
O maior erro de quem vai assistir à Alice de Tim Burton é julgar que se trata da versão cinematográfica do livro. O filme não apenas passa à margem da história original de Lewis Carroll e de versões anteriores já apresentadas no cinema, como faz um bem-bolado com outro conto do autor: “Alice Através do Espelho”.
Sinceramente, desta vez Tim Burton faz o caminho inverso: ele encareta uma história que é maluquinha em sua essência. O cineasta dark – responsável por obras como “Edward Mãos-de-Tesoura” e “A Noiva Cadáver” – desaparece.
Ao contrário das animações Disney – que têm temática infantil mas no fundo miram o público adulto – esta nova versão do clássico de Carroll é claramente para crianças – ainda que não tenha sido este o objetivo do cineasta.
Da música-tema interpretada por Avril Lavigne – cantada pelas crianças presentes à sessão – à interpretação histriônica de Johnny Depp, tudo na Alice “timburtiana” tem forte apelo infantil.
O filme virou modinha já no ano passado. Fotos “vazaram” na Internet e vários blogs se especializaram em divulgar novas imagens do longa à medida que a estreia se aproximava.
Alice (a estreante australiana Mia Wasikowska) tem agora 19 anos, vive em Londres e, no dia em que será pedida em casamento por um lorde, cai na toca de um coelho e retorna ao País das Maravilhas.
Neste mundo subterrâneo reside o grande trunfo do filme: as belíssimas imagens que mesclam “live action” – interpretação com atores reais – e efeitos de computação gráfica que se tornam ainda mais vibrantes em 3D. Além dos olhos saltados de Johnny Depp – que está a cara e o focinho de Madonna – a Rainha de Copas de Helena Bonham-Carter teve sua cabeça aumentada digitalmente para representar o enorme ego da personagem.
O pecadinho foi a escalação de Anne Hathaway para viver a Rainha Branca. Uma atriz mais velha e grave serviria melhor ao papel – opinião reforçada principalmente depois de descobrir que Tim Burton se baseou na culinarista inglesa Nigella Lawson para compô-la.
Uma curiosidade publicada pela revista “Galileu”: enquanto Johnny Depp desenvolvia a personagem, descobriu que os chapeleiros da época normalmente sofriam de envenenamento por mercúrio. A cola que eles usavam para fazer cartolas tinha um alto teor da substância – e o efeito de deixá-los lelés da cuca. Depp achou que todo o corpo da personagem deveria estar afetado pelo mercúrio, não só seu raciocínio. Por isso, o Chapeleiro ganhou cabelos cor de laranja.
Quem se decepcionou com o fraco “A Fantástica Fábrica de Chocolates” já tem subsídios suficientes para que sentimento semelhante não aconteça em “Alice”.


Paixão e equívoco. Essas são as duas melhores palavras para definir a histeria em torno do álbum de figurinhas da Copa de 2010.

Se vocês, como eu, apostavam que neste ano apenas eleições e Copa do Mundo dominariam o noticiário, passaram longe da trave. Por enquanto, são as catástrofes naturais que mobilizam a sociedade. Enchentes, terremotos e até um vulcão prenunciam a chegada de 21/12/2012 – o suposto fim do mundo segundo a previsão maia.
O que têm em comum a nossa primeira-dama Marisa Letícia e o cão americano Buddy?

Questão para os leitores masculinos do blog: Qual o melhor conselho que você daria a outro homem sobre amor?
As agências matrimoniais, os sites de relacionamento online e os programas de namoro na TV não estão dando conta do recado. A quantidade de gente sozinha em todo o mundo só tem aumentado.
Quem tem mais de 25 anos deve se lembrar de um brinquedo do Playcenter chamado “Eva”, uma boneca gigante que inicialmente se instalou no parque e depois se prostrou nos estacionamentos de alguns shoppings de São Paulo.



A sucessão de mal-entendidos surreais tornou “Se Beber, Não Case” uma das grandes surpresas do Globo de Ouro deste ano. A recém-estreada comédia “Uma Noite Fora de Série” segue a mesma linha “desgraças em série”, mas as coincidências cessam por aí.
Nem todos os políticos são antas. Eles podem ser capivaras bipolares.
Um dos grandes mistérios no mundo da música é para quem Carly Simon escreveu “You’re So Vain”. Em meio a diversas especulações surgiram chutes como Paul McCartney, Mick Jagger, Cat Stevens ou o ator Warren Beatty.
Primeiro foi a vaga de zelador de uma paradisíaca ilha australiana. Depois, a busca por interessados em atuar como “degustadores de lua-de-mel”. Agora mais um emprego na linha “melhor do mundo”.
O mundo está tão surreal que já existem até profissionais da área de Exatas valorizando mais o Q.E. (Quociente Emocional) do que o Q.I. (Quociente Intelectual).
Smartphone, iPad, Kindle ou um simples celular com câmera são o inferno de uns e o paraíso de outros. Enquanto famosos reclamam do assédio cada vez mais frequente e facilitado por brinquedinhos tecnológicos, o restante do universo deita e rola com as possibilidades oferecidas por esses gadgets.
Na China antiga, bebês do sexo feminino eram abandonados para morrerem na sarjeta. Na China contemporânea, eles são abortados aos milhões graças às novas técnicas da Medicina.