O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/11/30

DÁ O PÉ, LOURO

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 06:53

A banda Spice Girls foi um fenômeno de vendas no início da década de 90 – talvez a primeira versão feminina do Menudo. As cinco “wannabes” praticamente desapareceram após o fim do grupo – apesar de terem retornado recentemente.
Para encurtar a história, uma ficou grávida do ator Eddie Murphy e outra se tornou celebridade: Victoria Beckham. Em parte pelo casamento com David – que lhe rendeu o sobrenome –, em parte pela excessiva magreza ou ainda pelo lugar de destaque que ocupa no mundinho fashion inglês.
O fato é que Victoria Beckham “causa” – até involuntariamente.
Desta vez são os pés da “Posh Spice” (“Spice Luxo”) que estão enrugando milhares de testas inglesas. Na semana passada o jornal “Daily Mail” publicou uma extensa matéria com fotos e vídeos mostrando o drama do joanete da ex-Spice.
O problema não é novo – a matéria mais antiga sobre a deformidade é de 2003 – mas continua mobilizando a mídia.
Diz a reportagem: “Sua queda por saltos altos se tornou sua marca registrada. Mas anos e anos usando salto 15 renderam um doloroso tributo a Victoria Beckham – ela está considerando remover seus joanetes”. E dá-lhe declarações de “amigos” que não quiseram se identificar.
Um deles relatou ao “Daily Mail”: “A rotina dos Beckham tem sido em torno dos pés. David tem tomado injeções terríveis para suas dores no pé e Victoria sofre com a agonia dos dedos tortos”.
Victoria chama os pés de “maldição da minha vida” e está preocupada com a possibilidade da operação porque vai comprometer o uso de saltos e arruinar seu estilo. “Eu odeio meus pés. Eles são o que há de mais nojento em mim”, disse uma vez.
Para suportar a dor – que está afetando até sua postura – Victoria usa palmilhas corretivas em alguns calçados. Mãe de três filhos, ela usa saltos para turbinar sua modesta altura de cerca de 1m70.
Segundo a matéria, a estrela ama sapatos de designers famosos como Christian Louboutin – que não sai por menos de 500 libras (cerca de R$ 1.400).
O drama de “Posh Spice” está longe de comover, mas é um ótimo serviço de utilidade pública para nós mulheres que adoramos um salto e estamos desinformadas quanto ao risco de adquirirmos essas quinas.
Os joanetes não aparecem apenas em quem já tem predisposição genética, mas podem surgir também com o uso de calçados inadequados – sapatos apertados, de salto alto ou de bico fino. Por este motivo, a incidência é muito maior entre as mulheres.
Dependendo da altura do salto, até 80% do peso do corpo recai na parte da frente dos pés. Há mais de cem tipos de intervenções cirúrgicas – a escolhida varia conforme o quadro do paciente.
Subir no salto novamente depois de uma operação, somente após cerca de seis meses.

P.S.: acima, as garras de Victoria

2009/11/29

CANDIDATO AO DESAFIO ACTIVIA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:13

A maré de boas notícias para Lula parece não ter fim: nada de braçada na alta popularidade, é “o cara” segundo Barack Obama, trouxe as Olimpíadas de 2016 para o Brasil, é amigo de fé e irmão camarada de todos – inclusive de Zelaya e de Mahmoud Ahmadinejad –, foi eleito a 33ª personalidade mais influente do mundo pela revista “Forbes” e dentro de mais algumas semanas vai virar astro de cinema com a estreia de “Lula, O Filho do Brasil”.
Mas entre apagões e ofensas pessoais vindas de Caetano começam a surgir outros pedregulhos no meio do caminho.
Na quinta-feira virou motivo de riso – ou de chacota como já estão dizendo alguns – com a divulgação de uma propaganda do papel higiênico Neve que se revelaria profética no dia seguinte.
Veiculada em várias rádios, a peça publicitária usa o talento de um imitador para fazer referência ao presidente e à ministra Dilma Rousseff.
“Lula” diz: “Companheiros e companheiras: para falar do pack que vai trazer mais economia para os brasileiros, eu quero chamar aqui a maior responsável por esse sucesso. Com vocês a ministra… Ué, cadê a ministra?”.
Lá no fundo “Dilma” grita: “Alfreeedo!”. E “Lula”: “Vamos aproveitar que a ministra está em conferência com o Alfredo para falar do pack econômico (…). Nunca na história deste país o povo teve tanta maciez”.
Temendo problemas futuros, a rádio CBN até tirou o anúncio do ar.
Mas m… deu mesmo na sexta-feira. César Benjamin – ex-preso político e um dos fundadores do PT – escreveu um artigo na “Folha de S. Paulo” jogando tudo no ventilador.
No texto, intitulado “Os filhos do Brasil”, Benjamin acusa Lula de ter tentado estuprar um menino quando esteve preso por um mês durante a ditadura militar.
O trecho mais polêmico diz: “Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos”.
Presente à cena, o cineasta Silvio Tendler – que na época trabalhava como publicitário na campanha – afirmou que todos ouviram a história às gargalhadas: “aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira”.
A “Veja” localizou o tal “menino do MEP”. Ele se chama João Batista dos Santos e hoje vive em Caraguatatuba (SP). Em vez de negar tudo, ele disse à revista: “Isso tudo é um mar de lama. Não vou falar com a imprensa. Quem fez a acusação que a comprove”.
Se a novela prosseguir, Lula – e não Dilma – é quem vai precisar gritar Alfreeedo!

Ouçam a propaganda do Neve AQUI

2009/11/28

PROCURANDO NEMO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:23

A poluição das águas e a destruição da vida marinha são uma grande dor de cabeça para cidades do litoral brasileiro. No verão, grupos de turistas armados de guarda-sol e isopor de bebidas invadem as praias ávidos por levarem uma lembrancinha das férias – nem que seja um pedaço de coral.
Infelizmente o problema não se restringe ao Brasil. A fim de solucionar a questão, o governo mexicano resolveu inovar. Acaba de inaugurar um jardim das esculturas submerso nas águas do Parque Nacional Costa Ocidental de Isla Mujeres, um dos principais pontos turísticos de Cancun.
A tentativa é a de proteger os corais – que passam por um processo de recuperação desde a passagem do furacão Wilma, em 2005 – atraindo os turistas para as esculturas. Além do furacão, os responsáveis pelo projeto dizem que devido ao grande número de mergulhadores que recebem, muitos corais foram danificados.
As esculturas são feitas de concreto, com PH propício à formação e à instalação de corais e animais aquáticos. Bastam apenas algumas semanas para algas verdes se formarem sobre as esculturas. Já corais e outras criaturas marinhas começam a aparecer após alguns meses.
Os trabalhos – realizados pelo escultor Jason Taylor – retratam pessoas e naturezas-mortas causando um misto de contemplação e medo. As personagens parecem saídas da erupção do vulcão Vesúvio, em Pompeia.
Das 400 esculturas previstas para formarem o jardim, três já repousam sob as águas do mar mexicano. O trabalho – que só deve ficar pronto em 2011 – tornará este o maior “museu” do tipo no mundo.
Jason Taylor já tem obras espalhadas em alguns mares por aí. Em 2006 ele ficou conhecido após criar o primeiro jardim das esculturas submerso que se tem notícia, o de Granada – pequeno país caribenho onde estão 65 peças.

Vejam imagens impressionantes AQUI

2009/11/27

DAY AFTER

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:05

Seguindo uma tradição que se repete a cada última quinta-feira do mês de novembro, ontem os americanos comemoraram mais um “Thanksgiving” (Dia de Ação de Graças).
A festa – que é tão ou mais importante do que o Natal nos Estados Unidos – é cercada de rituais curiosos.
Além de milhões de americanos aproveitarem um de seus poucos feriados para botarem o pé na estrada, a celebração também é o momento em que a família se reúne em torno da mesa. O cardápio típico da ceia do Dia de Ação de Graças é peru recheado acompanhado de batata-doce, milho e torta de abóbora.
Seguindo a tradição, na quarta-feira Obama “perdoou” dois perus – “Courage” e “Carolina” – que poderiam ter ido para o forno durante o feriado. Depois da graça presidencial, as aves foram enviadas para a Disney – local de uma tradicional parada com direito inclusive a carros alegóricos.
A festa do “Thanksgiving” teve origem no início do século 17, quando foi celebrada a primeira colheita feita pelos pioneiros ingleses que chegaram ao país.
Mas mais popular do que o Dia de Ação de Graças, a parada e o peru juntos é o que acontece hoje, sexta-feira. A “Black Friday” – uma espécie de Quarta-Feira de Cinzas às avessas – é quando todas as grandes lojas fazem suas liquidações. O número de vendas só é menor do que o do Natal.
Em tempos de crise, os lucros fazem brilhar os olhos dos lojistas – é comum milhares de americanos amanhecerem hoje acampados nas portas das grandes redes, numa euforia comparável à que toma conta da 25 de Março.
Um cidadão, entretanto, jamais será encontrado no meio da multidão: George W. Bush. Em 2003, o peru que o então presidente serviu às tropas americanas que estavam no Iraque era de plástico.
Portanto, é mais fácil trombar com Bush comendo um abacaxi gelado na região da 25 do que na fila da Macy´s.

O que motivou o post de hoje foi a foto abaixo. Trata-se de um anúncio dos cigarros “Camel” publicado em 1936 na revista “Life”. Ele recomenda um “Camel” a cada prato do jantar de “Thanksgiving”:
“Fume um Camel logo após a sopa”; “Aproveite o segundo prato, mas fume mais um Camel antes”; “Desfrute de um Camel entre as refeições e você vai se recostar na cadeira se sentindo do topo do mundo”; “Boa comida e bom cigarro caem bem naturalmente!”; “Para uma boa digestão, fume Camel”.

2009/11/26

OLHA O PASSARINHO!

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:26

Os atores dizem que fazer rir é muito mais complicado do que levar o público às lágrimas.
Na Internet esta afirmação não se aplica. Graças aos vários recursos de aúdio, vídeo e tratamento de imagens tudo pode ser (des) construído e virar piada.
O rolo mais recente é o que envolve a primeira-dama Michelle Obama. Desde a última semana o Google tem recebido reclamações porque sua pesquisa de imagens traz entre os resultados algumas montagens de Michelle com rosto de macaco.
O Google pediu desculpas, mas declarou que não vai retirar o conteúdo do ar.
Polêmicas negativas à parte, basta ser exímio no uso do Photoshop ou criativo o suficiente para inventar algo que provoque gargalhadas e consequentemente vire febre na Internet.
O “photobombing” é um bom exemplo. “Photobomb” é a fina arte de estragar uma foto alheia fazendo parte da cena “distraidamente”.
Há vários sites que se dedicam ao tema com fotografias hilárias. Num dos mais antigos, o “Photobomb”, ativo desde agosto de 2008, algumas dicas: “provavelmente os melhores momentos para um ‘photobombing’ estão em reuniões familiares ou grupos turísticos em que há várias câmeras fotográficas e todo mundo está de bom humor”.
O site recomenda ainda que cada um desenvolva seu estilo pessoal de aparecer na imagem alheia e diz que a oportunidade é a chave para ser um bom “photobomber”: “chegue antes e será pego. Chegue depois e já era”.
Ainda com o objetivo de fazer rir – sendo muito mais meigo – há o “Today You Smiled” (“Você Sorriu Hoje”, ao pé da letra).
No ar há menos de um mês, a ideia é de um jovem de Phoenix (Arizona) que não se identifica. Ele explica que pede um sorriso às pessoas comuns e desconhecidas que encontra na rua, fotografa e publica as imagens no site. “Você já parou alguém, pediu para ele sorrir e depois ficou pensando no impacto que causou na vida dele? Eu já. E é um sentimento ótimo”, diz o autor.
Interessados em colaborar podem mandar uma foto por email com uma breve descrição para: rob@todayyousmiled.com .
Ou vocês são tão cruéis quanto Lily Allen, que só sorriem quando veem alguém chorar?

Visitem o “Photobomb” AQUI ou o “Today You Smiled” AQUI

2009/11/25

A DÚVIDA PERSISTE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:19

A cada dia notícias envolvendo empreendedores comprovam que as boas ideias são sempre as mais simples.
A de hoje é sobre um jovem espanhol da cidade de Navarra que há três meses adaptou um serviço australiano, o “Alugue uma Galinha”.
O conceito é tão simples quanto fritar um ovo: o cliente “apadrinha” uma galinha por 63 euros por mês (cerca de R$ 164) e tem omeletes à vontade fornecidos por seu próprio quintal.
Se a bichana não botar em uma semana é trocada por outra. Este compromisso tem uma explicação: o empresário Eduardo Otxoa afirma que, por causa do estresse da mudança, muitas demoram quatro dias para se acostumarem à nova situação e travam. Já relaxadas, põem de cinco a  seis ovos por semana.
Passado um mês, o freguês tem a opção de comprar o bichinho. Por 168 euros (quase R$ 270) ele fica com sua mascote, recebe comida para um ano e, de brinde, ganha outra galinha.
O negócio tem dado tão certo que a caixa postal da empresa já foi bloqueada algumas vezes por excesso de pedidos.
Segundo Otxoa, ele tem se concentrado apenas nas regiões de Navarra e Guipúzcoa devido ao altísssimo custo com o transporte – ele já está à procura de distribuidores em toda a Espanha.
A maioria dos que buscam pelo serviço o fazem porque têm filhos – a graça está em conviver com as galinhas. Otxoa diz que hoje em dia muitas crianças não sabem nem de onde vêm os ovos.
Aos clientes interessados apenas em terem ovos frescos, ele recomenda que os comprem no supermercado.
A ideia é realmente ótima, mas duas questões ficam no ar: por que algumas galinhas põem ovos brancos e outras, escuros?
E a pior: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Vejam um vídeo sobre o aluguel AQUI

2009/11/24

QUEM COME UM, PEDE BIS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:48

“Customizar” virou novidade de uns tempos para cá. A palavra é nova, mas a verdade é que customizamos há muito tempo – podemos dizer que desde os primórdios do Chiclete com Banana, quando os chicleteiros começaram a reformar seus abadás cortando as mangas, a gola e os deixando em fiapos.
Até as donas-de-casa “customizam”. Com a ajuda de uns pedacinhos de cenoura, batata-palha, azeitona, milho e queijo transformam o arroz de ontem num banquete.
Há supermercados em São Paulo “customizando” produtos – vencidos.
Pois desde o ano passado uma fabricante de chocolates orgânicos na Alemanha, a “Chocri”, está propondo que os clientes customizem seus chocolates.
Além de escolher o nome na embalagem, os compradores têm à disposição três tipos de chocolate (amargo, ao leite e branco) e 80 ingredientes. Há os mais tradicionais – frutas secas, amêndoas, confeitos e cereais –, mas também pétalas de rosa, pimenta-jalapenho, alecrim e folhas de maconha.
De acordo com o site, são possíveis mais de 10 bilhões de combinações.
A ideia surgiu depois que um dos sócios da “Chocri” pensou em presentear a namorada de maneira diferente em seu aniversário e resolveu criar uma barra de chocolate ao gosto da freguesa. Logo depois, um de seus amigos pediu que ele preparasse um chocolate especial para a mãe.
Atualmente a empresa tem cerca de 20 funcionários e pretende expandir o negócio para os Estados Unidos no início do ano que vem.
Um porcento dos lucros vai para uma organização da Costa do Marfim que ajuda crianças carentes, a “DIV Kinder”. Segundo o site, a Costa do Marfim é o lugar que mais produz cacau no mundo – cerca de 1,3 milhões de toneladas.

Façam o teste proposto pelo site e descubram que tipo de chocólatras vocês são. Vejam AQUI

2009/11/23

O DISFARCE PERFEITO

Arquivado em: Folheando — trezende @ 06:42

Segunda-feira é um dia ingrato. O clima pós-feriado e a proximidade do fim do ano só fazem piorar o sentimento de que o mundo é cruel.
Para aliviar esta sensação, vamos acrescentar um pouco de colorido ao pior dia da semana com a ajuda do livro “One Hundred Butterflies” (“Cem Borboletas”), lançado há cerca de um mês.
De autoria do fotógrafo Harold Feinstein e Fred Gagnon, reúne fotos estonteantes de variedades de borboletas encontradas ao redor do mundo e alguma informação sobre estes insetos.
As estampas das asas de uma borboleta são mais do que rostinhos bonitos. Apesar de impressionarem os olhos humanos pela beleza, o colorido tem sua função na natureza.
A boa aparência nada mais é do que uma técnica para atrair ou afastar uma presa, fingir-se de morta ou exibir-se para a fêmea.
Na semana passada, durante uma conversa com William Waack sobre sua entrevista-furo em Teerã com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ele disse que a palavra em farsi (ou persa) para se referir a “mulher bonita” é a mesma usada para “diabo”.
Se isto também se aplica à realidade brasileira só os leitores podem dizer, mas pelo menos no reino das borboletas a curiosidade faz todo o sentido.

Confiram alguns exemplares que estão no livro:

As marcas vermelhas são um aviso para potenciais predadores. Elas indicam claramente que a borboleta é venenosa. Esta técnica – chamada de “aposematismo” – também é utilizada como pegadinha por borboletas não-venenosas, que aprenderam o truque a fim de ludibriar seus inimigos.

Também conhecida como borboleta-coruja por causa das duas manchas com aparência de olhos. O objetivo seria enganar o predador de maneira que ele pense que está diante de um bicho muito maior. Os biólogos, entretanto, não confirmam que a meta seja esta. É possível que os “olhos” sirvam como isca: é melhor que ataquem a parte de baixo da asa do que o corpo.

Quando esta variedade indiana está com as asas dobradas se esconde de todos os algozes no meio de folhas secas. Quando o perigo passa, pode se espichar e mostrar o azul de sua parte superior.

O colorido vibrante desta espécie de Madagascar também serve para alertar os predadores sobre sua toxicidade. Borboletas e mariposas são insetos da ordem “Lepidoptera”, que quer dizer algo como “asa escamada”. As asas são recobertas por escamas microscópicas que protegem o inseto da umidade e também formam lindas estampas.

Esta “Blue Morpho” usa sua iridescência para confundir. Se acuada, balança as asas rapidamente de forma a criar flashes que espantam os inimigos. Ela se alimenta do suco de frutas estragadas como manga, kiwi e lichia.

Muitas borboletas desenvolveram estratégias para evitar atrair a atenção, mas numa circunstância elas gostam de ser notadas: na época da reprodução. Esta variedade masculina da “Leopard Lacewings” quer mostrar que tem bons genes. As fêmeas desta espécie não são tão chamativas. Como não precisam impressionar seus pares, as asas femininas são nas cores marrom, preta e branca.

2009/11/22

BARBIE GIRLS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:37

Dia desses, numa loja de roupas num shopping da cidade, ouço a seguinte indagação: “Mãe, o que você vai comprar pra mim hoje?”.
Em condições normais a pergunta não levaria a nenhum tipo de discussão – crianças vivem pedindo de tudo aos pais –, mas causou estranhamento porque foi feita por uma menininha do alto de seus 4 ou 5 anos.
Lembrei-me de uma reportagem interessante publicada neste ano pela “Newsweek”: “Generation Diva – How our obsession with beauty is changing our kids” (“Geração Diva – Como a nossa obsessão por beleza está mudando nossas crianças”).
A revista identifica um “novo normal”: uma geração de garotas que se enfeita, se tinge, se estica e se molda cada vez mais cedo e com mais vigor.
Segundo a reportagem, as crianças de hoje são veteranas em salões de beleza antes de entrarem para o ensino básico. Meninas de 5 anos já frequentam “days spas” e manicures. Em vez de removerem pelos da maneira-padrão, têm feito aplicações a laser.
No Brasil a situação é parecida entre as classes A e B. Em alguns bufês infantis é comum a aniversariante e suas coleguinhas contarem com manicures e cabeleireiros à disposição.
De acordo a matéria, quatro anos atrás uma pesquisa mostrou que, em média, as mulheres começam a recorrer a produtos de beleza aos 17. Atualmente a idade caiu para os 13.
Outro instituto de pesquisa revela que 43% das meninas entre 6 e 9 anos já usam batom ou gloss; 38% produtos para cabelo e 12% outros cosméticos.
Após a análise dos dados, a “Newsweek” concluiu que até os 50 anos essas garotas terão gasto aproximadamente US$ 300 mil (cerca de R$ 519 mil ) apenas com o cabelo e o rosto e chama o atual momento de “divalização”.
A revista se pergunta por que os padrões desta nova geração são diferentes e aponta três “culpados”: a cultura pop, a tecnologia e a Internet.
As meninas crescem num meio em que as mulheres mais maduras recorrem a medidas extremas – do botox à lipo – para se manterem sexualmente atrativas. Também são telespectadoras de programas do tipo “Extreme Makeover” (“Transformação ao Extremo”) ou “I Want a Famous Face” (“Eu Quero um Rosto Famoso”).
Ao se depararem com fotos de modelos perfeitas, celebridades em capas de revistas ou com anúncios de produtos de beleza, é inevitável as garotas se compararem ao que enxergam como verdade.
Calcula-se que meninas entre 11 e 14 anos são expostas a cerca de 500 propagandas por dia. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Minnesota, olhar para estas imagens por três minutos é o suficiente para gerar um impacto na autoestima das garotas.
Os psicólogos dizem que a evolução do padrão de beleza está cada vez mais difícil de ser alcançado. Estatísticas da Sociedade Americana de Cirurgia Estética mostram esta busca pelo Santo Graal: o número de intervenções em jovens com 18 anos ou menos dobrou na última década. Já entre mulheres entre 19 e 34 anos a procura por injeções de botox chega a 14%.
O mundo está cada vez mais difícil. E as crianças, não estão para brincadeira.

Acompanhem “um século de ultrajantes anúncios de produtos de beleza” AQUI

2009/11/21

LIPOASPIRAÇÃO JÁ

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:21

Chegará o dia em que teremos saudades das nossas gordurinhas localizadas e do tempo em que elas eram apenas um problema de saúde ou estético. Acreditem, gordura humana virou caso de polícia.
Segundo uma reportagem publicada pelo jornal britânico “Telegraph” nesta sexta-feira, uma gangue peruana está exterminando pessoas para drenar a gordura dos corpos e vendê-la a fabricantes de cosméticos na Europa.
O grupo age nas florestas peruanas e lucra 36 mil libras (R$ 102,600) com a venda de um galão de gordura (cerca de 4 litros) no mercado negro europeu.
A polícia batizou a gangue como “Pishtacos” por causa do mito peruano sobre um homem que exterminava pessoas a golpes de facão para depois retirar a gordura.
Três suspeitos já confessaram cinco dos milhares de assassinatos que lhes são atribuídos – dois deles foram presos enquanto carregavam litros de gordura e outro declarou que há outros grupos envolvidos no negócio.
Numa coletiva de imprensa o coronel que chefia as investigações mostrou duas garrafas de gordura apreendidas com os criminosos e a fotografia da cabeça apodrecida de uma das vítimas – um homem de 27 anos encontrado em meio a uma plantação de coca no mês passado.
Um dos criminosos explicou à polícia a técnica utilizada pela gangue para a retirada da gordura: cortar cabeça, braços e pernas e remover os órgãos antes de pendurar o corpo sobre milhares de velas acesas – o calor amolece a carne e a gordura é coletada em tubos.
Somente neste ano, pelo menos 60 pessoas encontram-se desaparecidas na província de Huanuco, onde o grupo da gordura supostamente atua.
Apesar das evidências físicas, médicos têm dúvida sobre o caso. Afirmam que a gordura humana tem, de fato, aplicações cosméticas, mas questionam a existência de um mercado negro.
A gordura utilizada no tratamento antirrugas geralmente é extraída do estômago ou das nádegas do próprio paciente.
Na dúvida, é mais seguro adiar a viagem à Machu Picchu programada para as férias.

Assistam à reportagem AQUI

ATENÇÃO: ESTA NOTÍCIA FOI ARMADA. LEIAM O DESMENTIDO AQUI

2009/11/20

PARA SUBIR NAS TAMANCAS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:08

A paixão por coleções não pode ser explicada nem pelos seus próprios donos. Muitas vezes nem eles conseguem dizer como e por que o acervo começou a ser reunido.
Algumas destas compilações tomam proporções tão gigantescas que das duas, uma. Ou se transformam numa bagunça empoeirada ou se profissionalizam e viram fonte de renda.
A coleção de sapatos de Liza Snook foi por este caminho. Há cerca de cinco anos ela criou o “Museu Virtual do Sapato”, que conta com exemplares reais e outros que ainda sonham em se materializar.
Liza Snook sempre foi fascinada por sapatos – a coleção já tem mais 25 anos de vida. Por muitos anos ela mostrava seu acervo de calçados, fotos e anúncios aos que iam à casa dela. Quando viajava, visitava museus temáticos pelo mundo, mas sempre ficava desapontada porque as exposições nunca mostravam a totalidade das coleções.
Essas experiências a inspiraram a criar o museu virtual. Desde 2004 tem solicitado a artistas – designers, fotógrafos, sapateiros – de vários países para enviarem suas contribuições.
A navegação pelo museu virtual é fácil e terapêutica. É possível escolher por cor, por material (couro, plástico, madeira), por designer, por tipo de sapato (sandália, sapato, tamanco, bota, sapatilha), por estilo (clássico, glamuroso, esportivo, experimental), por ênfase (salto, fivela, tornozelo, sola), por local de uso (dança, casamento, enterro) ou pela forma de exibição (fotografia, pintura, ilustração).
No momento está disponível um vídeo de uma visita que Liza fez a um novo museu do sapato em Kruishoutem, na Bélgica. O “Shoes or No Shoes?”  é organizado por Pierre Bogaerts e Veerle Swenters, ex-sapateiros na região da Antuérpia.
No vídeo eles contam que sempre se interessaram por arte contemporânea, mas não tinham condições de criar uma coleção. Então tiveram a ideia de pedir a artistas seus sapatos – devidamente assinados ou acompanhados por um certificado de autenticidade.
Segundo Pierre, de certa forma o museu expressa um pensamento de Marcel Duchamp, que disse que objetos comuns, assinados por artistas e expostos em museus virariam arte. Daí o nome – “Shoes or No Shoes?”. Cabe aos visitantes julgarem se é arte ou não.

Visitem o museu AQUI

2009/11/19

INVERNO EM PLENO VERÃO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 07:30

Antes do início do filme, o diretor alerta: “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas reais terá sido mera coincidência”. Mas acaba se entregando ao dedicá-lo a uma tal de Jenny Beckman. “Bitch”.
À tentativa frustrada de não parecer uma obra com toques autobiográficos acrescente-se o aviso de que não se trata de uma história de amor com final feliz.
E lá estamos nós diante de “500 Dias Com Ela”, trabalho de estreia do diretor de videoclipes Marc Webb com o desconhecido Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel (de “Sim Senhor” e “Quase Famosos”).
Acompanhar os 500 dias de (des) aventuras é bem agradável. Singelo e inteligente como o cinema deveria ser. Em grande parte, essa satisfação é atribuída ao descompromisso das comédias independentes, que com uma boa ideia na cabeça e um orçamento Gata Borralheira no bolso têm resultado em algo sensível e divertido – caso de “Pequena Miss Sunshine” e “Juno” – este em menores proporções.
O filme narra a história de Tom e Summer. Ele, um apaixonado que cresceu ouvindo músicas inglesas tristes e que acredita que um dia encontrará sua cara-metade. Ela, uma garota que após o divórcio dos pais passa a amar apenas uma coisa na vida: seu cabelo. Amor para ela é algo tão ficcional quanto Papai Noel.
Tom e Summer, mas poderia ser Tom e Jerry.
O conflito de personalidades é permeado por uma trilha sonora da melhor qualidade: The Smiths, Regina Spektor, Simon & Garfunkel, Carla Bruni, e menções a bandas como Belle & Sebastian ou canções como “Here Comes Your Man”.
“500 Dias Com Ela” é ainda um filme que vai agradar em cheio quem viveu a adolescência nos anos 80. Além da trilha oitentista, há referências a personagens conhecidos da época, como a menina-robô Super Vicky, o seriado “Super Máquina” ou o baixista da Sex Pistols, Sid Vicious. Outro toque anos 80 é o melhor amigo do protagonista – uma mistura de Kiko do “Chaves” com João Armentano.
A liberdade dada pela “independência” permite a “500 Dias Com Ela” unir elementos tão opostos sem parecer pedante: citações a René Magritte, Bruce Springsteen, coreografia no parque à la “Clube do Mickey” com direito a inserção de passarinho azul animado, e a preferência da protagonista por Ringo Star – e não por Lennon ou McCartney.
Mas até a independência tem seu preço. Infelizmente o filme está quase saindo de cartaz em São Paulo – onde está há duas semanas. Corram.

Vejam o site oficial (com som) AQUI

2009/11/18

HOTEL ANIMAL

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:03

Pousada dos Esquilos, Pousada Albatroz, Pousada do Beija-Flor ou Pousada do Boto são nomes comuns para hospedagens no interior ou no litoral do Brasil. O título, entretanto, não guarda qualquer relação com o estilo do lugar ou com o perfil de hóspede que recebem.
Mas um hotel em Nantes, na França, proporciona uma experiência diferente para endinheirados no “Villa Hamster”, cujo objetivo é permitir que o visitante sinta-se como um hamster por pelo menos um dia.
A diária, de 99 euros (cerca de R$ 252), oferece ao hóspede o clima necessário: ração, suíte com cama de feno, escadinha, roda para queimar algumas calorias, além da fantasia do roedor.
Segundo seus idealizadores, é um conceito único. Os arquitetos Frederic Tabary e Yann Falquerho têm uma empresa especializada em alugar locais estranhos ou bizarros. Desta vez, transformaram um prédio do século 18 num “mundo hamster”.
“O hamster no mundo das crianças é aquele bichinho fofo. Com frequência, os adultos que vêm aqui querem ter ou já tiveram hamsters. A ideia é estar na pele do animalzinho, mas com todo o conforto”, explica Falquerho.
A suíte conta com micro-ondas e em, breve, graças à reivindicação de alguns hóspedes, TV de tela plana e internet wi-fi.
O “Villa Hamster” é sem dúvida um conceito único. O que as reportagens não deixam muito claro é se o hóspede, depois de tirar a fantasia, volta para seu quarto real e faz as refeições no restaurante do hotel.
De qualquer forma, é uma opção para quem não sabe como torrar dinheiro e tem espírito esportivo. Ideal para milionários com o perfil de Paris Hilton, que apesar das posses e do sobrenome famoso, está sempre em busca de experiências inusitadas.

2009/11/17

TUDO SEMPRE IGUAL

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 07:04

Com pequenas variações, o clássico arroz, feijão, bife e salada deve ser o prato mais frequente na mesa do brasileiro médio. O costume está tão enraizado que as donas-de-casa o preparam quase que mecanicamente.
Um levantamento feito na Inglaterra demonstrou que o hábito de cozinhar sempre a mesma iguaria não é uma particularidade brasileira.
Pesquisa com quatro mil mulheres patrocinada pela “Merchant Gourmet” – uma marca de alimentos conhecida na Grã-Bretanha – revela que 9 entre 10 mães inglesas têm um repertório de nove receitas que elas repetem com frequência. Uma em cada quatro fazem os mesmos pratos nos mesmos dias da semana. O motivo: falta de tempo e dificuldade de agradar às crianças.
A mãe inglesa-padrão tem oito livros de receitas – sendo que quatro deles nunca saíram da gaveta. De todas as sugestões apresentadas pelas publicações, elas tentaram fazer apenas cinco. A maioria culpa chefs famosos pelo fato de as receitas serem muito complicadas, com ingredientes caros ou difíceis de serem encontrados.
De acordo com 39%, pelo menos metade das receitas não saíram conforme o esperado. Além disso, 3 em cada 10 gostam de ter livros de Nigella Lawson e Delia Smith apenas para impressionar os visitantes.
Os pratos mais preparados pelas mães inglesas são: macarrão à bolonhesa; “roast dinner” (frango ou carne assada com batatas assadas e vegetais cozidos); torta de carne de carneiro ou torta de queijo cottage; massas; carne com vegetais; pizza; fritadas e guisados; embutidos com batatas e comidas indianas.
A pesquisa mostrou ainda que elas gastam, em média, 35 minutos para aprontar as refeições. O fator mais importante na escolha do cardápio é o prazer proporcionado pela comida (30%), o sabor (24%) e a saúde (23%).
Longe de ser chique e variado como o inglês, o menu brasileiro leva em consideração três itens: o hábito, o preço e o sabor. Os que têm o que comer agradecem.

Quem levou a camiseta do filme “Distrito 9” foi o leitor Renato Kaufmann. Parabéns! Obrigada a todos que participaram.

2009/11/16

AFROUXEM OS CINTOS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:01

autoestima

abacaxiGordinhos ou não que encararam todo tipo de sacrifícios durante 18 anos para se contentarem com a recomendação diária de 2 mil calorias – no caso das mulheres – ou 2.500 – para os homens – podem respirar aliviados. Estávamos sendo ludibriados.
Pelo menos é o que diz um estudo realizado pelo Comitê Científico Consultivo em Nutrição da Inglaterra divulgado neste final de semana. O cálculo de calorias que tem sido usado como base para as dietas há 18 anos pode estar errado. Estima-se um aumento de 16%, ou seja, um consumo extra de 400 calorias – o equivalente a um cheeseburguer médio.
Segundo os especialistas que participaram da descoberta, esta avaliação traz dados muito mais precisos de como a energia pode ser queimada por meio da atividade física.
Para o estudo ser finalmente aprovado serão necessárias 14 semanas de consultas.
Uma reportagem publicada pela “The Grocer” – influente revista especializada no setor varejista – fala que o último relatório sobre o assunto, feito em 1991, subestimava a quantidade de energia gasta por um adulto durante um dia. Na época os pesquisadores utilizavam um método quase da idade da pedra. Observavam e mediam a respiração de estudantes confinados numa sala durante uma semana.
Mas antes mesmo de os ingleses saborearem o primeiro cheeseburguer em comemoração à boa-nova, ativistas da área da saúde dizem que as autoridades britânicas deveriam varrer o relatório para debaixo do tapete para evitar que mensagens erradas sejam passadas para a população em meio a uma epidemia de obesidade.
Um terço dos adultos ingleses – algo como 13 milhões de pessoas – serão obesos até 2012 se este ritmo se mantiver. Cidadãos com sobrepeso ou obesos custam bilhões de libras por ano ao sistema público de saúde na Inglaterra e o Departamento de Saúde já assumiu o compromisso de diminuir os níveis de obesidade infantil.
Enquanto uns comemoram e outros chiam, há quem comece a sofrer com os primeiros sintomas de uma boa cólica. Este é o caso da “Food Standards Agency”, órgão do governo britânico que regula a comercialização de alimentos. Com a novidade, eles terão de pensar em novos métodos para rotular os alimentos.

Dicas sobre como consumir as 400 calorias extras? Vejam AQUI

Hoje é o último dia da promoção “Fashion Week”. Se vocês fossem escolher uma fantasia para ir à faculdade ou ao trabalho, qual seria? Por quê? Concorram a uma camiseta do filme “Distrito 9″. Respostas para o email tatianarezende@hotmail.com

2009/11/15

MAKING MY DAY

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:56

coolhair

solNo ano passado publiquei um post sobre quatro bons sites para chorar as pitangas anonimamente: o francês Vie de Merde (“Vida de Merda”, em português), o F… My Life (“F… Minha Vida”), o J’ai Pas de Chance! (“Eu não tenho sorte!”) e o Job de Merde (“Trabalho de Merda”).
Hoje, uma dica de um site novinho em folha, mais indicado para quem já desabafou e pretende dividir seu momento de alegria: o “It Made My Day” (“Isso Valeu o Meu Dia”). No ar há menos de duas semanas, o site conta com a colaboração dos leitores, que publicam pequenas frases de situações simples do cotidiano que tornaram o dia mais agradável.
Os relatos são bem variados: “Hoje, acidentalmente, esqueci a Nutella no carro. Derreteu, então bebi”. Ou: “Saí pra passear com o cachorro quando passou um trombadinha e levou o saquinho de cocô”; ou ainda “Pagar 20 dólares numa jaqueta de couro num bazar e achar 20 dólares no bolso hoje”.
Além de picuinhas corporativas e saias justas em faculdades, há os relatos mais curiosos – os que envolvem comentários feitos por crianças.
“Eu estava cuidando de uma garotinha de 4 anos quando um comercial do Oreo disse ‘seu biscoito de leite favorito’. E a menina: ‘eu não sou muito de leite’”.
“Eu estava tentando encaixar os braços dos bonequinhos de Lego do meu filho de 6 anos mas não conseguia entender qual era a parte da frente do corpo. E ele: ‘dã, mãe, é o lado que tem peito!’”.
“Minha mulher levou meu filho de 3 anos à igreja pela primeira vez. Impaciente pelo início da missa, ele virou para minha esposa e falou: ‘A que horas Jesus chega?’”.
Mas o que valeu o meu dia foi a foto acima.

Confiram o site AQUI

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2009/11/14

QUANDO A CULPA NÃO É DO RAIO

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:33

2012

rolofilme2“2012” não esconde seu perfil caça-níqueis. Desde pegar carona num tema que desperta a preocupação da população mundial, passando pela referência à negritude do presidente americano (Danny Glover) até a estreia, numa sexta-feira 13. Nada é por acaso no novo filme de Roland Emmerich.
Depois da descoberta do poder de Bollywood e da conquista do Oscar por “Quem Quer Ser Um Milionário?”, virou moda em Hollywood inserir um indiano em algum lugar. Neste caso, o representante é justamente o cientista que com a ajuda de um amigo descobre que o fim do mundo está próximo – o filme se baseia numa previsão maia de que o mundo se acaba em 21/12/2012.
Mas “2012” é uma grande piada. É muito difícil não conter as gargalhadas diante de tantos absurdos. Equivocado está quem espera algo mais de um filme-catástrofe senão tragédias muito bem reproduzidas por computador, um apanhado de cenas previsíveis e o final feliz.
Seria razoável ainda que o filme não se levasse a sério. Ao que parece, o objetivo do roteirista era esse ao salpicar diálogos supostamente engraçados e espirituosos mas que resultam em piadinhas gratuitas – destaque para a fala do comandante Sasha para o seu cargueiro Antonov durante uma decolagem.
Além de errar no tom, “2012” abusa de cenas óbvias e repetitivas. Os carros do mocinho John Cusack são mais velozes do que o fim do mundo e até o Antonov é capaz de decolar quase sem pista. No terremoto que atinge o Vaticano – e consequentemente a Capela Sistina – a rachadura passa bem no meio do famoso teto, na pequena distância que separa os dedos de Deus dos de Adão. Para rolar de rir.
As filmagens foram realizadas em estruturas megalomaníacas. Galpões contavam com uma base hidráulica capaz de recriar terremotos de até 9 pontos na escala Richter.
Numa coletiva de imprensa, o diretor Roland Emmerich – o mesmo de “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã” – disse que a intenção não era fazer mais um filme-catástrofe. Só decidiu que era uma história que precisava ser contada quando viu que era uma nova versão da Arca de Noé.
No cataclisma vão-se todos os símbolos nacionais que conhecemos – inclusive o nosso representante, o Cristo Redentor, cujo desmoronamento é divulgado no filme pela “Globo News”.
Se há algo que se salva neste fim de mundo é Woody Harrelson, maravilhoso no papel de um maluco que se revela não tão maluco assim.

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2009/11/13

CONTAGEM REGRESSIVA

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 07:29

shitraining

bomba2O crescimento do consumo de crack virou uma grande dor de cabeça para o governo e para a sociedade. O drama existe há mais de uma década, mas só depois que os cachimbos viraram itens recorrentes na bolsa da classe média é que o assunto tem recebido o devido destaque.
O ministro da Saúde já anunciou investimentos para o tratamento dos usuários, mas como todos sabemos, essa chaga não é simples de ser curada. O processo é longo, caro e envolve não apenas o Brasil.
Infelizmente tem gente pensando que o vício pode ser tratado com Novalgina. É o caso da Ong “É de Lei”, que atua há mais de dez anos.
Um dos projetos da organização é o da “redução de danos” junto a usuários de crack do centro de São Paulo, a “Cracolândia”. O trabalho consiste em orientar os viciados sobre os riscos à saúde. Além de folhetos, eles recebem piteiras de silicone, manteiga de cacau e preservativos.
Geralmente os viciados fumam a droga em cachimbos feitos com antenas de carro. O metal, quando aquecido, provoca feridas nos lábios. Com a distribuição de piteiras de uso individual e manteiga de cacau pretende-se evitar a transmissão de certas doenças e o ressecamento dos lábios.
Que ideia fenomenal. Num momento de fissura o usuário está realmente preocupado em não ferir a boca. Sugiro também a distribuição de adesivos para a decoração do cachimbo com dizeres como “Eu já fui assaltado” ou “Eu acredito em duendes” e latinhas bonitinhas para guardarem as pedras.
Vergonhoso é que o projeto conte com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. É possível que até os dependentes saibam que essa iniciativa apenas desperdiça recursos de pessoas bem-intencionadas em patrocinar a Ong. A maioria dos usuários já chegou num ponto sem volta. O que eles necessitam é de tratamento, e não de soluções cosméticas.
Felizmente, numa entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o secretário das subprefeituras Andrea Matarazzo classificou a ideia como absurda. Já o psicólogo que coordena o projeto de “redução de danos”, Thiago Calil, disse que o objetivo é “fomentar o autocuidado no local de uso”.
No ano passado o “É de Lei” fez 1.797 atendimentos de campo. Distribuíram 2.358 protetores labiais e 1.332 piteiras. “É difícil quantificar os resultados do trabalho”, explica Calil.
O que estava ruim piora ainda mais: a Ong não tem dados dos “índices de cura” alcançados! Só fumando mesmo.
Que esse projeto infeliz sirva para alertar as autoridades sobre mais este problema causado pelas drogas. Do contrário, a população começará a ser dizimada numa epidemia silenciosa. E com os lábios feridos.

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2009/11/12

BRINCANDO DE DEUS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 07:45

sam1

palhetaQuem olha a foto acima é capaz de jurar que se trata de um recém-nascido real e bem-comportado. Mas ele é resultado da produção independente do artista australiano Sam Jinks, que o gerou com silicone, tinta e fios de cabelo de verdade.
Escultor há mais de 11 anos, Sam é capaz de fazer milagres sem precisar de uma mulher ou de um útero de aluguel. A gestação, entretanto, é bem mais longa do que os nove meses usuais.
O artista passa horas e horas em seu estúdio em Melbourne criando meticulosamente esculturas que têm a mesma expressão e o mesmo brilho do rosto de Nicole Kidman – coincidentemente sua conterrânea.
O resultado impressiona pela atenção aos detalhes. É como se suas esculturas respirassem.
O processo de produção começa com uma base em argila que depois é moldada no silicone. Depois de limpo, o molde recebe a cor e os fios de cabelo – inseridos um a um, com agulha.
Sam diz que sua maior influência são os artistas renascentistas como Michelangelo ou Bernini. Em 2007 Sam produziu sua própria versão de Pietá, uma das obras mais famosas de Michelangelo. No lugar de Jesus morto nos braços de Maria, um velhinho muito debilitado sendo segurado por um homem (foto abaixo).
Sam começou sua carreira trabalhando em anúncios de TV fazendo bonecos e adereços. Depois passou a criar pessoas e animais para serem usados em efeitos especiais de cinema e televisão. Nos últimos cinco anos tem se dedicado exclusivamente ao seu próprio trabalho.

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Vejam outras fotos impressionantes das obras de Sam AQUI

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2009/11/11

A RODA DA FORTUNA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 07:56

simplicidade

moneyA cada vez que o prêmio da Megasena se acumula os sonhos de muitos brasileiros se tornam realidade – pelo menos por alguns segundos na mente de cada um de nós.
Todo mundo tem um plano megalomaníaco para gastar a bolada: comprar uma Ferrari, uma ilha, uma mansão ou simplesmente sumir. Mas e quando o sonho vira realidade? Como os milionários torram a grana?
A resposta está numa pesquisa divulgada pela Loteria Nacional britânica para comemorar seus 15 anos – e indica algo surpreendente. Não são os bens luxuosos e caríssimos que lideram a lista de desejos. Pelo menos entre os ingleses sortudos, o que mais importa é recuperar o estilo de vida feliz que eles levavam um ano antes de receberem a herança inesperada.
Tony Wells-Stubley, um policial aposentado que ganhou 2.2 milhões de libras (R$ 5.720.000) cinco anos atrás, investiu no casamento com a companheira e na coleção de bonequinhos do “Comandos em Ação” e do “G.I. Joe” que ele tinha desde os 5 anos de idade. O que de melhor todo o dinheiro lhe proporcionou? “Tempo. Me deu tempo e liberdade para fazer as coisas de que gosto”.
Greta e Tony Dodd, que levaram 2.4 milhões de libras (R$ 6.864.000) em 2007, até chegaram a comprar uma casa nova, uma Mercedes e aneis de diamante, mas a melhor aquisição foi menos brilhante. Ambos fizeram cirurgias nos joelhos. O casal tinha dores que lhes privavam de praticar o que eles mais adoravam: dança de salão.
Sarah Cockings, que ficou 3 milhões de libras (R$ 8.580.000) mais rica em 2005, realizou o desejo de suas duas irmãs pagando uma cirurgia de implantes nos seios para ambas. Além disso, comprou uma casa nova para os pais e voltou a estudar. Quando questionada sobre sua melhor compra, ela citou seus dois cães.
É possível que no Brasil os resultados não fossem tão diferentes: pagar as dívidas, ajudar a família necessitada e fazer um churrasco na laje para comemorar. Na prática a megalomania é bem mais simples do que parece.
A Loteria Nacional inglesa foi criada em 1994 e desde então cerca de 2.300 pessoas já se tornaram milionárias. A média dos prêmios é de 2.090.802 libras (ou R$ 5.979.694).

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