
Hoje é dia dos mortos, dia de enterrarmos os defuntos das eleições, dia de balanço geral e de farta distribuição de troféus. Vamos aos premiados:
Troféu Meu Ouvido é Penico: as discussões infrutíferas sobre o aborto desviaram o foco dos verdadeiros problemas do país
Troféu Mobral: o súbito desaparecimento de Tiririca, às voltas com aulas particulares de Língua Portuguesa
Troféu Transformação Nielly Gold: durante toda a vida Marina Silva justificou sua aparência desleixada com o álibi da alergia a maquiagem. Mas nada que um vice dono de uma das melhores empresas de cosmético do Brasil não pudesse dar jeito. De um dia para o outro Marina foi apresentada ao mundo dos produtos antialérgicos
Troféu 12 de Outubro: as marionetes cantando e dançando na propaganda política de Serra. É provável que o objetivo de Luiz Gonzalez – o marqueteiro do candidato – fosse conquistar o voto das crianças
Troféu Duro de Matar: as bolinhas de papel se revelaram armas quase letais
Troféu UTI Móvel: a campanha nem tinha chegado ao fim e os hospitais já recebiam os primeiros feridos nas eleições, como José Sarney e Romeu Tuma
Troféu “Mui Amigo”: Erenice Guerra e Paulo Preto mostraram que quem tem amigos nunca está só
Troféu Papo de Boteco: todos os debates
Troféu Moita Verde: Marina, que demonstrando uma atitude tradicionalmente creditada aos tucanos, permaneceu em cima do muro durante o segundo turno
Troféu Nunca te Vi, Sempre te Amei: os búlgaros, esses desconhecidos
Troféu Maracujina: Lula nervosinho e vermelho classificando a agressão a Serra como “a maior mentira da história do Brasil”. Lula, tome já Maracujina que vem do maracujá
Troféu Veia Surda da Praça: Plínio de Arruda Sampaio bancando o fanfarrão durante os debates
Mas o que fez todo o circo descrito acima valer a pena foi Geraldo Alckmin em entrevista ao vivo dizendo que ainda é apaixonado por dona Lu.
Esse não ganha troféu. Merece uma condecoração.