
O Brasil importou de vez a ideia do “casual day”. Às sextas-feiras é comum cruzarmos com executivos mais relaxados, sem gravata e com camisas de manga curta. Alguns até arriscam um tênis.
Pois na Inglaterra há quem esteja radicalizando e transformando o “casual day” em “Sexta Pelada”. Um grupo de um escritório de marketing e design da cidade de Newcastle passou um dia inteiro sem roupa.
O experimento aconteceu em abril, mas só se tornou público esta semana porque a prática foi filmada e será transmitida pelo canal a cabo Virgin 1 no dia 9 de julho.
O psicólogo empresarial David Taylor – também conhecido como “Naked Coach” (“Guru Pelado”) – foi chamado para animar a equipe depois que seis profissionais foram demitidos por causa da recente crise econômica.
David – que reconheceu que foi a técnica mais radical que já usou – explicou aos funcionários que, ao tirarem suas roupas, deixariam de lado suas inibições, falariam mais abertamente uns com os outros e seriam mais honestos em suas opiniões.
Na semana que antecedeu o experimento, as cobaias foram encorajadas a xerocarem partes de seus corpos para ganharem mais autoconfiança (“The Spirit”?). Além disso, um modelo nu foi trazido para um bate-papo amistoso.
Ninguém foi obrigado a ficar nu e, apesar da relutância inicial, apenas dois funcionários não entraram na onda do nudismo – uma mulher usou lingerie preta e o outro, uma tanguinha.
A surpresa foi que os funcionários descobriram que eles trabalham melhor juntos quando estão nus.
Evidentemente a experiência só foi bem-sucedida porque se tratava de um escritório de marketing e design habitado por pessoas civilizadas e com a mente aberta. O guru pelado não teria sugestão semelhante se fosse convocado para acalmar os nervos do pessoal da Volkswagen de São Bernardo do Campo após o corte de 500 companheiros.
E outra: essa ideia não partiu do mocinho da máquina de xerox. Destacar um psicólogo empresarial para resolver conflitos é atitude de chefia, o que nos leva a concluir que as pessoas têm feito de tudo para não perderem seus cargos.
Até ficam peladas, mas com as mãos no bolso.
