O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2009/06/02

A CIÊNCIA DO VIRA, VIRA, VIRA, VIROU

Arquivado em: Cultura inútil — trezende @ 10:15

drinkingtipes

ericAs descobertas sobre linguagem corporal já versaram sobre a posição dos cotovelos e dos braços durante uma conversa, o modo com que uma mulher mexe os cabelos para se fazer notar ou ainda se a boca ou os olhos dão pistas de que alguém esteja mentindo.
Nesta semana surgiu mais material nessa área. Segundo o psicólogo Glenn Wilson, do King´s College, de Londres, o jeito com que uma pessoa segura um copo pode revelar muito sobre sua personalidade.
O estudo foi conduzido a pedido da “Walkabout” – uma rede de bares australiana famosa na Inglaterra.
Wilson observou a linguagem corporal de 500 bebedores e os dividiu em oito tipos:

1) O paquerador: geralmente representado por uma mulher. O copo é segurado com dedos delicados e levemente abertos de maneira provocativa. Às vezes o traz sobre os seios para chamar a atenção para seus atributos físicos ou olha por cima da borda enquanto toma um gole da bebida e estabelece contato visual. Pode ainda seduzir passando o dedo ao redor da beirada do copo.
2) O fofoqueiro: também desempenhado por uma mulher. Agrupada com amigos próximos, não recebe bem outros que se aproximam. A taça de vinho é pega pela parte do bowl, que ajuda nos gestos durante a conversa. Tem tendência a se inclinar sobre o copo a fim de conversar confidencialmente.
3) O baladeiro: pode ser homem ou mulher. Sociável e simpático, dá goles curtos e rápidos em bebidas de garrafa – frouxamente mantida na altura dos ombros – para não perder sua parte na conversa. É uma pessoa que está sempre feliz e estende essa alegria ao grupo. A melhor técnica de aproximação é se jogar, ser bem-humorado durante a conversa e fazê-los rir.
4) O que toma chá de cadeira: tímido e submisso, segura o copo de maneira protetora como se temesse que alguém o retirasse de suas mãos. As palmas ficam escondidas e o copo funciona como uma “bengala social”. Na maioria das vezes toma um drinque pequeno através de um canudo – usado para misturar a bebida entre um gole e outro. A abordagem precisa ser gentil e sensível. Talvez alguns elogios funcionem para despertar sua auto-confiança.
5) A fria: na maioria dos casos, mulher. Está sempre na defensiva mantendo firmemente o copo ao lado do corpo numa posição de barreira para intimidar abordagens. É uma perda de tempo tentar uma aproximação porque elas geralmente estão prontas para dar o fora.
6) O playboy: homem do tipo ativo e auto-confiante também conhecido como Don Juan. É normal que ele use seu longo copo ou garrafa como símbolo fálico, movendo-o sugestivamente. Tem tendência a ser possessivo e gosta de tocar em suas companhias femininas.
7) O pedante: este “pavão” é consciente de sua imagem e tende a ser confiante e arrogante. É também exagerado em seus gestos, de forma a ocupar o maior espaço possível. Puxa o copo para si e, quando sentado, joga o corpo para trás. Se estiver com amigos, é improvável que receba bem os novos.
8) O intimidador: normalmente homem, prefere garrafas ou copos grandes. Usa esses objetos como armas simbólicas segurando-os firmemente e gesticulando de um jeito ameaçador. Sabe-tudo, pode ser ligeiramente hostil tanto numa simples conversa quanto ao contar piadas. A aproximação deve ser cuidadosa.

O mais curioso é pensar que enquanto a General Motors anuncia a concordata, uma rede de bares pode se dar ao luxo de patrocinar um estudo tão previsível e picareta quanto esse. Uma ótima jogada de marketing, isso sim.

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2 Comentários »

  1. Bem, os intelectuais têm que fazer alguma coisa entre um doutorado e outro. E isso não é o fim do mundo, pois a pesquisa foi patrocinada por uma rede de bares, pois conheço coisa mais inútil patrocinada pelo nosso governo. Por exemplo, em uma das faculdades (não sei qual) federal do nosso país, os doutores em biologia descobriram que uma barata pode viver até dez dias sem a cabeça antes de morrer de fome. isso sim é inútil, o lance dos bares ao menos dpa uma dica de como se comportar em público dependendo da sua intenção…
    Bem, mas agora eu sei que o pessoal me elogiando em uma noite em que segurei o cálice de vinho como “o paquerador, não estava tirando sarro, ou tentando me irritar com mentiras…

    Comentário por Diana — 2009/06/02 @ 15:40

  2. Engraçado, já trabalhei para a Walkabout em Bournemouth… Eles sempre fazem isso!!! O melhor é quando há jogos, tanto Futebol quanto Rugby, é certeza de muito Rock and Roll (bandas ao vivo) e cervejas variadas!!! Tirando a minha predileta Guinness, a Snake Bite é a que mais tem saída para os latinos, não sei porque, afinal, só adicionam “groselha” na cerveja… E recordo como se fosse hoje o dia em que fechamos o Bar num Brasil x Argentina, quem perdesse pagava a conta (Brasil 3×0 Argentina)!!! Lembrando que a estrutura do Walkabout é bem diferenciada em comparação aos bares que se encontram pela Inglaterra, vale a pena visitar!!!

    Um beijo do Alessandro.

    Comentário por Alessandro — 2009/06/03 @ 12:30


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