O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/09/01

AMOR BIPOLAR

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 08:41

Ela crê que a cuequinha “box” de Marky Mark é o símbolo máximo da sensualidade. Ele quer morrer comendo tortellini. Parece coisa de comédia romântica? E é.
Estamos falando de “Amor à Distância”, com Drew Barrymore e Justin Long.
Justin – mais conhecido pela campanha publicitária “Get a Mac”, da Apple, do que por seus papéis no cinema – interpreta Garrett, um cara que trabalha numa gravadora e entra em crise quando precisa lançar um novo “Jonas Brothers”.
Erin (Drew Barrymore) é uma garota que no passado já abriu mão de tudo por um amor e que hoje se divide entre o emprego de garçonete em São Francisco e a conclusão de sua pós-graduação em Comunicação.
O encontro de Garrett e Erin acontece nos dois meses em que ela é estagiária de um jornal em Nova York. Em seis semanas eles se apaixonam e ficam entre a cruz e a caldeirinha quando ela tem de retornar a São Francisco.
A sintonia entre Justin Long e Drew Barrymore é evidente – principalmente porque há mais de dois anos eles vivem um namoro iô-iô fora das telas. Mas é o desconhecido Charlie Day quem se encarrega dos melhores momentos do filme.
Charlie interpreta Dan, o amigo com quem Garrett divide o apartamento. De orelha em pé, no quarto ao lado, ao ouvir a conversa sobre a admiração do casal por Tom Cruise, Dan ataca de DJ e providencia um “Take My Breath Away” para servir de trilha sonora para o primeiro beijo da dupla.
Com cenas que oscilam entre definições inéditas e criativas (como a do “homem-canivete suíço”), a escatologia e o pastelão puro (a sessão de bronzeamento artificial), “Amor à Distância” é tão linear quanto o namoro de Justin e Barrymore na vida real e se perde quando os protagonistas precisam decidir se casam ou se compram uma bicicleta. E o final? Chocho…
“Amor à Distância” é mais uma comédia romântica. Nem boa, nem ruim, apenas uma opção interessante para quem quer passar uma tarde agradável.

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