O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/03/31

O FUTURO É HOJE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:50

A pele já não tem aquele viço, mas os cabelos… pouquíssima diferença.
A imagem acima é da londrina Sue. A primeira é de 1977 e a segunda, de 2010. A responsável pelo túnel do tempo é a fotógrafa argentina Irina Werning para o projeto “Back to the Future”.
Em seu site Irina se define como uma fotógrafa meio intrometida. Assim que entra na casa de alguém começa sua busca por fotos. “Muita gente é fascinada pelo visual do passado, mas sempre fico imaginando como as pessoas ficariam se as imagens fossem reencenadas hoje”.
E assim surge a ideia para o projeto. No ano passado, Irina começou a clicar amigos e parentes e atualmente tem fotografado pessoas pelo mundo.
Olhar as imagens do site é uma experiência incrível, hipnotizante. Não se trata apenas de reviver uma pose ou reproduzir fotos antigas para comparar passado e presente e descobrir que o tempo é cruel com alguns.
Irina recria o cenário, as roupas, as cores e até as expressões faciais de seus retratados. Tudo nos mínimos detalhes. Ela acabou descobrindo que além de intrometida, é obsessiva.
O trabalho da fotógrafa é bem variado. Além de “Back to the Future” ela já produziu diversas outras séries, como “Mi Largo Querido” – ensaio sobre cabelos à la Perla nas ruas de Buenos Aires e da Patagônia – e outro sobre as pequenas escolas dos Andes.
Atualmente ela busca voluntários para “Back to the Future” em Nova York. Em maio estará em Boston e em junho em algum lugar da Europa.
No site ela passa a ficha do que procura: “Em Los Angeles, gostaria de fotografar pessoas que já tenham posado na Calçada da Fama. Em Nova York, em frente à Estátua da Liberdade ou na Times Square. Em Paris, na Torre Eiffel e, em Berlim, na frente do Muro”.

Visitem o site AQUI

2011/03/30

TECNOLOGIA BEDUÍNA DE PONTA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:46

A imagem acima é rara e foi divulgada pela Casa Branca na semana passada. Ela registra um momento que é justamente o que parece: Obama fazendo o Khadafi.
Na foto, o presidente americano despacha assuntos importantes e confidenciais numa tenda armada a pedido do Departamento Americano de Informação.
Lembra até cena de filme de guerra. O objetivo é proporcionar um lugar seguro para que seus líderes resolvam questões “top secret” enquanto viajam – neste caso, os eventos na Líbia.
Eles garantem que é o local mais seguro do mundo para se ter uma conversa. Fica a dica para Sarney, Jacqueline Roriz e tantos outros.
As especificações exatas das SCIFs – Sensitive Compartmented Information Facilities – são mantidas em segredo, mas é público que elas são à prova de escutas, grampos e ação de hackers, que as paredes são à prova de bombas e que podem ser armadas dentro de um prédio ou em qualquer outro lugar. Esta foi montada durante a passagem de Obama pelo Hotel Marriott, em Copacabana.
Sempre que o presidente viaja, uma equipe vai na frente para visitar o local e escolher o ponto mais apropriado para a instalação da tenda, que precisa ser posicionada cuidadosamente em relação a janelas e concentração de pessoas. Além de todas essas precauções, seu perímetro é monitorado por guardas.
Uma vez encontrado o lugar apropriado, o próximo passo é ter certeza de que é completamente seguro – o que significa ter até o ar autosuficiente. “Temos de estar certos de que não há vazamento de nenhum tipo de emissão, que pode vir de um laptop, um rádio ou um telefone”, explica à BBC Phil Lago, um dos responsáveis pela empresa que presta consultoria ao governo.
O único sinal que pode ser enviado é o de mensagens criptografadas que são passadas através de uma linha telefônica para um satélite.
Só podem entrar na SCIF os que detêm uma combinação de senhas, crachás e dados biométricos.
Segundo os responsáveis pela parafernália, a demanda pelas tendas é particularmente alta em Baltimore e na região de Washington, locais em que muitas agências do governo estão instaladas. O custo varia entre 200 e 500 dólares o metro quadrado.
Apesar da alta dose de tecnologia, a boa e velha tenda ainda funciona. Khadafi que o diga.

2011/03/29

ÁGUAS PASSADAS

Filed under: Vox populi — trezende @ 09:16

A canção “Epitáfio”, dos Titãs, é uma das obras-primas da nossa música. “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer…”.
Nela, Sérgio Britto declama de maneira sublime um rosário de pesares e lamentos. Pelo menos alguns deles – senão todos – já sentimos em um certo momento da vida.
Quais seriam os motivos dos maiores arrependimentos do brasileiro? Fica a curiosidade.
Já entre os americanos são os assuntos do coração.
Um estudo conduzido pelo professor de marketing Neal Roese, da “Escola de Negócios Kellog” descobriu que os temas amorosos são o que geram o maior índice de arrependimento entre os americanos.
Em segundo lugar estão as relações relações familiares, seguidas de educação, carreira, finanças e maternidade/paternidade.
Curiosamente, pessoas que não estão vivendo um relacionamento amoroso são as que mais se lamentam.
A pesquisa – intitulada “Regrets of the Typical American: Findings from a Nationally Representative Sample” (“Arrependimentos de um Americano Típico: Descobertas de uma Amostra Nacional Representativa”) – ouviu depoimentos de 370 americanos.
Na conversa, os cientistas pediam para que o voluntário descrevesse um arrependimento detalhadamente – incluindo quando aconteceu e se ele foi resultante de uma ação ou da falta dela.
“Realizações ou fraquezas injetam um combustível considerável ao fogo do arrependimento – que apesar de doloroso, é essencial à experiência humana”, diz o professor Neal.
O estudo descobriu ainda que cerca de 44% das mulheres relatam pesares amorosos – contra 19% dos homens. As mulheres também lamentam mais decisões familiares.
Já os homens se arrependem mais de atitudes ligadas ao trabalho (34% contra 27% delas) e à educação.
Os entrevistados também dividiram seus pesares em dois tipos: os causados por seus atos e os resultantes da ausência deles. O ditado de que é melhor se arrepender do que fizemos do que o contrário continua sendo verdadeiro. No entanto, a duração desse pesar, ainda que menos intenso, é mais duradoura no caso da falta de atitude.
E vocês, têm algum arrependimento?

Para pensarem na resposta, ouçam “Epitáfio” AQUI

2011/03/28

VERY IMPORTANT PILANTRA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:51

Ele já foi tenente da polícia, fiscal da Receita Federal, fazendeiro, repórter da MTV, olheiro da Seleção Brasileira de Futebol, guitarrista da banda “Engenheiros do Havaí” e enganou o Brasil. Enfim, trata-se do único caso de picareta profissional que acabou preso e que hoje cumpre pena na Penitenciária Central de Cuiabá.
Estamos falando de Marcelo Nascimento da Rocha, cuja história virou o livro “Vips – Histórias Reais de Um Mentiroso”, de Mariana Caltabiano, e que serviu de inspiração para “Vips”.
O filme de Toniko Melo é honesto, bem editado e tem um ritmo que não o deixa resvalar para o documentarismo chato – apesar de não ser documentário.
À parte a aparência emo, Wagner Moura está ótimo na pele do impostor. Mudar de lado com tanta veracidade e competência – de polícia (Capitão Nascimento) à bandido – é o que nos permite identificar os grandes atores.
Muitos espectadores e críticos têm comparado “Vips” a “Prenda-me se For Capaz” – com Leonardo diCaprio – ou que Marcelo é a versão brasileira de Frank Abagnale Jr., mas as semelhanças morrem na temática.
Se poderia existir alguma relação, ela é cortada na raiz. A opção dos roteiristas Thiago Dottori e Bráulio Mantovani pela ficção fez com que passagens que pudessem dar margem a comparações entre a obra de Spielberg e a de Toniko fossem ignoradas – como as inúmeras identidades de Marcelo ou as fugas narradas no livro.
Mariana Caltabiano conta que ele que ele enganou o Departamento de Entorpecentes dos Estados Unidos quando pilotava aviões para o narcotráfico, que assumiu o posto de líder do PCC numa rebelião no presídio de Bangu e conseguiu fugir três vezes da prisão.
O filme passa à margem da maioria das situações citadas acima e se concentra na paixão do protagonista pela aviação.
Poucas cenas aconteceram de fato – como o dia em que Marcelo se apresentou como filho de Nenê Constantino (o dono da “Gol”) num camarote no Carnaval do Recife, deu entrevista a Amaury Jr. e posou para fotos de revistas de celebridades.
Mas afinal, Marcelo é doente ou trambiqueiro?
Diante de histórias tão espetaculares como as de Marcelo temos a tendência de buscar um esclarecimento na Medicina ou na Psicologia. Mas no caso do “maior estelionatário do país” a verdade é que se trata de um sujeito absolutamente sagaz, assim como a maioria de nossos políticos. Pilantra “in natura”.
Vale a pena ler a entrevista com Marcelo Nascimento da Rocha publicada na revista “Trip” deste mês. Vejam AQUI

2011/03/27

PEQUENO GRANDE HOMEM

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:24

A notícia da semana não foi a morte de Elizabeth Taylor, mas a demonstração de coragem explícita de Casey Heynes, um gordinho australiano que saiu do anonimato graças ao seu ato de bravura.
O mundo já assistiu às imagens que revelam em poucos segundos o dia de fúria de Casey. Farto das piadinhas dos colegas sobre seus atributos físicos, Casey jogou tudo para o alto. Literalmente. Tal qual um sapo que precisa desenrolar a língua no tempo exato para não espantar a presa, o garotinho foi certeiro. Rodopiou seu agressor e acabou com a brincadeira num golpe. Nem Anderson Silva foi tão veloz.
Casey é o nosso herói, o pequeno “Incrível Hulk” dos fracos e oprimidos – o “fraco” aqui é só força de expressão mesmo.
O menino também está sendo chamado de “Zangief Kid” – lutador russo personagem do jogo “Street Fighter”. E mais: com a mesma velocidade com que o vídeo se espalhou pelo planeta, Casey ganhou uma legião de fãs e um site não-oficial (confiram aqui).
O melhor da cena não é nem o golpe de Sean, mas o estado em que o “bolinador” abandonou a briga – ele mesmo um magrelo dentuço e alvo fácil de “bullying”.
O agressor sai em frangalhos, mancando e andando lateralmente como um caranguejo – esse aí nunca mais jogará “Street Fighter” ou assistirá a filmes com Bruce Lee ou Jackie Chan.
Ok, ok, não é politicamente correto incitar a violência juvenil, mas é inegável que o pós-golpe é de chorar de rir.
Casey lavou a alma – a dele e a nossa. Ele fez o que nós adultos muitas vezes temos vontade – mas que (in) felizmente os mandamentos da boa convivência em sociedade não permitem.
No entanto, antes de decidir que a melhor defesa é o ataque, Casey já sofreu um bocado. Numa entrevista a um programa de TV disse que pensou até em suicídio.
O fato é que o “bullying” existe desde que o primeiro menino das cavernas foi para a escola e continuará pelos séculos dos séculos amém.
É até curioso o jeito com que muitos pedagogos, psicólogos e pais têm encarado o problema. Parece que não tiveram infância, nem apelido, nem nunca foram motivo de riso entre os colegas seja pelo corte de cabelo, pela altura, voz fina, orelhas de abano, dentes de coelho ou até mesmo por razão alguma.
Bastou nomear o comportamento – ainda por cima com uma expressão em inglês – para que surgissem especialistas e programas da tarde dispostos a debatê-lo. Tamanha é a ênfase que às vezes chegamos a pensar que estamos diante de uma doença incurável – e que no fundo é.
O “bullying” infantil nos prepara para os inúmeros “bullyings” do mundo adulto. Coisas da vida.

Para quem ainda não assistiu ao vídeo, veja AQUI

2011/03/26

A VIDA FORA DAS TELAS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:48

Desde que o FDA fixou que as embalagens de alimentos devem especificar no rótulo o número de calorias ninguém tem mais sossego. Nem os gulosos – já culpados por natureza – nem os fabricantes.
Agora o departamento americano – responsável pela regulação de alimentos, medicamentos e até cosméticos – pretende estender a regra às redes de cinema. Quer que as guloseimas oferecidas nas bombonieres tragam o número de calorias – o que inclui pipoca, pretzel e cachorro-quente.
Os responsáveis pela farra gastronômica cinematográfica argumentam que a intromissão do FDA é um abuso, já que as pessoas vão ao cinema para consumir filmes, não comida. “Não somos restaurantes, onde as pessoas vão para se satisfazerem”, diz Gary Klein, da Associação Comercial dos Administradores de Teatro.
Além disso, o comércio de pipocas, refrigerantes e outras guloseimas corresponde a mais de um terço da renda das redes. “Vendemos um balde de pipoca por 6 dólares, mas o custo real é de 15 ou 20 centavos”, revela ao jornal “Los Angeles Times” David Ownby, chefe-financeiro da rede de cinemas “Regal”.
A perseguição do FDA tem lá suas explicações. Em 2009, depois de uma série de testes, o “Centro Para a Ciência de Interesse Público” de Washington descobriu que a pipoca não é tão inofensiva quanto parece.
As do “Cinemark” ainda são as mais saudáveis – segundo a administração, porque são preparadas com óleo de canola. O pacote grande tem cerca de 910 calorias e 4 gramas de gordura saturada.
As da rede “Regal” – a maior dos Estados Unidos, que ainda não chegou por aqui – contêm 1.610 calorias e 60 gramas de gordura saturada. O equivalente a três sanduíches “Quarteirão” do Mc Donald´s.
Já as vendidas pela rede “AMC” têm 1.030 calorias e 57 gramas de gordura saturada – o mesmo que cerca de meio quilo de costelinhas “baby” com cobertura e uma casquinha de sorvete “Häagen-Dazs”.
“Assistir a um filme de duas horas não é exatamente como escalar o Everest”, diz Jayne Hurley, nutriticionista do “Centro Para a Ciência de Interesse Público”. “Por que os cinemas acham que podem nos alimentar assim?”.
Tão inocente essa nutricionista. Deve acreditar em Coelhinho da Páscoa. E o lucro, bobinha?
Os gerentes das salas de cinema explicam que a razão é simples: estão dando aos consumidores o que eles esperam quando vão ao cinema.
Em 1994, quando o mesmo estudo foi realizado, os cinemas passaram a oferecer a pipoca “air-popped” (mais saudáveis), mas foram um fracasso total.
De fato, quem observa o comportamento dos espectadores na entrada dos cinemas sabe disso. Cerca de 80% das pessoas compram seus combos gigantes e ainda pedem que os atendentes caprichem na manteiga.
É como se eles quisessem transpor o mundo da magia do cinema para seus estômagos – com a diferença que o sangue da tela pode até ser de mentirinha, mas a manteiga do balde é a realidade na forma mais cruel.

2011/03/25

NOVAS MULHERES, VELHOS PROBLEMAS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:22

A Líbia talvez seja o único país do mundo em que um homem é protegido por mulheres. Aliás, a guarda-pessoal de Khadafi é tão leal que uma de suas oficiais já chegou a dar a vida pelo ditador.
Longe dele temer agressões sexuais, mas no restante do mundo é esse o medo de muitas mulheres. O sonho de grande parte delas é sair de casa cercada por um esquadrão de homens de preto armados.
É por causa desse problema que surgiu o “Hollaback!”, um movimento que começou em Nova York – que hoje tem representantes em diversos países, como Inglaterra e Israel – cujo objetivo é combater o assédio sexual que milhares de mulheres sofrem diariamente nas ruas.
Além do site, foi criado um aplicativo para iPhone que permite que as vítimas fotografem o agressor e o local do acontecimento e postem a informação na Internet junto com um breve relato do ocorrido.
Estudos realizados pela associação mostram que 95% das mulheres já foram olhadas de forma maliciosa, “buzinadas”, “assobiadas” e até agarradas em público.
Segundo o “Hollaback!”, frases como “oi, gracinha”, “vem aqui, meu amor” ou outros comentários idiotas são apenas a maneira que os agressores encontram para testar seus limites.
O tipo de assédio sexual varia de país para país. Nos Estados Unidos e na Inglaterra as vítimas comumente são chamadas em voz alta, mas em outras partes do mundo o assédio vai de carícias a agressões.
Na Índia, por exemplo, é uma espécie de “olhar provocador”. No Japão, as carícias no metrô são um problema antigo. No Brasil é tudo junto e misturado.
Segundo as representantes do “Hollaback!”, os homens apresentam esse comportamento porque a sociedade sempre permitiu que eles “provassem sua masculinidade”.
A resposta ao assédio fez com que países tomassem algumas medidas preventivas. Nos campi de faculdades americanas a iluminação foi reforçada, os pontos de ônibus reposicionados e telefones de segurança instalados.
Japão, Índia e Brasil criaram vagões de trens exclusivamente femininos – aqui no Brasil os homens distraídos que entram num vagão desses são até agredidos.
Os críticos dizem, no entanto, que essas medidas são temporárias. “No curto prazo é uma boa solução, mas as mulheres que caírem num desses vagões mistos serão muito mais assediadas”, diz Kathrin Zippel, professora de Sociologia e autora de livros sobre assédio sexual.
Adoraria assistir Khadafi sofrendo esbarrões de toda espécie num vagão misto da linha Barra-Funda – Carapicuíba às seis da tarde.

2011/03/24

VAREJÃO DA RISADA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:37

Se há um consenso em todo o mundo é que rir é sempre um ótimo negócio. Mas entre os russos não é algo tão definitivo assim.
Segundo uma reportagem do jornal russo “Pravda”, o nível de cortesia na Rússia é extremamente baixo – a má recepção ao turista é uma das manifestações desta falha do país.
Os moscovitas são os que menos sorriem. Uma recente pesquisa mostrou que 88% deles são rudes e que a grosseria e a indiferença pessoal ferem moralmente os consumidores e causam prejuízo financeiro às empresas.
Há um único provérbio russo que provavelmente não existe nas outras línguas: “Rir sem motivo faz de você um idiota”. Muitos russos que visitam a Tailândia sentem-se desconfortáveis – segundo a reportagem, a Tailândia é o país do “um milhão de sorrisos”.
Por muito tempo os russos acreditaram que o sorriso dos americanos era falso. Esses, por sua vez, sempre acharam os russos tristes e bravos, afinal, diz o artigo, em praticamente todo o mundo um sorriso é sinal de educação e cortesia.
Os chineses dizem: “Pessoas que não sabem sorrir não podem abrir uma loja” (bom, esses com certeza não estão em São Paulo). No Japão há meninas contratadas apenas para sorrirem e curvarem-se em respeito aos frequentadores de shoppings.
O professor Joseph Sternin, da Universidade Técnica Estadual de Voronezh, conduziu uma pesquisa para entender por que os russos riem tão pouco e concluiu que se trata de um paradoxo. Apesar de sorrirem menos, os russos são mais abertos às pessoas. Para eles, a seriedade é um hábito, não uma maneira de esconder sentimentos e emoções.
Quando eles sorriem, sorriem de verdade. Já os americanos nem sempre querem demonstrar algo.
Ainda segundo o artigo, Mikhail Gorbachev se tornou sucesso no Ocidente porque foi o primeiro líder soviético a sorrir em público.
Até que o raciocínio do professor russo faz sentido. De acordo com a editoria de notícias bizarras do “Aol News”, os americanos estão pagando mais caro para darem risada.
Reportagem publicada nesta quarta-feira mostra que o “Índice de Custo da Gargalhada 2011” – compilado pelo humorista Malcolm Kushner – subiu 3% em relação ao ano passado.
O levantamento, feito desde 1987, leva em conta o número de tíquetes de espetáculos e até de frangos de plástico e óculos de Groucho Marx vendidos no país.
Rir é prata. Calar é ouro?

2011/03/23

TURISTAS ACIDENTAIS

Filed under: Matutando — trezende @ 08:50

A necessidade do Brasil de reforçar e firmar sua identidade nacional está dando resultados.
A ideia de que somos simpatia, mulher, cerveja, futebol e samba pode aborrecer muito brasileiro, mas é justamente essa a imagem que está cada vez mais cravada no imaginário dos estrangeiros.
Nossos visitantes ilustres não chegam a manifestar a expectativa de cruzar com macacos na rua, mas com certeza essa esperança existe. Um dos poucos que ousou associar o bicho ao país – Sylvester Stallone – virou o assunto mais comentado no Twitter.
Foram-se Sting e os espíritos da floresta, mas mesmo assim todos os que estiveram no Brasil recentemente fizeram questão de mencionar pelo menos um dos “símbolos” nacionais.
Comentar o discurso de Obama no Teatro Municipal não seria um bom exemplo. Apesar de muito simpático, o presidente americano é antes de tudo um político perspicaz. Seus assessores cuidaram para que ele citasse alguns dos principais motivos de orgulho da “nação canarinha”. O Carnaval – através de suas lembranças infantis de “Orfeu Negro” –; as belezas naturais – falando no “país tropical” de Jorge Ben Jor –; e até a menção a uma figura sempre polêmica: Paulo Coelho.
Sem a ajuda de assessores, os comentários dos astros que pisaram por aqui nesse início de 2011 são mais genuínos e um tanto quanto desanimadores para os brasileiros que sonham em um dia não serem vistos como bobos-da-corte.
Anne Hathaway, estrela de blockbusters como “O Diabo Veste Prada”, disse que se sentia uma “local”, que já estava chamando todo mundo de “amigo” e que a cachaça já estava na bagagem.
Jammie Foxx – o Ray Charles de “Ray” – declarou que já conhecia o Brasil, só que por meio “de sites feitos para adultos”. Disse ainda que as mulheres brasileiras são ótimas, “têm curvas e gostam de se divertir” e que pode entender porque tantos amigos “sempre gostam de vir”.
Vin Diesel – da série “Velozes e Furiosos” – talvez seja um deles. No fim do ano passado o ator se esbaldou numa quadra de escola de samba e terminou a noite com mulheres-fruta.
Se os gringos não se irritam com essa intimidade de “best friends forever” que surge no primeiro encontro? Aparentemente não – ou então são ainda mais falsos do que os brasileiros que forjam essa proximidade.
Mas, afinal, associar brasileiro a simpatia, mulher, cerveja, futebol e samba é bom ou ruim? Essa é uma resposta que apenas nossos representantes mais malemolentes – como o  governador Sérgio Cabral e o ex-presidente Lula – são capazes de elaborar.
Uma coisa é certa: de uma hora para a outra o mundo demonstra interesse em acordar esse gigante adormecido. Oxalá ele acorde de bom humor.

2011/03/22

EGGCELLENT!

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:28

Em muitos lugares do mundo a chegada da primavera é o momento ideal para ouvir o canto dos pássaros e sentir o ativo olor das flores. Menos em algumas cidades chinesas.
Em Dongyang o que se sente mesmo é o cheiro de urina pelas ruas. Não por conta da saída de algum genérico oriental do “Cordão da Bola Preta”, mas por causa da preparação de uma iguaria única e milenar: o “Virgin Eggs”, ou “Ovos Virgens”.
O nome é apetitoso, mas o preparo, nem tanto.
Ingredientes: ovos de galinha e urina de meninos de 10 anos (ou menos).
Modo de fazer: colocar os ovos para ferver em panelões de urina. Na primeira etapa do cozimento, mantenha as cascas. Depois quebre-as e troque a urina. Repita o processo durante todo o dia. E pronto. Bom apetite.
A urina é coletada em baldes de plástico que ficam instalados nos corredores dos colégios. Quando bate a vontade os meninos já sabem exatamente o que fazer. As professoras avisam que os que estão doentes não podem colaborar – e eles obedecem.
Os ovos são preparados por ambulantes em Dongyang, que os vendem por cerca de 1,50 yuans (menos de R$ 0,50). Saem como pão quente.
Segundo o chef Lu Ming, entrevistado pelo jornal “Qianjiang Evening News”, os ovos são deliciosos, saudáveis e capazes de cessar febres, melhorar a concentração e prevenir a sonolência comum em dias quentes.  
Já a opinião dos médicos varia. Wu Yunhua, do Hospital de Medicina Chinesa de Dongyang, diz que a urina contém um tipo de cristal que pode diminuir a temperatura corpórea e parar sangramentos. Mas para Huang Jian, chefe de Urologia do Hospital Central de Jinhua, o líquido não é bom para ser ingerido. Afinal, é descarte do corpo.
Saudável ou não, o fato é que os consumidores dos “Virgin Eggs” dão seu veredicto: eles têm “o gosto da primavera”.
O que mais falta os chineses inventarem?

2011/03/21

A SERENIDADE QUE VEM DO CAOS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:51

Um terremoto de magnitude 9.0, um tsunami e uma radiação numa usina nuclear.
Qualquer um estaria arrancando os cabelos e saqueando o mercadinho mais próximo. Mas os japoneses, apesar de tanta desgraça, continuam a manter a calma.
É o que relata um artigo publicado pela revista “Slate”. Intitulado “Stop, Thief! Thank You” (algo como “Pare ladrão! Obrigada”), ele conta que a vida segue em ordem no Japão. Mesmo em meio ao caos, as pessoas estão formando filas nos supermercados e a disciplina segue dando as cartas.
“Por que os japoneses não saqueiam?”, pergunta Mark West, professor da Universidade de Direito de Michigan. Ele mesmo responde: “Porque não é parte da cultura deles. A outra explicação seria baseada em fatores estruturais: um robusto sistema de leis que incentiva a honestidade, uma forte presença policial e, ironicamente, organizações criminosas ativas”.
Os japoneses talvez estejam mais honestos do que nunca porque as estruturas legais recompensam as boas ações.
Por exemplo, se um pessoa acha um guarda-chuva e o devolve aos policiais ele ganha de 5% a 10% do valor do objeto se ele retorna ao seu dono. Se o proprietário não aparece para resgatá-lo em até seis meses, quem encontrou o guarda-chuva fica com ele.
Os japoneses lidam com isso desde pequenos e a ida de uma criança até o posto policial depois de encontrar uma moeda é um rito de passagem tanto para a criança quanto para os policiais.
Falhar na devolução de um objeto pode resultar em horas de interrogatório ou em mais de dez anos de prisão.
Ao mesmo tempo, a própria polícia executa pequenos crimes, o que contribui para intensificar a sensação de segurança e ordem.
A presença policial é maciça e visível. Cerca de 300 mil oficiais realizam a segurança por todo o país. Bem-remunerados, vivem em habitações do governo. O resultado é o bom trabalho: em 2010 a taxa de resolução de assassinatos foi de 98,2%.
Eles instalam-se em “kobans” – uma cabine que abriga de dois a três policiais e que são onipresentes no Japão. Uma pesquisa realizada em 1992 descobriu que 95% dos moradores sabia onde se localizava o “koban” mais próximo e que 14% sabia o nome do policial que trabalhava lá.
Desde que o terremoto aconteceu, a polícia não é a única a circular pelas regiões atingidas. Membros da Yakuza – a mais tradicional organização criminosa do país – também estão ajudando a manter a ordem.
As três maiores facções – os “Yamaguchi-gumi”, os “Sumiyoshi-kai” e os “Inagawa-kai” – comandam esquadrões que patrulham as ruas e tomam conta para que nenhuma pilhagem aconteça.
Os “Sumiyoshi-kai” afirmam que despacharam mais de 40 toneladas de suprimentos para várias áreas. “Em tempos de crise” – relata uma repórter americana ajudada por uma das organizações criminosas – “não existem Yakuza, civis ou estrangeiros. Há apenas seres humanos que tentam ajudar o próximo”.
E ela conclui, citando um antigo ditado japonês: “Sua bondade será recompensada no final. A caridade é sempre um bom investimento”.

2011/03/20

MUITO ALÉM DO AMENDOIM

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:05

Viajar de avião está cada vez mais dramático. Os problemas começam na compra da passagem e só terminam na esteira das bagagens – ou não, no caso de a sua mala ser desviada para a Jamaica.
Mas entre o embarque e a espera pelos pertences sobram fortes emoções dentro da aeronave. Não pelo medo do voo, mas pelo comportamento hostil e pouco educado de nossos colegas.
Estresse, cansaço, pressa, fome, ar viciado e espaço apertado contribuem para que um encare o outro com a faca nos dentes e revele seu lado monstro.
“Quem fica com o descanso de braço?”. Este é o tema de uma reportagem interessante publicada pelo “The Wall Street Journal” que responde a uma série de dúvidas sobre como agir em situações embaraçosas. O antídoto é dado por Anna Post, especialista em Etiqueta Empresarial do “Emily Post Institute”, em Vermont (EUA).
Segundo ela, a tolerância às instrusões varia, mas sempre é possível agir com delicadeza. A mais frequente das batalhas entre passageiros envolve o encosto de braço central.
Segundo Anna, não é necessário brigar por isso. O melhor é eleger um dos dois. Ou o que encontra-se à sua direita (no caso de estar na janela), o que está à esquerda (para quem instalou-se no corredor). O do meio não precisa ser seu a viagem toda.
Outro motivo de discórdia é quando seu companheiro de fileira resolve sentar com as pernas abertas. Nesse caso, o melhor procedimento é demonstrar claramente de algum jeito que você teve de se ajustar à condição dele. Irritar-se ou falar algo não é recomendável. A linguagem corporal pode dizer muito mais.
E quando dá uma vontade de ir ao banheiro, você está na janela e os outros dois passageiros da fileira estão dormindo? Em alguns casos, o simples ato de retirar o cinto de segurança já é o suficiente para acordá-los. Se não, segundo Anna, a dica é bater de leve no ombro, um lugar mais seguro do que a perna ou a mão. Mas levantar-se a cada 20 minutos não é aceitável.
Crianças impacientes, hiperativas ou indisciplinadas também fazem parte desta cena área. Tentar domar crianças alheias não é uma boa ideia, recomenda Anna. Em vez de brigar, o melhor é pedir e não tentar justificar-se. O tom com que isso é feito também conta muito.
Outra saia-justa é quando o colega ao lado traz alguma comida ou guloseima com cheiro muito forte. Não é um comportamento comum – talvez apenas os chineses sejam mestres nesse assunto –, mas muito grosseiro. Novamente não é educado dirigir palavras a ele – a menos que ele esteja produzindo sujeira para cima de você.
Mas o momento de maior tensão durante uma viagem aérea é a hora de reclinar o banco. Segundo Anna, não há nada de errado nisso e não é necessário nem pedir permissão de quem está atrás. O problema está em ser feito de maneira brusca e rápida. Aja cuidadosamente.
Se nenhuma das dicas funcionar, o jeito é dirigir-se à saída de emergência mais próxima.

2011/03/19

LEITURA-BOMBA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:47

No passado, a “Capricho” – até hoje a revista preferida das adolescentes – tinha um slogan simples e inocente: “A Revista da Gatinha”. De quebra, incluía um “Miau”.
As garotas cresceram e se tornaram leitoras da “Marie Claire” – porque “Chique é ser inteligente”.
É quase certo que as jovens islâmicas nunca tiveram a chance de pendurar um pôster dos “Colírios” da “Capricho” no armário, mas algo de novo surge para as mulheres de “Al Qaeda”: a revista “Al-Shamikha” (algo como “A Mulher Majestosa”).
Na capa, no alto do canto esquerdo, uma mulher vestindo o niqab (vestimenta parecida com a burca). No canto inferior direito, o cano de uma submetralhadora.
Apesar da apresentação um tanto quanto hostil, as reportagens seguem a linha de “Elle” e “Nova”. Incluem conselhos sobre como encontrar o homem perfeito (“casando com um mujahedin”, o guerreiro de Alá), sobre como ter uma pele linda (“faça máscaras à base de mel, não esfregue a toalha com muita força no rosto e use o niqab para se proteger do Sol”) e também dicas de Etiqueta e Primeiros Socorros.
O lado “sério” reúne entrevistas com viúvas de mártires bastante elogiosas àqueles que deram a vida em nome do Islã – segundo a interpretação dos editores: “A partir do martírio, o fiel ganhará em troca segurança e felicidade”.
Os editores da publicação explicaram seus princípios no prefácio da edição de lançamento: “Como as mulheres constituem metade da população, os inimigos do Islã têm a tendência de prevenirem as mulheres muçulmanas de conhecerem a verdade sobre sua religião e seu papel nela. Eles sabem muito bem o que pode acontecer se elas entrarem no campo da ‘jihad’ (guerra santa)… A nação islâmica precisa das mulheres que sabem a verdade sobre as dimensões da batalha e sobre o que é esperado delas”.
Analistas ouvidos pelo jornal inglês “The Independent” dizem que a ideia é fazer o marketing global da “jihad” da mesma forma que revistas como “Nova” ou “Marie Claire” empurram às leitoras a cultura da jovem ocidental.
O Departamento de Segurança dos Estados Unidos declarou estar preocupado com as ambições da revista, que são, segundo eles, recrutar seguidoras.
O lançamento da “Al-Shamikha” acontece nove meses depois da chegada ao mercado da “Inspire”, em julho do ano passado. Trata-se de uma revista online em inglês produzida pela Al Qaeda da peninsula árabe. Direcionada às jovens leitoras inglesas e americanas, na edição de lançamento trouxe instruções do tipo “Faça uma bomba na cozinha da sua mãe”.
Sei lá, mas acho que entrar no mundo de “Caras” ainda é mais divertido.

Confiram o site da “Al-Shamikha” AQUI

2011/03/18

MADE IN CHINA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:34

Os chineses estão ultrapassando o resto do mundo em outra categoria: a dos maridos de qualidade. Segundo o site “CNN Ásia”, os maridos de Xangai são reconhecidamente os melhores do país.
Em primeiro lugar, eles são tolerantes e “ma da dao” (versáteis): fazem as compras, lavam e cozinham.
Mesmo os que não gostam desse tipo de tarefa executam tudo sem reclamar. Tanto, que um programa de TV em Xangai costuma mostrar as personagens masculinas de avental, limpando o chão ou pegando as crianças na escola.
Eles também são ótimos motoristas e carregadores de mala. Levam suas esposas a todos os lugares – de reuniões à academia – e carregam bolsas da “Hello Kitty” para elas.
Além de levarem o monte de sacolas, eles geralmente têm à mão um pacotinho com lenços de papel para o caso de sua parceira precisar. E o mais impressionante: sabem de cor a data do ciclo menstrual dela para agirem com mais doçura.
Para um marido xangaiense é um orgulho falar da família. Se numa conversa com um ocidental ele demora horas para citar a mulher, num papo com um homem de Xangai ele gasta horas para parar de falar dela.
Se ele começar a namorar, ficar noivo ou está para ter um bebê, dá as notícias a cada contato telefônico.
O esmero não para por aí – claro que a melhor parte vem no final: eles geralmente dão todo o salário para a patroa e recebem uma mesada em troca.
Mas como nem tudo é perfeito, alguns deles pegam uma graninha secretamente antes de entregarem o tesouro à esposa.
Tanto comprometimento tem duas explicações. A China é uma Belo Horizonte às avessas (há muito mais homem do que mulher) e segundo uma tradição do interior do país, homens que morrem solteiros têm a linhagem comprometida na próxima vida.
Os que não se casam ou não se comportam como um cordeirinho com a patroa correm o risco de terem de arrumar um “minghun” – casamento após a morte.
O costume de providenciar noivas mortas para chineses-defuntos é ilegal, mas bastante comum em lugares isolados. Quanto mais nova a moça, melhor. Uma boa defunta pode chegar a custar 2 mil dólares.
Moral da história: ser esposa na China é sempre um bom negócio.

2011/03/17

CONTAGEM REGRESSIVA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:02

Hoje um post estraga-prazeres para os amantes de um bom prato.
O jornal britânico “Daily Mail” publicou um artigo em que relata em quanto tempo os efeitos danosos de nossos itens preferidos – como açúcar e gordura – agem maleficamente no organismo.

Cigarro: três segundos
Em poucos segundos a fumaça chega aos pulmões e força o coração a trabalhar mais, causando um aumento de pressão. Ela também provoca irritação e inflamação nas vias aéreas disparando uma tosse imediata nos fumantes de primeira viagem. Nos viciados há mais tempo as tosses são mais longas.
A cada tragada, a nicotina atinge o cérebro e dispara a dopamina, neurotransmissor que provoca a sensação de prazer. Segundo o professor Robert West, diretor do Centro de Estudos do Tabaco da Inglaterra, é esse primeiro contato com a dopamina que causa dependência para o resto da vida.
Além disso, o monóxido de carbono presente no cigarro está numa concentração de mais de 600 vezes do que a considerada segura. Enfim, um cigarro pode destruir o corpo em apenas 15 minutos.

Açúcar: dois minutos
De acordo com Ursula Arens, diretora da Associação Dietética Britânica, antes mesmo de o engolirmos o açúcar já causa seus estragos. “Quando os dentes estão expostos a ele, o número de bactérias aumenta dramaticamente. Elas convertem o açúcar num ácido que acaba com o esmalte”, alerta ela.
O açúcar faz com que os níveis de insulina subam – inibindo a liberação dos hormônios do crecimento – e também causa um aumento instantâneo da glicose no sangue. As taxas caem em cerca de uma hora, o que leva à irritabilidade, ao cansaço e à fome.

Álcool: seis minutos
Segundo pesquisadores alemães, este é o tempo necessário para ele causar danos no cérebro. O estudo mostrou também que os efeitos do consumo moderado de álcool no cérebro de pessoas saudáveis são reversíveis. Mas essa capacidade de recuperação seria reduzida ou eliminada com o aumento do consumo, levando aos danos cerebrais observados em alcoólatras.

Sal: 30 minutos
Quem quer artérias endurecidas em cerca de meia hora pode liberar o sal no prato. O curioso, segundo os cientistas americanos que realizaram o estudo, é que a dose contida nos pratos que serviram para o teste era muito menor do que a presente nas comidas prontas.
O consumo de sal faz com que o corpo retenha mais de dois litros de fluidos, o que aumenta a pressão no coração e no sistema cardiovascular.

Cafeína: 30 minutos
Ela faz com que as células liberem adrenalina – que prepara o corpo para “lutar ou voar” –, aumenta as pressões cardíaca e sanguínea e faz com que o sangue vá para os músculos. Desta forma, a quantidade de sangue que circularia pela pele e órgãos fica bem reduzida.

Gordura: 45 minutos
As gorduras saturadas – presentes em biscoitos, bolos e queijo – podem interromper o sistema de coagulação do sangue. Em menos de uma hora, uma refeição com altos níveis desse tipo de gordura afeta a habilidade do bom colesterol de proteger as artérias. A gordura saturada aumenta os riscos de coagulação, que pode levar a derrames e ataques cardíacos.
A boa notícia é que uma alimentação rica em gordura poliinsaturada e ômega 3 pode contrabalançar esses efeitos.

Agora imaginem o estrago que causamos ao organismo todas as vezes em que vamos a uma churrascaria, por exemplo. Primeiro aguentamos a fumaça dos cigarros lá fora, enquanto aguardamos a mesa. Depois, a orgia gastronômica com direito a cafezinho no final.
Sim, somos uns sobreviventes.

2011/03/16

O PODER DA MENTE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:40

O que sobra na cabeça dos homens quando não estão pensando em sexo? Nada.
A piada é conhecida, mas agora ela chega sob a forma “literária”. Em vez de elaborar teorias sobre a guerra dos sexos ou justificar por A + B as atitudes masculina e feminina, o comediante inglês Sheridan Simove optou por algo bem mais simples: lançou um livro com 200 páginas em branco.
Trata-se de “What Every Man Thinks About Apart From Sex” (algo como “O Que Todo Homem Pensa Exceto Sexo”), que entrou para a lista dos bestsellers do site “Amazon” e conseguiu ultrapassar em vendas “O Código Da Vinci” e “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.
Palavras mesmo só na contracapa: “Há milênios os humanos têm se admirado com as diferenças entre homens e mulheres. É amplamente conhecido que as mulheres são superiores aos homens em muitos aspectos – emocionalmente, cognitivamente e socialmente. Os complexos segredos da mente masculina escaparam à Ciência. Exceto sexo, no que um homem pensa? Neste livro revolucionário, o professor Shed Simove revela a verdade profunda da mente masculina. Depois de anos de pesquisa meticulosa ele identificou precisamente no que os homens pensam além de sexo”.
A “obra” – lançada em janeiro na Inglaterra – custa 4,69 libras (cerca de R$ 12) e tem feito sucesso especialmente entre estudantes, que usam as páginas em banco para fazer anotações em sala de aula.
Ex-estudante de Psicologia na Universidade de Oxford, Sheridan também é performer e “empresário das ideias”. Alguns dos produtos que já lançou são a luva esfoliante “Martin Loofah King”, o “Gaydar”, o cereal matinal “Credit Crunch” – cujos flocos são em formato de cifrões e outros símbolos financeiros – e uma cartela de adesivos para as mulheres avaliarem os homens.
Sheridan gosta mesmo é de causar polêmica. Recentemente tentou trocar seu nome para “Deus”, mas o banco recusou-se a fazer a mudança. “Eles ficaram bravos comigo. Disseram que não poderiam colocar no sistema um nome único. Então falei para colocarem ‘Todo Poderoso’ e ameaçaram fechar as minhas contas”.
Empolgado com o sucesso de seu “livro”, Sheridan já pensa numa sequência: “Razões Para Se Acreditar Num Político”.
Esse com certeza será bestseller no Brasil.

2011/03/15

A PICADA DO ESCORPIÃO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 08:56

Um dos objetos de pesquisa entre filólogos e dicionaristas deveria ser descobrir as origens do termo “mulher de vida fácil”. Que tipo de vida mole é essa, que mistura degradação, humilhação e que mereceria receber um polpudo adicional de insalubridade?
A trajetória triste e deprimente da garota de programa mais famosa do Brasil está nos cinemas. Trata-se de “Bruna Surfistinha”, baseado em “O Doce Veneno do Escorpião”, de Raquel Pacheco. O livro bateu a marca das 300 mil cópias e o filme já foi visto por mais de 1,5 milhão de espectadores.
Discriminada no colégio e vivendo uma relação hostil com os familiares, Raquel foge de casa aos 17 anos para ganhar a vida. Depois de encarar vários perrengues, ela se torna celebridade ao criar um blog e comentar sua rotina como garota de programa. Além de relatar os atendimentos, ela começa a dar nota para o desempenho dos clientes.
A página na Internet vira sensação, atinge milhares de visitas mensais, Bruna vira uma empreendedora do sexo e vai da lama ao caos. Ganha dinheiro, notoriedade, envolve-se com drogas e conhece o inferno.
Em 2006, numa entrevista ao jornalista Larry Rohter, do “The New York Times”, Raquel contou que optou pela prostituição em parte por rebeldia contra os pais e em parte porque queria ser economicamente independente.
Na pele de Bruna, Deborah Secco, que pode ser tudo, menos uma boa atriz. Mesmo afundada na areia movediça, Deborah mantém suas caras, bocas e bicos. Até Raquel Pacheco – numa ponta como garçonete – se sai melhor.
Enquanto obra cinematográfica, “Bruna Surfistinha” narra com competência e agilidade a história surreal de uma sobrevivente dessa “vida fácil”.
No epílogo, os esclarecimentos: atualmente Raquel Pacheco mora com um ex-cliente, parou de fazer programas e nunca mais falou com a família.
Para estômagos fortes.

2011/03/14

BARBAS DE MOLHO

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:27

Os especialistas juram que a possibilidade de o Brasil ser vitimado por terremotos e tsunamis é muito remota, mas alguém confia em previsão do tempo? Em horóscopo? Nas cartas do tarô? E se a “La Niña” estiver de TPM e o que era para ser uma marolinha no Chile vira um tsunami no litoral brasileiro?
Portanto, um artigo intitulado “Como Sobreviver a um Terremoto”, publicado na revista “Slate”, não pode ser ignorado.
O autor, Farhad Manjoo, conta que viveu na Califórnia durante boa parte de sua vida e que nunca comprou um kit de sobrevivência. Segundo Farhad, a displicência não é uma característica restrita a ele: uma pesquisa revelou que cerca de 40% de seus conterrâneos não têm um plano de emergência.
Depois do terremoto que atingiu a Nova Zelândia no mês passado e da recente tragédia japonesa, ele começou a se preparar para o pior. Vejam o que ele descobriu:

1) Compre um kit “tudo-em-um”
Ter um único pacote pode custar mais caro do que passar um dia no supermercado, mas a vantagem é que com apenas alguns cliques tudo está pronto. É possível encontrar boas opções na “Amazon” ou na Cruz Vermelha com suprimentos como barras de comida, água, cobertores de emergência e primeiros socorros. Ambos podem sustentar duas pessoas por mais de três dias

2) Tenha água e comida extra
O kit “tudo-em-um” é só o ponto de partida. Dependendo das necessidades de cada família será preciso suprimentos extras. Uma boa saída é comprar carne desidratada ou barras de comida, mas isso pode sair caro. É mais barato comprar enlatados e não se esquecer do abridor

3) Lanternas
Assim como canetas e guarda-chuvas, temos a tendência de esquecê-las ou perdê-las. Então, o jeito é comprar várias. A Cruz Vermelha recomenda, além da lanterna, a compra de um par de botas robustas

4) Rádios
Muitos guias de sobrevivência recomendam ter um rádio portátil à mão para mantê-lo informado das notícias de última hora. No entanto, a maioria dos kits “tudo-em-um” não incluem esse utensílio

5) Carregadores
Se você vive num local ensolarado, tem muitos equipamentos eletrônicos e precisa estar “carregado”, considere um carregador solar. Basta colocar um desses de 30 dólares sob o Sol para ter baterias internas na carga máxima. Isso fará com que seu telefone, iPod ou outro dispositivo USB carregue-se rapidamente. É também uma boa ideia carregadores automotivos

6) Tenha vários kits de emergência
Mantenha-os num lugar específico em casa. A Fema (a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências nos Estados Unidos) recomenda que tudo esteja preparado de forma portátil. Acomode todo seu equipamento numa mochila no caso de precisar escapar com muita pressa. No caso de a tragédia ocorrer numa hora em que você não esteja em casa, tenha kits acessíveis no carro e no local de trabalho. Além disso, sempre tenha um pequeno estoque de garrafas d´água no porta-malas

7) Atualize seus dados
Se você tem dados digitais preciosos, é importante salvá-los durante o processo de preparação para um desastre. Armazene tudo em “hard drives” externos e também online, em sites como “Mozy” ou “Carbonite”

8) Elabore um plano de sobrevivência
Suprimentos não são suficientes. Você precisa coordenar tudo com sua família. A página da Cruz Vermelha dá todas as dicas, mas a mais importante é escolher duas opções como ponto-de-encontro

9) O que fazer durante um terremoto
Abaixe-se, cubra-se e aguente firme. Qualquer criança que viva numa área com riscos de terremoto aprende isso na escola, mas a tendência é esquecer de tudo no momento da correria. Os vídeos japoneses mostram as pessoas de pé, correndo ou tentando impedir que armários caiam no chão. Quando os tremores começarem, não corra. Procure um abrigo o mais perto possível. Se estiver na cama, continue lá e proteja sua cabeça com o travesseiro. Se estiver dirigindo, pare quando sentir-se seguro e fique longe de pontes e viadutos.

E lembrem-se: 21/12/2012 – a data marcada para o fim do mundo – está logo aí.

2011/03/13

UM POUQUINHO DE BRASIL IÁ IÁ

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:53

2011 promete. Para nós, brasileiros, é o ano de começar a colocar a casa em ordem para receber as visitas. O tempo em que dizíamos que éramos pobres, porém limpinhos, passou. Já podemos proclamar que estamos “em desenvolvimento” e que principalmente somos muito legais.
Num ranking elaborado pelo site “CNN Asia” sobre “As nacionalidades mais legais do mundo” o Brasil ocupou o primeiro lugar. É certo que os demais concorrentes eram bem fraquinhos – como Botsuana e Nepal –, mas o troféu é nosso.
No início, o autor Barry Neild se pergunta: “É possível chamar uma nação inteira de legal? É razoável dizer que um país é mais legal do que o outro? Já que a maioria dos países tem sua própria cota de assassinos, tiranos e estrelas de reality shows, a resposta é sim”.
“O problema principal é que todo mundo acredita ser legal – com exceção dos canadenses, que são altamente autodepreciativos”, explica Barry. “Igualmente confuso é definir o que é legal. Os italianos são cool porque usam ternos de designers? Os russos estão passados porque vestem roupas esportivas e usam penteados fora de moda?”.
Portanto, o critério usado por ele foi avaliar uma lista de pessoas “in” de vários países. A tarefa não foi simples porque foram quase 250 candidatos.
Para cada uma das nações o autor elegeu o “ícone cool” e algo “nem tão legal” assim. Confiram:

12. Turcos
“Tendo em vista o fato de o país abarcar dois continentes, não é surpresa que eles tenham uma visão boa da vida com a mistura de diversas culturas, cozinhas e padrões”
Ícone cool: Mahir Cagri, uma das primeiras celebridades da Internet. É provável que tenha inspirado Borat
Nem tão legal: a paixão turca por bigodes

11. Belgas
“Ok, é um lugar pequeno, úmido, tem reputação de emburrado, é o paraíso para burocratas da União Européia e é cheio de criminosos do sexo. Mas uma nação que faz arte em forma de cerveja, chocolate e canto de pássaros (tentilhão) não pode ser tão ruim”
Ícone cool: Herman van Rompuy. O ex-Primeiro-Ministro da União Européia tem um fantástico talento para a poesia e utiliza o pseudônimo de “Haiku Herman”
Nem tão legal: “Não importa de que jeito você olhe. Ainda é um belga”

10. Nepaleses
“Assim como cafetões e jogadores, você nunca verá um nepalês com pressa”
Ícone cool: Tenzing Norgay. O alpinista foi o primeiro homem a chegar ao topo do Everest ao lado de Edmund Hillary, mas dormiu no ponto e deixou o amigo levar a fama
Nem tão legal: As severas leis do governo espantam vários viajantes

9. Chineses
“Não é uma escolha óbvia, mas com uma população de mais de um bilhão de habitantes, estatisticamente a China deve ter sua cota de gente legal. Além do mais, é prudente incluí-los em listas desse tipo porque senão os hackers darão um jeito”
Ícone cool: Brother Sharp, um sem-teto que virou celebridade fashion graças à maneira cool com que se veste
Nem tão legal: O conceito de privacidade ainda é desconhecido

8. Botsuana
“O ‘evasor fiscal’ Wesley Snipes e a sempre em férias Angelina Jolie são figurinhas fáceis na Namíbia, o que poderia dar a coroa cool ao local. Apesar de frio, o deserto de Kalahari nunca congela (…). Até os animais são relaxados em Botsuana, terra da maior população de elefantes da África que não ficam presos atrás de cercas como em outros países com safari”
Ícone cool: Mpule Kwelagobe, coroada Miss Universo em 1999
Nem tão legal: Um dos piores indices de infecção por HIV/AIDS no mundo

7. Japoneses
Eles entram na lista “por causa dos adolescentes com cabelo chocantes e caprichosamente embaraçados e por causa da manipulação de certos aspectos do consumismo moderno, da moda e da tecnologia. Eles ditam ao resto do mundo o que o mundo irá vestir”
Ícone cool: O ex-Primeiro-Ministro Junichiro Koizumi talvez seja o mais bonitão do mundo, mas ainda assim Yukio Hatoyama é a escolha de líder. “Esqueçam os adolescentes, esse homem sabe o que é estilo”
Nem tão legal: o legado japonês de conformidade da massa envelhecimento da população. O futuro é cinza

6. Espanhóis
“Milhares vão à Espanha para passar férias. Por que? Pelo sol, mar, areia, siestas e sangrias. A Espanha é cool, assim como os espanhóis, que nunca começam a festa antes de o mundo ir para a cama”
Ícone cool: Javier Bardem. “Antônio Banderas 2.0 com uma Penelope Cruz na mala”
Nem tão legal: “Nós ainda não nos esquecemos do time olímpico de basquete espanhol fazendo um ‘tributo’ racista ao chineses em 2008”

5. Americanos
“O quê? Americanos? Fazem guerra, poluem o planeta, são consumistas e compradores de armas? Claro que não estou sugerindo que o povo que votou em George W. Bush seja legal. Mas goste-se ou não deles, temos de incluí-los. A evidência é a abundância. Onde estaríamos hoje se não fosse o rock and roll, os filmes clássicos de Hollywood, os romances, os rabos de tubarão, o jeans, o jazz, o hip hop, ‘Os Sopranos’ e o surfe?”
Ícone cool: Johnny Depp. Ele é tão cool que deixou o país, foi para a Europa morar com uma modelo francesa e tentou se tornar Keith Richards.
Nem tão legal: As inúmeras invasões militares, o consumismo excessivo e os gordinhos do Walmart

4. Mongóis
“Junto com o ar de mistério, eles personificam a liberdade e a vida nômade. Lá tudo é feito com pele – botas, casacos, chapéus e cuecas –, o que adiciona um esplendor à sua história mística. E quem mais tem águias como animais de estimação?”
Ícone cool: A atriz Khulan Chuluun que interpretou a mulher de Ghengis Khan no filme “Mongol”
Nem tão legal: laticínios à base de búfalo em todas as refeições

3. Jamaicanos
“Há mais para eles do que o reggae, como a religião Rastafári, o sotaque e o estilo de cabelo mais característico e reconhecível em todo o mundo. Dica para os mochileiros: os dreadlocks só ficam bem nos jamaicanos”
Ícone cool: Jimmy Cliff. O cantor de “Harder They Come” continua em forma aos 62
Nem tão legal: Altos índices de assassinato e homofobia generalizada

2. Cingapureanos
“Com uma população absurdamente ligada em computador, Cingapura é o centro dos nerds, que podem proclamar-se os avatares do mundo cool. Eles provavelmente estão tuitando sobre isso agora”
Ícone cool: Lim Ding Wen. Essa criança-prodígio pode programar computadores em seis línguas com apenas 9 anos de idade. Futuro promissor
Nem tão legal: Com a maioria da população na frente do computador, o governo está encorajando o povo a fazer sexo

1. Brasileiros
“Sem eles não teríamos samba; o Carnaval do Rio; a beleza do futebol de Pelé e Ronaldo; os minúsculos biquínis e corpos bronzeados na praia de Copacabana ou certos procedimentos com cera que captam nossa atenção. A menos que eles usem seu lado sexy ou a reputação de festeiros como desculpa para exterminarem golfinhos ou invadirem a Polônia, temos de escolher os brasileiros como as pessoas mais ‘cool’ do planeta”
Ícone cool: Seu Jorge. Nascido em favela, esse intérprete expressivo pode fazê-lo pensar que Ziggy Stardust era do Brasil, e não do espaço
Nem tão legal: “Mmmmm, a carne brasileira e o coco. Tão deliciosos, mas destroem tanta floresta que deixam um gostinho amargo”

A foto que ilustra a matéria mostra uma multidão verde-e-amarela na praia que parece assistir a uma partida da Seleção Brasileira de futebol. A legenda: “Celebrar o primeiro lugar na praia de Copacabana é muito mais legal do que ler esse artigo”.

Leiam a matéria completa AQUI

2011/03/12

O FATOR UAU

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:39

Ah, os turistas, essas jóias raras. Há desde os que sonham em tomar café-da-manhã ao lado do Mickey e comer waffles com a cara do Pateta até os que preferem uma experiência mais exótica.
O “Giraffe Manor” atende aos viajantes que se enquadram no segundo perfil.
Localizado numa área de 48 mil metros quadrados a 20 km do centro de Nairobi (Quênia), o local tem vista para o Monte Kilimanjaro e as Colinas Ngong e foi construído em 1932 por um conde escocês. Inicialmente funcionava como fazenda de criação de cavalos.
Hoje abriga oito girafas da espécie Rothschild, uma das mais raras do mundo e ameaçadas de extinção.
Além de apreciarem as girafas, os turistas podem se hospedar no lugar – que além de santuário também é um hotel cujas diárias ultrapassam os R$ 700.
O diferencial é que os hóspedes podem alimentar as girafas durante o café-da-manhã. Todos os dias, às 9 da manhã, elas aparecem para o desjejum e enfiam a cabeça pela janela. Os turistas mais medrosos podem ficar pertinho delas nos quartos do segundo andar.
Em 1974, Jock Leslie Melville – neto do conde fundador – e sua esposa americana Betty se mudam para a propriedade, levam consigo dois filhotes de Rothschild e iniciam o projeto de conservação da espécie. Hoje eles já cuidam das terceira e quarta gerações.
O casal-proprietário alerta que apesar de graciosas, as girafas são animais fortes e não devem ser abordados enquanto perambulam pelos jardins.
“Nós conhecemos todas elas pelo nome. A Lynne, de 13 anos, é a líder e é bem persistente na hora de receber agrados. A Arlene, de 15 anos, é a menor dentre as seis fêmeas. Ela adora pessoas e fica próxima ao terraço para ser abraçada”.
As Rothschild são semitreinadas, têm quase 5 metros de altura, pesam duas toneladas e a expectativa de vida é de mais de 30 anos. Sua língua tem meio metro de comprimento – necessária para que ela coma a folha da acácia –, é preto-azulada e a textura é a de uma lixa.
Além de girafas, o local abriga javalis, pássaros exóticos, hienas e elefantes.

Visitem o site AQUI

Próxima Página »

O tema Rubric. Blog no WordPress.com.