O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/09/30

UM HÓSPEDE DO BARULHO

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 08:57

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bolaferroAntes do golpe que o tirou do poder em Honduras, Manuel Zelaya tentava realizar um plebiscito – considerado inconstitucional – que abrisse caminho para reformar a Constituição. Seus opositores alegam que ele queria, no fundo, aprovar a reeleição presidencial e se candidatar de novo nas eleições de novembro.
Na manhã em que seria realizada esta consulta popular, o quarto de Zelaya foi invadido por soldados mascarados armados que o levaram para o aeroporto e o despacharam – de pijamas – para a Costa Rica. O resto da novela temos acompanhado diariamente há quase três meses.
No início não estava muito claro até que ponto o Brasil era cúmplice do presidente. Mas algumas pistas dadas pelo Belchior de Honduras sugerem que os prisioneiros somos nós, brasileiros.
Zelaya tem se comportado como uma visita indesejada, o verdadeiro “Hóspede do Barulho”. Começou tirando uma soneca no sofá. Daqui a pouco estará abrindo a geladeira, fazendo pipi de porta aberta e pedindo o carro emprestado.
Aliás, tem feito muito pior: o ministro Celso Amorim revelou ontem que o presidente deposto chegou a solicitar o empréstimo de um avião da FAB para levá-lo de volta a Tegucigalpa – pedido sabiamente negado.
Mais: Zelaya está transformando a embaixada brasileira numa pensão hondurenha. O local – que chegou a contar com 300 moradores –, está agora, nas palavras de Celso Amorim, com um “certo estacionamento de aproximadamente 60 pessoas”.
Além disso, ele tem usado a Casa brasileira para fazer pronunciamentos para inflamar a população de seu país– apesar dos apelos do Brasil para que não use a embaixada com este fim.
Na história de “Um Hóspede do Barulho” uma família encontra um Pé Grande e o leva para casa. A visita destrói tudo: enterra objetos no quintal, amassa o teto do carro para enfiar a cabeça e come os peixes do aquário. Apesar de terrível, ele vai conquistando a todos e quase vira um membro da família (quase, não vou contar o fim do filme).
Torçamos para que Zelaya não tenha a mesma sorte e que Pé Grande seja o que ele tome no bumbum muito em breve.

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2009/09/29

INVASÃO BICHANA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:50

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ericDepois do calendário “Yoga Dogs” – em que os cães reproduzem poses da ioga – mais uma novidade animal.
Uma empresa britânica chamada Takkoda acaba de lançar um calendário em que cada mês é representado por um bicho fantasiado como um astro da música.
Há opções para agradar as preferências musicais de todos os donos, como Bob Marley, Amy Winehouse, Stevie Wonder, Sid Vicious, Jimi Hendrix, David Bowie, Ozzy Osbourne e outros.
O resultado é perfeito. Para conseguir tanta vivacidade, o fotógrafo clicou cada animal em sua própria casa. Depois, digitalmente, foram acrescentados os trajes e outros “efeitos de pele”.
A “Takkoda” – cujo nome vem dos indígenas “Sioux” e significa “amigo de todos” – atua no mercado pet há anos, sempre produzindo uma infinidade de itens com estampas animais. Além dos retratados no calendário 2010, há os que enfeitam xícaras, canecas, camisetas, bolsas, imãs de geladeira, gorros, porta-copos e cartões. Nestes casos, as personagens não se limitam à música. Borat, Che Guevara, Chaplin, Mestre Yoda, Winston Churchill e Audrey Hepburn são alguns dos homenageados. 
O calendário está à venda no site da empresa e custa US$ 14.

Vejam fotos AQUI

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2009/09/28

FEIOS DO MUNDO, UNI-VOS!

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 08:44

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globoocularTradicionalmente nesta época do ano a cidade de Egremont, a cerca de 500 km de Londres, sedia a “The Crab Fair”. A festa – que ocorre desde o século 13 no terceiro sábado de setembro – é uma maneira de a comunidade celebrar a colheita e divulgar seu produto mais famoso, as “crab apples” – uma maçã silvestre bem ácida.
Mas não são os frutos que atraem turistas de todo o mundo para Egremont. A principal atração do evento é o “The World Gurning Championship”, um campeonato de caretas no qual os competidores contorcem o rosto sem o auxílio das mãos e usam uma espécie de colar para cavalos.
“To gurn” significa rosnar como um cachorro distorcendo a fisionomia para parecer o mais selvagem possível. Ninguém sabe explicar ao certo a origem da brincadeira, mas há duas versões. Uma diz que havia um cidadão que colocava a tal coleira de cavalo num maluco da região e pedia-lhe que fizesse caretas em troca de algumas canecas de cerveja.
A segunda é mais cruel e narra o episódio de um fazendeiro que, ao chegar em casa bêbado e encontrar a esposa de cara amarrada, grita: “pare de fazer careta, mulher!”. E tasca-lhe o colar de cavalo.
O campeonato é aberto para competidores de outros países, mas tanto o título masculino quanto o feminino ficaram com os próprios moradores da cidadezinha. Na categoria feminina, Anne Woods. Na masculina, o feioso-mor foi Gordon Blacklock (acima), que estava 13 anos sem vencer.
Acredita-se que a primeira “The Crab Fair” tenha acontecido em 1267, quando o lorde de Egremont começou a tradição dando maçãs ao povo. A festa teria continuado durante todo o dia com um desfile de carros usados na colheita da fruta e uma centena delas lançadas à multidão na principal rua do povoado.
Outras atrações da festa são corridas – de rua, de cães, de bicicletas –, competições de comida – como a de bolo com melado – e as que incluem cantar algo no dialeto regional.

Confiram o site da festa AQUI

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2009/09/27

A COBRA FUMA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 11:10

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isqueiroApós três anos, Antônio Fagundes retorna aos palcos de São Paulo com o monólogo “Restos”.
E o ator voltou arranjando encrenca: antes mesmo da estreia avisou que peitaria a lei que proíbe fumar em ambientes fechados. Além disso, apesar de ter sido aprovado pelo Ministério da Cultura, não quis captar recursos pela lei Rouanet para montar o espetáculo – declarou que está “cansado de ser chamado de ladrão” e produziu tudo sozinho.
Os efeitos foram imediatos. O governo paulista reviu as regras e liberou o uso do cigarro no palco. Quanto à falta de patrocínio, quem paga o pato é o público: R$ 100 cada ingresso.
Se a decisão de Fagundes em torno do uso da lei de incentivo é questionável, o mesmo não se aplica ao assunto tabagismo. O ator estava correto em lutar por seus direitos porque o tabaco é, ao lado de Fagundes, personagem do espetáculo.
O texto é do dramaturgo norte-americano Neil LaBute e se passa no velório de Mary Jo, esposa de Edward Carr (Fagundes) morta por câncer. Carr acende um cigarro atrás do outro para aplacar o sofrimento da perda.
O monólogo é uma reflexão sobre o destino, escolhas, o sentido da vida, família, morte e, principalmente, sobre o amor. O final surpreendente, dizem os críticos, é uma das características da obra de LaBute. Segundo Fagundes, é o que eles chamam de “golpe de teatro”.
Nunca achei Fagundes um ator brilhante, mas é interessante assisti-lo despido dos trejeitos que ele costuma inventar para os fazendeiros que interpreta nas novelas, como a voz fina e uma quase irritante língua presa. Louvável também é a capacidade do ator em se emocionar diversas vezes durante o espetáculo e dizer um texto de 43 páginas sem tropeços. Com efeito, um grande ator.

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2009/09/26

CADA GÔNDOLA, UM FLASH

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:14

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globoocularNo conto “O Homem Nu”, de Fernando Sabino, um sujeito devidamente trajado como veio ao mundo dá uma escapulida até a porta de serviço só para recolher o pão para o café da manhã. Imaginava que seria jogo rápido, mas não contava com a mão do destino batendo a porta e o trancando para fora do apartamento.
Essa história sempre me vem à mente quando me deparo com pessoas vestidas como espantalhos em algum lugar público. Penso: das duas, uma. Ou elas também ficaram presas para fora de casa ou moram com um ser humano sádico o suficiente para deixá-las saírem nessas condições.
O estranhamento não é causado apenas pelo figurino. O vilão pode ser o corte de cabelo, a postura, a evolução ou a harmonia da obra. Certeza, apenas uma: o desejo de ter uma máquina fotográfica à mão para registrar essas personagens.
Parece que o gênio da lâmpada ouviu esses pensamentos e os transformou em realidade. Há pouco mais de um mês entrou no ar o “People of Walmart”, um site que reúne fotos de manequins altamente suspeitos que frequentam o Wal-Mart em vários estados americanos.
Há de tudo: carros estranhíssimos no estacionamento, gente de pijama, com pedaço de papel higiênico preso à roupa, cabelo despenteado, meia por cima da calça, pessoas vestidas como o Capitão América, macacões jeans curtos apertadinhos e até noivas.
Em poucos dias o site tornou-se um “viral” – maneira descolada de chamar algo que vira mania por causa do boca-a-boca – e foi matéria da “Time Magazine”.
Em entrevista à revista, seus três inventores – Andrew, seu irmão Adam e o amigo Luke – contaram que a ideia surgiu das andanças pelos corredores de uma das lojas da rede na Carolina do Sul.
Sucesso instantâneo na última semana de agosto, o número de visitantes aumentou 700% num único dia e por pouco o site não teve de apelar para os pássaros que dão uma forcinha à baleia do Twitter.
No site, o trio faz questão de deixar claro que não tem nada contra o Wal-Mart e que não há qualquer relação com a rede de supermercados. O objetivo “é simplesmente fazer uma análise bem-humorada das extraordinárias paisagens encontradas na loja favorita da América”.
Além disso, dizem que não querem publicar imagens estereotipadas de caipiras com mullets. “Mullets são muito comuns. Queremos mostrar aquelas coisas que quando você vê, tem vontade de ligar na hora para alguém e dizer: cara, eu tô aqui no Wal-Mart e acabo de ver uma cabra”.
Eles também não publicam fotos de deficientes físicos, pessoas em cadeira de rodas e funcionários da rede de supermercados.

Vale a pena apreciar algumas fotos selecionadas AQUI ou visitar o site AQUI

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2009/09/25

OS ZEZÉS E OS LELÉS

Arquivado em: Matutando — trezende @ 09:07

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mascarasSe o noticiário se mantiver assim até fevereiro, uma antiga marchinha de Carnaval irá desbancar Claudia Leitte e Ivete Sangalo juntas. O hit do verão 2010 será “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?”.
As demonstrações públicas e furiosas de homofobia tornaram-se tão frequentes que é possível até elaborarmos um “top five homofóbico”. Por ordem decrescente:

1) O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, chamando o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de “viado fumador de maconha”. E o pior: dizendo que “se Minc participasse da Meia Maratona Internacional do Pantanal ele o alcançaria e o estupraria em praça pública”;
2) A declaração do técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, de que “homem que tem ciúme do outro é viadagem. E eu não trabalho com homossexual, não tenho viado no meu elenco. Eu trabalho com homem”;
3) Flavio Briatore pondo em dúvida a sexualidade de Nelsinho Piquet: “Ele vivia com este senhor – o italiano Marc Cavezzale –, não se sabe que tipo de relação eles tinham, mas o pai estava muito preocupado com o relacionamento dele com esse cara de 50 anos e pediu que eu interviesse”;
4) Marta Suplicy insinuando, durante a campanha à prefeitura de São Paulo no ano passado, que Kassab seria homossexual. O locutor da campanha petista perguntava: “Você sabe mesmo quem é o Kassab? Sabe de onde ele veio? Qual a história do seu partido?”. Depois da foto do prefeito: “Sabe se ele é casado? Tem filhos?”;
5) Há dois anos, o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., num programa da Record. Indagado sobre a possibilidade de haver um atleta homossexual no time disposto a assumir publicamente sua opção, Cyrillo respondeu: “O Richarlyson quase foi do Palmeiras”.

É fato: estamos passando por um momento balaio de gato em termos de sexualidade. Num ontem não muito distante existiam apenas três sexos: o masculino, o feminino e a coluna do meio.
Hoje, mais do que os inúmeros subtipos, as denominações criadas para se referir a eles são espantosas. Ninguém é apenas gay. Há os transexuais, os transgêneros, os travestis, os bissexuais, os intersexuais, os pansexuais, as dragqueens, os crossdressers, as lésbicas e, espremidos no meio disso tudo, os heterossexuais.
Alguns – com o intuito ou não de criar polêmica – tentam se enquadrar em alguns destes subtipos. A cantora Fergie, as atrizes Megan Fox e Lindsay Lohan se declararam bissexuais. Lady Gaga chutou o balde e disse que é hermafrodita.
A dúvida na área da sexualidade é o novo preto. Além dos artistas e seus produtores, publicitários também já perceberam a mudança e aproveitam para tirar uma casquinha – vide a sugestiva campanha da Arezzo com Juliana Paes e Cleo Pires.
Enfim, se há uma pergunta difícil de ser respondida atualmente é: “Você sabe com quem está falando?”. E justamente por isso os lelés deveriam tomar mais cuidado ao classificarem o próximo.

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2009/09/24

QUANDO A RECEITA DESANDA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:53

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claqueteAté que ponto o dinheiro pode falar mais alto na vida ou na carreira de uma pessoa? Impossível se esquivar à questão na tentativa de decifrar “Os Normais 2”. É também a justificativa mais razoável para o fato de Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres se meterem numa roubada dessas.
Topar uma personagem num filme cujo subtítulo é “A noite mais maluca de todas” só faz sentido em troca de uma porcentagem sobre os lucros da bilheteria. “Os Normais 2” é o que de pior foi produzido no cinema brasileiro recente.
Os ingênuos que esperam encontrar os ingredientes que fizeram o sucesso da série na TV por três anos ficarão chocados. Se ainda havia vida inteligente na comédia popular, o último bastião acaba de tombar.
Desta vez, o cinema fez o caminho inverso e transformou a magia em assombração. Os diálogos bem-sacados, o enredo criativo e o ritmo da história se traduziram em trocadilhos fáceis e grosseria ao ponto de classificarmos Paulo Cesar Pereio como lorde.
O tema de abertura – o divertido “Doida Demais” – foi substituído por um “Livin´ la Vida Loca” em espanhol. A história abusa da inteligência e da paciência do público ao misturar um apanhado de lugares-comuns com inverossimilhanças que beiram a infantilidade mais comezinha.
Numa das cenas, os seguranças do Copacabana Palace, à caça de Rui e Vani, flagram Vani na cama com um bicho-preguiça e perguntam se ela tinha visto um casal passar por ali. Ela inventa um sotaque francês e responde que não, que está em lua-de-mel e pede para não ser incomodada. Nem o Mr. Bean é tão boboca.
Se algo se salva em meio a tanto amadorismo é Daniel Dantas e sua incomparável cara de bobo.
Os roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young – responsáveis por terem transformado “Os Normais” numa grife – terão de ralar bastante para tentar recuperar o prestígio adquirido. Já Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres continuam devendo explicações.

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2009/09/23

BEM NA FOTO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:05

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patoDiz o ditado popular que ser pai ou mãe é padecer no paraíso. O fato é que em se tratando de ambiente corporativo a paternidade ou a maternidade têm lá suas vantagens. Tudo fica muito mais suave para os “papis” e “mamis” quando a imagem de um pequerrucho vem à cabeça do responsável pela divisão de tarefas.
Vistas são feitas grossas, afinal, filho precisa do carinho e da atenção dos pais, demanda tempo porque precisa ser levado ao médico, ao colégio, sem falar nas reuniões escolares – realizadas justamente no horário de trabalho.
Quem é solteiro e sem filhos segura a batata quente e precisa ser um buda para ouvir frases como “você será pai um dia e saberá como é difícil” ou “precisamos ser todos colegas”.
Pensando nos solteiros reféns desta situação, um grupo de norte-americanos lançou o “The Office Kid”, uma espécie de “kit filho”. Cada um vem com a foto de uma criança num porta-retrato – na etnia de sua escolha –, um trabalho artesanal que poderia ter sido feito pelo seu filhote e uma lista com sugestões de desculpas para se chegar atrasado. Tudo por US$ 19,95.
Por uma taxa adicional o cliente pode encomendar a foto da sua “cria” com a camisa de um time e um formulário médico falso.
No site, os inventores explicam como tudo começou: “Como várias coisas no mundo – exceto neurocirurgia e fusão a frio – boas ideias surgem de um happy hour, uma caneta e um guardanapo sujo. Assim como estamos cansados da lenga-lenga dos anúncios dirigidos a pessoas na faixa dos 20 anos, estamos fartos das desculpas inventadas por colegas para faltar ao trabalho. Das travessuras da garotada às consultas médicas, todos dividimos histórias semelhantes e estamos de saco cheio porque não temos filhos”.
Fica a dica para os solteiros que forem começar num novo emprego: decorar seu ambiente de trabalho ludicamente, colocando o porta-retrato em cima de mesa e grudando os desenhos pelas paredes. Se precisar sair mais cedo, apele para a reunião da escola, um resfriado que apareceu de repente ou uma catapora. É batata.

Façam pedidos AQUI

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2009/09/22

TONTOS DE AMOR

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:48

rollercoaster

alvoO parque temático de Alton Towers, em Staffordshire, na Inglaterra, está com uma programação para dar uma forcinha aos encalhados. Durante todo o mês de setembro está oferecendo um serviço de “speed date” (“primeiro encontro”) nas montanhas-russas.
Enquanto aguardam na fila, os pares são formados para caírem de amor em brinquedos com nomes sugestivos como “Rita”, “Spinball Whizzer” ou “Rainha da Velocidade”.
O parque batizou a ideia de “o encontro mais rápido do mundo” – até porque as piruetas duram apenas 49 segundos.
É provável que a inspiração tenha surgido de um estudo divulgado no ano passado e que não ganhou muito destaque na imprensa.
Durante uma palestra do Festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, o psicólogo Richard Robinson revelou que situações perigosas e emocionantes podem aumentar os níveis de um tipo de hormônio – feniletilamina – que também é responsável por fazer as pessoas se apaixonarem à primeira vista.
Segundo ele, a feniletilamina causa uma sensação de alegria e excitação. Portanto, para fazer duas pessoas se apaixonarem a dica é levar o casal para um passeio numa montanha-russa.
A descarga deste hormônio imita os efeitos do amor. O único problema é que os níveis da feniletilamina caem rapidamente.
Se a notícia pós-pirueta não é muito animadora, quem sabe outra descoberta do psicólogo possa ser mais eficaz. Richard é autor de “Why the one you fancy never fancies you” (“Por que a pessoa de que você gosta nunca gosta de você”).
No livro ele defende a tese de que os parceiros se atraem pelo cheiro – este é o melhor indicador de que uma pessoa é geneticamente diferente da outra. E diz: “se você é honesta, não deveria depilar as axilas. Se quiser ser desonesta, use desodorante ou perfume”.
Mr. Robinson empenha-se em ajudar, mas está mesmo colocando areia nos sonhos de muita gente. Já imaginaram passar um dia num parque de diversões sem desodorante? Em menos de 49 segundos quaisquer possibilidades de “speed date” caem por terra.

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2009/09/21

JEITINHO BRASILEIRO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 11:04

museu

eric“Esse país não pode ter vergonha mais de ser patriota”. Uso a frase da ministra Dilma Rousseff em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” de ontem após visitar um blog que a princípio parece made in Brazil.
Chama-se “The Museum of Unintended Use” – algo como “O Museu do Uso Não-Intencional” – e reúne ideias tipicamente brasileiras, como as duas acima.
O blog é relativamente novo. Começou a ser escrito em junho deste ano por Rik Kuiper, um jornalista holandês da área de Ciência da cidade de Utrecht.
Rik explica que o uso não-intencional é dar um novo sentido aos objetos. É abrir uma garrafa de cerveja com um isqueiro, usar o telefone celular como lanterna, decorar uma árvore com CDs para espantar pássaros ou usar lápis e canetas para prender o cabelo. É o jeitinho brasileiro fazendo escola.
O jornalista – que se define como o curador do museu – recebe fotos de diversas partes do mundo. Entre as novidades, utilizar batata como peso para papel, mala de viagem como berço ou cobertor como capa para o carro. Mas há também os clássicos: usar a chaleira como vaso para plantas; a ponta da faca para apertar parafuso; abrir uma caixa com a chave do carro ou dar banho no bebê dentro do tanque.
Portanto, ouçamos o conselho de Dilma e não tenhamos mais vergonha de sermos patriotas. Vamos dar nossa contribuição ao “The Museum of Unintended Use”.
Antes, enviem suas imagens para este blog. O “melhor uso não-intencional” será premiado com uma camiseta do filme “Um Faz-de-Conta que Acontece”.

Enviem a foto para tatianarezende@hotmail.com até 5 de outubro.

Confiram o site AQUI

2009/09/20

TRICK OR TREAT?

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 13:20

foodbingo

estetoscopioQuando não nos é dada uma opção à tragédia cabe a nós transformá-la, se não em comédia, pelo menos em algo mais aceitável.
Partidário da mesma ideia, um jornalista inglês de 47 anos que está há mais de 20 semanas no hospital decidiu narrar suas (des) aventuras num blog, o “Notes from a Hospital Bed – The ramblings of a poor sod forced to spend months in traction in an NHS hospital” (“Notas de uma cama de hospital – Divagações de um cara forçado a passar meses imobilizdo num hospital público da Inglaterra”).
O paciente – que sofre de uma rara infecção nos ossos – não identifica em que hospital está internado e usa o pseudônimo de “Traction Man” (“Homem Imobilizado”) para evitar represálias.
No blog descreve sua rotina de contar os tijolos da parede, as tentativas de chamar os enfermeiros pelo sistema telefônico, os banhos-de-gato e, principalmente, os problemas com a comida.
Sobre este assunto já publicou a pesquisa de satisfação sobre o cardápio hospitalar e até criou um jogo, o “Hospital Food Bingo” (“Bingo da Comida de Hospital”), em que posta fotos dos pratos que lhe são servidos e pede aos leitores que tentem adivinhar do que se trata. Segundo ele, até a comida nas prisões deve ser melhor.
Apesar do senso de humor, o jornalista pega pesado: diz que os legumes são encharcados e que os pudins parecem ter sido rolados no chão da cozinha antes de chegarem ao prato. Num post recente, pergunta diante do que parece ser uma omelete: “devo comer ou consertar meus sapatos?”.
Procurado pelo jornal “Mail Online”, o Departamento de Saúde britânico declarou que “a maioria dos pacientes está satisfeita com a comida. Qualquer um que tenha reclamações deve fazê-las ao hospital”.
Para quê? Para morrer envenenado?

Visitem o blog AQUI

2009/09/19

CADA UM COM SEU CADA UM

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:32

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bolaferroSem programa para sábado? A dica é um passeio que será inaugurado hoje: “The Polygamy Experience: A Guided Tour of Colorado City” (“Aventura Poligâmica: Uma excursão guiada pela cidade do Colorado”).
Não se trata de um tour pelas comunidades hippies perdidas em algum canto do Arizona, mas uma visita às remanescentes famílias da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que ainda praticam a poligamia.
A ideia é dos irmãos Richard e Heber Holm, antigos membros da igreja. O objetivo – além de obviamente levantarem uma graninha – é durante um passeio de quatro horas pelo Colorado (no Arizona) e Hildale (em Utah) responder a questões sobre a história e as tradições da comunidade. O programa inclui também passagens por mercados, parques, cemitérios e um piquenique pelas falésias do Vermillion Cliffs.
Popularmente conhecida como a “igreja dos mórmons”, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada no início do século 19 por Joseph Smith. Para ele, um dos caminhos para se chegar a Deus era através da poligamia. No entanto, os membros passaram a ser perseguidos por autoridades norte-americanas e a prática foi abolida em 1890. Hoje em dia, apenas os chamados “mórmons fundamentalistas” são poligâmicos. Excomungados, vivem em comunidades isoladas no Arizona e em Utah.
A partir de hoje os tours serão diários. Adultos e crianças acima dos 12 anos pagam US$ 70. Crianças abaixo dos 11, US$ 60.
Informalmente conhecemos algumas famílias poligâmicas – mesmo que seus envolvidos não saibam disso. Portanto, o passeio só se tornará interessante se existir a possibilidade de o turista dialogar com os próprios moradores – tanto os homens quanto as mulheres que vivem numa situação tão incomum aos olhos dos não-praticantes da religião. Do contrário, será como visitar animais no zoológico.

Acessem o site AQUI

2009/09/18

MAMMA MIA!

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:26

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rolofilme2Quem conhece, diz que se deve evitar viajar à Itália em agosto. No dia 15 comemora-se em todo o país o Ferragosto, feriado que celebra a ascensão de Virgem Maria.
Na teoria, a folga é de apenas um dia, mas como italianos e brasileiros têm muito em comum, durante quase todo o mês várias cidades ficam às moscas.
Esse é o ponto de partida para o saboroso “Pranzo di Ferragosto” (“Almoço em Agosto”), dirigido e interpretado por Gianni di Gregorio. Mais do que um almoço. Um banquete.
O menu de elogios começa pela própria história: um solteiro que vive com a mãe em Roma vê seus planos de curtir o feriado irem por água abaixo quando é obrigado a hospedar três outras velhinhas em sua casa.
A entrada já seria deliciosa, mas os pratos principais não tardam a chegar. Primeiro: não entre na sessão com fome. Gianni passa boa parte do tempo na cozinha para alimentar senhoras que, segundo os filhos, “comem que nem passarinho”.
O segundo “piatto” é o elenco, verossímil porque parece não-profissional. Nenhuma delas é tratada como coitadinha: há a mãe – italiana vaidosa que tem lá sua semelhança com o Serguei –; a bon vivant que quer sair à noite para fumar e beber; a repetitiva – que só fala dos filhos e dos pratos que sabe cozinhar –; e a que precisa ser viagiada para seguir as recomendações médicas. As quatro tiazinhas dão um show de naturalidade e nos fazem crer que tudo saiu de improviso.
E, por fim, a sobremesa: o filme tem apenas uma hora e dez minutos. Mas a sensação não é a de ter saído de um restaurante fast food. Deixamos a sala como se tivéssemos participado de um banquete.
“Almoço em Agosto” foi uma das grandes surpresas do Festival de Veneza do ano passado – ganhou três prêmios, incluindo o de melhor diretor estreante.
Esse chef tem mesmo futuro.

2009/09/17

CESÁREA COR-DE-ROSA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 11:09

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prontosocorroCafés, hotéis e restaurantes temáticos não chegam a ser novidade – pelo menos para os leitores deste blog.
Já conhecemos o “Banheiro Moderno”, em Taipei, em que o toalete é a inspiração; a lanchonete “Buns and Guns” (“Pães e Armas”), em Beirute, que lembra um posto militar e tem até som ambiente que reproduz tiroteios; o “Calico”, café que aluga gatos em Tóquio; e vários hotéis feitos a partir de fuselagens de aviões antigos.
A extravagância da vez vem de Taiwan e bate todas as anteriores. É o Hau Sheng Hospital, em Yuanlin, que fica a cerca de 150 quilômetros de Taipei. O hospital é o primeiro do mundo totalmente inspirado na Hello Kitty e autorizado pela Sanrio, a detentora da marca.
Inaugurado em 2006, com capacidade para 30 leitos, o local foi construído por Tsai Tsung-chi.
O diretor do hospital gastou três milhões de dólares para realizar o sonho da ala feminina da família. Mãe, esposa e filha são fãs da personagem. Mas não é só isso. Ele acredita que a atmosfera de paz proporcionada pela gatinha japonesa é ideal para reduzir o estresse nas mães e nos bebês.
Desde a abertura, mais de dois mil pequenos taiwaneses já foram dados à luz no Hau Sheng Hospital. Além da tranquilidade, os recém-nascidos endinheirados de Taiwan contam com vários luxos: quartos decorados como as lojas da Sanrio; cobertores nas cores rosa ou azul; certidões de nascimento com a cara da gatinha; enfermeiras vestidas com uniformes e aventais rosa e até estátuas da Hello Kitty no hall do hospital. Duas vezes ao ano pessoas fantasiadas como a gatinha visitam mães e bebês.
A ideia é controversa. Há quem considere o local um shopping e não um hospital. De fato, é difícil confiar num médico vestido com um avental da Hello Kitty. É quase como estar na Disney, passar mal e ser operada pelo Pateta.
A questão é que quem tem condições de bancar um luxo como esse deve ter informação e esclarecimento suficientes para inspecionar o ambiente e a experiência profissional dos envolvidos. Sem contar que o Hau Sheng Hospital é mais seguro do que qualquer hospital que atende pelo SUS no Brasil.

Vejam mais fotos AQUI

2009/09/16

POR QUE NÃO TE CALAS?

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 09:03

gaffe1

megafoneO ex-padre irlandês que agarrou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona das Olimpíadas de Atenas ataca novamente. Mas desta vez, fantasiado de rapper.
Aconteceu neste domingo, durante a festa do “VMA” (“Video Music Awards”) da MTV americana. O cantor Kanye West subiu ao palco no momento em que Taylor Swift recebia o prêmio de melhor vídeo feminino. Ele roubou o microfone e disse: “Estou realmente feliz por você, mas Beyoncé tinha um dos melhores vídeos de todos os tempos”.
Ninguém entendeu nada e a violência gratuita tomou proporções inacreditáveis em menos de dois dias. Além de pedir desculpas em seu site, “sentindo muuuuuuito por Taylor Swift, seus fãs e sua mãe”, o rapper foi ao programa de Jay Leno, reconheceu o erro dizendo que “roubou o momento dela” e chorou.
Até Obama, involuntariamente, já comentou o caso. Durante uma entrevista ao repórter Terry Moran da CNBC, o presidente chama Kanye West de “idiota”.
A declaração foi feita de maneira muito informal – ouvindo o áudio, parece que antes de uma coletiva –, mas o repórter postou o comentário no Twitter. Algumas horas depois a mensagem foi deletada, mas o mundo já ficou sabendo. A rede de TV teve de pedir desculpas à Casa Branca pelo incidente.
A bola de neve só cresce. A atitude de Kanye West virou motivo de piada pela Internet afora. No site “I´mma Let You Finish” (“Eu vou deixar você terminar”) o cantor aparece em várias fotos falando a verdade para algumas personalidades.
Numa delas, diz a Forrest Gump que Usain Bolt tem as melhores pernas de todos os tempos. Aos garotos do “Jonas Brothers”, diz que os “Hanson” são uma banda de irmãos muito melhor. A Osama Bin Laden, que o jogo de esconde-esconde de Anne Frank foi o melhor que se teve notícia.
A confusão envolvendo o rapper fez até com que a libertação do jornalista iraquiano que deu a sapatada em Bush passasse batida. Pena. Kanye West teria muito o que aprender com ele.

Visitem o site com mais fotografias e com o áudio de Obama AQUI

Falou besteira? Quer pedir perdão? Conheçam o “gerador de desculpas Kanye West” AQUI

2009/09/15

AND THE OSCAR GOES TO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:25

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claqueteCinéfilo de verdade não gosta de deixar a sala de exibição para nada – nem para ir ao banheiro. Mas como há jeito para tudo nessa vida, já pensaram numa solução até para quando a fisiologia fala mais alto. O “Run Pee” é um site que indica o melhor momento para ir ao banheiro durante um filme.
Dan Florio, criador do site, diz que todo filme tem uma ou mais cenas que não são cruciais para o entendimento da história. É possível sair tranquilamente sem grandes prejuízos e, na volta, não incomodar o parceiro – e o resto do cinema – com perguntas como “o que eu perdi?”.
O site recomenda a cena de saída – com a hora aproximada –, diz quantos minutos o pipi pode demorar e fornece uma breve sinopse da parte que o espectador deixa de ver durante a pausa forçada.
O detalhe é que esta sinopse aparece embaralhada para não funcionar como um estraga-prazeres para quem, sem querer, passa os olhos pela ficha do filme. Se o leitor quer mesmo saber o que acontece, tem de clicar no botão “desembaralhar”.
Os cinéfilos mais cibernéticos podem consultar as dicas durante o próprio filme usando o iPhone. O aplicativo do iTunes – que sai por 99 centavos de dólar – conta com um timer. Basta acioná-lo no início do filme que ele faz a contagem regressiva para o “pee time”.
A lista de usuários “top ten” inclui mulheres grávidas; mães acompanhadas de filhos; os que têm bexiga pequena; senhores; pessoas com problemas como incontinência urinária, próstata ou outras infecções de bexiga; qualquer um que goste de tomar refrigerante durante a sessão; quem precisa fazer uma ligação no celular; os que vão se reabastecer de guloseimas; os atrasados; e por fim, os que estão assistindo a um filme muito longo.
Dan Florio explica que pode parecer fácil, mas é um trabalho subjetivo e que demanda tempo – às vezes conta com a ajuda da mãe e da irmã.
As cenas escolhidas não são necessariamente as mais chatas, podem ser as que incluem perseguições de carro ou outras de ação. Além disso, Dan recomenda dois ou três momentos para a ida ao banheiro – nem muito no início, nem muito no fim.
E, claro, ele é o único nessa hstória toda que não pode sair para um “pee time”.

Conheçam o site AQUI

2009/09/14

ADEPTOS DA POKER FACE

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 08:45

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globoocularEstá empiricamente comprovado: os homens falam duas vezes mais mentiras do que as mulheres.
Enquanto os Pinóquios contam cerca de seis lorotas no decorrer do dia para a parceira, o chefe e para os colegas de trabalho, as mulheres ficam com a metade desse número.
O estudo – que ouviu 2 mil britânicos – também revelou que a conversa pra boi dormir comum entre ambos os sexos é “Não há nada de errado, estou bem”.
Homens inventam mais desculpas esfarrapadas quando o assunto é bebida ou admitir que o bumbum da esposa não está tão grande. Já as mentiras femininas estão mais relacionadas às compras. O curioso é que 83% dos entrevistados disseram que sabem identificar quando o parceiro está mentindo. Portanto, o famoso “me engana que eu gosto” também está empiricamente comprovado.
Um especialista em linguagem corporal ouvido pela reportagem do “Daily Mail” diz, entretanto, que muita gente não é capaz de ler os sinais. Acredita-se que o outro está faltando com a verdade somente quando esconde o rosto ou evita contato visual.
Na verdade, o que ocorre é exatamente o contrário. Mentirosos sabem convencer. Sentam-se de frente e olham para seus ouvintes para assistirem às reações que seus argumentos provocam.
Os resultados saíram de uma pesquisa providenciada pela distribuidora 20th Century Fox para o lançamento do DVD da série de TV “Lie to Me” (“Minta pra Mim”, ao pé da letra, mas traduzida para “Engana-me Se Puder”), estrelada por Tim Roth em janeiro deste ano na TV americana.
No programa, Tim Roth interpreta Dr. Cal Lightman. A personagem é baseada no psicólogo Paul Ekman, que defende a ideia de que as emoções humanas e as expressões faciais são determinadas biologicamente e não são motivadas por razões culturais. Ekman – que dedica sua vida a esse tema – identificou mais de 10 mil variações de fisionomia e determinou como cada uma se relaciona aos estados emocionais.

Os dez caôs mais contados pelos homens são:
1. Não há nada de errado, estou bem
2. Esta vai ser minha última dose
3. Não, seu traseiro não está grande
4. Estava sem sinal
5. Minha bateria acabou
6. Desculpe, perdi sua ligação
7. Eu não bebi tanto
8. Estou a caminho
9. Não era tão caro assim
10. Estava preso no trânsito

Os das mulheres:
1. Não há nada de errado, estou bem
2. Oh, isso não é novo, tenho isso há séculos
3. Não era tão caro assim
4. Estava em liquidação
5. Estou a caminho
6. Eu não sei onde está, nem toquei
7. Eu não bebi tanto
8. Estou com dor de cabeça
9. Não, eu não joguei fora
10. Desculpe, perdi sua ligação

2009/09/13

VIVER TAMBÉM SE APRENDE

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 11:53

cereal

panicEntrar num elevador é sempre um desafio. Permanecer – mesmo que por alguns segundos – na presença de estranhos, num ambiente pequeno, silencioso e sem janelas é, no mínimo, uma situação chata.
A falta de intimidade e de assunto leva à conversa-curinga: a previsão do tempo.
Algumas pessoas, no entanto, transportam esse mal-estar para outros encontros sociais e são incapazes de fazer com que o bate-papo renda mais do que um “nossa, que calor” ou “parece que vai chegar uma frente fria”.
Com a proposta de ajudar os que têm fobia social ou simplesmente quem precisa de companhia foi inaugurada há cerca de um ano, em Londres, a “The School of Life” (“A Escola da Vida”).
Em entrevista ao jornal “The Times”, a fundadora da escola disse que o objetivo não é oferecer um “verniz” de cultura nem aulas convencionais. Segundo ela, o propósito é “funcionar como uma agência de viagens para a mente”, o que inclui reuniões sobre como dar vida nova a um relacionamento, fazer amigos ou reagir a um insulto.
A equipe de professores conta com personalidades de prestígio internacional – como o fisósofo suíço Alain de Botton – que acompanham os alunos em cursos, férias temáticas, sermões não-religiosos, refeições com conversação e até num serviço de aconselhamento literário batizado de “biblioterapia”.
Nas refeições com conversação o aluno pode optar entre um café-da-manhã (por cerca de R$ 100) ou um jantar (por R$ 200, com direito a três pratos e uma taça de vinho). Em ambos há um menu inusitado.
Para cada prato do jantar, por exemplo, o menu de conversas sugere um tema e várias instruções para o papo ser iniciado, como “pergunte coisas que você realmente quer saber”; “arrisque no que você está disposto a dividir com a pessoa”; “diga coisas que nunca disse antes” ou “ouça com compaixão e a cabeça aberta”.
Tudo pode soar meio estranho, mas nem todo mundo tem o desprendimento de puxar – e manter – uma conversação. Há os tímidos, os neuróticos, os que se sentem discriminados, os que gostam mais de ouvir do que de falar e os antipáticos.
Tudo na vida se aprende – com dinheiro então, nem se fala.
A ideia da “The School of Life” não é muito distante da “Casa do Saber”, uma espécie de universidade livre – e chique – que tem unidades em São Paulo e no Rio. O local é um centro de debates que oferece cursos e palestras nas áreas de Ciências Sociais, Filosofia, História e Artes em geral.
A diferença é que em vez de ensinar a fazer amigos ou reagir a um insulto, ajuda a quem quer ver e ser visto.

Conheçam o site da “The School of Life” AQUI

2009/09/12

COMO NOSSOS PAIS

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:00

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fechaduraNesta semana, quando o Senado discutia se os candidatos devem ou não apresentar um atestado de bons antecedentes à Justiça Eleitoral, Wellington Salgado declarou: “Quem me deu educação foi meu pai e minha mãe. Só aceito se meu pai e minha mãe assinarem a declaração”.
A frase de Salgado é o sinal dos tempos. Num intervalo de 15 dias a relação entre pais e filhos saltou à esfera pública. E, curiosamente, tem se revelado muito mais sólida do que dentro de casa.
Primeiro foi Sasha e sua “sena” no Twitter. A derrapada no português agitou a Internet e os ânimos de muita gente, prinicipalmente dos fãs de Xuxa, que ficaram do lado da garota.
A mãe se comportou como uma galinha quando vê seus pintinhos em perigo e saiu em defesa da filha. Disse que ela foi alfabetizada em inglês e que não merece as críticas.
Agora é a vez de Nelson Piquet pai e Nelson Piquet filho. A troca de acusações com Flavio Briatore esquentou. O diretor da Renault está cuspindo fogo: processou Nelsinho por calúnia e chantagem e chegou ao ponto de questionar a natureza da relação do menino com Marc Cavezzale – antigo amigo da família.
O “filhinho de papai” tem um fiel escudeiro, Piquet pai, que também entrou no rolo. Briatore disse que conhece muito melhor o pai do que o filho e sabe que ele gosta de denegrir as pessoas. “Ele sempre falou mal do [Ayrton] Senna, da mulher de Mansell”.
Em ambos os casos, é possível que a portas fechadas os puxões de orelha sejam inevitáveis. Mas, por fora, bela viola. E, no fundo, é o que importa. Apesar dos conflitos naturais da relação entre pais e filhos, a defesa dos peixinhos é o que se espera dos peixões.
A pergunta que fica é se Getúlio, o “Pai dos pobres”, aprovaria as travessuras do “Filho do Brasil” – título do filme sobre a vida de Lula que chega aos cinemas em 2010.

2009/09/11

NAMASTÊ

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:15

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rolofilmeUma amizade verdadeira é como casamento: os cúmplices precisam dividir alegrias, tristezas e estarem juntos na saúde, na doença e nas roubadas. O mesmo vale para aquele que é tido como o melhor companheiro do homem, o cão.
O cachorro, coitado, sai em pequena desvantagem porque é desprovido de fala e tem de se fazer passar até por praticante de ioga.
Quem deu a ideia foi Otis, um Bull Terrier inglês. Cinco anos atrás o fotógrafo Dan Borris deu de cara com Otis tentando imitar sua dona, Joy, durante uma aula de ioga. Além de se esforçar para reproduzir os movimentos dela, ele aproveitava as paradas de mão para lamber o rosto de Joy.
Otis começou com posições simples – como aquela batizada, inclusive, como “downward dog”, em que o iogue faz uma espécie de ponte com a barriga para baixo. Segundo o fotógrafo, Otis evoluiu para posições mais complexas e iniciou sua própria prática.
Dan Borris localizou outros cães-iogues e com a ajuda de alguma tecnologia digital lançou o calendário canino 2009 – cada mês traz um cachorro de uma raça numa pose diferente. Posteriormente Dan criou o site “Yoga Dogs”, que além de várias fotos de cães possibilita que o dono-coruja imprima a imagem em canecas, camisetas ou onde mais quiser exibir os atributos de seu melhor amigo.
O calendário de 2010 já está à venda.
Visitem o site AQUI

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