
Antes do golpe que o tirou do poder em Honduras, Manuel Zelaya tentava realizar um plebiscito – considerado inconstitucional – que abrisse caminho para reformar a Constituição. Seus opositores alegam que ele queria, no fundo, aprovar a reeleição presidencial e se candidatar de novo nas eleições de novembro.
Na manhã em que seria realizada esta consulta popular, o quarto de Zelaya foi invadido por soldados mascarados armados que o levaram para o aeroporto e o despacharam – de pijamas – para a Costa Rica. O resto da novela temos acompanhado diariamente há quase três meses.
No início não estava muito claro até que ponto o Brasil era cúmplice do presidente. Mas algumas pistas dadas pelo Belchior de Honduras sugerem que os prisioneiros somos nós, brasileiros.
Zelaya tem se comportado como uma visita indesejada, o verdadeiro “Hóspede do Barulho”. Começou tirando uma soneca no sofá. Daqui a pouco estará abrindo a geladeira, fazendo pipi de porta aberta e pedindo o carro emprestado.
Aliás, tem feito muito pior: o ministro Celso Amorim revelou ontem que o presidente deposto chegou a solicitar o empréstimo de um avião da FAB para levá-lo de volta a Tegucigalpa – pedido sabiamente negado.
Mais: Zelaya está transformando a embaixada brasileira numa pensão hondurenha. O local – que chegou a contar com 300 moradores –, está agora, nas palavras de Celso Amorim, com um “certo estacionamento de aproximadamente 60 pessoas”.
Além disso, ele tem usado a Casa brasileira para fazer pronunciamentos para inflamar a população de seu país– apesar dos apelos do Brasil para que não use a embaixada com este fim.
Na história de “Um Hóspede do Barulho” uma família encontra um Pé Grande e o leva para casa. A visita destrói tudo: enterra objetos no quintal, amassa o teto do carro para enfiar a cabeça e come os peixes do aquário. Apesar de terrível, ele vai conquistando a todos e quase vira um membro da família (quase, não vou contar o fim do filme).
Torçamos para que Zelaya não tenha a mesma sorte e que Pé Grande seja o que ele tome no bumbum muito em breve.
P.S.: já enviou sua imagem para a promoção “O melhor uso não-intencional”? A melhor foto será premiada com uma camiseta do filme “Um Faz-de-Conta que Acontece”.
Mandem uma foto para tatianarezende@hotmail.com até 5 de outubro.

Depois do calendário 
Tradicionalmente nesta época do ano a cidade de Egremont, a cerca de 500 km de Londres, sedia a “The Crab Fair”. A festa – que ocorre desde o século 13 no terceiro sábado de setembro – é uma maneira de a comunidade celebrar a colheita e divulgar seu produto mais famoso, as “crab apples” – uma maçã silvestre bem ácida.
Após três anos, Antônio Fagundes retorna aos palcos de São Paulo com o monólogo “Restos”.
No conto “O Homem Nu”, de Fernando Sabino, um sujeito devidamente trajado como veio ao mundo dá uma escapulida até a porta de serviço só para recolher o pão para o café da manhã. Imaginava que seria jogo rápido, mas não contava com a mão do destino batendo a porta e o trancando para fora do apartamento.

Até que ponto o dinheiro pode falar mais alto na vida ou na carreira de uma pessoa? Impossível se esquivar à questão na tentativa de decifrar “Os Normais 2”. É também a justificativa mais razoável para o fato de Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres se meterem numa roubada dessas.
Diz o ditado popular que ser pai ou mãe é padecer no paraíso. O fato é que em se tratando de ambiente corporativo a paternidade ou a maternidade têm lá suas vantagens. Tudo fica muito mais suave para os “papis” e “mamis” quando a imagem de um pequerrucho vem à cabeça do responsável pela divisão de tarefas.
O parque temático de Alton Towers, em Staffordshire, na Inglaterra, está com uma programação para dar uma forcinha aos encalhados. Durante todo o mês de setembro está oferecendo um serviço de “speed date” (“primeiro encontro”) nas montanhas-russas.
“Esse país não pode ter vergonha mais de ser patriota”. Uso a frase da ministra Dilma Rousseff em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo” de ontem após visitar um blog que a princípio parece made in Brazil.
Quando não nos é dada uma opção à tragédia cabe a nós transformá-la, se não em comédia, pelo menos em algo mais aceitável.


Cafés, hotéis e restaurantes temáticos não chegam a ser novidade – pelo menos para os leitores deste blog.
O ex-padre irlandês que agarrou o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona das Olimpíadas de Atenas ataca novamente. Mas desta vez, fantasiado de rapper.
Cinéfilo de verdade não gosta de deixar a sala de exibição para nada – nem para ir ao banheiro. Mas como há jeito para tudo nessa vida, já pensaram numa solução até para quando a fisiologia fala mais alto. O “Run Pee” é um site que indica o melhor momento para ir ao banheiro durante um filme.
Está empiricamente comprovado: os homens falam duas vezes mais mentiras do que as mulheres.
Entrar num elevador é sempre um desafio. Permanecer – mesmo que por alguns segundos – na presença de estranhos, num ambiente pequeno, silencioso e sem janelas é, no mínimo, uma situação chata.

Uma amizade verdadeira é como casamento: os cúmplices precisam dividir alegrias, tristezas e estarem juntos na saúde, na doença e nas roubadas. O mesmo vale para aquele que é tido como o melhor companheiro do homem, o cão.