
“O Bem Amado” foi sucesso na TV nos anos 70. É natural que a sátira política de Dias Gomes – que imortalizou personagens como o prefeito Odorico Paraguaçu, seu fiel escudeiro Dirceu Borboleta e as Irmãs Cajazeiras – ganhasse uma versão cinematográfica.
No entanto, assim como acontece com a maioria das adaptações literárias, irá decepcionar parte do público.
Quem é espectador de cinema nacional já sacou a “fórmula Guel Arraes de cinema”: o cenário é geralmente o Nordeste – o que exige o sotaque da região –, as personagens aceleradas, os diálogos são como pingue-pongue, a trilha sonora de Caetano Veloso e a produção de Paula Lavigne.
Não há nenhuma crítica velada nesta constatação – nada contra um diretor cravar seu estilo. O problema é quando ele se convence de que sua assinatura e uma boa produção são elementos suficientes para o próximo trabalho.
Em “O Bem Amado” é como se Guel relaxasse diante de um texto consagrado e ligasse o piloto automático. E ele não consegue livrar o avião de uma série de turbulências.
A primeira delas são as interpretações – intensas, gritadas e aceleradas. Marco Nanini (Odorico) é um ator brilhante, mas está num tom acima. Tonico Pereira, que interpreta o político adversário, idem. Já Edmilson Barros – que dá vida ao bêbado e puxa-saco Moleza – é a caricatura em pessoa. Abaixo o perdigoto!
Se os três abusassem menos da garganta seriam tão merecedores de elogios quanto Matheus Nachtergaele e José Wilker. Nachtergaele suprime a gagueira do Dirceu Borboleta original, pronuncia – e não grita – seu texto e dá um show. Wilker, por sua vez, precisa dizer muito pouco para que seu Zeca Diabo se destaque.
Depois, na tentativa de contextualizar o momento histórico e fazer um paralelo com o Brasil atual, Guel prepara uma maçaroca ao acrescentar explicações pouco claras sobre Jango, Jânio e Diretas Já. Os documentários são para os documentaristas. Os minidocumentários então, só para os gênios.
Se resta algo que merece crédito é a estreia de “O Bem Amado” em ano eleitoral e um desfecho que acontece em cima do mapa da América Latina que transforma o inscrito “Brasil” em “Sucupira”. Recado dado.

As Havaianas praticamente nasceram com o mundo. Todo mundo tem uma lembrança da sua. Muito antes de terem virado modinha, elas soltavam sim as tiras e contavam com pouquíssimas opções de cores.

Já sabemos que “Mulheres Boazinhas Não Enriquecem” e que “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Mas será que garotas espertas devem se casar por dinheiro?
Enquanto alguns pais brasileiros se revoltam com o projeto de lei que impede que eles deem umas palmadinhas nos filhos, uma mãe finlandesa usa seu tempo e sua cabeça com algo muito mais interessante.


Pode ser injusto traçar o perfil de um povo só pelo o que dizem dele. Há inúmeros interesses envolvidos – dos econômicos às “lendas urbanas” – além de uma desinformação geral.

Por mais malvada ou corrupta que seja uma pessoa, ela sempre tem uma reserva mínima de bondade a oferecer. Maluf, por exemplo, rouba, mas faz. Hitler se dava bem com os cães. Já o goleiro Bruno ajudava amigos de sua “comunidade”.
No Brasil o rosa está para Sula Miranda assim como a Barbie está para o Pepto-Bismol.
A cabeça de um ser humano é o mecanismo mais complexo já elaborado. Ela é capaz dos melhores e dos piores pensamentos, das ideias mais redentoras às mais infelizes ou de fomentar o maior dos amores e o mais mortal dos ódios.
O jornalista Brett Arends, do “Wall Street Journal”, escreveu uma reportagem para nos abrir os olhos. Sem trocadilhos.


Para falar a verdade, o comportamento dos jogadores de futebol no Brasil é igual. Não importa se o atleta atua aqui ou no exterior, se é um pó-de-arroz do São Paulo ou um brucutu do Corinthians ou se leva um pito ou não do Zico.
Hoje a resposta para uma das maiores questões da humanidade, a que inquieta mentes pelo mundo desde que o mundo é mundo: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
No ano passado este blog citou uma insólita campanha da cidade de Huelva, na Espanha: a “Prohibido quejarse”, que proibia que os empregados da companhia de limpeza local reclamassem do trabalho.


Praticamente toda semana temos de nos readaptar a uma nova verdade sobre algum alimento.