O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/10/31

O PRÓPRIO UMBIGO

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:32

stuffwhite

oculosVocê compra comida orgânica? Adora sushi? É fã de Belle & Sebastian? Precisa de iPod, iPhone e outros produtos da Apple? Gosta de livros grandes sobre arquitetura? Vinhos? Festas anos 80? Entrou na onda da reciclagem? Frequenta o Starbucks? Faz ioga? Usa óculos grandes e se sente estiloso? Faz bolão no Oscar e cita obras de Michel Gondry para impressionar?
Então, bem-vindo ao clube “clichês da classe média”.
A ideia do livro “Stuff White People Like” (“Coisas que Branco Gosta”) é justamente essa: rir de si mesmo ou de quem se leva muito a sério.
O autor, Christian Lander, é um canadense que mora em Los Angeles e tirou a inspiração de seu blog homônimo. Após a página receber uma quantidade de visitas espetacular em menos de 90 dias no ar, Lander assinou com uma editora e largou o emprego.
O “branco” do título é obviamente uma ironia – denomina uma categoria de descolados da classe média que se sente especial.
O “guia definitivo para o gosto único de milhões”, como diz o subtítulo, surgiu a partir das próprias experiências do autor. Certo dia, conversando com um amigo filipino sobre o quanto eles eram fãs da série policial “The Wire”, chegou à conclusão de que várias pessoas com o mesmo perfil gostavam de itens que, no fundo, são um grande lugar-comum.
Lançado no ano passado, o livro permaneceu por várias semanas na lista de mais vendidos do “The New York Times”. O autor não para de dar entrevistas e há projetos de transformar “Stuff White People Like” em programa de TV.
Com tanto sucesso, o fato é que Lander se transforma num dos itens citados no livro: “Gosta de Barack Obama? Sanduíches caros? Do livro de Christian Lander?”.
Num dos últimos capítulos, há um questionário para você descobrir seu “nível de brancura” – o próprio autor quase gabaritou, atingindo a incrível marca de 92%.

Conheçam o blog AQUI

2009/10/30

ETERNOS ENQUANTO DUREM

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:25

bizarrewedding

binoculosNesta época a indústria casamenteira faz a festa. Maio é o “Mês das Noivas”, mas é a proximidade das festas de fim de ano que aquece o mercado – com o décimo terceiro no bolso, muitos pombinhos planejam começar o ano novo com o pé direito.
Fotógrafos, banqueteiros, estilistas, proprietários de bufês e decoradores exibem um olhar tão brillhante quanto o das noivas.
Esses “padrinhos” realizam qualquer tipo de fantasia – basta inserir a moedinha.
A “Mas Altos”, uma empresa de sapatos espanhóis, acaba de lançar a linha “Dia D”, exclusiva para homens. Noivos de baixa estatura podem escolher entre 13 modelos de couro feitos à mão e por encomenda com valores que variam entre 99 euros (cerca de R$ 300) a 248 euros (R$ 745).
A novidade tem batido recordes de vendas: nove mil pares em três meses.
Os fabricantes dizem que podem dar uma forcinha para quase todos os noivos – desde que precisem ganhar até sete centímetros de altura. Mais do que isso é um exagero e a solução é pedir para a noiva, literalmente, descer do salto.
Em Michigan há uma empresa que aluga bolos de mentirinha, a “Cake Rental”. Da seção “Perguntas e respostas mais frequentes” do site: “Quantos sabores vocês têm?”. Resposta: “Apenas um: isopor! Não providenciamos a parte comestível. Isso é por sua conta”.
O negócio da “Cake Rental” é só a casca. Na camada de baixo de um bolo de vários andares há um compartimento para o bolo real – ou parte dele. Preços entre 175 e 275 dólares (R$ 306 e R$ 480).
Os que não têm condições de alimentar a indústria comandada em nome de Santo Antônio se viram como podem – em casamentos coletivos. Sábado passado, em Londrina (PR), cerca de 300 casais disseram sim num ginásio esportivo. Ontem, em Nova Delhi, na Índia, mais de 400 pombinhos participaram de uma cerimônia coletiva.
Das mais sofisticadas às mais simples, nem todas as solenidades saem nos conformes. Pensando nisso surgiu o “Wedinator”, um site cujo slogan explica tudo: “Zoar seu dia especial é a nossa prioridade”.
O site é feito a partir de colaborações de internautas que enviam fotos que celebram o pior do casamento: noivas que são praticamente árvores de Natal, bizarras cerimônias temáticas, ideias como a da foto acima e flagrantes cujos envolvidos gostariam de sumir.

Vejam mais fotos do “Wedinator” AQUI

2009/10/29

RAIO-X CRIATIVO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:00

desenhos

palhetaO artista se distingue do ser humano comum pela sensibilidade múltipla. Além do olho clínico é capaz de expressar criativamente o que sente ou o que a maioria não observa. O resultado são belas fotografias, músicas, crônicas ou outras obras-de-arte inesquecíveis.
O artista plástico, ilustrador, cineasta e compositor norte-americano Michael Paulus levou a expressão visão além do alcance ao pé da letra e criou “Sistemas Esqueléticos”, uma série com 22 esqueletos de personagens de desenhos animados.
O trabalho foi produzido há cerca de cinco anos, mas graças a mistérios que a Internet não explica, vieram à tona novamente – um palpite: a proximidade do Halloween.
A inspiração de Michael veio da infância na década de 60, quando passava grande parte do tempo na frente da TV. Segundo explica em seu site, as personagens são tão conhecidas e triviais que decidiu que “iria dissecá-las como a Ciência faz com todo ser vivo para compreendê-las e possivelmente vê-las de outra forma”.
O primeiro “sistema esquelético” foi o de Hello Kitty, depois vieram personagens de Snoopy, Flinstones, Shmoo, Piu-Piu, Betty Boop, Meninas Superpoderosas e até Pikachu.
O processo de criação remete aos nossos tempos de escola – época em que éramos bem mais artesanais e usávamos “papel de pão” para ilustrar a capa de um trabalho semestral de História com a cara de Dom Pedro I. Sobre um papel translúcido, Michael desenhou o esqueleto e depois o transferiu para o Photoshop.
Difícil dizer se o esqueleto é anatomicamente real, mas é o que menos importa.

Vejam os desenhos AQUI

2009/10/28

O VILÃO ATACA NOVAMENTE

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:31

breakfast

bocaEm meio a tantas notícias sobre violência e novas descobertas a respeito do perfil do usuário de crack, este blog está, desde ontem, em pausa para um café.
Menos de um dia após constatarmos os riscos causados por uma simples bolachinha recheada, ele, o biscoito, continua causando estragos. Desta vez, acusado de racismo.
Na Austrália, o “Creole Creams” – muito similar ao “Oreo” e aqui ao “Negresco” – foi removido das prateleiras de uma rede de supermercados australiana porque de acordo com o diretor de uma universidade de Queensland, ele “tem ecos de Nazismo”.
Segundo ele, “a palavra creole vem de um período em que a humanidade das pessoas era medida pela quantidade de sangue branco que tinham nas veias. É o mesmo pensamento que sustentou regimes como o Nazismo”.
Entretanto, a denominação “creole” passa longe do significado que o professor atribui a ela. Trata-se de um tipo de cozinha picante – originária do estado de Louisiana (EUA) – que mistura influências da Europa, África, Índia e das Américas Central e Latina.
“Creole” também pode se referir aos descendentes da aristocracia européia que eram descendentes de negros e europeus.
O porta-voz do supermercado declara que os biscoitos “Creole Creams” são vendidos há mais de três anos e nunca foram alvo de protestos. Apesar disso, ele não reconhece que o produto foi recolhido por causa das reclamações: “é parte de um processo de remodelagem da embalagem”.
Segundo o “Stuff.co.nz”, um site neo-zelandês de notícias, não é a primeira vez que a marca de uma guloseima causa reações indignadas.
Em 1995 a marca australiana “Fyna Foods” foi obrigada a trocar o titulo dos cigarrinhos de chocolate “Fags” (“Viados”) para “Fads”. Já em 2006, na Europa, a empresa holandesa “van der Breggen” teve de mudar o nome do biscoito de chocolate e marshmallow “Nigger Kisses” para “Buys Kisses”.
Estes sim engasgariam o professor-diretor australiano.

2009/10/27

MOLHE O BISCOITO COM SEGURANÇA

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 08:37

muppet

melanciaNo início de setembro o jornal inglês “Telegraph” publicou uma notícia curiosa: a de que metade dos britânicos já se machucou comendo biscoitos.
De acordo com uma pesquisa realizada a pedido da barra de chocolate Rocky, cerca de 25 milhões de pessoas já se feriram durante um cafezinho – cerca de 500 chegaram a ir para o hospital.
Os acidentes incluem queimar os dedos ao molhar o biscoito no chá ou no leite, quebrar o dente, enfiar a bolacha no olho sem querer, engasgar com as migalhas, cair da cadeira no esforço de resgatar uma rosquinha caída no chão e até ser mordido pelo animal de estimação ao tentar alcançar o biscoito das mãos do dono.
Após avaliar 15 variedades da guloseima, os pesquisadores concluíram que a mais letal é a bolacha recheada. Na vice-liderança vêm os cookies e em terceiro, que ironia, a “Chocolate Biscuit Bar Rocky”.
Mas a campanha de marketing não parou por aí. Na semana passada o mesmo “Telegraph” trouxe mais uma novidade sobre o assunto: a criação do “Conselho de Consultores Para os Biscoitos Britânicos”, cujo objetivo seria “educar os consumidores sobre a escolha responsável da guloseima e promover a prática segura do hábito de comê-la”.
Uma pesquisa intitulada “Avaliação do risco de acidente com biscoitos no ambiente de trabalho” foi enviada para quase seis mil trabalhadores em todo o Reino Unido. Cerca de 437 dedicaram tempo para respondê-la.
Segundo o diretor de marketing da empresa, a ideia do Conselho é uma paródia à obsessão nacional por temas como saúde e segurança, mas não podiam imaginar que seriam levados tão a sério.
A característica mais curiosa é que o estudo foi realizado com pessoas provavelmente bem informadas e esclarecidas – e não com a população mista das ruas. Tanto a acolhida quanto os resultados põem fim a quaisquer dúvidas sobre a preocupação envolvendo saúde e segurança. No Brasil pesquisas como essa encontrariam terreno fértil.

2009/10/26

O PODER ROSA

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 07:21

wecandoit

shoeO que querem as mulheres? A resposta, nem nós mesmas sabemos.
A fim de decifrar o enigma, na semana passada a revista Time dedicou a capa de uma edição especial e 15 páginas ao tema: “O Status da Mulher Americana – Uma nova pesquisa mostra porque elas estão mais poderosas – mas mais infelizes”.
Diz a reportagem: “a Fundação Rockfeller, em colaboração com a revista Time, conduziu uma pesquisa histórica para avaliar como homens e mulheres norte-americanas reagem a uma nova realidade. A batalha dos sexos chegou ao fim? Se sim, quem venceu? Como os homens enxergam o poder feminino?”.
A conclusão é composta por uma boa e uma má notícia. A má – como já adianta o subtítulo da matéria – é que apesar do sucesso, as mulheres estão sorrindo menos.
O ponto positivo é que eles e elas chegaram a um entendimento quanto aos planos para um futuro juntos. Cai por terra o conceito ultrapassado de que a satisfação da mulher depende dos rendimentos do marido e surgem vários pontos em comum: 92% dos homens e 96% das mulheres dizem que ser saudável é o principal. Sobre a importância da segurança financeira os números também são parecidos: importante para 74% deles e 81% delas. No quesito casamento o placar é apertado – e inesperado: fundamental para 58% dos homens e 53% das mulheres.
Segundo a reportagem, estima-se que até o fim do ano, pela primeira vez na História, a maior parte dos empregos americanos pertença às mulheres. Pela lógica, o crescimento é aguardado em setores essencialmente femininos, como bem-estar social, varejo e atendimento ao cliente.
Cada vez mais mulheres são chefes da casa (quase 40%) ou têm papel fundamental na renda familiar. O poder de compra delas nunca esteve melhor – e espera-se mais aumento.
Em 1972 a Time publicou uma reportagem com tema semelhante, mas na época os caça-talentos se lamentaram dizendo que era mais fácil levar o Homem à Lua do que colocar uma mulher num escritório.
Naquele tempo apenas 7% dos alunos que praticavam esportes eram meninas – hoje esse número é seis vezes maior. Os campi das universidades eram compostos por 60% de homens, mas atualmente são elas que dominam.
A revista não se cansa de louvar as conquistas femininas. Diz que pela primeira vez na História cinco mulheres ganharam prêmios Nobel no mesmo ano – Medicina, Química, Economia e Literatura. Também chega ao ponto de citar como exemplo o presidente Obama, que foi criado por mãe solteira e é casado com uma advogada mais graduada e que já teve um salário maior do que o dele.
Sucesso profissional, liberdade, boa situação financeira, perspectivas de um futuro com marido e sem filhos. Rir pra quê?
Ironias à parte, não chega a ser difícil entender a equação. Quanto maiores as responsabilidades maiores as preocupações. Mas a vida não é uma ciência exata – muito menos a cabeça feminina.

A matéria completa está AQUI

2009/10/25

O QUÊ, QUEM, QUANDO, ONDE, POR QUÊ?

Arquivado em: Matutando — trezende @ 08:52

monoculo

maqescreverRogério Skylab é músico, poeta e maluco.
Pouco conhecido pelo público, suas opiniões e canções mesclam humor negro, escatologia e tudo o que existe de mais politicamente incorreto, como seu ponto de vista sobre as baleias: “Baleia não tem nada pra falar”.
Formado em Letras e Filosofia, o grande sonho de Skylab era dar aulas mas, segundo o próprio, “algo não aconteceu” e ele foi funcionário do Banco do Brasil por 28 anos. Apesar do trabalho burocrático, sempre arranjou espaço para a criatividade e o pensamento compondo poemas, textos e letras de música. O anonimato durou até o início dos anos 90, quando foi descoberto pelo “Programa do Jô”.
Há cerca de quatro anos afastou-se do banco e hoje dedica-se exclusivamente à carreira. Ele diz que sua esposa não entende, mas quando está na rede enrolando o cabelo é o momento em que mais trabalha.
Dentre as inúmeras opiniões polêmicas levantadas pelo músico está uma que já havia tomado minha atenção: qual o papel da imprensa hoje?
Skylab não lê mais jornal. Além de não ter interesse “nas baboseiras de Lula”, crê que as informações segmentadas que recebemos pela Internet através de Twitter, blogs e sites são mais eficazes do que o jornal. Segundo ele, “o jornal não é mais formador de opinião”.
É verdade. Ninguém assiste a um telejornal porque quer se informar, mas porque é refém de um hábito. A notícia que o apresentador anuncia à noite não é mais novidade. Já escrutinamos tudo durante o dia. Pelo rádio – enquanto estamos presos no trânsito – ou pela Internet – no trabalho ou no celular.
O mesmo tem acontecido com os jornais. Muitos deles cometem o erro gravíssimo de no dia seguinte após uma tragédia trazerem manchetes como “Aviões derrubam Torres Gêmeas em Nova York” ou “Morre o Rei do Pop”. Disso até a vovó surda já sabe.
Conheço pessoas que assistem a vários telejornais. Do Jornal da Band zapeiam para o Jornal da Record e depois para o Jornal Nacional. Para quê? As “informações” são idênticas, relatadas num tom monocórdico parecido e com as mesmíssimas palavras. À parte o (péssimo) hábito, esse telespectador está em busca de um algo mais.
Jornais impressos, revistas semanais e telejornais não podem mais rezar a mesma Ave Maria. Precisam compreender que há uma nova demanda por informação.
Os meios impressos têm optado por soluções fáceis. Eles creem que se aprofundar num tema é publicar gráficos, percentagens e números comparativos. Resta entender que esse tipo de “análise” só faz sentido em assuntos econômicos. Em pouco tempo chegarão ao cúmulo de, numa reportagem sobre um serial killer, colocarem gráficos sobre qual foi a época em que ele mais matou e em que período do dia.
Obviamente há exceções. A revista “Piauí” e o “Jornal da Globo” são dois exemplares de cada espécie que merecem atenção. Em vez da batida “análise”, cada um a seu estilo traz a informação contextualizada e agradável à mente e ao ouvido.
É por essas e outras que cidadãos – e principalmente jornalistas – precisam seguir o exemplo de Skylab e dedicar alguns minutos do dia à rede.

2009/10/24

PARA A TURMA DA PESADA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:01

medicated

bifeO novo milagre no mundo dos regimes de emagrecimento é a Dieta do Cookie. Recém-adotada pelos americanos, foi tema de uma matéria publicada pelo jornal “The New York Times” nesta semana. Muito em breve vocês ouvirão algo a respeito no Brasil.
A proposta é tentadora: seis cookies por dia + uma boa refeição = 4,5 quilos a menos por mês.
A reportagem cita a experiência de uma secretária de Washington que pesava 114 quilos. Após uma dieta de três meses estava 18 quilos mais leve.
O novo programa de emagrecimento tem sido visto como salvação para quem já tentou a dieta da sopa, da Lua, dos pontos ou a do Dr. Atkins.
Mas a dieta não tem efeito com qualquer Nabisco gotas de chocolate. São permitidos apenas os biscoitinhos do Dr. Siegal – que já lucrou milhões de dólares com a esperança dos gordinhos.
Os ingredientes dos cookies são um mistério restrito a Dr. Siegal e sua esposa, mas fala-se em aminoácidos especiais, uma mistura de proteínas derivadas do trigo, dos ovos e do leite que dão a sensação de estômago cheio, fibras e açúcar.
Apesar de ser o eldorado para cerca de 500 mil americanos que já embarcaram nessa – inclusive famosos como Jennifer Hudson e Kelly Clarkson –, a Dieta do Cookie não é nova. Criada em 1975, durante anos ficou restrita aos pacientes de Miami. A mudança só ocorreu em 2006 quando foi lançado o site CookieDiet.com.
O kit de uma semana – nos sabores aveia, chocolate, blueberry, banana e coco – contém 42 biscoitos e um suplemento multivitamínico para repor qualquer deficiência que apareça. Preço: 59 dólares.
Os críticos não estão convencidos. Além de destacarem a carência de vitaminas e sais minerais, creem que o regime pode levar a desordens alimentares.
Como qualquer dieta que promete resultados a curto prazo, o programa do Dr. Siegal não é o sonho de endocrinologistas e nutricionistas, mas pode ser um bom começo para quem não consegue cortar o açúcar de um dia para o outro e nem passar fome.
A Dieta do Cookie apenas adia o sofrimento. O “no pain, no gain” continua valendo.

Visitem o site AQUI

2009/10/23

OS BONS COMPANHEIROS

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:01

superjesus

dedoAs notícias avassaladoras sobre a violência que toma conta do Rio mostram que tanto na saúde como na doença Lula é o cara. Para sobreviver pelo menos até 2016, é preciso que o brasileiro siga os “çábios” conselhos do presidente e faça coalizão com o capeta.
As imagens da omissão da polícia no socorro a um dos coordenadores do AfroReggae – inclusive com as evidências de que os policiais roubaram a jaqueta e o tênis do presunto – são mais estranhas do que a ficção.
Mas chocante mesmo é uma notícia publicada ontem pelo jornal “O Globo”.
Durante o recreio, a diversão dos alunos de uma escola pública em Sapucaia do Sul (RS) era brincar de tráfico de drogas. Os participantes tinham de conquistar mais usuários e tomar conta de bocas-de-fumo.
A criatividade dos pequenos traficantes – com idades entre 9 e 10 anos – não se restringia ao tema. Para tornar a brincadeira ainda mais real, eles moíam giz e colocavam a “cocaína” em saquinhos plásticos.
Graças a esses capetas em forma de guri, a expressão “cheirar pó de giz” – usada para denominar alunos CDF – acaba de ganhar um significado mais literal.
A diretora do colégio disse a cultura de violência é incentivada por filmes e jogos de videogame. Mas ela nem precisava culpar a realidade paralela, afinal, as crianças estão apenas encenando o espetáculo de horror que é a vida no Brasil.
Triste, trágico, chocante e inacreditável são adjetivos que não dão conta de expressar a dramaticidade que o episódio representa.
Diante de tudo isso, o jeito é apelar – se agarrar a Deus e ao Capeta. Portanto, não se sintam culpados se ao se despedirem de alguém trocarem o “Vá com Deus” por um “O diabo que te carregue”. Lula está certo. Novamente.

2009/10/22

SALVE-SE QUEM PUDER

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:17

salvegeral

claquete (2)O meio cinematográfico tem razões que a nossa mente de telespectadores desconhece. “Salve Geral”, de Sérgio Rezende, entrou na disputa para representar o Brasil no Oscar de filme estrangeiro, mas se aterrissar em Hollywood é possível que saia de lá com o “Framboesa de Ouro”.
O filme mescla ficção e fatos reais para narrar a história de uma mãe que se envolve com o crime para livrar o filho de uma encrenca. Às vésperas do Dia das Mães, revoltados com a transferência dos cabeças do PCC, os presos mandam um “salve” (“recado”) para a comunidade carcerária de despertar o terror entre os policiais paulistas.
De acordo com as sinopses e com o próprio diretor, os ataques articulados pela facção criminosa há três anos servem como pano de fundo para a história.
Mas digamos que esse pano de fundo não é tão do fundo assim. Ele toma o papel de protagonista, encobre a tela e asfixia a plateia – ganhamos a mesma aparência alienígena que os assaltantes exibem quando se preparam para uma ação e encapam o rosto com meia-calça.
O grande erro de “Salve Geral” é ficar em cima do muro. Trata-se de um documentário sobre o PCC ou um filme de ficção?
Se acaso se classificasse como documentário seríamos poupados da vergonha – e nem desperdiçaríamos o talento de duas grandes atrizes: Andrea Beltrão e Denise Weinberg.
Como ficção é, com muito boa vontade, apenas para consumo interno. Além de longo, o filme se prende a detalhes como quantos policiais civis e militares morreram, o número de delegacias incendiadas, quantas pessoas foram assassinadas, o número de presos transferidos, enfim, um dossiê sobre o “Primeiro Comando da Capital” (PCC).
Na época da indicação, muita gente se inquietou com a péssima imagem que “Salve Geral” poderia passar do Brasil. Mas a preocupação é muito mais com a qualidade do filme do que com a visão do país que, infelizmente, é essa mesmo.
O elenco parece saído do Grande Teatro Tupi, de tão caricato. “Salve Geral” consegue ainda a proeza de contar com figurantes que trabalham mal.
O “salve” é: fujam.

2009/10/21

SAY CHEESE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:58

parentsawesome3

filmeDe carona na onda retrô recentemente identificada por este blog, descubro um site ideal para os que creem que nada substituirá a fotografia e para esta novíssima velha juventude que flana por aí.
No primeiro clique o cheiro de traça e naftalina de “My Parents Were Awesome” (“Meus Pais Eram Incríveis”) nos desperta para o valor emocional e histórico dos registros fotográficos.
A página inicial diz que “antes das pochetes e dos shows do Andrea Bocelli seus pais (e avós) já foram liberados, antenados na moda e superincríveis”.
De fato há diversas imagens de pais e avós estilosos – como a de uma mãe meio Yoko Ono, de óculos escuros, abraçada a uma estátua. Mas há os que já demonstravam falta de noção desde a mais tenra idade – como um pai sem camisa e peludo com um bebê no colo.
No ar desde 7 de setembro, o site já conta com uma galeria de mais de 900 fotos. A primeira foi postada pelo orgulhoso neto de alguém que atende pelo nome de Blanche, com a pergunta: “Ela não se parece com a Lauren Bacall?”.
A ideia de “My Parents Were Awesome” é de Eliot Glazer, editor do site de variedades “Urlesque”, comediante e performer. O conceito é semelhante ao de outros blogs fotográficos, como “O Museu do Uso Não-Intencional” ou “People of Walmart”: contar com a colaboração dos internautas de olhos atentos.
É provável que a inspiração de Eliot Glazer tenha vindo do sucesso de “Awkward Family Photos” (algo como “Bisonhas Fotos de Família”), cujo princípio é o mesmo, porém muito mais bizarro. O site virou sensação graças às imagens de famílias – em estúdio ou ar livre – em poses e situações que mereciam o clique.

Visitem o site AQUI

2009/10/20

UTI DO MEU BRASIL

Arquivado em: Matutando — trezende @ 07:58

urso

revolver2No início de setembro uma pesquisa da revista “Forbes” realizada com dez mil pessoas de 20 países revelou que o Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo. Na época, o prefeito Eduardo Paes se mostrou feliz com o resultado e declarou: “É mais um reconhecimento da qualidade de vida da nossa cidade. O mundo descobriu o que nós já sabemos: o Rio é o melhor lugar pra viver e para trabalhar. Que outra cidade é capaz de reunir com tanta perfeição natureza, cultura e vida urbana?”.
E nós nos perguntamos: que outra cidade é capaz de reunir no mesmo morro e com tanta perfeição um batalhão de traficantes mais preparados do que a própria polícia? Que outra cidade é capaz de reunir com tanta perfeição o descaso das “otoridades” e a cara de paisagem da população?
Usou-se e abusou-se da notícia da “Forbes” na campanha para a escolha da cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Após a conquista do título, os traficantes desligaram a TV e voltaram ao batente. Desta vez, em grande estilo, alvejando e abatendo até helicópteros.
O filme “Salve Geral” disputa uma vaga de candidato a melhor filme estrangeiro no Oscar do ano que vem. Se escolhido pelo júri, irá mostrar ao mundo o dia em que uma facção criminosa tocou terror em São Paulo – ou como bem definiu o diretor Sérgio Rezende, o “11 de Setembro dos paulistanos”.
O 11 de Setembro do carioca é diário. O conflito desleal entre os traficantes-Bin Laden e os morros quase gêmeos do Pão de Açúcar não enxerga um desfecho – nem a curto, nem a médio prazo.
Dizem que Deus não dá asas a cobras, mas analisando a situação do tráfico no Rio percebe-se que o ditado nem é tão verdadeiro. Em vez de cavernas escuras e úmidas, os traficantes escondem-se no alto dos morros, com vista para o mar, para o asfalto, para as piscinas do hotéis cinco estrelas, para a varanda das famílias e até para Cristo, que abençoa tudo. Estrategicamente posicionados e privilegiados é natural que lhes venham inspirações megalomaníacas – como abater helicópteros da polícia, por exemplo.
A solução de como combater esse terrorismo é um elo perdido. Ninguém sabe, ninguém viu, mas pode arriscar um palpite: o caminho não está em comprar helicópteros blindados, mas em rastrear e resolver o problema na raiz. Como? Se alguém soubesse, o Nobel da Paz não seria de Obama.
O Rio de Janeiro é a cidade mais feliz do mundo. E a mais mentirosa também.

2009/10/19

PÉ NO PEDAL, OLHO NO RETROVISOR

Arquivado em: Matutando — trezende @ 07:43

placauniverso

ampulheta

Dia desses, no blog “Diário de Uma Jovem de 50 Anos”, a amiga Picida fazia um balanço do ano. Lamentava-se da correria do dia-a-dia, das promessas e dos planos frustrados. Ao relembrar-se do glamour do tradicional Baile do Havaí de Ibitinga veio a pergunta, com um quê de lamento nostálgico: “O que vai ser tradicional daqui há algum tempo?”.
Picida, fique tranquila, estamos cada vez mais tradicionais.
Esse comportamento existe e veio para ficar, mas é preciso entender que ele é decorrente de um erro de informação: o de que vivemos num mundo globalizado.
O senso comum usa a expressão “mundo globalizado” quase que como um pleonasmo, mas a verdade é que o passado foi nosso maior momento de integração – e ninguém se deu conta disso. As mulheres já se descabelaram pelos mesmos astros, os homens já lutaram pelas mesmas causas, frequentaram os mesmos festivais de música e até usaram as mesmas bocas-de-sino.
Que paradoxo. Se o planeta é “globalizado”, por que as pessoas fazem parte de grupos cada vez menores e com nomenclaturas específicas? Que raio de globalização é essa?
Meu lado Nostradamus aponta para um ciclo de constantes retornos às tradições – justamente pela falta de “parâmetros universais”.
É certo também que entenderemos por tradicional apenas o que foi produzido até o século 20, já que a segmentação que domina o mundo de hoje não possibilitará – ou tornará muito difícil – às novas gerações produzir novas tradições.
Será praticamente impossível surgir um novo Michael Jackson ou algum artista com um comportamento global. Sem desmerecer a genialidade de Michael, ele teve seu espaço no olimpo porque nossas opções eram muito restritas.
O tempo histórico demanda uma nova classificação. Ele não pode mais ser contado como A.C. e D.C., mas como A.I e D.I (antes e depois da Internet). Sem ela vivíamos como numa grande aldeia global.
E essa onda tradicionalista já começou – principalmente entre os jovens que têm um pensamento Mallu Magalhães de “nasci na época errada”. Na Inglaterra e nos Estados Unidos a moda entre as adolescentes é fazer tricô. Incomodada ficava a sua avó, porque agora tricotar é chique e fashion.
No Brasil não é diferente. Há uma turma – cuja denominação me escapa – usando óculos antigos, quadradões, deixando a barba crescer, vestindo-se de maneira mais sóbria e ouvindo Bob Dylan. Quase uma caricatura de avô.
Essa vida em guetos é boa? Ruim? Nós nos tornaremos reféns do passado? Só o tempo vai nos dizer. Enquanto isso, brindemos com Fanta Uva e biscoitos Globo.

2009/10/18

PÁSSAROS, PEIXES E OUTROS BICHOS

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:42

cerebro2

luaCada país tem o Super-Homem que merece.
Inspirado por um post deste blog, Suplicy causou barulho nos últimos dias em Brasília após desfilar pelos corredores do Congresso com uma cueca vermelha por cima do terno.
Apesar de posar de Super-Homem, quem acompanha a atividade do senador sabe que ele está mais para padre voador do que para homem-pássaro. Com a cabeça sempre no mundo da Lua, Suplicy tem dois irmãos gêmeos: o padre de Santa Catarina que sumiu após se amarrar a balões de festa; e o velhinho do filme “Up – Altas Aventuras”, que a exemplo do brasileiro se aventura pelos céus com balões coloridos.
Também nesta semana, nos Estados Unidos, o que mais se ouviu entre os moradores da região de Fort Collins, no Colorado, foi algo muito parecido com “É um pássaro? É um avião? Não, é o filho de Richard Henne”. Richard é pai de Falcon, que ficou conhecido como o “menino do balão”.
As TVs americanas chegaram a transmitir ao vivo o “drama” da família após o balão de gás hélio em forma de disco voador se desprender sozinho do local onde estava amarrrado. Dentro, o pequeno Falcon, que horas depois surgiu lépido e faceiro de dentro de uma caixa de papelão no sótão.
As evidências de que se tratava de uma pegadinha só apareceram quando Falcon resolveu se explicar e acabou entregando o pai: “Você disse que fizemos isso para um programa”. Agora o pai será indiciado.
Ainda é cedo para dizer que efeitos a imaginação fora de contexto do pai – cientista amador e comediante frustrado – terá sob a personalidade dos filhos.
No Brasil, os desdobramentos da atitude de Suplicy também são uma incógnita. Acusado por quebra de decoro, terá de dar muitas explicações até que algum colega seu gere outro factóide.
Enquanto isso, de volta da pescaria pelo rio São Francisco, Lula planeja a melhor forma de promover sua Mulher-Maravilha. Mas, a julgarmos pelas pesquisas, Dilma está mais para balão-galinha.

2009/10/17

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:02

jealous

binoculosMichelle Obama pode até ser a primeira-dama do país mais influente do mundo e pode até ter duas filhas – e um cão – com Obama, mas ela age à nossa imagem e semelhança quando nota que o “benhê” está esticando o pescoço para conferir a grama do vizinho.
Um vídeo que começou a circular na quarta-feira mostra Obama bailando a salsa com a cantora mexicana Thalia na festa “In Performance at the White House: Fiesta Latina”.
Durante a apresentação, a cantora desceu do palco e chamou o presidente para dançar. Após rebolar poucos segundos ao lado – e atrás – de Thalia, ele voltou para a mesa. Ao tentar abraçar Michelle, foi publicamente esnobado pela patroa, que continuou batendo palmas e olhando para o palco como se estivesse ao lado de um joão-bobo.
A cena foi como macarrão instantâneo: a temperatura subiu, passaram-se alguns segundos e pronto: o casal já tinha um tema bem enrolado para a “DR” da noite.
Nessas horas, nada como o anonimato para nos livrar de olhares inquisidores. Mas, protegida por sua notoriedade, Michelle agiu de forma elegante.
Não é de hoje que a primeira-dama vem bancando a fina. Na época da campanha presidencial ela já se incomodava com a atenção especial de Obama com uma jovem que fazia parte da equipe. Não demorou muito para que a possível semente da discórdia fosse enviada para um trabalho no Caribe.
Depois, em julho, nova traquinagem. Durante a reunião do G8 na Itália, uma foto flagrou o momento exato em que Sarkozy e Obama conferem o traseiro de uma brasileira.
Na biografia “Barack and Michelle: Portrait of an American Marriage” (“Barack e Michelle: O Retrato de um Casamento Americano”), lançada há menos de um mês, o autor revela o que o vídeo com Thalia evidencia: que a primeira-dama não fica nada satisfeita com as demonstrações de “carinho” que o marido recebe.
Barack Obama pode até ser o homem mais poderoso do universo e pode até estar com o prêmio Nobel da Paz brilhando na estante da sala, mas se iguala ao tiozinho pipoqueiro mais perto de você em se tratando de gramas e vizinhos.

Assistam ao vídeo AQUI

2009/10/16

VÁ PENTEAR MACACO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:31

bebegloton

ericNa semana passada conhecemos Gwen, a primeira boneca sem-teto do mundo lançada nos Estados Unidos.
Desta vez as divergências envolvem os espanhóis, que ainda não assimilaram a recente chegada de “Bebé Glotón” às prateleiras. Segundo Berjuan, a empresa fabricante, Glotón é “el primer muñeco lactante del mercado”.
A boneca tem dividido opiniões. Os simpáticos à ideia creem que Glotón educa as meninas sobre a importância da amamentação e as prepara para encarar a condição de futuras mamães com mais naturalidade. Mas para pessoas que veem pelo em ovo, a boneca desperta a sexualidade precoce e pode incitar o aumento dos índices de gravidez na adolescência.
O slogan diz: “Não deverias esperar ter peitos para poder alimentar o teu bebê”.
Quando Glotón chora, a “mãe” veste um top que tem duas flores nos lugares dos seios e dá de mamar ao pequeno – que mexe a boca e simula os ruídos da sucção. Se ele não parar com o berreiro a “mãe” deve trocá-lo de seio e seguir normalmente a recomendação dos pediatras, colocando-o para arrotar – Glotón também soluça e emite o barulho do arroto.
Além da Espanha – onde custa cerca de R$ 120 –, o boneco será vendido na Inglaterra e deve chegar ao mercado brasileiro até o Natal.
É difícil a vida dos fabricantes de produtos infantis. Da Barbie à Bebé Glotón, as críticas são inevitáveis.
Barbie acaba de completar 50 anos em plena forma, mas a coitada já comeu o pão que o diabo amassou. Ficou com a orelha vermelha nos anos 80, quando ganhou maquiagem e roupas transparentes. Talvez para amenizar o apelo sexual tenha feito amizade com uma paraplégica, a Becky, lançada nos anos 90.
De qualquer forma, é lamentável que se discuta se uma boneca desperta ou não a sexualidade precoce só porque precisa ser levada ao seio. Os xiitas devem considerar o simples ato de brincar de boneca uma pouca vergonha. Onde já se viu tirar a roupa, dar banho, passar talquinho? Esses deveriam ir pentear macaco.

2009/10/15

NA INTERNET JAZ

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:19

fatiadedos

religiaoHá um “serial killer” de celebridades solto por aí. Trata-se de Rich Hoover, o criador do site
“FakeAWish.com”.
Qualquer um pode se juntar a Hoover. Basta fornecer nome e sobrenome da personalidade ou do reles mortal candidato a passar para uma melhor que um site chamado “Global Associated News” dá cinco opções de notícias falsas com diferentes causas e situações.
No fim da página, o aviso: “esta história não é verdadeira e foi gerada por um template genérico. Qualquer referência a uma pessoa específica foi 100% fabricada pelos visitantes do site”.
As notícias do “Global Associated News” geralmente informam que os falecimentos se deram em decorrência de acidentes aéreos com aviões particulares, naufrágios de iates ou escaladas na Nova Zelândia.
Mas Hoover esclarece que não pretende ultrapassar o limite do bom senso inventando histórias em que as personalidades são viciadas em drogas ou aliciadoras sexuais.
O site existe há quase uma década, mas as mortes de Michael Jackson e Farrah Fawcett, em junho, trouxeram um novo gás ao negócio.
Dentro de um dia após a morte de Michael, diversos blogs, tweets e sites de notícia chegaram a publicar a morte de personalidades como Jeff Goldblum, Miley Cyrus, Harrison Ford e outros.
Um apresentador de TV australiano passou um ridículo mundial ao anunciar em seu “Nine´s Today Show” a morte de Jeff Goldblum. O fato se espalhou tão rapidamente que o ator teve de ir a outro programa para acabar com os rumores.
Apesar de nem todos os citados ficarem contentes com o “trabalho” de Hoover, Jeff Goldblum declarou que os boatos sobre seu falecimento foram bons porque pode encontrar pessoas que não via há dez anos.
A brincadeira extrapola a linha do humor negro e nos alerta para o fato de que não devemos acreditar em tudo o que lemos – a não ser que a fonte seja confiável.
Se há alguém que pode sair no lucro, além de Hoover, são as “celebridades” do tipo B que tomaram chá de sumiço e estão ávidas por reviverem o sucesso de priscas eras. Elas podem morrer de verdade – como Belchior – ou forjarem algo mais chique, como falecer na Nova Zelândia.

Vejam o site AQUI

2009/10/14

VISÃO ALÉM DO ALCANCE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:40

thisman

globoocularAlgum de vocês já sonhou com essa figura aí em cima?
Mas várias pessoas em diferentes lugares do mundo dizem que já.
Em janeiro de 2006, em Nova York, uma paciente de um famoso psiquiatra desenhou o rosto do homem que aparecia repetidamente em seus sonhos, mas com quem nunca havia tido um contato pessoal.
O desenho ficou sobre a mesa do médico por alguns dias até que um outro paciente não apenas o reconheceu, como teve o mesmo discurso.
Então o psiquiatra enviou o “retrato-falado” a colegas para que eles mostrassem a seus clientes com sonhos recorrentes. Dentro de poucos meses, quatros deles o acharam familiar e se referiram a ele como “este homem”.
De janeiro de 2006 até hoje, cerca de duas mil pessoas em cidades como Los Angeles, Berlim, Teerã, Beijing, Roma, Barcelona, Estocolmo, Paris, Nova Dehli, Moscou e até São Paulo já identificaram a figura.
A fim de desvendar o mistério, foi criado um site, o “ThisMan.org”. O objetivo é ajudar os que tiveram o mesmo sonho a manterem contato e também entender quem é “ele” e por que ele aparece para pessoas que não têm qualquer relação entre si.
No site há diversas teorias tentando explicar o fenômeno – da arquetípica à religiosa –; fotos que mostram o panfleto da campanha espalhado por várias cidades do mundo e relatos dos “sonhadores”, como “Eu me apaixonei por ele desde a primeira vez que o vi – apesar de ser forçada a admitir que ele é feio. (Nos sonhos) ele me compra flores, jóias e me leva para jantar”.
Ou: “Desde que eu me mudei para uma nova casa tenho encontrado com ele em meus sonhos. Não é sempre, mas quando sonho que estou voando ele também está, mas nunca fala”. Ou ainda: “Eu vi esse homem em meus sonhos vestido como Papai Noel”.
Balanço geral e conclusões: 1) Isso não é sonho, é pesadelo; 2) Repararam que, apesar de feio, ele está sempre relacionado a boas sensações ou lembranças? 3) É muito provável que o suspense seja revelado em breve, porque essa história tem um cheirinho de campanha publicitária – e das boas.

Visitem o site AQUI

2009/10/13

CARA-CRACHÁ

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:09

menunderwear

fechaduraNa semana passada, um blog de humor chamado “Holy Taco” publicou o post “O que a calcinha diz sobre ela”. No dia seguinte, o site “The Frisky” – dedicado a fofocas de estrelas de Hollywood e assuntos comportamentais – deu o troco e saiu-se com “O que a cueca diz sobre ele”.
Como bem sabemos, entra CPI, sai CPI, cueca é um tema que nunca sai de moda no Brasil. Confiram os tipos relacionados pelo “The Frisky”:

- Branca apertadinha: usada por homens clássicos, do tipo que tem um Golden Retriever – ou pelo menos cresceu com um. Gosta de longas caminhadas pela praia no verão e praticar sky no inverno. Certifique-se de que a cueca não esteja tão apertada, caso contrário será um problema para quem se exercita duas horas todas as manhãs. No restaurante, quando você pede a sobremesa, ele pergunta: “tem certeza de que vai comer isso?”. Ele pode ser apenas um militar ou usar esse tipo de cueca ironicamente, para parecer descolado ou porque tem senso de humor. Exemplares: Tom Cruise, Will Smith ou o apresentador do Multishow Edgard.

- Samba-canção: usada por caras que você pode levar para casa e apresentá-los à sua mãe. É o típico americano gente boa que gosta de praticar esportes e criar o bicho solto. É meio meticuloso e pode chegar a criticar sua própria coleção de calcinhas. Portanto, é recomendável não ser pega com aquelas calcinhas de vovó perto dele. Esteja atenta ao primo faceiro, que geralmente usa os modelos de seda estampados. Exemplares: Brad Pitt, George Clooney ou Luciano Huck.

- Boxer: é alternativo mas, surpreendentemente, bem-dotado. Precisa vestir algo mais confortável. Ele não tenta impressionar ninguém, apenas é o que é. Provavelmente não quer compromisso sério, mas você só vai descobrir isso na manhã seguinte. Exemplares: Gael García Bernal, Edward Norton ou Reinaldo Gianecchini.

- Tanga: inseguro e machão ao mesmo tempo, é um tipo que compensa o fato de que tem algo a esconder simplesmente não escondendo nada. Não há como vestir esse modelo e manter um ar de dignidade ou classe. Alerta aos homens: sungas e outros modelos da mesma laia são como criptonita para as mulheres. Exemplares: Jude Law ou Alexandre Frota.

- “Manties” (espécie de cueca que é, na verdade, uma calcinha feminina bem grande): antes de surtar ou ter um ataque cardíaco, considere o fato de que ele pode não ser um pervertido sexual, mas um confidente. Pode ser também um hedonista que muito provavelmente vai pegar emprestada uma de suas lingeries enquanto a nova compra dele não chega. Use com cuidado. Exemplares: David Bowie, Prince ou Serguei.

Tomo a liberdade de acrescentar mais um modelo à lista:

- “Made in Brazil”: muito usada por políticos ou trapaceiros em geral em qualquer estação do ano. Pode ser branca apertadinha, samba-canção, boxer, tanga ou “manties”. Em época de eleições serve para carregar dólares, talões de cheque, notas fiscais frias ou pistas de qualquer espécie. Às vésperas de vestibular ou exames nacionais do ensino médio, para esconder provas e gabaritos. Exemplares: José Adalberto Vieira da Silva (assessor do irmão de José Genoíno) ou Felipe Ribeiro (que roubou a prova do Enem). Esqueci-me de alguém?

2009/10/12

NADA ALÉM DA VERDADE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:09

dietary

bifeQuando a fome bate, não adianta. Uma barriga roncando vale mais do que mil calorias.
Segundo um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Nova York e Yale, as informações calóricas trazidas nos rótulos dos alimentos não surtem nenhum efeito sobre os hábitos dos consumidores – pelo menos entre os de baixa renda.
Quatro cadeias de fast food participaram do estudo – McDonald’s, Wendy’s, Burger King e Kentucky Fried Chicken. Todas elas em bairros pobres de Nova York, onde a taxa de obesidade é elevada entre os mais pobres.
Se a mesma pesquisa fosse realizada entre pessoas das classes A e B é provável que o resultado tivesse pequenas variações.
No entanto, três fatores precisam ser levados em consideração: o tempo disponível para a refeição, o dinheiro que se tem no bolso e o grau da fome. Se houver a conjunção dos três, damos adeus aos hábitos saudáveis e uma salva de palmas para o hambúrguer e a batata-frita.
Infelizmente a cada vez que nos rendemos aos prazeres da mesa os efeitos no corpo e na saúde tornam-se visíveis. O jeito é apelar para dietas mirabolantes que muitas vezes não são toleradas por muito tempo.
Mas um site americano garante que tem uma boa técnica para ajudar rechonchudos a entrarem em forma.
O “Weightnags.com” sacaneia o internauta com piadas sobre seu peso até ele resolver tomar uma atitude. Após cadastrar o e-mail, o usuário passa a receber uma vez por semana uma mensagem com “incentivos”. É possível também cadastrar o número do celular para receber torpedos em horários aleatórios.
Entre as frases, “Cuide da sua carcaça gorda antes que você coma alguns quilos da carcaça de outra pessoa”; “Admita, gordinho: você precisa que alguém te perturbe a cada 15 minutos, não precisa?”; “Aposto que suas calças estão apertadas. Você malhou hoje?”; “Por que você ainda está sentado aí? Ande. Sua barriga está balançando?”; “Você sabia que ficar sentado no sofá queima 68 calorias por hora? Bom trabalho, continue!” ou ainda “Andar do seu cubículo até a sorveteria não é um exercício, a não ser que a distância seja de uns três quilômetros.”
A proposta pode parecer estranha, mas duas horas depois de lançado, na última semana de setembro, o site já contava com 250 assinantes. 
Definitivamente informação no rótulo é o que os gordinhos menos precisam.

Conheçam o site AQUI

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