
A ocupação do Morro do Alemão está revelando bem mais do que toneladas de drogas, armas, objetos deixados no meio do caminho e uma comunidade que vivia sob o medo.
A ação conjunta das polícias civil, militar, federal, das Forças Armadas e, se bobear, até dos bonequinhos do “Comandos em Ação” está sendo importante para conhecermos uma outra face dos traficantes: o lado sensível, indefeso, o que cheira fralda na hora de dormir.
Bastou um fim-de-semana de análise da cobertura feita pela mídia para perceber que todo monstro pode ter um quê de médico – e vice-versa.
Primeiro: eles têm família. E morrem de medo quando a mãe ou o pai vão buscá-los debaixo da cama com a cinta na mão.
As duas cenas mais marcantes desses últimos dias foram as dos dois traficantes sendo entregues de bandeja pelas mãos de mamãe e papai. Apesar de tentarem manter o respeito usando codinomes como “Mr. M”, sucumbiram à chinela.
Segundo: as residências. As casas habitadas pelos traficantes se mostraram algo como a juba dos “Globe Trotters” ou a cartola de mágicos – ou, se preferirem, a Casa dos Sonhos da Barbie.
Numa das “mansões”, televisão de tela plana, banheiro com ar condicionado, suíte com vista para a favela – paisagem que alguns jornais definiram como “visão privilegiada” – e piso imitando o calçadão de Copacabana.
Na verdade, até aí, nenhuma surpresa. Apenas um cenário montado por quem pretendia levar vida de bacana. E outra: capitão Nascimento já havia nos adiantado que “favelado gosta é de TV a cabo”.
Mas é nas paredes que se encontra uma pista desta outra face que estamos traçando dos criminosos. Em vez de imagens de “bad boys” como Chris Brown, Dado Dolabella ou Netinho, uma pintura tosca de – vejam só – Justin Bieber. Curió, vai cantar o quê pra gente?
Eles só podem estar de “pombagirice”. Nada de bandeiras do Comando Vermelho, do Flamengo ou do Corinthians. Os traficas são muito mais sensíveis do que imaginávamos. Tanto, que a polícia descobriu outros itens incompatíveis com corações de pedra, como araras, tucanos e até um mico.
Terceiro: a tranquilidade. Quem esperava encontrar traficantes doidões e possuídos pelo ódio, nova surpresa. Zeu estava tão zen quanto Dalai Lama. Outro, que conseguiu fugir fantasiado de agente de saúde “mata-mosquito”, acabou sendo preso na casa da titia. Detalhe: quando a polícia chegou Vitinho estava nanando.
Mas missão dada, parceiro, é missão cumprida. E a polícia não está para brincadeira.
The show must go on.


Em São Paulo, nos horários de pico, a paisagem formada pelos usuários de ônibus e metrôs se assemelha muito ao do estouro de uma boiada. Ninguém ali tem vontade própria, todos se locomovem como troncos de enchente e só param quando o veículo fecha as portas.

Eles eram os melhores agentes da CIA e hoje estão aposentados. Enquanto levam suas pacatas e solitárias vidinhas de ex-espiões, tornam-se alvo da própria agência numa operação de queima de arquivo.
Nesta terça-feira 
Há o Clube do Livro, do Uísque, do Fusca, dos Cafajestes, dos 13 e até do Bolinha. Por que não um Clube da Calcinha?

Todo mundo tem aí na gaveta uma foto de seus tempos estudantis – aquela mesmo em que você aparece sentadinho numa carteira escolar atrás de uma placa que informa o nome do colégio e sua respectiva série.
A cada vez que assistimos a filmes como “Tropa de Elite”, ouvimos algo ainda mais chocante sobre as desgraças da Cracolândia ou estamos diante de novas estatísticas sobre o consumo de droga no mundo vem um sentimento de perda e a certeza de que nosso caminho é ladeira abaixo.

A pergunta do momento é “Afinal, o que querem as mulheres?”. A resposta: tudo, oras.


Tenham muito cuidado ao dançarem “Adocica” de sunga de crochê na ilustre companhia de Beto Barbosa num churrasco. Seus passinhos podem revelar muito mais sobre sua intimidade além de seu gosto duvidoso para se vestir.
O objetivo do feriado de hoje é celebrar a Proclamação da República. Isso todos aprendemos na quarta, quinta série, entregamos a prova com a resposta-padrão – “foi o dia em que chegou ao fim a monarquia no Brasil” – e partimos para o abraço. Ou para o aeroporto mais próximo.

O acontecimento do ano não foi o resgate dos mineiros chilenos nem a eleição de Dilma, mas a notícia de que quem pagar mais, leva o SBT.
Há cerca de duas semanas, o ator Zach Galifianakis fumou maconha ao vivo num programa de entrevistas enquanto discutia-se a legalização da droga no Estado da Califórnia.