
Nós mulheres sofremos um duplo golpe nesta semana. Além de Ricky Martin ter saído do armário, a constatação de que o herói romântico é cada vez mais fruto de nossos devaneios.
Num artigo para o “Daily Mail”, a jornalista Danuta Kean nos alerta para os perigos de tanta idealização. Sob o título
“Heroes? The New Man of Modern Romantic Fiction Are About as Sexy as Socks” (“Heróis? Os homens dos romances modernos são tão sexies quanto meias”) ela fala sobre a mudança do perfil do que entendemos por heróis e até da personalidade das heroínas descritas nos romances modernos.
A jornalista escreveu o texto a partir da observação dos resultados dos 50 anos do Prêmio “Romantic Novel of the Year” da Inglaterra e de informações cedidas pelas lojas “Tesco”.
Segundo a gigante varejista, as vendas das edições digitais da “Mills & Boon” – que publica clássicos e romances água-com-açúcar – aumentaram 57% em cinco meses. Pesquisa feita com consumidores do supermercado mostra que as leitoras entre 30 e 42 anos preferem ler as versões digitais a comprarem livros.
O vencedor do “Romantic Novel of the Year” deste ano foi “Lost Dogs and Lonely Hearts”, de Lucy Dillon.
A obra trata das histórias de três casais. Cada um deles tem de conviver com dramas como gravidez indesejada, divórcio e infertilidade. Além disso, a protagonista – proprietária de um canil – não é uma mulher feliz. “Mas aí está o problema. Ouço as mesmas histórias na fila da carne no Sainsbury´s”, diz Danuta Kean.
E mais adiante: “o que aconteceu com as heroínas que encaravam julgamentos com determinação, sentimento e austeridade de caráter?”.
Em outro livro que aparece na lista dos mais vendidos – “The Glass Painter´s Daughter”, de Rachel Hore – a personagem principal volta para casa para cuidar dos negócios quase falidos do pai.
“A julgar pelas ofertas nas livrarias, o amor moderno inglês oferece tristeza. Heroínas com pena de si mesmas é o pior tipo de complacência emocional. (…) Num mundo em que os modelos são o jogador John Terry e o lateral Ashley Cole – ambos do Chelsea –, nós mulheres precisamos ser lembradas de que o masculino não precisa ser sinônimo de desprezível”, escreve Danuta.
Ela se pergunta se personagens como Mr. Rochester e Heathcliffe – de “Jane Eyre” e de “O Morro dos Ventos Uivantes” – seriam coisa do passado.
Os homens creem que sim. Um dos entrevistados chega a dizer que foi por causa de romances do tipo que seu relacionamento chegou ao fim. “Minha ex-namorada vivia dizendo que nossa relação não era como a dos livros”.
“As personagens masculinas são quase um reflexo das mulheres, mas com todos os odores desagradáveis removidos. Tudo é substituído pela habilidade de discutir o relacionamento”, diz a terapeuta Lucy Beresford.
E Danuta Kean conclui: “sim, é escapismo, mas isso é ruim?. Esses heróis cheios de virtudes, que tratam bem as mulheres, nos lembram de que é importante pensar que no mundo real eles também podem existir”.
A questão é que eles podem estar no armário.


Lamentável todo o episódio da menina Isabella Nardoni. Além da brutalidade do crime e da frieza dos assassinos, entristece o comportamento do brasileiro na semana do julgamento.
Depois do “Chatroulette” – espécie de site roleta-russa que permite conversas entre desconhecidos via webcam ou não –, uma nova mania chega à Internet.
Os acadêmicos de Harvard devem estar se revirando no túmulo.
Brilhantes esses chineses. Cientes de que o que é normal ao mundo oriental pode parecer falta de educação aos ocidentais – como cuspir em vias públicas –, durante os Jogos Olímpicos de Pequim o governo chinês colocou nas ruas uma espécie de “polícia das boas maneiras” para “ocidentalizar” o povo para as Olimpíadas.

Na pressa para sair de férias, Paulo Vannuchi – vulgo ministro dos Direitos Humanos – conseguiu uma proeza: redigir o próprio Programa Nacional de Direitos Humanos sem lê-lo.

Sempre que vou ao teatro ou ao cinema observo um comportamento que instiga muito mais pessoas do que supunha: as manifestações da audiência.
Muitos brasileiros têm o costume de no primeiro dia do ano oferecer presentes a Iemanjá, pular sete ondinhas, vestir-se com cores que representem seu maior desejo ou um bem-bolado de tudo só para garantir.
Depois de assistir a “O Segredo dos Teus Olhos” – que acaba de faturar a estatueta de melhor filme estrangeiro – fica muito mais simples entender porque o nosso possível representante no Oscar (

No ano passado uma vaga para trabalhar como zelador na paradisíaca ilha Hamilton, na Austrália, movimentou o mercado de empregos.
As pessoas mais sensíveis não podem tomar café expresso depois das cinco da tarde. Ficam tão ligadas que se imaginam capazes de percorrer a distância São Paulo-Rio de Janeiro com a mesma rapidez de um Papa-Léguas.



O problema não é a droga. É a falta dela.
Atenção, leitoras: vendo a foto acima não bate uma vontade de ser homem por alguns minutos só pra tirar água do joelho e despejá-la nesse penico?