ou em tom de paródia.
O dicionário define “LOL” como uma “interjeição usada principalmente em meios de comunicação eletrônicos para chamar a atenção para uma piada, para uma afirmação em tom de humor ou para expressar alegria”.
Além desta, outra expressão entrou para o Oxford: “OMG” (“Oh My God”), definida como gíria de “grande ocorrência em emails, textos, redes sociais e até na linguagem falada”.
Os puristas da língua estão desesperados, mas jovens empresários da Internet aprovam a ideia do Oxford e dizem que “LOL” e outras abreviações são um mal necessário.
Segundo Ben Huh, da rede de sites de humor “Cheezburger”, elas são uma ferramenta e um brinquedo. “É um jeito educado de chamar a atenção de alguém. E sim, eu digo LOL. Na maioria das vezes num sentido irônico. LOL significa que ‘sim, eu entendi que isso foi engraçado, mas eu não estou rindo’”.
No Facebook há inúmeros grupos “antiLOL”. Um de seus integrantes escreve: “Se é algo engraçado, ‘ha’, ‘hehehehe’ ou ‘hee hee’ são perfeitos para uma piada e descrevem melhor a situação do que LOL”.
Geralmente expressões do tipo não caem bem aos ouvidos de quem tem mais de 25 anos, mas há quem veja com preocupação o uso feito pelos adultos. “Há uma onda preocupante de adultos imitando o jeito adolescente de falar e escrever. Eles estão empregando gírias e ignorando a gramática. A linguagem está se deteriorando”, diz Marie Clair, da “Campanha Pelo Inglês Claro”.
“Avós, por exemplo, adotam o LOL como uma de suas primeiras palavras na Internet. LOL e OMG são como ‘papai’ e ‘mamãe’”, explica Ben Huh.
“Para crianças em idade escolar, acrônimos como “LOL” ou “KMT” (“Kiss My Teeth” ou “Beije Meus Dentes”) são uma espécie de código secreto, uma insígnia de pertencimento”, explica Tony Thorne, autor do “Dicionário de Gírias Contemporâneas”.
Apesar de gramáticos e outros estudiosos da língua demonstrarem preocupação com a utilização de tantas abreviações, Tony Thorne ressalta que depois das inúmeras pesquisas realizadas nos colégios ele percebeu que as crianças que usam essas expressões geralmente são as mais articuladas.
“Se houver uma crise de alfabetização ela acontecerá entre adultos e crianças e as gírias não serão as culpadas. Elas estão enriquecendo a língua”, diz ele.
Graeme Diamond, principal editor do Dicionário Oxford, concorda: “Sempre haverá uma minoria que quer que o Inglês permaneça como uma besta congelada e que não admite mudanças”.
Idem para o Português.

P.S.: tradução do título: “Para sua informação: rir bem alto é permitido”

2011/04/15

ABOBRINHA ELETRÔNICA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:37

“Ao lado do surfe em ondas gigantes e ultramaratonas, comer é um esporte radical por aqui”.
O “aqui” é os Estados Unidos e esse é o início de uma reportagem do “The New York Times” sobre a nova moda entre os americanos: reunirem-se para comer alimentos orgânicos enquanto ouvem música. No final, a festa se transforma numa espécie de “rave da comida”.
O “underground market” (“mercado subterrâneo”) é semiclandestino e reúne produtores, jovens chefs e claro, gente faminta e “cabeça”. “Num certo sentido, é a desobediência civil num pratinho de papel”, define o jornal.
O evento começou em 2009 em São Francisco com a ideia de dar a oportunidade aos pequenos produtores de venderem suas mercadorias sem ter de pagar caro por isso, como nos mercados orgânicos oficiais.
Nos Estados Unidos o comércio de alimentos do tipo resulta no pagamento de mil dólares em taxas – como a de inspeção do departamento de saúde, seguro e aluguel do espaço.
Os organizadores do “underground market” (“ForageSF”) se esquivam das inúmeras cobranças e inspeções operando como um clube privado.
Para se tornarem membros, os interessados assinam uma nota em que se recusam a vender comida em lugar inspecionado, pagam 50 dólares (R$ 80) pela reserva do espaço e retornam à associação 10% do dinheiro no caso de venderem mais de 500 dólares.
E funciona. Os frequentadores informam-se sobre a festa em blogs de comida ou no boca-a-boca. Além do pioneiro, em São Francisco, já há genéricos em Washington e Atlanta que chegam a reunir mais de mil pessoas.
Claro que já há muita gente achando que se trata da salvação do mundo.
Alguns enxergam a onda desses mercados subterrâneos como o renascimento de uma nova consciência da “Nação Fast Food”, o resultado da antipatia pela indústria dos alimentos industrializados e o nascimento do “faça você mesmo”.
Outros são ainda mais tolinhos: “Quando tinha a idade deles eu estava nas drogas e nos shows de rock. Essa não é a cultura deles. A cultura deles é a comida – e inacreditavelmente gostosa”, diz à reportagem Novella Carpenter, uma das expositoras.
Como se uma coisa excluísse a outra.
Para quem acha que a moda não vai demorar a aparecer por aqui, a notícia: ela já chegou – e num nível muito mais cabeça. No ano passado, em São Paulo, aconteceu a primeira edição da “Yoga Rave”.
Na verdade, o conceito é um pouco diferente – talvez  com um objetivo menos “nobre”.
Na festa paulistana não era permitido entrar calçado. No lugar de bebidas alcóolicas, sucos de frutas exóticas e comida vegetariana. O público era formado por curiosos e praticantes de ioga que dançavam, meditavam e entoavam mantras.
Ué, mas a próxima Era de Aquário não está marcada para começar só em 2.638?

Vejam fotos do “underground market” AQUI

2011/04/14

A COISA DESARMONIZOU

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:28

Há poucas cenas tão patéticas quanto assistir alguém atuando como “conhecedor” de vinhos.
Se ele realmente é um especialista e sabe diferenciar o bom do ruim ou se é capaz de distinguir a “cabernet” da “sauvignon blanc” pouco importa. A afetação é a mesma: giradinhas na taça para “suavizar o tanino” e observar a viscosidade da bebida, uma fungada aqui e uma bebericada ali para expor seus sabores às papilas gustativas e enfim comunicar o veredicto.
O engraçado é descobrir que tudo pode de fato ser um belo de um teatro. Apesar da encenação, tem muito “connoisseur” por aí tomando suco de uva e vinagre.
É o que sugere o resultado de um teste cego realizado durante o “Festival de Ciência de Edimburgo”, na Escócia, com 578 pessoas. A metade dos voluntários não sabe diferenciar o vinho caro do barato.
Os pesquisadores selecionaram oito tipos para as degustações, sendo quatro brancos e quatro tintos – com a exceção de uma garrafa de champanhe, todos eles custavam menos de 5 libras (cerca de R$ 13).
Eles relacionaram cada vinho barato a um mais caro, feito a partir da mesma variedade de uva e produzida na mesma região. Esses mais caros tinham preços que variavam entre 9,50 e 30 libras (entre R$ 26 e R$ 78).
Feito isso, os participantes tinham de dizer quais eram os vinhos baratos e quais os caros. Resultado: metade das pessoas não ligou o nome à pessoa, por assim dizer. Nem mesmo os que se definiam especialistas.
Segundo os pesquisadores, gastar mais de 5 libras numa garrafa é perda de tempo.
“Os resultados são impressionantes. Então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto seus irmãos chiques”, diz Richard Wiseman, psicólogo que conduziu a pesquisa.
Taí um teste interessante para ser feito por aqui, não?
Iríamos desmascarar essa baciada de enólogos que andam à solta.

2011/04/13

MEU MALVADO FAVORITO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:29

O assunto Líbia praticamente sumiu do noticiário, mas Khadafi continua em todas as bocas.
Nesta semana a revista “Newsweek” traz um relato interessante de uma das enfermeiras ucranianas do ditador, Oksana Balinskaya.
Ela diz à revista que tem mais do que poderia ter sonhado: um apartamento de dois quartos mobiliado, um motorista que aparece sempre que o chama. Por outro lado, paga um preço por isso: sua vida pessoal é monitorada.
Oksana conta que tinha apenas 21 anos quando começou a trabalhar com Khadafi. Até então não falava uma palavra em árabe e sequer sabia a diferença entre Líbano e Líbia.
Nos primeiros três meses ela não tinha permissão para ir ao palácio. “Acho que o papito temia que a mulher dele, Safia, ficasse enciumada. Mas logo passei a atendê-lo com regularidade”.
O trabalho das enfermeiras – todas ucranianas – é cuidar de perto da saúde do papito, que segundo Oksana tem o coração e a pressão sanguínea ótimas para sua idade.
Elas sempre recomendam caminhadas diárias ao redor do palácio, tomam cuidado para que as vacinas estejam em dia e tiram a pressão frequentemente. Foram elas também que o convenceram a usar luvas durante visita a Chad e Mali a fim de protegê-lo das doenças tropicais.
“Os médicos locais nos invejam porque ganhamos três vezes mais do que eles” – mais de 3 mil dólares por mês.
“A imprensa ucraniana nos chama de ‘harém do Khadafi’. Isso não faz sentido. Nenhuma das enfermeiras jamais foi sua amante. A única hora em que o tocamos é quando tiramos a pressão. A verdade é que o papito é muito mais discreto do que o seu amigo, o mulherengo Silvio Berlusconi”.
Oksana crê que Khadafi decidiu contratar apenas ucranianas por causa da aparência. “Ele quer apenas estar rodeado de coisas e pessoas bonitas. Ele me escolheu numa fila de candidatas depois de um olhar e de um aperto de mão. Depois descobri que todas as decisões dele são tomadas no primeiro cumprimento. Ele é um ótimo psicólogo”.
Segundo Oksana, Khadafi tem alguns hábitos estranhos, como ouvir música árabe num antigo toca-fitas e trocar de roupa várias vezes ao dia. “Às vezes, quando os convidados já o estão aguardando, ele volta para o quarto para mudar de roupa novamente e escolhe seu figurino branco favorito”.
Além disso, quando passeia com sua limusine por países africanos, ele costuma atirar dinheiro e doces pela janela para as crianças que correm atrás do carro. “Ele não gosta que elas se aproximem muito porque tem medo de pegar doenças”.
Além das roupas, a excentricidade mais conhecida do ditador talvez seja o gosto por tendas. Segundo Oksana, no entanto, ele nunca dormiu numa delas. “Isso é mito. Ele usa as tendas apenas para encontros oficiais”.
Durante as viagens, Khadafi geralmente pergunta se elas estão tendo tudo o que precisam – quando está de bom humor dá até uma graninha para as compras. Além disso, todos os anos as presenteia com um relógio de ouro e uma foto dele.
Oksana conta à “Newsweek” que tem a impressão de que pelo menos metade da população líbia não gosta de Khadafi. “É óbvio que o papito toma todas as decisões no país. Ele é como Stalin, tem todo o poder e o luxo para ele”.
Apesar de tantos elogios, desde fevereiro Oksana está bem longe da Líbia. Achou melhor deixar o país depois que sua barriga de quatro meses de gravidez começou a aparecer. “Tinha medo de que papito não aprovasse meu namorado sérvio. Acho que ele nunca vai perdoar essa traição, mas a verdade é que até os funcionários mais chegados estão fugindo. Agora ele está tentando convencer nossas duas colegas ucranianas que ainda estão lá a morrerem ao lado dele”.
Quem viver, verá.

2011/04/12

É COISA NOSSA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 11:06

Domingo passado aconteceu mais uma edição do Troféu Imprensa. (Muito) mal comparando, a premiação é o Emmy da TV brasileira.
Todos os anos, nas semanas que antecedem o Oscar, cria-se uma grande especulação sobre quais seriam os apresentadores do grande prêmio do cinema e que tipo de piadas estariam sendo ensaiadas.
No nosso Troféu Imprensa não há o que esquadrinhar – até porque ele chega sem aviso. Já conhecemos o corpo de jurados, já imaginamos quem serão os ganhadores e principalmente quem é o apresentador. Não há Billy Crystal ou Whoopi Goldberg que superem a espontaneidade – ou falta de noção – do patrão. E é aí que reside toda a graça.
Apesar de ser o mestre de cerimônias do Troféu Imprensa há quase 30 anos e de trabalhar justamente numa emissora ultrapopular, Sílvio Santos parece ter saído de Marte ontem para apresentar o evento.
Na maioria das vezes Sílvio não sabe do que está falando. Desconhece os indicados, os vencedores e tampouco faz questão de esconder tanta desinformação – esconder mesmo só a real cor de seu cabelo.
O cenário – breguíssimo e cheio de luzes azuis – já nos garante bons minutos de embasbacamento.
A diversão continua na apresentação dos jurados. A sensação é a de que o patrão voltou no tempo, confundindo o Troféu Imprensa com o “Show de Calouros”. No júri – superimparcial – estão nomes como Sônia Abrão, Nelson Rubens, Paulo Barbosa, Décio Piccinini e claro, Leão Lobo.
O ponto alto da festa é quando o patrão traz ao palco os ganhadores do Troféu Imprensa de anos anteriores.

Entra Ximbinha, da dupla Calypso, para receber o prêmio de “Melhor Música” para “Xonou Xonou”:
Sílvio: “E você, quem é?”
Ximbinha: “Sou o vocalista da banda”
O patrão, ignorando o fato de que o Calypso é uma dupla, pergunta: “A banda tem quantos integrantes?”
Muito educado, Ximbinha responde “mais de 30”.
Conversa vai, conversa vem, Ximbinha olha para o boneco dourado que tem nas mãos e diz: “Esse aqui vou levar pra Joelma”.
E Sílvio: “Pra quem?”.

Entra Pitty para receber o troféu “Revelação da Internet” de 2004:
Após perguntar de que Estado a cantora é, Sílvio pergunta: “Você é crooner ou você faz show?”
Pitty: “Eu faço show! Com a minha banda”
Sílvio: “Ah, cê tem banda?”
Pitty: “Sim! Banda de rock”
Sílvio: “Ah! Cê dança rock então?”

Entra Tulio Dek para receber o troféu Internet de 2009 de “Melhor Cantor”
O patrão: “Você foi o mais votado como cantor pelos internautas. A que você atribui?”
Tulio: “Acho que a Deus, Sílvio. Só Deus mesmo. Eu estar cantando rap e receber o prêmio, só Deus mesmo”
O patrão: “Não é que é só Deus. É que deve ter os apreciadores do rap. No meu tempo era Roberto Carlos, Orlando Silva, Silvio Caldas…”
Tulio: “É que o rap no Brasil tá crescendo bastante”
O patrão, rindo: “O rap? Acredita que isso vai ter longa duração? Você faz shows cantando rap? Que coisa, não?”
Sílvio recorre aos jurados, que dizem que o estilo musical faz muito sucesso no exterior.
O patrão: “É companheiro… Eu não conhecia você não…”

Nem nós, Sílvio.
Vida longa ao patrão!

2011/04/11

TRABALHO DE PARTO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:35

Em alguns casos, mais importante do que falar a língua de um povo é conhecer sua cultura. É uma ótima maneira de evitar saias-justas como agressões e prisões ou infortúnios mais leves, como as gafes.
Nesse sentido, é interessante acompanhar o relato de Meg Nesterov para o site de Viagens e Turismo “Gadling” sobre algumas superstições e tradições populares envolvendo gravidez na Turquia.
A primeira diz respeito ao “nazar boncuk”, o olho azul de vidro usado como amuleto. O “nazar” não carrega nenhum significado religioso e poucos turcos ainda se guiam pelas antigas superstições, mas a tradição de prendê-lo à roupa no momento do parto permanece.
O hábito de agasalhar-se também é comum entre as grávidas. Lá acredita-se que praticamente todas as doenças são transmitidas pelo ar frio e mesmo no verão eles não usam ar condicionado. Portanto, as mulheres que desejam ser mães não devem andar descalças para evitar infertilidade, aborto espontâneo e gases. Durante a amamentação elas continuam sob blusas porque creem que leite frio provoca dor de estômago nos bebês.
Na área alimentar, se a grávida sente cheiro de comida deve prová-la. O desejo de comer doces ou carne vermelha em excesso são sinais de que terá um menino. Já o desejo por azedos e alimentar-se basicamente de vegetais são o prenúncio de bebê do sexo feminino. Se a grávida come muitos ovos o bebê será sapeca. Qualquer desejo não atendido resultará numa marca de nascença no mesmo formato do alimento.
Ainda segundo essa superstição alimentar, garçons com uma bandeja de comida devem perseguir a grávida na rua para espantar o azar.
Outro costume turco é acreditar que a grávida só deva olhar paisagens, lugares e pessoas bonitas. Do contrário, o nenê pode ser feio, inválido ou ter uma aparência de zumbi. Até as visitas ao zoológico são limitadas. Olhar para macacos, ursos ou camelos é sinal de azar.  
Logo que o bebê nasce acontece uma espécie de telefone sem fio na sala de parto. O pai deve escolher um nome secretamente e sussurrá-lo para o médico, que por sua vez cochicha para a criança.
O local em que o cordão umbilical é queimado tem influência na vida do bebê. Recomenda-se incinerá-lo do lado de fora de uma mesquita se a criança é religiosa ou próximo a uma faculdade de Medicina se os pais desejam que ela seja médica.
A tradição manda ainda que as mulheres não saiam de casa nos primeiros 40 dias após o parto, mas não é o que acontece nas grandes cidades turcas. As visitas são realizadas na casa da mãe, que costuma oferecer chocolate, sachê de ervas e uma bebida chamada “Lohusa Serbeti” aos visitantes. Em troca, eles levam peças de ouro para o bebê.
Tingir as madeixas não é indicado para as grávidas, mas na Turquia acredita-se que cortar o cabelo irá encurtar a vida da criança.
Há também superstições ligadas à estatura do bebê. Medi-lo não é recomendável por medo de que ele fique pequeno. E, por menor que ele seja, nunca deve-se saltar sobre ele. Atrai má sorte.

Agarrem seus “nazar boncuk” e boa semana!

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