O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/04/30

DE PERTO, TIM BURTON É NORMAL

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 07:45

O maior erro de quem vai assistir à Alice de Tim Burton é julgar que se trata da versão cinematográfica do livro. O filme não apenas passa à margem da história original de Lewis Carroll e de versões anteriores já apresentadas no cinema, como faz um bem-bolado com outro conto do autor: “Alice Através do Espelho”.
Sinceramente, desta vez Tim Burton faz o caminho inverso: ele encareta uma história que é maluquinha em sua essência. O cineasta dark – responsável por obras como “Edward Mãos-de-Tesoura” e “A Noiva Cadáver” – desaparece.
Ao contrário das animações Disney – que têm temática infantil mas no fundo miram o público adulto – esta nova versão do clássico de Carroll é claramente para crianças – ainda que não tenha sido este o objetivo do cineasta.
Da música-tema interpretada por Avril Lavigne – cantada pelas crianças presentes à sessão – à interpretação histriônica de Johnny Depp, tudo na Alice “timburtiana” tem forte apelo infantil.
O filme virou modinha já no ano passado. Fotos “vazaram” na Internet e vários blogs se especializaram em divulgar novas imagens do longa à medida que a estreia se aproximava.
Alice (a estreante australiana Mia Wasikowska) tem agora 19 anos, vive em Londres e, no dia em que será pedida em casamento por um lorde, cai na toca de um coelho e retorna ao País das Maravilhas.
Neste mundo subterrâneo reside o grande trunfo do filme: as belíssimas imagens que mesclam “live action” – interpretação com atores reais – e efeitos de computação gráfica que se tornam ainda mais vibrantes em 3D. Além dos olhos saltados de Johnny Depp – que está a cara e o focinho de Madonna – a Rainha de Copas de Helena Bonham-Carter teve sua cabeça aumentada digitalmente para representar o enorme ego da personagem.
O pecadinho foi a escalação de Anne Hathaway para viver a Rainha Branca. Uma atriz mais velha e grave serviria melhor ao papel – opinião reforçada principalmente depois de descobrir que Tim Burton se baseou na culinarista inglesa Nigella Lawson para compô-la.
Uma curiosidade publicada pela revista “Galileu”: enquanto Johnny Depp desenvolvia a personagem, descobriu que os chapeleiros da época normalmente sofriam de envenenamento por mercúrio. A cola que eles usavam para fazer cartolas tinha um alto teor da substância – e o efeito de deixá-los lelés da cuca. Depp achou que todo o corpo da personagem deveria estar afetado pelo mercúrio, não só seu raciocínio. Por isso, o Chapeleiro ganhou cabelos cor de laranja.
Quem se decepcionou com o fraco “A Fantástica Fábrica de Chocolates” já tem subsídios suficientes para que sentimento semelhante não aconteça em “Alice”.

2010/04/29

O AMOR NOS TEMPOS DO SANGUE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:57

Não estranhem se dentro de alguns meses vocês ouvirem algum japonês cantarolando o clássico “Dança do Vampiro”: “Gatinha põe o dente no pescoço do rapaz, na dança do vampiro você se satisfaz!”.
Segundo uma reportagem que acaba de ser publicada pela BBC, no Japão há uma crença disseminada de que o tipo sanguíneo determina a personalidade de uma pessoa com implicações no amor e no trabalho.
A ideia de considerar o tipo sanguíneo se popularizou graças às matérias publicadas pelas revistas femininas, que por sua vez se basearam em livros de autoajuda.
Segundo o senso comum, pessoas do tipo A são confiáveis, se sacrificam a todo custo e são propensas à preocupação. Já as do tipo O, são decididas e seguras. As AB são mais equilibradas, lógicas e perspicazes, mas gostam de manter uma certa distância. As mais difíceis de lidar são as do tipo B, que apesar de terem a mente livre, são egoístas.
De acordo com a BBC, atualmente a previsão sanguínea no Oriente é tão comum quanto o horóscopo.
Um dos personagens ouvidos pela reportagem contou que numa entrevista de trabalho a chefe o questionou sobre seu tipo sanguíneo. O homem, do tipo B, relatou que a surpresa dela apareceu na testa. “Obviamente ela tinha tido alguma experiência ruim com um funcionário do tipo B. De qualquer forma, consegui o emprego”.
Comportamento como o desta chefa tem até um nome no Japão: “burahara”, que quer dizer algo como “assédio do grupo sanguíneo”.
Nos encontros de “speed dating” – muito comuns também no Brasil – solteiros e solteiras sentam-se à mesa com os respectivos interessados e têm alguns minutos para conversarem antes de uma campainha tocar indicando que eles precisam se mover para outra mesa.
No Japão a sessão é ligeiramente diferente. Além das preferências pessoais, as agências levam em conta também o sangue.
Não é apenas amorosa e profissionalmente que o tipo sanguíneo é tratado como característica decisiva. Algumas empresas organizam equipes de trabalho considerando o mesmo critério para assegurar a harmonia do escritório.
O último primeiro-ministro japonês, Taro Aso, colocou em seu site oficial a informação de que é do tipo A. Ele esperava que ter um tipo sanguíneo “do bem” daria uma turbinada no resultado das pesquisas, mas ele não foi eleito.
Esqueceram de avisar a Taro que só o sangue de Jesus tem poder.

2010/04/28

TIRANDO DOCE DE CRIANÇA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 10:13

Paixão e equívoco. Essas são as duas melhores palavras para definir a histeria em torno do álbum de figurinhas da Copa de 2010.
Só mesmo a paixão para explicar tamanha comoção entre crianças e adultos que peregrinam por diversas bancas atrás de um cromo raro. Basta uma rápida enquete no ambiente de trabalho, no bairro ou na escola para identificar os fanáticos.
Na verdade, não é tão difícil entender o sentimento. Quem já foi colecionador – no meu caso de “Moranguinho e sua Turma” – sabe qual é a sensação de abrir o pacotinho, encontrar a mais cobiçada dentre todas, descolar o adesivo e grudá-la no espaço vazio.
Cada envelope do álbum da Copa custa R$ 0,75 e vem com cinco figurinhas. Uma bobagenzinha capaz de proporcionar alegrias imensas. Quem precisa de um iate? De um avião a jato? De diamantes? De um milhão de dólares?
O equívoco começa a surgir quando analisamos o conteúdo do álbum. É o “money, money, money” falando mais alto. Mesmo com as escalações dos times ainda indefinidas, o livro ilustrado convoca suas seleções à revelia.
Beckham é tido como excluído do time inglês, mas tem sua janelinha garantida. Já a presença de Ronaldinho gaúcho gerou controvérsia, bem como a ausência de Júlio Baptista.
Cientes da alta temperatura do mercado de colecionadores apaixonados pré-Copa, os gatunos trataram de agir. Operação articulada, surrupiaram 135 mil figurinhas avaliadas em mais de R$ 20 mil. Os envelopes, que já faltavam nas bancas, estão sendo disputados a tapa.
Uma vergonha. O mais triste é pensar que é justamente neste país cujos criminosos roubam figurinhas que ocorrerá a Copa do Mundo de 2014. Podemos começar a pensar no que pode vir pela frente nos próximos quatro anos.

2010/04/27

O FIM DA MARACUJINA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:51

“Money can’t buy me love”. Já diziam os Beatles. Apesar de não comprar amor ou amizade, segundo pesquisadores americanos, o dinheiro é muito mais eficiente do que analgésicos ou antibióticos para aliviar dores.
Um estudo sobre o tema nem seria necessário – a prática diária nos indica que nossa tranquilidade e o nosso humor são proporcionais à quantidade de cifrões em nossa conta bancária.
Segundo o site “Discovery News”, uma série de experimentos comprovou que além da dor física, o dinheiro diminui desde o sofrimento provocado por tratamentos médicos ao ostracismo social. A dica é abrir uma carteira rechonchuda antes de encarar o que te faz sofrer.
Apesar de os cientistas estudarem a dor há muitos anos, eles ainda não entendem completamente porque ou como a percepção do desconforto pode variar tanto. Numa escala de 0 a 10, por exemplo, se uma pessoa sente no grau 4, a outra pode chegar ao 8. No caso de uma experiência isolada, o mesmo indivíduo pode sentir mais ou menos dor sob diferentes circunstâncias.
Na pesquisa, Kathleen Vohs – psicóloga do consumo de uma universidade de Minnesota – concluiu que pensar em dinheiro dá às pessoas a sensação de autosuficiência e faz com que a possibilidade de eles pedirem ou oferecerem ajuda seja menor.
Dentre os inúmeros testes, Kathleen e seus colegas desafiaram estudantes a contarem 80 cédulas de cem dólares ou 80 tiras de papel. Os que contaram dinheiro sentiram menos dor do que os que estavam com os papéis quando seus dedos foram rapidamente mergulhados numa água a 50º Celsius.
Em outro experimento, os que contaram dólares se mostraram menos distraídos quando expostos a jogos de computador.
O melhor: segundo Vohs, não é necessário ser rico para usufruir desta maravilha. Tocar numa nota ou colocar uma imagem de dinheiro como descanso de tela causa o mesmo efeito.
Se só o olhar já opera milagres, imaginem notas na cueca. O verdadeiro nirvana.

2010/04/26

OLHO NO LANCE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:59

Se vocês, como eu, apostavam que neste ano apenas eleições e Copa do Mundo dominariam o noticiário, passaram longe da trave. Por enquanto, são as catástrofes naturais que mobilizam a sociedade. Enchentes, terremotos e até um vulcão prenunciam a chegada de 21/12/2012 – o suposto fim do mundo segundo a previsão maia.
Para não nos contaminarmos com esse clima fim dos tempos, concentremo-nos em temas mais alienáveis, como o futebol.
De acordo com uma reportagem publicada pelo “Times”, psicólogos do esporte creem que a cor da camisa do goleiro tem total influência no resultado da cobrança de um pênalti.
Durante uma semana, os pesquisadores da Universidade de Chichester, na Inglaterra, avaliaram chutes de 40 jogadores que estiveram frente-a-frente com um goleiro que mudou quatro vezes a cor da camisa.
O menor número de gols foi feito quando o goleiro estava de vermelho (54%). Já de amarelo, azul e verde, as conversões foram mais bem-sucedidas: 69%, 72% e 75%, respectivamente.
Iain Greenlees – especialista em Psicologia do Esporte da Universidade de Chichester – explica que numa situação altamente estressante as pessoas podem ser facilmente distraídas por um estímulo ameaçador como a cor, por exemplo. “Nós geralmente associamos o vermelho a perigo, dominação ou irritação e em casos de grande estresse nós prestamos mais atenção aos perigos que nos cercam. É meio tarde para mudar as faixas da camisa do goleiro para vermelho, mas os dirigentes poderiam pensar em como integrar a cor ao uniforme. Ela pode ser colocada nas luvas ou nas botas”.
Greenlees diz que não é possível esclarecer, no entanto, se o goleiro teve melhor desempenho porque estava de vermelho ou se foram os batedores de pênalti que se distraíram.
O fato é que se a Inglaterra pretende aumentar suas chances de conquistar a Copa do Mundo, deve escolher uma nova cor para a camisa de seu defensor ou fazer com que os jogadores do time adversário enxerguem tudo vermelho.
Como pesquisa é pesquisa e jogo é jogo, recorro ao exemplo mais famoso para nós, brasileiros: o italiano Baggio e Taffarel na Copa de 94. Ao que parece, o único elemento vermelho presente neste confronto era a cara do goleiro brasileiro.

Confiram comigo no replay AQUI

2010/04/25

DURO DE ROER

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:47

O que têm em comum a nossa primeira-dama Marisa Letícia e o cão americano Buddy?
Ambos seriam merecedores de prêmios. Seriam – se os critérios adotados por um dos dois países que concedeu a condecoração não fosse totalmente arbitrário.
Buddy nem precisava ter agido como herói. Bastava ter se aproveitado do título de melhor amigo do homem. Mas ele foi além.
Aconteceu no dia 4 de abril. Buddy chamou a atenção de uma patrulha ao latir desesperadamente na beira de uma estrada perto da cidade de Anchorage, no Alasca.
Diante da excitação do animal, os policiais decidiram segui-lo e chegaram à casa onde Buddy morava. O local estava em chamas e toda a família foi salva.
“Buddy não é um cachorro treinado, mas ele soube reconhecer a gravidade da situação e agiu bravamente para ajudar sua família”, disse o coronel Audie Holloway, o chefe da patrulha.
Na sexta-feira, o cão de 5 anos de idade recebeu seus prêmios: uma tigela de aço inox com palavras de honra ao mérito gravadas, um grande osso de couro cru e um diplominha documentando seus esforços.
Já a nossa primeira-dama acaba de ser agraciada com a condecoração da Ordem de Rio Branco. Motivo: um mistério. Nem Buddy saberia expressá-lo.
O episódio – sui-generis o suficiente – fica ainda pior se levarmos em conta os outros premiados: as mulheres do vice-presidente José Alencar e do ministro Celso Amorim, o filho de José Alencar, Ronaldo Fenômeno, a atriz Thaís Araújo, Fábio Barreto (diretor do filme (“Lula, o Filho do Brasil”), Erenice Guerra (ministra que substituiu Dilma Rousseff na Casa Civil), o assessor do governo Laércio Portela, e Bruno Gaspar (assessor flagrado junto com Marco Aurélio Garcia fazendo top-top ao assistir uma reportagem sobre o acidente da TAM em Congonhas).
A única que teria credenciais para merecer um distintivo de bravura seria Mariza Gomes da Silva, esposa do vice José Alencar. Junto com ele, enfrenta as milhares de internações decorrentes do câncer.
Em vez de medalhas, o que o restante dos condecorados necessita é aprender a largar o osso.

2010/04/24

TINHA UM BURACO NO MEIO DO CAMINHO – PARTE 2

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:52

No início do ano conhecemos o trabalho genial de dois fotógrafos canadenses. Após terem quebrado o carro num buracão, decidiram criar e fotografar situações inusitadas dentro das crateras de asfalto de cidades como Montreal, Nova York e Los Angeles.
Hoje o interventor urbano chama-se Steve Wheen, tem 33 anos, mora em Londres, é mestrando em Design e ciclista.
Farto de cair em buracos, no começo deste mês passou a usá-los como vasos para flores como narcisos, primavera-dos-jardins e ciclames. Segundo ele, a ideia é chamar a atenção dos ciclistas para a ameaça.
Steve escolhe ruas pequenas e pouco movimentadas e faz seu trabalho no início da manhã ou no fim da tarde para não correr o risco de ser atropelado.
“Prefiro usar flores pequenas, claras e coloridas na esperança de que os motoristas as vejam”. Ele admite que o tempo de vida de sua “obra” é pequeno. “Minha primeira demorou menos de duas horas para ser destruída. A que durou mais tempo aguentou três semanas”.
Por causa das intervenções, Steve diz que criou quase uma compulsão por buracos – que têm estado muito piores por causa da neve que caiu sobre Londres no último inverno.
À uma revista de jardinagem inglesa, Steve contou que as intervenções são parte de seu projeto de mestrado na “Central St. Martins College of Art”.
Em seu blog – que teve mais de 25 mil acessos em menos de um mês –, ele diz que a inspiração veio dos gurus de um movimento chamado “Guerrila Gardening” e que está tentando transformar o bairro de East London num grande vaso.
Também no blog os visitantes podem deixar sugestões de buracos.
Continuo achando que em São Paulo temos matéria-prima suficiente para plantarmos não flores, mas árvores.

Visitem o site de Steve AQUI

2010/04/23

SEU MESTRE MANDOU

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 12:45

Questão para os leitores masculinos do blog: Qual o melhor conselho que você daria a outro homem sobre amor?
Foi esta a indagação que moveu uma dupla de americanos para criar o site “The Man´s Guide to Love”.
A página entrou no ar no mês passado e, desde então, seus idealizadores têm percorrido o país com uma câmera na mão abordando machos de várias idades e formações com esta simples pergunta.
Algumas dicas são óbvias, outras tristes. No site, num texto sobre o projeto, os autores escrevem que é curioso engatar um diálogo sobre um tema que os homens raramente conversam. Como encontrar o amor, mantê-lo ou evitá-lo.
“Tudo o que os caras querem dizer, nós ouvimos. O resultado é uma coleção de conselhos engraçados, tocantes, práticos ou brutalmente honestos de homem para homem”.
Apesar desta espécie de versão online do ombro amigo, a maioria dos entrevistados concorda que o mais indicado para fazer uma mulher feliz é endossar tudo o que ela diz. Basta balançar a cabeça e dizer “sim senhora”.
Mas não é só isso. É interessante notar que o grau de maturidade das respostas é diretamente proporcional à faixa etária.
Phillip – um senhor de 82 anos que aparenta ser muito mais jovem do que a esposa – resume seu conselho a uma palavra: “comprometimento”. Andy, de 43, diz que é a mulher quem decide: “o que ela quer fazer, nós fazemos. Este é o segredo do sucesso”.
Edward, de 29, acredita que “você tem que vender sonhos. Deixe o orgulho um pouco de lado e fale o que elas querem ouvir”. Rodney, Taj e Hakim – os três de 17 anos – creem que o melhor é não depender tanto delas.
Os que imaginam que nunca serão abordados pelos “pesquisadores” do “The Man´s Guide to Love” podem escrever seu conselho no site. “Algo que seu pai te disse ou que você gostaria de falar para seu amigo ou para o seu filho. Compartilhe o que você aprendeu sofrendo”.
Taí mais uma disciplina para ser incluída na grade curricular da escola preparatória para o casamento, no Japão.

Conheçam o site AQUI

2010/04/22

PORTA DA ESPERANÇA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 13:09

As agências matrimoniais, os sites de relacionamento online e os programas de namoro na TV não estão dando conta do recado. A quantidade de gente sozinha em todo o mundo só tem aumentado.
No Japão, a situação anda tão crítica que no mês passado foi inaugurada em Tóquio a “Infini School”, uma espécie de escola preparatória para o casamento cujo objetivo é ajudar seus alunos a encontrarem a tampa de suas panelas.
A instituição tem cerca de 30 alunas – o número de estudantes do sexo masculino é praticamente o mesmo, a diferença é que eles não são tão assíduos. A faixa etária fica em torno dos 30 anos.
Segundo as estatísticas do país, cerca de dois terços das mulheres com menos de 34 anos ainda não subiram ao altar – mesmo com cerca de 3.800 empresas que prestam serviços de cupido.
“No passado os casamentos aconteciam com mais facilidade porque as famílias e a própria sociedade, de alguma forma, tratavam de aproximar os pretendentes, às vezes até os obrigando à união. Mas hoje as opções são tantas que as pessoas estão confusas”, explica Etsuko Satake, diretor da “Infini School”.
Os professores dão dicas de postura, etiqueta – como cruzar as pernas ou arrumar a mesa –, técnicas de sedução ou como os alunos podem ser emocionalmente expressivos.
Nos encontros românticos simulados, os professores chegam a avaliar o desempenho deles e dar um “feedback”.
Tanta disponibilidade tem um preço nada camarada: a mensalidade anual gira em torno dos R$ 4 mil e os interessados podem frequentar quantas aulas forem necessárias.
Apesar do aparente desespero, alguns são bem exigentes. Mei Oda, de 32 anos, diz à Reuters que procura por um homem que tenha um salário anual de cerca de R$ 350 mil, que não a leve para morar com os sogros e que a trate com carinho.
Especialistas justificam as exigências com o argumento econômico. Segundo eles, com a recessão, muitas mulheres renovaram seu interesse no casamento e na estabilidade financeira que ele pode trazer.
Será que as japonesas também acreditam em Papai Noel?

Visitem o site da escola AQUI

2010/04/21

A SAÍDA É LOGO ALI

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:36

Quem tem mais de 25 anos deve se lembrar de um brinquedo do Playcenter chamado “Eva”, uma boneca gigante que inicialmente se instalou no parque e depois se prostrou nos estacionamentos de alguns shoppings de São Paulo.
A ideia de “Eva” era proporcionar uma aula sobre o corpo humano, permitindo aos visitantes de suas entranhas conhecer detalhes dos sistemas digestivo, circulatório, ósseo e reprodutor.
O fato é que “Eva” não passa de uma inocente bonequinha perto do “Rectum Bar”. Montado nos arredores do “Vienna Museum”, na Áustria, ele tem a forma de um sistema digestivo e também pode ser chamado de “Arsch Bar”, “Asshole Bar” ou “Bar Anus”.
A entrada, claro, é pela língua. Lá dentro o convidado pode escolher uma mesa na sala “estômago”, “intestino delgado” ou “intestino grosso”. E não é difícil imaginar a localização da saída de emergência.
Originalmente o “Rectum Bar” foi desenvolvido por um grupo de designers do escritório holandês “Atelier Van Lieshout” para uma exposição em 2005, mas se tornou tão popular que segue instalado ao lado do Museu de Viena. Todo feito em fibra de vidro, ele tem seis metros de comprimento por quatro de altura.
Os criadores dizem que “o bar, apesar de anatomicamente correto, tem a parte final do intestino grosso inflada num tamanho avantajado para segurar o maior número possível de bebedores”.
Alguns podem achá-lo nojento, mas o “Rectum Bar” não é uma grande sacada? É a “Eva” dos adultos.
E vocês, em que parte do bar escolheriam uma agradável mesinha?

2010/04/20

AS MELHORES COISAS DO MUNDO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 07:12

Com “As Melhores Coisas do Mundo” Laís Bodansky mostra mais uma vez por que é uma das grandes diretoras de sua geração. A coleção de prêmios por “Bicho-de-Sete-Cabeças” pode voltar a pipocar na carreira da cineasta graças a este novo trabalho.
Baseado na série de livros “Mano”, de Gilberto Dimenstein e Heloísa Prieto, o filme foi escrito pelo marido de Laís (Luiz Bolognesi) e mesmo com a embalagem “Malhação”, é convincente também para adultos.
Apesar do elenco e da temática adolescentes, “As Melhores Coisas do Mundo” é antes de tudo sobre olhar para dentro de nós mesmos.
Tudo no filme é legítimo – do ambiente escolar, passando pelo uniforme do colégio, às situações vividas pelos protagonistas. Mérito do elenco altamente entrosado e dos diálogos – aparentemente improvisados, mas que na verdade foram discutidos por toda a equipe.
Questões que rondam a cabeça da moçada entre 12 e 18 anos – como primeiro amor, sexo, drogas e rock and roll, homofobia e conflitos familiares – são tratados de forma honesta, sem “psicologismos”. E o mais importante: sem lição de moral no final.
Está lá também o objeto-símbolo desta galera, o celular, utilizado tanto para trocar mensagens durante a aula ou para filmar situações comprometedoras e posteriormente divulgá-las para a comunidade estudantil.
Se o objetivo era fazer um retrato dos adolescentes do início do século 21, um elemento não poderia ficar de fora: o “bullying”, que apesar de existir há décadas, agora ganhou nome e virou a pauta dos sonhos de qualquer mídia.
No elenco, Denise Fraga, Zé Carlos Machado e Fiuk, uma espécie de versão Tim Burton e abrasileirada de Justin Bieber. Traduzindo: o famoso teen da hora.
E o que é Francisco Miguez, Mano, o protagonista? Carismático, fofo, atento e em perfeita sintonia com sua parceira de cena, Gabriela Rocha.
Ao lado de “É Proibido Fumar”, de Anna Muylaert, “As Melhores Coisas do Mundo” é uma das melhores coisas do cinema nacional recente.

2010/04/19

DAI-NOS A PAZ

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:23

 

Além de nos proporcionar uma silhueta mais rechonchuda, o fast food nos deixa impacientes.
Esta é a conclusão de um grupo de pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, após uma experiência com 57 voluntários.
“O fast food representa a cultura da otimização do tempo e da gratificação instantânea”, declarou ao jornal “Daily Mail” Chen-Bo Zhong , um dos professores que participaram do estudo.
Hambúrgueres e batatas-fritas desencadeiam a busca pela felicidade instantânea e reduzem qualquer impulso de economia. Mais: a exposição diária a marcas de redes de fast food tem um efeito subliminar no comportamento, deixando-nos mais apressados mesmo quando não temos motivos para isso.
“Nosso experimento sugere que a meta inconsciente de economizar tempo embutida no conceito de comida rápida tem a inesperada consequência de induzir à pressa e à impaciência”, disse Chen-Bo Zhong.
Os testes realizados pelos canadenses provam que esses alimentos podem ser tão nocivos para nós quanto o crack é para um dependente.
Os voluntários ficaram trêmulos ao serem confrontados rapidamente com logotipos de lanchonetes – McDonald’s, Burger King, KFC, Subway, Wendy’s e Taco Bell – porque não foram capazes de reconhecê-los.
Também após o contato com os logos, eles aumentaram a velocidade de leitura e preferiram produtos para tratamento de pele três-em-um – em vez das versões separadas.
Quando perguntados se eles preferiam aceitar uma pequena quantia em dinheiro imediatamente ou uma soma maior uma semana depois, os voluntários optaram pela grana de menor valor após terem sido confrontados com as marcas.
Diante de descobertas como essa, impossível não se preocupar com o nosso futuro e pensar no segredo de Tostines: estamos impacientes porque comemos fast food ou comemos fast food porque estamos impacientes?

2010/04/18

QUANDO EU CRESCER

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:37

O famoso teen da vez é Justin Bieber, um canadense de 16 anos que provoca nas garotas a mesma sensação que o ex-Menudo Ricky Martin já foi capaz de causar. Justin está em todas: dos “top ten” musicais à lista de mais procurados no Twitter.
Qualquer um que esteja na janela vendo a caravana passar daria o mesmo conselho ao petiz:  “Vai que é tuuua!”. O lance é subir no trem, deixar a franjinha ao sabor do vento e comemorar o privilégio de ter alcançado o que a maioria dos adolescentes deste século almeja: a fama.
Um artigo publicado no jornal “The Guardian” neste sábado (17) trata do assunto e proclama que “em algum momento da década passada a relação entre causa e efeito entrou em colapso e colocou todo mundo mais ou menos num mesmo nível de fama”.
No ano passado uma pesquisa na Inglaterra concluiu que as três carreiras mais desejadas entre as crianças de 5 a 11 anos eram: “astro / estrela do esporte”, “pop star” e “ator”. Há 25 anos os sonhos eram mais modestos: professor, funcionário de banco e médico.
Outro dado curioso é que o número de licenças dadas aos menores que faltaram na escola por três dias ou mais para participar de alguma atividade artística subiu 80% em cinco anos. Na “Stagecoach” – uma franquia de escolas de Artes Dramáticas – o número de alunos saltou de 12 mil em 1999 para 36 mil hoje.
Segundo o artigo, “não é que eles eram mais interessados em ser médicos. A questão é que geralmente as pessoas vão aonde o respeito está. E ele tem ido a lugares estranhos”.
É verdade. A mídia cada vez mais poderosa aliada à Internet (Youtube) e a mensagens do tipo “Yes, you can” são apenas alguns incentivadores de tal comportamento. Exemplos não faltam.
As meninas do Pussycat Dolls dizem: “Quando eu crescer quero ser famosa, quero ser uma estrela, quero estar em filmes. Quando eu crescer quero ver o mundo, dirigir carros legais, quero ter tietes (…) Cuidado com o que você sonha porque você pode conseguir”.
Não faz muito tempo eram raros os casos de crianças-celebridade. No Brasil tínhamos o “Balão Mágico” quase na mesma época de Nikka Costa e, posteriormente, do francês Jordy. Já a menina-monstro Maísa acabou refém de seu próprio criador.
Há também os que não suportaram o peso da fama, como Britney Spears e Michael Jackson.
As crianças sonham com o palco, mas são os pais quem precisam estar preparados. Tanto para arcar com as despesas das expectativas frustradas quanto das dificuldade em lidar com o sucesso ou com a falta dele. Haja terapia.

2010/04/17

A HARD DAY´S NIGHT

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:10

A sucessão de mal-entendidos surreais tornou “Se Beber, Não Case” uma das grandes surpresas do Globo de Ouro deste ano. A recém-estreada comédia “Uma Noite Fora de Série” segue a mesma linha “desgraças em série”, mas as coincidências cessam por aí.
É provável que o sucesso de “Se Beber Não Case” tenha sido a sintonia entre um roteiro bem-escrito e um elenco desconhecido que superou as expectativas que geralmente alimentamos em relação a iniciantes.
Neste sentido, “Uma Noite Fora de Série” segue caminho oposto. O time de atores é respeitável, mas o saldo é bastante irregular, variando entre o absurdo e o pastelão – características presentes na filmografia do diretor Shawn Levy, de “Uma Noite no Museu” e “A Pantera Cor-de-Rosa”.
Mesmo assim a comédia é uma boa opção para quem está em busca de um pouco de bobagem ao fim de uma semana cansativa.
Os protagonistas são o Todo-Poderoso Steve Carell e Tina Fey – a Sarah Palin do “Saturday Night Live”. Eles interpretam “um insosso casal de Nova Jersey” cujos dramas começam após chegarem a um restaurante lotado e usarem a reserva de uma mesa que pertencia a um casal procurado por criminosos. A má-fé é a faísca que basta para tentarem provar durante todo o filme que Jesus não é Genésio.
O elenco conta ainda com o sempre mafioso Ray Liotta, James Franco (de “Homem-Aranha” e “Milk”) e o descamisado Mark Wahlberg – cujo peito nu desta vez é motivo de piada.
A dica é relevar sequências absurdas – como a perseguição automobilística pelas ruas de Nova York – e se concentrar no carisma dos atores. É da mistura do cinismo da dupla Carell-Fey que surgem as melhores cenas – como a da “pole dance” na boate.
Bom fim-de-semana.

2010/04/16

SALVE-SE QUEM PUDER

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:50

Nem todos os políticos são antas. Eles podem ser capivaras bipolares.
Essa é a visão de um seleto grupo na Venezuela a respeito de alguns presidentes latino-americanos.
“El Chiguire Bipolar” (“A Capivara Bipolar”) é um site de humor venezuelano que existe há dois anos. Com o slogan “Notícias parciais e mentirosas escritas por um roedor com problemas psicológicos”, o site traz sátiras políticas e sociais num estilo meio “South Park”.
Apesar de bem conhecido na Venezuela – recebe cerca de 300 mil visitas semanais –, o site caiu no nosso colo no fim de fevereiro, quando seus autores inventaram o desenho “Ilha Animada”. A série parodia “Survivor” e outros programas semelhantes ao colocar nosso representante e outros da América Latina numa ilha deserta passando por situações bizarras.
A série terá pelo menos três episódios – o primeiro foi visto mais de 1 milhão de vezes.
Em “Ilha Animada” doze chefes de Estado – entre eles Evo Morales, Álvaro Uribe, Cristina Kirchner e Hugo Chávez – embarcam num cruzeiro promovido pelo presidente Lula no fim da 74ª Cúpula Ibero-Americana.
Enquanto Álvaro Uribe brinca de “Titanic” no convés e Hugo Chávez e Evo Morales se desentendem o tempo inteiro, o navio naufraga – mas não por causa das altas doses de tequila consumidas pelo comandante Luiz Inácio.
Na ilha deserta ninguém sai impune. Lula, por exemplo, ou está bebendo ou está com uma garrafa de tequila nas mãos. No primeiro episódio ele se distrai com os atributos físicos da colega Cristina Kirchner e enquanto seus colegas discutem, chega com sua prancha de surfe. No segundo capítulo, durante uma pescaria, Lula cochila num galho de árvore e cai na água.
A equipe do “El Chiguire Bipolar” disse à Reuters que escolheu a Internet para evitar censura do governo. A primeira tentativa, na TV a cabo, em 2007, sofreu tantos cortes que perdeu a graça.

Assistam à animação AQUI

2010/04/15

PROCURA-SE UM CÃO-GUIA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:56

Um dos grandes mistérios no mundo da música é para quem Carly Simon escreveu “You’re So Vain”. Em meio a diversas especulações surgiram chutes como Paul McCartney, Mick Jagger, Cat Stevens ou o ator Warren Beatty.
No início deste ano o segredo quase chega ao fim. Numa entrevista, a cantora revelou que a versão remasterizada da faixa traria o nome do gostosão.
O jornal “The Sun” se apressou em ouvi-la e concluiu que o homenageado seria David Geffen – um dos sócios da gravadora dela. Mas Carly negou e a novela ainda não teve um desfecho.
Certo é que Carly Simon já esteve cega de amor. Ou de raiva. Ou dos dois.
Um estudo publicado na edição deste mês do jornal “Emotion”, da Associação Americana de Psicologia, mostra que as mulheres podem ficar cegas também de ciúmes.
Professores do departamento de Psicologia da Universidade de Delaware descobriram que nós somos tão levadas por esse sentimento que nos tornamos incapazes até de perceber uma cascavel diante dos olhos.
Durante experimento com casais, os pesquisadores pediram que as mulheres identificassem certos alvos em imagens de paisagens que apareciam no computador e ignorassem as desagradáveis. Aos homens, que julgassem a atração que essas imagens exerciam sobre eles.
A certo momento, os professores anunciaram que os homens iriam avaliar o quanto se sentiam atraídos por figuras de mulheres solteiras. No fim, perguntaram às suas respectivas parceiras como elas se sentiram diante da notícia de que eles estavam a dar notas para outras.
O resultado sugeriu que quanto mais enciumadas elas ficavam, mais se distraíam com as imagens desagradáveis e praticamente se esqueciam das paisagens.
Os pesquisadores ainda não sabem dizer se o mesmo se aplica aos homens. Futuros testes irão revelar se eles também podem se morder de cíumes. Ou se apenas nós e o Roger sofremos deste problema.

2010/04/14

NÃO ESPERE A MAMÃE MANDAR

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:48

Primeiro foi a vaga de zelador de uma paradisíaca ilha australiana. Depois, a busca por interessados em atuar como “degustadores de lua-de-mel”. Agora mais um emprego na linha “melhor do mundo”.
A Halfords – uma rede de varejo inglesa que comercializa equipamentos e peças para carros, motos, bicicletas e outras atividades outdoor – está à procura de dorminhocos para realizarem testes em sacos de dormir.
O anúncio diz que o candidato com chances de ser mais bem-sucedido “é o que demonstrar interesse em camping e outras atividades de lazer ao ar livre”. Além de experimentar algumas das variedades dos sacos de dormir oferecidos pela empresa, o funcionário deve avaliar itens como capacidade de aquecimento, resistência e longevidade dos produtos.
Os empregadores têm urgência porque em breve começam os preparativos para a temporada de shows musicais e camping de férias na Inglaterra.
Oliver Pinders – especialista em atividades de lazer outdoor da loja – disse ao jornal “Telegraph” que a vaga é séria. “É um emprego de verdade, nós precisamos de alguém para dar seu veredicto sobre a nossa extensa linha de sacos de dormir. Além disso, temos de achar a pessoa logo para mostrar os resultados aos nossos clientes antes da primavera e do verão. Nesta época a demanda é tradicionalmente alta por equipamentos de camping. Nós queremos que nossos compradores tenham total confiança no momento da compra”.
Ainda de acordo com Oliver, vivemos a era da propaganda boca-a-boca e a “melhor pessoa para falar sobre as qualidades de um saco de dormir é justamente quem passou algumas noites dentro dele”.
O resultado das avaliações será publicado no site da empresa.
O classificado diz o seguinte: “Nós precisamos de um bom dorminhoco. O ‘testador’ da ‘Halfords’ terá de avaliar alguns tipos de saco de dormir. Salário: R$ 27 por hora. Pagamento mínimo de R$ 1.620 por cinco dias de testes. Experiência anterior como apreciador de produtos pode ajudar, mas não é essencial. A tarefa requere também que o funcionário durma num ambiente externo por uma semana e dê um feedback para cada um dos sacos. Você precisa ser um bom dorminhoco e capaz de nos dar um retorno objetivo de sua experiência. A tarefa é indicada para os que se interessam pelos fatores que contribuem para uma boa noite de sono”.
Para os que perceberam que têm potencial, é melhor reservar a preguiça somente para o trabalho. Por ora, a dica é correr para se candidatar. As inscrições vão até amanhã, dia 15.

2010/04/13

A MATEMÁTICA DO AMOR

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:36

O mundo está tão surreal que já existem até profissionais da área de Exatas valorizando mais o Q.E. (Quociente Emocional) do que o Q.I. (Quociente Intelectual).
Depois de muito estudo, dois matemáticos australianos da “University of New South Wales’s School of Mathematics and Statistics” chegaram à “Fórmula do Noivado”, que permite aos homens descobrir o momento mais indicado para trazer a questão à tona.
Segundo eles, tudo o que o homem precisa é de duas idades: a mínima que ele considera subir ao altar e a máxima. A equação se encarrega do resto.
Mas um dos pesquisadores, o professor Anthony Dooley, faz uma ressalva: “Aplicar a Matemática aos assuntos do coração é sempre perigoso. Ao lidar com emoções é preciso pensar bastante, mas se você percebe que está na hora de tornar o assunto sério esta fórmula lhe dá um suporte”.

O cálculo é o seguinte:
1. Estabeleça o limite de idade em que você quer se casar. Chame o número de “n”
2. Pense na menor idade em que você cogitaria subir ao altar. Esse é o número “p”
3. Faça a conta n – p e multiplique o resultado por 0,368
4. Pegue o resultado da multiplicação e adicione à idade mínima que você estabeleceu, “p”
A soma representa a melhor idade para fazer o pedido.

A equação é baseada numa técnica estatística conhecida como “optimal stopping” – ou o melhor momento para fazer algo – e apesar de não ser aplicável para todos, dá certo em 40% dos casos.
Bruce Brown, colega de Anthony Dooley, diz que ela já foi seguida por vários jovens – inclusive ele próprio.
O método foi desenvolvido pensando nos homens, mas pode servir também para as mulheres.
A proposta é tão descabida que só nos resta uma pergunta: e a fórmula do amor, também está em fase de pesquisas?

2010/04/12

CADA GARFADA, UM FLASH

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:26

Smartphone, iPad, Kindle ou um simples celular com câmera são o inferno de uns e o paraíso de outros. Enquanto famosos reclamam do assédio cada vez mais frequente e facilitado por brinquedinhos tecnológicos, o restante do universo deita e rola com as possibilidades oferecidas por esses gadgets.
Uma reportagem do jornal “The New York Times” fala do aparecimento de uma nova tendência: pessoas que fotografam exatamente tudo o que comem e publicam as imagens em sites pessoais.
Sob o título de “First Camera, Then Fork” (algo como “Primeiro a Câmera, Depois o Garfo”), o jornal apresenta personagens e desenterra a célebre frase do “Diga-me o que comes e eu te direi quem és” – do filósofo francês e “gourmand” Jean Anthelme Brillat-Savarin.
Manter um diário fotográfico de comida é um fenômeno que vem crescendo. No “Flickr” – site de compartilhamento de fotos – imagens com a tag “comida” aumentaram dez vezes nos últimos dois anos chegando a mais de seis milhões, segundo a diretora de marketing da empresa, Tara Kirchner.
Um dos grupos mais ativos é o “I Ate This”(“Eu Comi Isso”), cuja galeria tem mais de 300 mil fotos e 19 mil membros. O número poderia ser maior, mas há um limite de 50 fotos por mês para cada usuário.
O mesmo acontece em redes sociais como Twitter, Facebook, MySpace, Foodspotting, Shutterfly, Chowhound e FoodCandy.
Um desses malucos por “fotos comestíveis” é Javier Garcia, um neurocientista de 28 anos que fotografa tudo o que come há cinco anos. As imagens são publicadas toda semana em seu site, que já conta com cerca de 9 mil fotos.
Para Javier, as imagens são sinal de automotivação – ele começou com os cliques depois que perdeu 36 quilos.
Nora Sherman, também de 28 anos, mantém o blog “Thought for Food” (“Pensamento por Comida”, ao pé-da-letra) desde 2006 quando se mudou de Nova Orleans para Manhattan. “Pessoas que nunca encontrei seguem meu blog e acabam me conhecendo só de olharem o que como”.
Mas ela tem notado que tem sido cada vez mais difícil se livrar do hábito. “Eu tenho o impulso do ‘preciso tirar essa foto’ antes de comer, mas o pior é que eu odeio foto ruim, então tenho de clicar com a luz e o ângulo certos”.
A mania, no entanto, não surpreende psicoterapeutas. “No nosso inconsciente, comida é igual a amor porque é a nossa primeira e mais profunda conexão com nosso protetor”, diz Kathryn Zerbe, psiquiatra especializada em distúrbios alimentares da Universidade de Portland.
Fotografar comida só se torna algo patológico quando começa a interferir em carreiras, relacionamentos ou causar ansiedade no dia em que a tarefa não é cumprida.

Leiam a reportagem completa AQUI

2010/04/11

SUBORNANDO A CEGONHA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:24

Na China antiga, bebês do sexo feminino eram abandonados para morrerem na sarjeta. Na China contemporânea, eles são abortados aos milhões graças às novas técnicas da Medicina.
O jornalista Peter Hitchens – que escreveu um artigo muito interessante no “Daily Mail” – criou uma nova palavra para esse tipo de matança: “generocídio”.
Em reportagem publicada nesta sexta-feira, ele diz que a combinação da tradição com a política implantada em 1979 – que limitou a um o número de filhos que uma família pode ter – fez com que o país começasse o século com um excedente alarmante de homens.
Até o ano de 2020, haverá 30 milhões de homens em idade para se casar a mais do que mulheres.
Números assim nunca foram vistos antes em qualquer civilização – o mais próximo disso foi após a Primeira Guerra Mundial em países como Inglaterra, França, Rússia e Alemanha.
Ainda de acordo com Peter Hitchens, é possível que os efeitos desse desequilíbrio já estejam sendo notados. O surgimento de um feminismo radical que encontrou seguidoras entre as professoras solteiras na faixa dos 20, 30 anos, dá provas da situação. Por outro lado, a quantidade de homens sem parceiras é muito mais preocupante.
Todo tipo de especulação começa a circular: guerra para abater o excedente masculino, o aumento do número de crimes e a expansão da prostituição ou da homossexualidade.
O jornalista – que visitou a cidade de Danzhou e outras nos arredores da capital – conta que a circunstância já é aparente nas escolas.
Ele observa ainda que o governo chinês tem se utilizado de várias formas de propaganda para tentar conter o genocídio de fetos femininos.
Há outdoors espalhados por vários distritos: “Nossa política de planejamento familiar é: ‘Prestem atenção à questão do desequilíbrio entre os sexos’”; “Menino ou Menina? Deixe a natureza decidir”;  “Cuidar das garotas é cuidar do futuro da nação!”; “Os tempos mudaram! Meninos e meninas são iguais!” e “Garotos e garotas. Ambos são tesouros”.
Em suas andanças pelas escolas, Peter notou que numa sala de aula com 80 alunos, 20 eram meninas. Em outra, de 63, apenas 25.
Ele conta que nas áreas rurais, quando um casal tem uma menina como primeiro filho uma nova oportunidade lhe é dada. Entretanto, técnicas elaboradas são usadas para se ter certeza de que o segundo bebê será menino.
A ânsia por um filho do sexo masculino é tão grande que há quadrilhas especializadas no roubo de meninos.
Peter relata que este não é um problema só da zona rural. Na cidade universitária de Kunming há diversas clínicas de aborto legalizadas. Numa delas, perguntou ao “médico” se ele já havia interrompido a gravidez de meninos. E ele respondeu: “Você está maluco? Ninguém aborta garotos. A menos que sejam deformados”.
Apesar da campanha do governo, o jornalista diz que será muito difícil lutar contra o preconceito enraizado que favorece os filhos homens e vê as meninas como sinônimo de prejuízo financeiro. E cita um ditado secular conhecido entre os camponeses: “Não há ladrão que se compare a uma família com cinco filhas”.

Leiam a matéria completa AQUI

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