O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/11/20

DURO DE ROER

Filed under: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:38

O que difere um porco de um cãozinho de estimação? Ou uma codorna de um Chihuahua?
Para quem vai a uma churrascaria, as diferenças são inúmeras. Mas aos olhos dos defensores dos animais – e de alguns poucos vegetarianos – eles são todos iguais.
A fim de abrir os olhos dos ingleses para o direito dos bichinhos, a “Animal Aid” – uma organização que há mais de 30 anos luta contra o abuso de animais – realizou neste mês uma campanha exótica e indigesta: ofereceu bifes de Labrador, hambúrgueres de Greyhound e cortes de Beagle no menu de um trailer gastronômico que circulou por vários mercados de hortifrutis do Reino Unido.
Enfeitado com pôsteres que exibiam fotos de cães criados ao ar livre, correndo pelos campos ou nadando em riachos, o trailer apresentou as “carnes de cachorro orgânicas” em embalagens simpáticas e até com os respectivos valores nutricionais.
Para a ONG, não importa se são orgânicos, criados ao ar livre, alimentados com milho ou se dormem em colchões finíssimos. No fim do dia, todos os animais criados para o corte terminam do mesmo jeito: sozinhos e aterrorizados em abatedouros que lhes penduram de ponta-cabeça e os fazem sangrar até a morte.
Andrew Butler, o responsável pela campanha, diz: “As pessoas comem animais de tudo que é tipo todos os dias sem pensar sobre como foram os últimos momentos da vida deles. Esperamos que isso faça com que as pessoas confrontem o fato de que no fundo todos eles morreram com o cheiro de sangue e medo nas narinas e terror nos olhos. Eles não são diferentes dos milhares de cães que nós adotamos como de estimação”.
A “carreata” do trailer aconteceu entre 2 e 16 de novembro e percorreu 12 cidades inglesas como parte do “Mês Vegetariano”. O evento, anual, tem como meta fazer com que as pessoas reflitam sobre suas escolhas gastronômicas e se questionem porque alguns animais são amados e levados para casa e outros são explorados por sua carne, leite ou ovos.
O objetivo da campanha é também divulgar um vídeo produzido pela ONG em sete abatedouros que mostra os animais sendo maltratados das mais diversas formas até a hora da morte.

P.S.: Não se sabe exatamente de que tipo eram as carnes comercializadas no trailer, mas não se tratava de carne de cachorro. Mesmo assim, Luísa Mell deve estar inconsolável.

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7 Comentários »

  1. Nem todos os “animais amados” ou “fofos” escapam da faca: ovelhinhas, coelhinhos e chinchilas também têm destino trágico. Os cães coreanos historicamente saem do colo e vão para o prato. Reza a lenda que os gatos do centro de SP acabam no espetinho, e por aí vai.
    Felizes mesmo só os golfinhos, que se enquadram na categoria “fofos” e costumam ser deixados em paz – a não ser quando são pegos em redes de pescadores por engano ou encurralados em certas cavernas japonesas…

    Ah! De relance li o nome do responsável pela campanha como Andrew Butcher (açougueiro, em inglês). :-)

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/11/20 @ 09:58

  2. Ha alguns anos atras, fui com o marido a um restaurante sofisticado, portanto caro e me atrevi a pedir coelho.
    Nao consegui mexer no prato. A cara de um coelhinho fofinho vinha toda hoa a minha mente.
    Não deu…
    Mas um bifão, uma picanha ainda encaro numa boa, gosto e muito! Mea culpa
    Outra coisa que noto nos vegetarianos:não parece que eles não criam mais rugas, envelhecem mais rapido?

    Comentário por picida ribeiro — 2010/11/22 @ 09:41

  3. Bem, como eu sempre digo, a natureza é sábia: existe a cadeia alimentar! Nós, humanos, somos considerados anívoros (comemos de tudo) e animais de corte são criados com o objetivo de nos alimentar. Discordo de práticas abusivas em abatedouros, mas considero que a fiscalização hoje em dia é mais eficiente do que há décadas atrás e estas práticas estão cada vez mais reduzidas. Tenho evitado comer carne de porco (que amo) porque o sistema de criação desses animais nas granjas é estressante para o animal. Por esta mesma razão, só consumo frango e ovos caipiras, pois o animais pastam e não vivem confinados. E, sem dúvidas, a melhor carne para o brasileiro consumir é a de boi, que pasta e não vive confinado em granjas com uma imensa densidade populacional. Agora, nada me faz comer ostras (e olhe que já experimentei), aranhas, escorpiões, cachorro, gato (só se eu não souber)… Enfim, tudo faz parte dos usos e costumes, cultura…

    Comentário por Vaninha — 2010/11/23 @ 08:28

  4. Picida, só contestando a sua futilidade, sou vegetariana e estou muito bem de aparência. E todos os vegetarianos que eu conheço também estão, e por um motivo muito óbvio: nós somos mais saudáveis por causa de uma alimentação equilibrada e variada, e temos a consciência tranquila de não estar ferindo animais inocentes e indefesos.

    Mas pelo jeito aparência é só o que importa para você, não é? Afinal, deixou de comer um coelho só porque aos seus olhos ele é “fofinho”.

    Se uma pessoa diz: “que se fodam todos os animais, não ligo pra eles e como a carne de qualquer um mesmo!”, pelo menos ela não é hipócrita. É coerente com suas reais convicções.

    Ao contrário desses indivíduos “horrorizados” por causa do coelhinho ou do cachorrinho, mas que não tão nem aí para o boi, a galinha, só porque a convenção social diz que eles não servem para animal de estimação!

    Comentário por Carol — 2010/11/23 @ 10:40

  5. Até que enfim, está aí o verdadeiro cachorro-quente!

    Comentário por Klaus Kinder — 2010/11/23 @ 12:49

  6. Não sou vegetariana e não me culpo por isso (blá blá explicação que não vale a pena).
    Mas como ação de publicidade ficou excelente.

    Comentário por @acidkawaii — 2010/11/23 @ 13:56

  7. Carol, disse tudo! Apoiadíssima.

    Att,

    Carol 2.

    Comentário por Carolina Feitosa — 2010/11/23 @ 19:20


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