O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/05/29

A REDE

Arquivado em: Diário de bordo — trezende @ 11:05

Um passeio simples, mas imperdível, é a Ponte do Brooklyn.
Cenário de diversas comédias românticas, a Brooklyn Bridge demorou 13 anos para ficar pronta e é um projeto totalmente familiar atribuído a John, Washington e Emily Roebling.
Durante as pesquisas, John teve seu pé prensado por uma balsa e seus dedos ficaram tão moídos que tiveram de ser amputados. Pouco tempo depois ele morre em decorrência de tétano e seu filho Washington fica a cargo da construção.
O jovem também não teve muita sorte. Quando assume a empreitada, sofre com o que na época era chamado de “caisson disease” (ou “mal dos mergulhadores”, acidente causado por descompressão súbita).
Incapacitado, quem cuida da ponte pelos próximos 11 anos é a sua esposa Emily, que teve de se virar: estudou Matemática, resistência dos materiais e aprendeu tudo sobre construções com cabos.
Em 1883 a Brooklyn Bridge é inaugurada e a primeira pessoa a atravessá-la é Emily.
Em meu dia de Emily cruzei os quase dois quilômetros que separam Manhattan do bairro do Brooklyn curtindo cada detalhe da construção neogótica. O quadro formado pelo emaranhado de cabos e tijolinhos, a paisagem da área portuária, os prédios espelhados e a complexa estrutura de aço é estonteante.  
Na parte inferior há as pistas para carros – a circulação de ônibus e caminhões é proibida – e em cima há uma faixa compartilhada por pedestres e ciclistas.
Durante a travessia, pausas para colher imagens para o “book” da ponte. Entre elas, a de artistas que registram o belíssimo visual com suas pranchetas no colo – personagens que também encontrei em ação no Moma e no Metropolitan.

Vejam fotos AQUI

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